O BofA cortou sua projeção de 2,3% para 1,3%, enquanto Bradesco, XP e Itaú também reduziram suas estimativas para o próximo ano, refletindo o efeito dos juros altos sobre o consumo.
O crédito bancário para pessoas físicas, sem contar financiamento imobiliário, saltou 33,2% entre início de 2024 e agosto de 2026, chegando a R$ 2,6 trilhões, com taxas médias de 60% ao ano em julho.
A inadimplência de empresas bateu recorde histórico na Serasa Experian, com mais de 9,1 milhões de CNPJs negativados em junho e R$ 232,9 bilhões em dívidas em atraso, 94,5% de micro, pequenos e médios negócios.
Entre as famílias, a inadimplência no crédito livre atingiu 7,8%, maior nível desde 2011, e mais de 73 milhões de brasileiros, cerca de 40% da população adulta, estão com o “nome sujo”.
O comprometimento da renda familiar com dívidas chegou a 28,9% em junho, maior patamar da série histórica do Banco Central, puxado principalmente pelo uso do cartão de crédito, responsável por 84% das dívidas pessoais.
Para especialistas, o enfraquecimento da economia reduz a receita das empresas, forçando-as a recorrer a linhas de crédito ainda mais caras, um ciclo que deve se aprofundar mesmo com a recente queda dos juros.


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