Link para aditivo CCT 2026 Assinado.
Quem me acompanha por aqui sabe que sempre defendi a economia real como um dos grandes motores do desenvolvimento do nosso país.
É no varejo, na indústria, na geração de empregos e na inovação que o desenvolvimento deixa de ser discurso e passa a fazer parte da vida das pessoas.
Por isso, recebo com muita satisfação e, principalmente, com responsabilidade, o reconhecimento do estudo Pulso 2026/2027, realizado pela Deck em parceria com a Nexus (FSB Holding), que me coloca entre as vozes mais influentes do Varejo e da Economia Real no Brasil.
Mais do que um reconhecimento individual, vejo esse resultado como um sinal de que o mercado está valorizando cada vez mais quem tem conhecimento, experiência e disposição para compartilhar ideias e contribuir para o desenvolvimento do país.
O varejo está passando por uma transformação profunda. Tecnologia, dados, novos canais e novos modelos de negócio estão mudando a forma como nos relacionamos com o consumidor.
Mas uma coisa não muda: inovação só faz sentido quando gera valor real.
É por isso que acredito que o futuro do varejo brasileiro passa por combinar tecnologia e eficiência com aquilo que sempre esteve na nossa essência: entender o consumidor, valorizar nossas raízes e fazer negócios com uma visão de longo prazo.
O mesmo vale para o empresariado brasileiro.
Nosso protagonismo não está em discursos, mas na capacidade de empreender, investir, gerar empregos, inovar e construir soluções que façam diferença na vida das pessoas.
Agradeço à Deck e à @Nexus pelo reconhecimento e pelo rigor do estudo. E parabenizo todos os executivos, empresários e conselheiros que, em diferentes setores, seguem trabalhando para fortalecer a nossa economia.
Seguimos fazendo o que precisa ser feito: trabalhando, inovando e construindo um Brasil mais forte, eficiente e genuinamente brasileiro.
Deixo aqui o link do estudo: https://lnkd.in/dbjGGQKa

Thiago de Melo Furbino – Influencer • Linkedin
A Sea Limited, dona da Shopee, manteve forte ritmo de crescimento no 2T26, com receita de US$ 7,8 bilhões, +48,1%, lucro bruto de US$ 3,5 bilhões, +47,3%, lucro líquido de US$ 458,1 milhões, +10,6%, e EBITDA ajustado consolidado de US$ 917,2 milhões, +10,6%.
Na Shopee, foram 4,2 bilhões de pedidos, +27,5%, enquanto o GMV atingiu US$ 38,3 bilhões, +28,4%, e a receita chegou a US$ 5,6 bilhões, +48,2%. A relação entre GMV e pedidos indica ainda um ticket médio implícito de aproximadamente US$ 9,1 por pedido, praticamente estável na comparação anual.
O principal destaque continua sendo a monetização, já que a receita de core marketplace, formada principalmente por taxas transacionais e publicidade, avançou 65,6%, para US$ 4,3 bilhões, enquanto a receita total de marketplace alcançou US$ 4,9 bilhões, +48,9%, reforçando a maior captura de valor por meio de ads, serviços e taxas dentro do ecossistema.
Mesmo com investimentos relevantes em logística e aquisição, o EBITDA ajustado da Shopee cresceu 12,2%, para US$ 255,4 milhões, equivalente a uma margem EBITDA de aproximadamente 4,6%, enquanto Forrest Li passou a projetar US$ 1 bilhão de EBITDA ajustado para a Shopee em 2026.
No Brasil, a operação continua sendo bastante relevante na estratégia global.
A Monee mostra outra dimensão importante dessa tese, porque enquanto a Shopee entrega escala, frequência e dados, o braço financeiro opera com rentabilidade significativamente superior. A receita cresceu 58,9%, para US$ 1,4 bilhão, com EBITDA ajustado de US$ 288 milhões, +12,8%, equivalente a uma margem EBITDA de aproximadamente 20,5%, mais de quatro vezes a margem da Shopee.
A carteira de crédito para consumidores e PMEs chegou a US$ 11,1 bilhões, +62,5%, enquanto a inadimplência acima de 90 dias permaneceu em 1,0%. Em paralelo, a provisão para perdas de crédito avançou 71,5%, para US$ 555,2 milhões, indicador que ganha importância à medida que a carteira cresce em ritmo acelerado.
Na Garena, bookings cresceram 15,5%, para US$ 763,5 milhões, a receita avançou 33,5%, para US$ 746,6 milhões, e o EBITDA ajustado atingiu US$ 429,8 milhões, +16,7%.
A oportunidade da Sea está não apenas em continuar expandindo o GMV, mas em aumentar o ticket médio sobre uma base que já cresce fortemente em pedidos, ao mesmo tempo em que amplia a monetização por meio de publicidade, serviços financeiros e ganhos de eficiência operacional. Se a Shopee continuar ampliando monetização e margem com escala, enquanto a Monee aumenta sua penetração mantendo disciplina de crédito, o grupo pode capturar uma alavancagem operacional relevante.
Nos próximos trimestres, eu acompanharia principalmente a evolução da margem da Shopee, o crescimento da carteira da Monee e a relação entre expansão do crédito, provisões e geração incremental de EBITDA.

Thiago de Melo Furbino • Influencer • l
A Black Friday e o Natal de 2026 podem estar entre as últimas grandes datas promocionais como conhecemos hoje. Os dados apresentados pelo Google mostram um consumidor mais preparado: 48% já chegam à Black Friday com a lista pronta, 44% começaram a pesquisar preços antes e 41% pretendem gastar mais que em 2025. Ao mesmo tempo, 60% ainda enxergam a data como a principal oportunidade para comprar itens de maior valor.
Mas a transformação mais importante acontece antes da compra. A busca deixa de ser formada por frases curtas como “melhor cadeira” ou “melhor notebook” e passa a incorporar necessidade, intenção, rotina, orçamento, características, prazo, pagamento e até imagens. Em uma única conversa, o consumidor explica o que procura, como pretende usar, quanto quer gastar e quando precisa receber. A IA interpreta esse contexto e cruza essas informações com preços, catálogos, avaliações, estoque e condições de entrega.
Existe, porém, um descompasso: o consumidor incorporou a IA mais rápido do que boa parte do varejo. Enquanto ele pesquisa usando frases longas, áudio, imagens e contexto, muitos e-commerces ainda esperam palavras-chave exatas, possuem descrições despadronizadas e apresentam praticamente a mesma vitrine para clientes com perfis e intenções diferentes. O consumidor quer comparar características e avaliações; do outro lado, ainda existem páginas com pouca informação, fotos ruins e dados estruturados apenas para leitura humana.
Esse gap aparece também na jornada. Em análise apresentada pelo Google Cloud com 35 grandes e-commerces, 18 apresentaram algum tipo de falha durante a jornada de compra.
É por isso que as evoluções do Merchant Center ganham relevância. Melhorar imagens, enriquecer descrições, incorporar avaliações e organizar atributos deixa de ser apenas otimização de conversão: a qualidade do catálogo passa a influenciar se o produto será entendido, comparado e recomendado pela IA.
E o comportamento já mudou. Em pesquisa com 2.750 brasileiros e mais de 17 mil compras, 57% utilizam IA em algum momento de jornadas complexas. Para a Black Friday, 22% pretendem usá-la para avaliar se a promoção vale a pena, 20% para buscar cashback e benefícios, 19% para comparar preços e 17% para encontrar produtos a partir de uma necessidade. O uso de IA para compras triplicou, de 5% em 2024 para 15% em 2026.
A jornada está mais curta e mais profunda. Em 2027, possivelmente teremos uma Black cada vez mais agêntica, na qual o varejo disputará a atenção do consumidor e também a escolha dos agentes que vão pesquisar, comparar e recomendar por ele.
A estratégia passa a ser também sobre ser entendido, considerado e escolhido pela IA. E a pergunta começa a ficar incômoda: sua empresa já está preparada para isso?
foto: Gleidys Salvanha

Às margens da BR-277, uma das principais rotas do Paraná, o City Center Outlet Premium está estrategicamente localizado a apenas 25 minutos de Curitiba, com mais de 30 cidades em seu entorno e um fluxo superior a 1,5 milhão de veículos por mês em frente ao empreendimento.
Com 290 mil m² de área total, 74 mil m² de área construída e 33 mil m² de ABL, o empreendimento reúne 140 lojas de marcas nacionais e internacionais, com descontos de até 70% durante todo o ano.
O City Center também se destaca pela estrutura a céu aberto, integração com paisagismo e bem-estar, além de 20 operações gastronômicas, o primeiro cinema em outlet do Brasil e um eletroposto com 8 pontos de abastecimento.
Uma nova experiência de compras e lazer, desenvolvida para conectar diferentes públicos em um único lugar.
hashtag#TaclaShopping
Bruno Teles – Economia – Linkedin

O dono da Havan falou diante dos funcionários da 196ª loja da rede, no sábado (29), chamou a proposta de medida eleitoreira e disse que o repasse aos preços reduziria o poder de compra. A empresa se aproxima de 25 mil funcionários e projeta faturamento de R$ 22 bilhões em 2026
Luciano Hang, dono da Havan, criticou o fim da escala 6×1 durante a inauguração da 196ª loja da rede, em Caldas Novas (GO), no sábado (29). Diante dos funcionários da nova unidade, ele chamou a proposta de “medida eleitoreira” e afirmou que os defensores da mudança estariam em busca de votos.
As informações foram publicadas pelo ND Mais em 31 de agosto de 2026, às 8h57, em texto assinado por Carolina Sott, com base nas falas do empresário registradas durante o evento e em vídeo reproduzido da rede X.
“Querem o voto de vocês em outubro”, disse o empresário aos trabalhadores
A declaração foi feita durante as boas-vindas aos trabalhadores da nova unidade da Havan. O empresário associou diretamente a proposta ao calendário eleitoral.
“Querem enganar você com o fim da escala 6×1. Eles querem o voto de vocês em outubro”, disse Luciano Hang.
Estimativa é de alta de cerca de 15% nos custos com mão de obra
Segundo o empresário, a mudança da escala 6×1 para o modelo 5×2 aumentaria os custos da Havan com mão de obra. A estimativa apresentada por ele é de uma alta de cerca de 15%.
O motivo apontado por Luciano Hang é a necessidade de contratar mais trabalhadores para manter a operação da rede com a jornada reduzida.
Havan se aproxima de 25 mil funcionários e projeta R$ 22 bilhões em 2026
A Havan se aproxima de 25 mil funcionários, número que dimensiona o efeito estimado pelo empresário sobre a folha da empresa.
A rede projeta faturamento de R$ 22 bilhões em 2026, conforme informado na reportagem.
Hang afirma que produtos poderiam subir entre 10% e 15%
O aumento dos custos com pessoal poderia ser repassado aos preços dos produtos, afirmou o empresário, conhecido como “Véio da Havan”.
Na avaliação dele, o repasse reduziria o poder de compra dos trabalhadores que passassem a cumprir uma jornada menor sem aumento salarial. “Ah, mas eu vou trabalhar 5×2 e ganhar a mesma coisa. Ok. Mas se você ganha a mesma coisa e os produtos vão subir entre 10% e 15%, vocês vão ter poder de compra menor”, afirmou.
Empresário diz que trabalhadores poderiam buscar um subemprego
Na sequência da fala, Luciano Hang disse que trabalhadores poderiam precisar buscar outra fonte de renda para manter o mesmo padrão de consumo.
“Vocês vão arranjar um subemprego. Ou seja, vão ter que trabalhar mais para comprar o que estão comprando hoje. Isso é estelionato eleitoral”, declarou.
Ele defende que a decisão sobre a jornada caiba ao trabalhador, não ao Congresso
O empresário também defendeu que o trabalhador tenha liberdade para decidir quanto deseja trabalhar, em vez de a definição ser feita pelo Congresso.
O argumento aparece como contraponto à tramitação da proposta que está em análise no Legislativo.
Play Video
Em novembro de 2024, Hang chamou a proposta de “populismo”
Esta não é a primeira vez que Luciano Hang se manifesta contra o fim da escala 6×1. Em novembro de 2024, o empresário classificou a proposta como “populismo”.
Em maio deste ano, ele voltou a criticar a mudança, em nova manifestação pública sobre o tema.
“O brasileiro não quer trabalhar menos”, afirmou em maio
Sobre a proposta, Luciano Hang declarou na ocasião: “O fim da escala 6×1 é um retrocesso para o Brasil. O brasileiro não quer trabalhar menos. O brasileiro quer ganhar mais, crescer na vida e dar uma condição melhor para a família”.
A fala de maio antecede em alguns meses a nova crítica feita diante dos funcionários em Caldas Novas.
CCJ do Senado deve analisar a proposta na quarta-feira (2)
A proposta que prevê mudanças na jornada de trabalho deve ser analisada na quarta-feira (2) pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado.
O relator, senador Omar Aziz (PSD-AM), apresentou parecer favorável à proposta na quinta-feira (27) e rejeitou as 12 emendas apresentadas pelos senadores. A estratégia é manter o texto aprovado pela Câmara dos Deputados para evitar que a matéria precise retornar à análise dos deputados.
Texto prevê dois dias de repouso e salário sem redução
Pelo texto em discussão, os trabalhadores terão direito a dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos.
A proposta também prevê que o salário não seja reduzido em razão da diminuição da jornada.
Jornada cairia de 44 para 42 horas e depois para 40 horas semanais
A mudança seria implementada de forma gradual. Dois meses após a promulgação da PEC, a jornada máxima semanal passaria de 44 para 42 horas.
Um ano depois, seria reduzida definitivamente para 40 horas semanais, conforme o texto em análise.
Situação atual: PEC precisa de 49 votos em dois turnos no Plenário
Caso seja aprovada na CCJ, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) ainda precisará passar por dois turnos de votação no Plenário do Senado. Para avançar, serão necessários pelo menos 49 votos favoráveis em cada turno.
A crítica de Luciano Hang ao fim da escala 6×1 acontece nessa fase da tramitação, com a análise da CCJ marcada para a quarta-feira (2) e a estimativa do empresário de alta de cerca de 15% nos custos da Havan com mão de obra caso o modelo 5×2 seja adotado.
Reginaldo Nogueira Diretor Executivo do Ibmec | Ph.D. em Economiaia
O IBGE divulgou o PIB do 2º trimestre. O resultando mostra uma economia em desaceleração, com crescimento acumulado nos últimos 4 trimestres de 1,9%, contra um crescimento de 2,7% há um ano atrás pela mesma métrica.
Mas os detalhes são ainda preocupantes. Enquanto o consumo das famílias subiu 0,9% no acumulado de 4 trimestres, e o investimento (FBCF – formação bruta de capital fixo) caiu 0,2%, o consumo do governo cresceu 2,8%. Ou seja, as famílias e as empresas enfrentam o custo dos juros altos, enquanto o governo continua aumentando seus gastos.
O problema é que não estamos falando apenas de um ciclo econômico. A dívida bruta do governo geral já chegou a 82% do PIB, e continua crescendo.
O resultado é perverso: uma política fiscal expansionista mantém a pressão sobre a inflação e sobre os juros, enquanto o setor privado sente o custo, reduzindo o dinamismo econômico do país.
Estamos tentando sustentar o crescimento com mais gasto público justamente quando o espaço fiscal está desaparecendo. Isso não é uma estratégia de crescimento sustentável.

O BofA cortou sua projeção de 2,3% para 1,3%, enquanto Bradesco, XP e Itaú também reduziram suas estimativas para o próximo ano, refletindo o efeito dos juros altos sobre o consumo.
O crédito bancário para pessoas físicas, sem contar financiamento imobiliário, saltou 33,2% entre início de 2024 e agosto de 2026, chegando a R$ 2,6 trilhões, com taxas médias de 60% ao ano em julho.
A inadimplência de empresas bateu recorde histórico na Serasa Experian, com mais de 9,1 milhões de CNPJs negativados em junho e R$ 232,9 bilhões em dívidas em atraso, 94,5% de micro, pequenos e médios negócios.
Entre as famílias, a inadimplência no crédito livre atingiu 7,8%, maior nível desde 2011, e mais de 73 milhões de brasileiros, cerca de 40% da população adulta, estão com o “nome sujo”.
O comprometimento da renda familiar com dívidas chegou a 28,9% em junho, maior patamar da série histórica do Banco Central, puxado principalmente pelo uso do cartão de crédito, responsável por 84% das dívidas pessoais.
Para especialistas, o enfraquecimento da economia reduz a receita das empresas, forçando-as a recorrer a linhas de crédito ainda mais caras, um ciclo que deve se aprofundar mesmo com a recente queda dos juros.


