Equipamento já foi vendido a academias e salões de beleza. Setor mira na descontaminação para retomar atividades
Depois do álcool em gel, das máscaras, óculos de segurança e luvas, outro “acessório” tende a ganhar força Brasil afora. Em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, um fabricante de purificador de ar e uma empresa de balões infláveis se uniram para produzir túneis de descontaminação.
O objetivo da criação é mitigar a proliferação do coronavírus e ajudar o comércio na adaptação do processo de abertura da economia, ainda sem data para ocorrer.
Embora tenha sido criada há apenas um mês, o empreendedor Guilherme Costa, diretor comercial da Astech, fabricante do purificador de ar, diz que já foram vendidos cem túneis para salões de beleza, academias e restaurantes para o Brasil inteiro.
— Temos capacidade para produzir oito produtos por dia. Nosso objetivo é elevar a nossa capacidade para doze equipamentos diários. Agora, estamos desenvolvendo uma cabine de descontaminação, que ocupa metade do espaço de dois metros do túnel.
Segundo ele, o túnel utiliza ozônio em pequenas proporções (entre 0,02 e 0,08 partícula por milhão) que elimina vírus e bactérias presentes na pele e na roupa após uma exposição de dois minutos. Iniciativas semelhantes já são adotadas na Europa e Ásia.
Por usar ozônio, Costa diz que não é necessário autorização da Anvisa.
— Eu tive a ideia de fazer essa solução após ver que as pessoas estavam confundindo túnel de descontaminação com túnel de desinfecção, que usa produtos químicos e precisa de autorização da Anvisa e é usado em hospitais, por exemplo. É importante que as pessoas saibam a diferença. Muito empresário me liga sem saber que existem esses dois produtos — afirma Costa.
De olho na proteção, o comércio vem apostando na iniciativa para proteger seus clientes assim que a abertura for possível. O salão Care Ipanema, na Zona Sul do Rio, já instalou em sua entrada o túnel de descontaminação do produtor da região Serrana do Rio.
Segundo Ivani Werneck, dona do salão, a solução vai proteger seus funcionários e clientes. Além disso, ela lembra que o produto é ecologicamente correto, uma vez que não há emissão de gases poluentes.
— Esse é mais um item que vamos usar para a proteção. É preciso apostar em tudo para aumentar a prevenção. Quero estar pronta quando tudo voltar ao seu ritmo normal — disse ela, listando itens já obrigatórios na nova rotina como álcool em gel e máscaras.
A empresária que comanda o salão de 450 metros quadrados reclama da falta de sintonia entre o governo federal e municipal:
— Confesso que ficamos perdidos. Abrir como quer o presidente Jair Bolsonaro ou seguir a determinação do governo local. É muito confuso. Estamos à deriva.

fonte: Bruno Rosa 22/05/2020 – exame

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