Leonardo Hermeto*
27 de setembro de 2020 | 06h00 Estadao

A pandemia causada pelo novo coronavírus impactou de forma severa todas as áreas da economia e não foi diferente para os shopping centers, que tiveram suas portas fechadas e viram suas receitas caírem praticamente a zero a partir de março.

Quase todos os shoppings pararam de cobrar aluguel e FPP (fundo de promoção e propaganda), além de reduzirem as taxas de condomínio em 50%. A perda foi ainda pior para os lojistas, que viram as vendas caírem drasticamente, à exceção das lojas-âncora ou megalojas que, com uma estrutura mais robusta e preparados para o mundo digital, asseguraram a manutenção de parte das receitas.
Segundo dados da Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers), em 2019, o setor registrou alta de 7,9% nas vendas, com faturamento de mais de R$ 192 bilhões, e começou 2020 com perspectivas positivas. Com a mudança de cenário, a partir de março, a queda foi de 35,3%, e, em abril, de 89%. Em maio, com a reabertura em algumas localidades, a redução foi de 75,5%.
Com isso, as administradoras de shoppings se viram obrigadas a reduzir seus custos, negociando com fornecedores, eliminando alguns serviços e, em especial, diminuindo a folha de pagamento, dispensando profissionais. No entanto, algumas recorreram à MP 927/2020, que estabelece medidas trabalhistas que poderiam ser adotadas pelos empregadores para a preservação do emprego e da renda e para o enfrentamento do estado de calamidade pública e da emergência de saúde pública de importância internacional, decorrente do coronavírus, proporcionando menor carga horária de trabalho para o time.
No entanto, essa redução da força de trabalho nas administrações dos shoppings (cerca de 30% nos nossos clientes) não aconteceu de forma proporcional à redução de trabalho. Boa parte dos serviços, especialmente para o administrativo, continuou a ser executado normalmente. Faturamento, cobrança, contabilidade, contas a pagar, folha, entre outros, permaneceram com suas rotinas inalteradas, ou melhor, até oneradas em função de novos processos. Houve trabalho adicional na renegociação e geração de acordos com centenas de lojistas em cada shopping, mudanças significativas na folha em função da MP 927/2020 e replanejamento do orçamento, para lembrar apenas de alguns.
Em razão dessa desproporção, os gerentes e superintendentes estão procurando otimizar em seus processos, de forma a fazer as atividades com mais eficiência e utilizando o recurso da automação, muitas vezes baseada em abordagens de Inteligência Artificial. A chave aqui é o redesenho de processos. É interessante notar que esse movimento tem trazido um benefício expressivo para os profissionais que participam dessa nova jornada, que têm aumentado suas habilidades, para fazer cada vez mais, e de forma inovadora, ao aprenderem novas técnicas e metodologias, além de usarem tecnologias de ponta.
Com planejamento, adaptação de espaços, negociações e muito protocolo para a segurança de todo os profissionais, até o início de agosto, mais de 540 empreendimentos haviam retornado às atividades, o que representa 93% do total.
No entanto, ainda diante deste cenário incerto, os shoppings têm buscando se reinventar, partindo para novas frentes como alternativas para a retomada financeira. Uma das saídas é o investimento em iniciativas digitais, que são um caminho sem volta, pois mesmo com a flexibilização, o tráfego físico não voltará ao normal por um tempo indeterminado. Para buscar receitas, os shoppings estão apostando no atendimento online, com a adoção de marketplaces próprios, e usando o recurso da loja online para dispor um ambiente único aos varejistas das suas redes.
Com isso, existem desafios clássicos de integrar o estoque com as plataformas digitais, endereçar o assunto logística e criar um modelo ganha-ganha para lojistas e shoppings, mas, certamente, estes e outros problemas serão vencidos em breve. Um cuidado que os shoppings precisam ter nesses projetos é preservar para si os dados gerados pelos tráfegos nas suas plataformas, visto que é um ativo fundamental para a continuidade dos negócios.
Com isso, o empreendimento pode se tornar mais do que um locatário de espaços físicos para lojas, tornando-se um hub de negócios, seja para vendas ou para otimizar a relação com os consumidores, que precisam de um ponto estratégico para retirar os produtos, por exemplo.
*Leonardo Hermeto, Head da Unidade de Negócio Shopping da Group Software

Taxa sobe 7 pontos percentuais
28% dizem ter contas em dia
Menos da metade trabalha fora

IGHOR NOBREGA
21.set.2020 (segunda-feira) – 19h20
atualizado: 21.set.2020 (segunda-feira) – 19h27
Pesquisa do PoderData mostra praticamente 7 a cada 10 brasileiros deixaram de pagar alguma conta no último mês por causa da pandemia de covid-19. A inadimplência cresceu 7 pontos percentuais em relação ao último levantamento, realizado de 31 de agosto a 2 de setembro.
Esta é a 2ª vez nos últimos 30 dias que a taxa de inadimplentes cresce. O número esteve em queda ou estável desde o início dessa série de pesquisas, no final de abril. A proporção de pessoas que estão com os boletos em dia caiu 8 pontos percentuais – passaram de 36% para 28%.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.
Os dados foram coletados de 14 a 16 de setembro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 459 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.
Quem é mais inadimplente:
• mulheres (71%);
• pessoas de 16 a 24 anos (77%);
• moradores da região Nordeste (81%);
• quem tem só o ensino fundamental (82%);
• os que não têm renda fixa (83%).

ISOLAMENTO SOCIAL
Em meio à crise global de saúde, o teletrabalho –ou home office– foi adotado para evitar aglomerações e frear a disseminação do coronavírus. O levantamento do PoderData aponta que 52% não saíram para trabalhar nas últimas semanas.
Por outro lado, 46% disseram ter saído de casa para trabalhar. Ambos os percentuais se mantiveram iguais em relação aos da rodada anterior.

Fonte: https://www.poder360.com.br/poderdata/68-deixaram-de-pagar-alguma-conta-por-causa-da-pandemia/

 

Para 28%, houve efeito positivo -Impactou mais a construção – Efeito foi positivo no Nordeste – Poder 18.9.20

A diminuição das vendas foi mais percebida por empresas do Sudeste (40,7%), do Centro-Oeste (39,8%) e do Norte (38,3%)Stevepb/Pixabay
GABRIELLY PIMENTEL, RAFAEL BARBOSA e VALQUIRIA HOMERO
19.set.2020 (sábado) – Poder
A pandemia afetou negativamente 39% das empresas em funcionamento no Brasil na 1ª quinzena de agosto. Teve impacto pequeno ou inexistente para 34%. Já para 28%, houve efeito positivo. Os dados são da pesquisa Pulso Empresa, divulgada quinzenalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Eis a íntegra (997 KB).

Na pesquisa anterior, realizada na 2ª quinzena de julho, o percentual de empreendimentos com impacto negativo era de 62%. O efeito tinha sido pequeno ou inexistente para 22%. Enquanto para 15%, era positivo.
PERCEPÇÃO POR SETOR
Os efeitos negativos da pandemia foram mais recorrentes nas empresas dos setores da construção e do varejo (48% em cada). O setor com menor percentual de empresas negativamente impactadas pela crise de saúde foram os serviços (32% se disseram prejudicadas).

EFEITOS POR REGIÃO
O efeito negativo foi mais percebido por empresas do Sudeste (44%), do Norte (42%) e do Centro-Oeste (40%). Na região Sul, 41% das empresas sinalizaram impactos pequenos ou inexistentes. Já no Nordeste, 52% reportaram percepção de efeito positivo.

Os dados para a pesquisa Pulso Empresa foram coletados com 2.267 empresas, de 17 a 31 de agosto, por meio de entrevista telefônica assistida por computador.

 

 

‘Operamos um transatlântico, mas às vezes testamos novidades em jet-skis’, diz Helisson Lemos, chief digital officer (CDO) da empresa


Ricardo Grinbaum e Ana Carolina Sacoman / 14 de setembro de 2020 | 06h00 / Estadao
Dona de Casas Bahia e Pontofrio, a Via Varejo fechou o segundo trimestre deste ano com volume bruto de vendas (GMV) online de R$ 5,1 bilhões, ou 70% do volume bruto total, alta de 280% na comparação com o mesmo período do ano passado. A resposta rápida à pandemia ajuda a explicar os números: segundo Helisson Lemos, chief digital officer (CDO) da companhia, uma das plataformas de maior sucesso nesse período, o Me Chama no Zap, nasceu em apenas três dias.
Lemos falou ao Revoluções Digitais sobre os desafios do momento, como as ideias são testadas e o que deve ser mantido no “novo normal”. Veja os principais trechos da entrevista:
Como a pandemia influenciou no seu processo de transformação digital?
Nossa jornada pela transformação digital da companhia foi iniciada no ano passado, com a nova gestão e o compromisso assumido na direção de um turnaround com uma cultura digital forte. Com a pandemia, esse processo, que já vinha intenso, foi acelerado e diversas ações que estavam planejadas ao longo do ano foram antecipadas. Apesar do cenário adverso, investimos ainda mais na criação de novas soluções digitais e na evolução das já existentes, com o intuito de proporcionar uma melhor experiência para nossos consumidores e total suporte para os nossos colaboradores. Nosso time de tecnologia, composto atualmente por mais de 1,4 mil pessoas, desenvolveu várias soluções.
A primeira foi uma integração das Casas Bahia ao super app banQi, dando acesso para milhões de clientes pagarem seus carnês online. Os carnês, aliás, antes da pandemia eram oferecidos apenas nas lojas e agora passaram a ser uma opção a mais de crédito em nossos canais online. O Retira Rápido, formato de venda que nasce nos canais online e que o cliente retira nas nossas lojas, virou rapidamente o nosso “drive-thru”.
Outra frente digital que surpreendeu a todos nasceu em três dias, a plataforma “Me Chama no Zap” – para que os vendedores das lojas físicas continuassem suas vendas de forma remota durante o período de pandemia. Essa iniciativa marcou o processo de digitalização dos nossos vendedores, que se transformaram em consultores de venda online para os clientes, principalmente os que nunca tinham feito compras por esse meio anteriormente.
Com o crescimento da demanda no e-commerce neste período, reforçamos nossa malha logística com a aquisição da startup curitibana ASAP Log, especializada em entrega para e-commerce. Com a integração da tecnologia desta startup, reduzimos ainda mais o tempo de entrega dos produtos adquiridos por meio de nossos canais online das marcas Casas Bahia e Pontofrio e avançamos na criação de mini hubs dentro de lojas para maior alcance logístico com custo de frete e prazos menores. Nos adaptamos rapidamente aos novos modelos e hábitos de consumo e enxergamos a oportunidade de turbinar ainda mais a integração entre varejo físico e online.

Quais mudanças feitas ou pensadas agora permanecerão no pós-pandemia?
Atualmente, temos como objetivo ir além do varejo por meio da integração de todas as plataformas de venda para oferecer mais conveniência, melhorando a jornada do cliente no online, na loja, ou em ambos. O cliente vai escolher e temos de estar preparados. Sendo assim, todas as inovações, produtos e serviços que desenvolvemos após o início da pandemia permanecerão em atividade e melhoria constante. Acreditamos que o caminho de integração entre as lojas físicas e o mundo online é sem volta.

Como investir em transformação digital enquanto, para muitas empresas, os recursos evaporaram de um dia para o outro?
É comum pensarmos que para inovar ou para iniciar um processo de transformação digital precisamos de um alto investimento. No caso da Via Varejo, praticamente não houve gasto extra. A mudança foi de mentalidade, de ter a coragem de abraçar o novo, de adotar os meios digitais para melhorar nossos processos de venda e processos internos, incluindo as relações de trabalho. O que fizemos até agora foi dar direção e autonomia às nossas equipes para aproveitar os ativos que já estavam aqui dentro para alavancar novos negócios. Nosso processo passou por etapas de análise do cenário da companhia logo após a chegada da nova diretoria e adequações. Agora, com a capitalização realizada no segundo trimestre do ano, vamos avançar com os investimentos em tecnologia e sistemas. Muita coisa foi realizada de forma operacional e usando muita gente. A ideia agora é evoluir mais e mais os sistemas por trás, aumentando a eficiência e a agilidade.

É o momento de testar novas ideias?
Sem dúvida. Sempre é hora de propor e testar novas ideias, também de antecipar projetos e desengavetar tantos outros. Em um setor tão disputado e, em um primeiro momento, que sofreu forte impacto com a pandemia, a busca por novas soluções é mandatória. Falamos aqui que operamos um transatlântico, mas que temos de pilotar também uns jet-skis, e com eles testamos novidades. Se erramos, ajustamos rápido e depois escalamos.

Qual conselho o senhor dá para quem está passando pelo dilema de ter de fazer a transformação digital no meio da pandemia?
Coragem! O mundo é totalmente tecnológico e a pandemia foi um dos fatores que fizeram com que as pessoas mais tradicionais passassem a utilizar o online para suas atividades diárias. Com isso, companhias que se reinventam digitalmente têm mais possibilidade de interagir com seus consumidores, de forma a sanar suas necessidades e se diferenciar no mercado. Outro conselho é que não existe regra, experimentar faz parte do processo, as relações off e online serão mescladas cada vez mais e esse, sim, é o novo normal.

Após quedas no começo da pandemia, as vendas no varejo tiveram nova alta, segundo os dados do IBGE. O desafio é ir além do auxílio emergencial
Por Carolina Riveira
Publicado em: 10/09/2020 às 09h09 Alterado em: 10/09/2020 às 11h05 access_timeTempo de leitura: 3 min

Varejo: desafio de seguir recuperação apesar da redução do auxílio emergencial (Paulo Whitaker/Reuters)
As vendas no varejo subiram 5,2% em julho na comparação com o mês anterior, ficando novamente acima das expectativas. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na comparação com o mesmo período de 2019, a alta foi de 5,5%.
A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 1,20% no varejo na comparação com o mês anterior e de 2,2% na comparação anual.
No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e de material de construção, a alta foi de 7,2% em julho em relação a julho. Na comparação anual, o varejo ampliado subiu 1,6% e conseguiu interromper uma sequência de quatro meses em queda.
Os resultados, assim como nos últimos dois meses divulgados, vieram positivos e acima das projeções dos analistas, o que indica que o pior pode ter ficado para trás em meio à crise do novo coronavírus, que teve no segundo trimestre seu pior momento no mundo.
“O comércio varejista é o primeiro setor, reflexo do auxílio emergencial, que praticamente retornou ao seu nível pré-crise”, escreveu o economista Arthur Mota em relatório da Exame Research, braço de análise de investimentos da EXAME, que afirma que há até agora no comércio uma “recuperação em V”.
Outras medidas citadas como benéficas são o programa de manutenção do emprego, como cortes de horas e folha de pagamento, além do começo da flexibilização da quarentena após fechamentos mais restritos no começo da pandemia.
Maio e junho já haviam sido meses de recuperação após quedas bruscas em março e abril. Em junho, as vendas subiram 8,5%; em maio, tiveram alta recorde de 13,3% na comparação com o mês anterior (segundo os números já revisados posteriormente pelo IBGE).
Apesar das altas, no ano, o varejo ainda está no negativo e acumula baixa de 1,8% no volume de vendas em 2020. Em 12 meses, o acumulado é de alta quase nula, de 0,2%.
O desafio é fazer as vendas continuarem subindo. Podem afetar o varejo a partir deste mês de setembro fatores como a redução do auxílio emergencial de 600 para 300 reais e uma recuperação pouco forte da criação de empregos (que, vale lembrar, já era um desafio do Brasil antes da pandemia).
Para agosto, a tendência é que a alta continue, afirma a Exame Research, com base em números positivos divulgados nas últimas semanas como aumento da venda de veículos. Mas a queda do auxílio pode ter impacto na continuidade do crescimento do comércio. “Será importante entender se esse movimento irá tirar fôlego da recuperação, ou se a retomada da confiança irá sobrepujar o efeito”, diz o relatório da Exame Research (cadastre-se gratuitamente aqui para ler a análise na íntegra)
Começo da recuperação
Sete entre as oito atividades que aparecem na Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE tiveram alta, com alguma recuperação após as baixas no começo da pandemia.
O único setor que não cresceu foi justamente o de supermercados e produtos alimentícios (que inclui ainda bebidas e fumo). O setor vinha crescendo mais do que os anteriores por ter sido menos impacto pelo distanciamento social e ficou em 0% de variação em julho na comparação com junho.
Ainda assim, os supermercados estão entre os poucos com crescimento em 2020. No ano, os únicos com acumulado positivo são justamente alimentos/supermercados, artigos farmacêuticos/perfumaria, móveis/eletrodomésticos e material de construção.
Os mais impactados negativamente são vestuário (38% de queda no ano), livros/jornais/papelaria (28%) e veículos/peças (22%)

.https://exame.com/economia/varejo-no-brasil-sobe-52-em-julho-e-fica-acima-das-expectativas/

01/09/2020 – Money times

1 – Lojas Renner é a empresa mais eficiente em seu segmento, mesmo após trimestre fraco

As vendas online da Lojas Renner saltaram 122% no segundo trimestre do ano (Imagem: YouTube/EstiloRenner)
A Lojas Renner (LREN3) apresentou resultados fracos do segundo trimestre de 2020, de acordo com o BB Investimentos. Impactada pelo fechamento das lojas devido à propagação da pandemia de covid-19, a companhia teve uma queda expressiva nas vendas do período, o que levou a uma receita líquida 73,3% menor no comparativo anual, para R$ 539,6 milhões.
O desempenho da varejista nos canais digitais minimizou os efeitos negativos. As vendas online saltaram 122% e, mesmo com a reabertura das unidades físicas, o e-commerce seguiu a trajetória crescente em julho, avançando 239% na comparação ano a ano.
Para o BB Investimentos, o principal aspecto positivo do balanço foi o reconhecimento de créditos fiscais de uma ação envolvendo a exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins, o que garantiu um lucro líquido de R$ 818,1 milhões à Lojas Renner no trimestre.
A recomendação neutra da ação foi reiterada, bem como o preço-alvo de R$ 37,10 para o fim de 2020. Segundo a analista Georgia Jorge, a indicação tem como base a ideia de que “a Lojas Renner é a companhia mais eficiente no seu segmento e, apesar dos percalços de curto prazo, deve retomar rapidamente o desempenho operacional pré-crise”.

DECRETO Nº 10.470, DE 24 DE AGOSTO DE 2020
Prorroga os prazos para celebrar acordos de redução proporcional de jornada de trabalho e de salário e de suspensão temporária de contrato de trabalho e para efetuar o pagamento dos benefícios emergenciais de que trata a Lei nº 14.020, de 6 de julho de 2020.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei nº 14.020, de 6 de julho de 2020,
DECRETA:
Art. 1º Este Decreto prorroga os prazos para celebrar os acordos de redução proporcional de jornada de trabalho e de salário e de suspensão temporária de contrato de trabalho e para efetuar o pagamento dos benefícios emergenciais de que tratam a Lei nº 14.020, de 6 de julho de 2020, e o Decreto nº 10.422, de 13 de julho de 2020.
Art. 2º Os prazos máximos para celebrar acordo de redução proporcional da jornada de trabalho e de salário e de suspensão temporária de contrato de trabalho, de que tratam, respectivamente, o caput do art. 7º e o caput do art. 8º da Lei nº 14.020, de 2020, consideradas as prorrogações do Decreto nº 10.422, de 2020, ficam acrescidos de sessenta dias, de modo a completar o total de cento e oitenta dias, limitados à duração do estado de calamidade pública a que se refere o art. 1º da Lei nº 14.020, de 2020.
Art. 3º Os prazos máximos para celebrar acordo de redução proporcional de jornada de trabalho e de salário e de suspensão temporária de contrato de trabalho ainda que em períodos sucessivos ou intercalados, de que trata o art. 16 da Lei nº 14.020, de 2020, consideradas as prorrogações do Decreto nº 10.422, de 2020, ficam acrescidos de sessenta dias, de modo a completar o total de cento e oitenta dias, limitados à duração do estado de calamidade pública a que se refere o art. 1º da Lei nº 14.020, de 2020.
Art. 4º Os períodos de redução proporcional de jornada de trabalho e de salário e de suspensão temporária de contrato de trabalho utilizados até a data de publicação deste Decreto serão computados para fins de contagem dos limites máximos resultantes dos acréscimos de prazos de que tratam o art. 2º e o art. 3º e o Decreto nº 10.422, de 2020, limitados à duração do estado de calamidade pública a que se refere o art. 1º da Lei nº 14.020, de 2020.
Art. 5º O empregado com contrato de trabalho intermitente, nos termos do disposto no § 3º do art. 443 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, formalizado até 1º de abril de 2020 fará jus ao benefício emergencial mensal no valor de R$ 600,00 (seiscentos reais), pelo período adicional de dois meses, contado da data de encerramento do período total de quatro meses de que tratam o art. 18 da Lei nº 14.020, de 2020, e o art. 6º do Decreto nº 10.422, de 2020.
Art. 6º A concessão e o pagamento do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda e do benefício emergencial mensal de que tratam, respectivamente, o art. 5º e o art. 18 da Lei nº 14.020, de 2020, observadas as prorrogações de prazos previstas no Decreto nº 10.422, de 2020, e neste Decreto, ficam condicionados às disponibilidades orçamentárias e à duração do estado de calamidade pública a que se refere o art. 1º da Lei nº 14.020, de 2020.
Art. 7º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 24 de agosto de 2020; 199º da Independência e 132º da República.
JAIR MESSIAS BOLSONARO
Paulo Guedes
Este texto não substitui o publicado no DOU de 24.8.2020. – Edição extra

Os dados encorajadores de venda e lucratividade de julho (Imagem: LinkedIn/Arezzo&Co)
As companhias do varejo de vestuário apresentaram diferentes resultados no segundo trimestre de 2020, considerado pelo mercado o período mais incomum do ano devido ao fechamento das lojas para conter a disseminação do coronavírus.
Na avaliação do Credit Suisse, a Arezzo (ARZZ3) foi o destaque positivo do trimestre, tendo em vista os dados encorajadores de venda e lucratividade de julho, que sugerem que o próximo balanço será promissor.
“A pandemia de covid-19 atingiu o segmento de moda, mas encontrou a Arezzo relativamente preparada para navegar as águas turbulentas. As vendas no e-commerce cresceram 200% na comparação ano a ano, ajudando a minimizar a perda de receita líquida e dando suporte a margens brutas melhores”, comentaram Victor Saragiotto e Pedro Pinto, autores do relatório divulgado pelo banco e obtido pelo Money Times.
Além disso, a empresa também deu a entender que mira novas oportunidades de fusões e aquisições para se consolidar no setor.
No caso da Centauro (CNTO3), …o Credit Suisse destacou o bom trabalho feito pela administração da empresa, o que resultou em uma geração de caixa de R$ 50,7 milhões em meio a um cenário desafiador.
Para as ações da Arezzo e da Centauro, o banco defendeu a recomendação de outperform (desempenho esperado acima da média do mercado).

Bacen: bancos foram beneficiados Pequenas empresas: abandonadas Precisam de mais prazo na crise – PODER 18.8.20
Segundo pesquisa, 500 mil micro e pequenas empresas fecharam durante pandemiaAgência Brasil
CARLOS THADEU DE FREITAS GOMES
Os bancos comerciais foram beneficiados pelo afrouxamento dos compulsórios depositados no Bacen, com o objetivo de ampliar o volume de crédito às empresas e famílias durante a crise. Mas as pequenas empresas são abandonadas no mercado de crédito, uma vez que delas são exigidas condições incumpriveis como contrapartidas para receberem empréstimos.
Esses recursos que dormem nos bancos são remunerados pelo Banco Central (Bacen), e no momento das liberações nada foi exigido das instituições financeiras. Agora o que se vê é um paradoxo, em que muitas empresas sem reservas estão no vale da morte, a maioria de pequeno porte, não porque terem errado, mas pela dificuldade de acessar recursos.
O mercado já olha para o momento de extinção dos benefícios emergenciais, que estão ajudando principalmente o comércio a reduzir as perdas do setor esse ano. As estimativas de redução no volume de vendas do varejo foram revistas, com dados mais favoráveis do desempenho do comércio em junho justamente pela manutenção do consumo proporcionada pelo socorro dos benefícios.
A queda no ano que deveria ser próxima a 13%, deverá ser de 6%. Mas quando se encerrarem os vouchers, teremos desemprego elevado no Brasil com bancos encharcados de liquidez?
Nos mercados internacionais também há questionamentos quanto à disposição dos sistemas bancários em apoiar a sociedade durante a crise da pandemia.
O Federal Reserve Bank (FED) anunciou recentemente uma ampliação nos requisitos de capital dos grandes bancos americanos, com capital acima de US$ 100 bilhões em ativos totais, para garantir maior resiliência no sistema bancário.
Após a crise do subprime em 2008, o Comitê de Basileia publicou padrões regulatórios globais para adequação de capital e liquidez dos bancos pelas novas regras de Basileia III. O objetivo principal das reservas de capital contracíclico é atuar como medida macroprudencial de amplo alcance, a fim de proteger o setor bancário em períodos de excesso de crescimento do crédito agregado associados com o aumento do risco sistêmico, ou decorrente da deterioração da qualidade do crédito, notadamente o aumento da inadimplência.
Durante fases de expansão do crédito o requerimento de capital contracíclico pode ser ativado, em que as instituições financeiras devem constituir reserva adicional de capital precaucionária, que pode ser utilizada na fase de contração do ciclo de crédito.
A experiência mostra que aumentos de capital em “reservas escondidas” é prática comum no sistema bancário, não somente quando há maior hiato entre a evolução do crédito e do PIB. É usual os bancos possuírem mais recursos do que admitem, visto que muitas precificações são subavaliadas. Isso incrementa a alavancagem dos bancos, como o que está ocorrendo agora.
Os Governos liberaram trilhões de dólares em medidas de apoio social, para ampliar os fluxos de crédito e o funcionamento dos mercados, ajudando famílias a manterem suas rendas, e empresas a sustentarem os empregos. A possibilidade de compra de títulos privados pelos bancos centrais foi fundamental para garantir sobrevivência às empresas menores. Mas esses esquemas têm validade.
Para as grandes instituições bancárias o presságio é de um novo período de sobrevivência com lucros fracos, dividendos reduzidos, e nenhum bônus. Em junho, o FED restringiu temporariamente os pagamentos aos acionistas pelos maiores bancos do país, impedindo-os de recomprar suas próprias ações ou aumentar o pagamento de dividendos no terceiro trimestre deste ano, deixando-os ainda mais céticos.
Paradoxalmente à percepção dos reguladores é tentar garantir que os bancos continuem fortes para manter os empréstimos durante a desaceleração induzida pela pandemia.
No Brasil, com o mercado bancário altamente concentrado, a ampliação da liquidez expõe ainda mais o empoçamento dos recursos.
Expectativas indicam que cerca de 200 mil empresas devem fechar as portas em definitivo este ano, especialmente por que não tiveram crédito. Na ocasião da aprovação do orçamento de guerra foi também permitida compra de títulos em ativos de empresas pequenas e médias pelo Banco Central, o que infelizmente não saiu do papel. Se o Bacen tivesse iniciado os processos de compra desses papéis talvez pudesse ser reduzido o número de empresas que em breve morrerão.
Ou o Bacen acelera a compra de papéis das empresas com compromisso de recompra no longo prazo, exigindo manutenção de empregos, ou os bancos possam fazê-lo usando os recursos liberados dos compulsórios. É crucial que as empresas pequenas tenham mais prazo para sobreviver à crise.
As diferenças cada dia maiores entre os juros longos e os curtos no Brasil abrem espaço para os juros nominais e reais caírem ainda mais. Há muita liquidez e entesouramento, logo, no momento não há motivos para asfixiar o setor produtivo por falta de dinheiro.
À exemplo dos vouchers, que estão sendo fundamentais exatamente por não passarem pelos bancos como empréstimos com contrapartidas, evitar o fechamento das empresas é ainda mais importante do que projetos de obras públicas.

Carlos Thadeu de Freitas Gomes
Carlos Thadeu de Freitas Gomes, 72 anos, é economista-chefe da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). Foi presidente do Conselho de Administração do BNDES e diretor do BNDES de 2017 a 2019, diretor do Banco Central (1986-1988) e da Petrobras (1990-1992). Escreve sobre macroeconomia para o Poder360 todas as segundas-feiras.

“É necessário encontrar uma maneira de tributar as transações eletrônicas”, diz deputado.

TARCISO MORAIS
Fundador e editor-chefe da RENOVA Mídia 17.8.20

Ricardo Barros (PP-PR), novo líder do governo na Câmara dos Deputados, afirmou, neste domingo (15), que é necessário tributar operações eletrônicas.
“Penso que é necessário encontrar uma maneira de tributar as transações eletrônicas”, declarou Barros, em entrevista ao site Poder360.
“Quando o ministro Paulo Guedes fala em imposto sobre transações eletrônicas, ele está propondo tributar um determinado setor da economia que já não é pequeno e não está alcançado pelos impostos que já estão estabelecidos”, acrescentou o deputado.
As operações financeiras já foram tributadas no passado por meio da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), que vigorou até 2007.