Reginaldo Nogueira Diretor Executivo do Ibmec | Ph.D. em Economiaia
O IBGE divulgou o PIB do 2º trimestre. O resultando mostra uma economia em desaceleração, com crescimento acumulado nos últimos 4 trimestres de 1,9%, contra um crescimento de 2,7% há um ano atrás pela mesma métrica.
Mas os detalhes são ainda preocupantes. Enquanto o consumo das famÃlias subiu 0,9% no acumulado de 4 trimestres, e o investimento (FBCF – formação bruta de capital fixo) caiu 0,2%, o consumo do governo cresceu 2,8%. Ou seja, as famÃlias e as empresas enfrentam o custo dos juros altos, enquanto o governo continua aumentando seus gastos.
O problema é que não estamos falando apenas de um ciclo econômico. A dÃvida bruta do governo geral já chegou a 82% do PIB, e continua crescendo.
O resultado é perverso: uma polÃtica fiscal expansionista mantém a pressão sobre a inflação e sobre os juros, enquanto o setor privado sente o custo, reduzindo o dinamismo econômico do paÃs.
 Estamos tentando sustentar o crescimento com mais gasto público justamente quando o espaço fiscal está desaparecendo. Isso não é uma estratégia de crescimento sustentável.


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