O ramo de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios e bebidas foi o principal responsável pela desaceleração das vendas, com queda mensal de 2,2%.
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou de 4,2% para 3,9% a previsão de crescimento do volume das vendas no varejo restrito para 2021. No varejo ampliado – que inclui os ramos automotivo e de materiais de construção –, a projeção é queda de 5,2%. A entidade calcula que o setor apresente variação de +1,9% ao fim de 2020. As estimativas têm como base os dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de novembro, divulgada nesta sexta-feira (15/01) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, o fim do auxílio emergencial no início de 2021, o quadro ainda grave do mercado de trabalho e o aumento da inflação indicam que a reação do setor tende a se tornar mais lenta no início deste ano. “A condição fundamental para a retomada do ritmo de vendas de forma mais vigorosa nos próximos meses passa, inevitavelmente, pela eficiência do processo de imunização da população”, afirma Tadros.
De acordo com a PMC, o volume de vendas no varejo restrito recuou 0,1% em novembro de 2020, interrompendo uma sequência de seis altas mensais seguidas. No conceito ampliado, porém, aumentou 0,6%, em relação a outubro, alcançando o sétimo avanço consecutivo.
Ramo de alimentos recua
O ramo especializado na venda de alimentos, o mais relevante do setor em termos de faturamento anual, foi o principal responsável pela desaceleração das vendas, com queda mensal de 2,2%. Fabio Bentes, economista da CNC, destaca que, fora o mês de outubro (+0,8%), o ramo de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo tem registado retrações nas vendas desde o início do segundo semestre de 2020. “Esse processo coincide com a aceleração dos preços dos alimentos na segunda metade do ano passado. De acordo com o IPCA, a inflação de produtos alimentícios para consumo doméstico foi de 3,3% em novembro, a maior para este mês desde 2002”, explica Bentes.
Os destaques positivos foram: livrarias e papelarias (+5,6%), tecidos, vestuário e calçados (+3,6%), combustíveis e lubrificantes (+3,1%) e equipamentos de informática e comunicação (+3%). “Todos segmentos que vinham demorando a reagir às mudanças de hábitos dos consumidores”, ressalta o economista da Confederação.

fonte:  15 de janeiro de 2021 • por Moroz Assessoria

Tito Bessa Jr. Fundador da rede de moda TNG e presidente da Ablos (Associação Brasileira dos Lojistas Satélites)

O pequeno lojista de shopping está vivendo seu momento mais agudo e essa bomba-relógio poderá estourar ainda esse mês. A debilidade financeira das empresas é progressiva à medida em que aumentam o tempo de duração da suspensão de atividades e de isolamento social. O caso de um empreendedor que alugou uma loja em shopping center, fez reforma no início do ano passado, adquiriu estoque, abriu as portas em fevereiro seguinte, com expectativa de sucesso, e em março foi obrigado a paralisar tudo.

É o exemplo dramático e tão conhecido da situação que o país viveu nesse último ano. Conto esse caso, verdadeiro porque ele simboliza uma conjuntura que, em diferentes proporções, atingiu milhões de empresas brasileiras.

Durante a pandemia, nada menos que 1,3 milhão de empresas fecharam as portas no Brasil, sendo que 46% delas encerraram suas operações de vez –as demais ainda têm esperança de reabrir à frente, em algum momento. Das que pararam de funcionar em função da pandemia, 99% são de pequeno porte. Os dados são do IBGE e confirmam pesquisa divulgada pelo Boa Vista mostrando que cerca de 95% dos pedidos de falência ou recuperação judicial no país, durante essa crise, se referem a pequenas empresas.

Uma das grandes consequências da crise do coronavírus foi um intenso movimento de renegociação de despesas em todos os setores. No caso da relação entre pequenos lojistas e shopping centers, isso tem contribuído para gerar uma tensão extra pelo fato de que as administradoras estarem irredutíveis em flexibilizar os custos nesse momento tão delicado de início de ano.

São duas as razões: a cobrança do 13º aluguel das lojas em dezembro, que está sendo paga até a quinzena desse mês, e a aplicação do IGP-M (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) para a correção dos contratos de locação.

O índice subiu 23,14% em 2020, muito acima da inflação oficial e das vendas. Algo insuportável em um período de queda de faturamento, restrições de horários e de público, bem como da imposição de um novo normal que ninguém sabe direito como será.

A crise também aguçou uma ferida antiga.

As lojas satélites representam 82% dos estabelecimentos encontrados em shoppings. São as pequenas lojas, em sua maioria, e não as âncoras (grandes magazines e megalojas), que estão sofrendo mais os efeitos da lenta retomada do movimento. Isso porque as âncoras e as megalojas sempre tiveram condições contratuais favoráveis. Dizia-se que atraíam uma quantidade maior de pessoas aos shoppings e por isso sempre foram tratadas como exceções nas relações contratuais.

Mas uma pesquisa encomendada pela Ablos (Associação Brasileira de Lojistas Satélites) indica que 85% das pessoas que frequentam esses polos se sentem atraídas pelo mix de opções e não porque vão encontrar ali as âncoras. Ou seja, querem diversidade.

Mas isso não é levado em consideração pelos administradores de shoppings. Eles estão se atendo apenas aos contratos —sem levar em conta a realidade do setor.

A situação lembra muito a Fábula de Esopo em que um casal, cego pela ganância, prefere matar a galinha de ovos de ouro por falta de paciência de esperar que ela gere a preciosa fortuna.

As imobiliárias estão aceitando trocar a correção dos aluguéis do IGP-M para o IPCA, que mede a inflação oficial do país. Algo que também poderia ser feito nos contratos dos shoppings e ajudaria muito na sobrevivência dos pequenos lojistas. Mas não tem sido assim. Talvez estejam preferindo vislumbrar futuros tapumes ao invés de olhar para vitrines.

fonte: Folha de São Paulo 08/01/2021 mercado

• Vendas pelo canal digital da Riachuelo explodem na pandemia e empresa investe para se tornar maior player de moda no âmbito on-line
Flávio Rocha pendurou as chuteiras. Não foi preciso desgastá-las tanto, afinal. Um dos postulantes à corrida presidencial em 2018, ele chegou a se afastar do dia a dia da rede de lojas Riachuelo naquele ano, mas depois foi reconduzido ao cargo de chairman da companhia. Hoje, afirma que desistiu da carreira política e quer voltar sua atuação exclusivamente para a varejista. “Eu não só pendurei como incinerei as minhas chuteiras no campo político. Em 2018, o empresariado tinha uma angústia com os rumos do Brasil e buscava um candidato à presidência que fosse liberal no ponto de vista econômico”, diz ele. “Depois de se unir ao ministro Paulo Guedes, o Bolsonaro acabou encarnando, de certa forma, esse personagem liberal na economia e conservador nos costumes”.
Hoje, o objetivo de Rocha é gerar valor para a companhia fundada em 1947, pelos irmãos Nevaldo (pai de Flávio, falecido em junho deste ano) e Newton Rocha. Demanda antiga por parte dos acionistas, a empresa entrou recentemente para o Novo Mercado, onde encontram-se as companhias listadas na B3 com os melhores níveis de governança corporativa — classificação que, inclusive, já era designada às principais rivais com ações em bolsa, como C&A, Renner e Cia Hering. “Nós éramos uma empresa introspectiva, que fazia o melhor possível dentro das quatro paredes. Agora, um dos nossos propósitos é aumentar a liquidez, o free float. Por isso, fomos para um patamar de governança maior. Era o caminho natural para a nossa companhia”, afirma.
Mesmo com a pandemia do novo coronavírus, a Riachuelo seguiu em expansão. Em 2020, foram 12 inaugurações de pontos de venda físicos, o que levou a bandeira à marca de 324 unidades no país. Mas é no comércio eletrônico que a Riachuelo quer prosperar. Com as medidas de restrição exigidas pelos governos estaduais ao varejo, a empresa viu uma parte do seu faturamento sumir, mas se surpreendeu com o crescimento expressivo de seu desempenho na internet. No terceiro trimestre de 2020, as vendas virtuais realizadas pelo Grupo Guararapes (mantenedor da Riachuelo) cresceram 380,3%, alcançando uma representatividade acima de 12% dentro da companhia. Agora, Rocha mira a expansão nesse canal.
“Nós vamos sair no pós-Covid como a grande empresa digital do setor de moda, o que vai nos proporcionar a criar um grande hub de lifestyle, moda, cultura, lazer e fitness. Tudo o que diz respeito ao nosso núcleo de atuação central, que é a moda. Vamos sair dessa pandemia melhores do ponto de vista da transformação digital”, diz ele. A empresa quer se posicionar como um grande marketplace de moda na internet brasileira, seja no computador ou no celular. Para isso, está atrás de parceiros. “Nós estamos com mais 400 marcas e empresas que queremos ter no nosso ecossistema. A atuação na internet é um jogo de ganha-ganha. Não é um jogo solitário. É preciso estabelecer parcerias”, afirma. “O mundo físico é muito democrático. Cada lojista tem a sua chance de chamar atenção do consumidor, nem que seja por alguns segundos, em um shopping center. O mundo digital, no entanto, é menos democrático. A nossa luta agora é para conquistar esse espaço tão valioso nos smartphones dos clientes”. Como os americanos dizem, data is the new oil e a Riachuelo, com uma carteira de 32 milhões de cartões emitidos, tenta fazer essa máxima valer a pena.

fonte: Por Felipe Mendes 7 jan 2021 VEJA

Local vai abastecer as compras de produtos adquiridos por e-commerce nas regiões Sul e Sudeste

O Grupo Boticário recebeu seu novo centro de distribuição (CD) em Campina Grande do Sul, Região Metropolitana de Curitiba. O centro instalado no condomínio logístico Mega Curitiba é administrado pela empresa Capital Realty e tem mais de 20 mil metros quadrados. Ao todo estão sendo gerados até 700 empregos diretos e indiretos. O novo CD será base de operação do e-commerce e será dedicado às principais marcas do grupo (O Boticário, Eudora, Quem Disse Berenice?, Beauty Box, Vult e Beleza na Web).
A entrega marca a fase três de expansão do centro logístico da Capital Realty, que aumentou sua área em mais de 20 mil metros quadrados. As obras começaram no início de janeiro do ano passado. A empresa planeja aumentar mais o condomínio por meio de novas fases, com a fase quatro prevista para 2021. O investimento para esta fase foi de aproximadamente R$ 30 milhões. Até o momento a empresa tem um portfólio de mais de 500 mil metros quadrados de área construída. A companhia, com operações nos três estados do Sul, tem capacidade de elevar rapidamente sua área de galpões logísticos.
A implantação das unidades de e-commerce do Boticário será feita em três fases. A primeira já está em operação, com dois módulos funcionando desde agosto. A previsão é de que a segunda fase tenha mais dois módulos focados na operação Beleza na Web e a última fase, maior do que as outras, deve começar no segundo semestre deste ano. O CD vai abastecer as compras de produtos adquiridos por e-commerce nas regiões Sul, Sudeste (exceto São Paulo), Centro-Oeste (para a marca O Boticário) e para todo o Brasil (exceto São Paulo) para Eudora e Quem Disse, Berenice?.
fonte: REDAÇÃO JC 05/01/2021

O indicador ultrapassa o centro da meta

O Banco Central (BC) baixou de 4,39% para 4,38% a estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2020, segundo informações do boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (4). Com periodicidade semanal, o documento reúne as projeções para os principais indicadores da economia. O indicador ultrapassa o centro da meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) de 4%. Contudo, se considerada a margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o índice, porém, permanece dentro da meta, já que pode variar de 2,5% a 5,5%.
Outro parâmetro adotado pelo mercado financeiro é a taxa básica de juros, a Selic, que consiste no principal instrumento usado pelo BC para alcançar a meta de inflação. Nesta edição, a taxa prevista para 2021 foi diminuída de 3,13% para 3%.
No dia 9 de dezembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC anunciou a decisão, tomada em unanimidade, de manter a Selic em 2% ao ano. A redução da Selic favorece o barateamento do crédito e leva a um menor controle da inflação, o que estimula a produção e o consumo. Apesar disso, os bancos consideram também outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como o risco de inadimplência, a margem de lucro e despesas administrativas. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando a Selic é mantida, o comitê considera que ajustes anteriores foram suficientes para manter a inflação sob controle.
O mercado financeiro atualizou de 4,4% para 4,36% o valor referente à retração da economia em 2020, mensurada a partir do PIB. Quanto a este ano, a revisão foi de 3,49% para 3,4%. Ainda segundo o boletim Focus, a cotação do dólar para 2021 foi mantida em R$ 5.
Com Agência Brasil

fonte: REDAÇÃO 04/01/2021

Tendência para os próximos meses é uma incógnita, pois depende da imunização dos brasileiros, diz economista

A tendência de consumo das famílias para os próximos meses é uma incógnita, pois depende de vacina contra covid-19, afirmou a economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Catarina Carneiro.
“Somente com a vacina as famílias estarão livres para consumir como quiserem, sem serem pressionadas para fazer reserva de renda para o futuro”, notou ela.
A especialista fez a observação ao comentar alta de 1,2% no indicador de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) entre novembro e dezembro para 72,1 pontos, anunciado hoje pela entidade. Mesmo com a alta, o índice ainda é 25,1% inferior a dezembro de 2019; e apresentou o pior patamar em pontos, para meses de dezembro, desde início da série do índice em 2010.
Catarina observou que a pandemia levou ao resultado de pior dezembro do ICF, esse ano. Ela comentou que, esse mês, está sendo comparado a outros meses de dezembro, que não tinham que lidar com o avanço de casos de covid-19. “Estamos notando uma recuperação do consumo [ante meses anteriores em 2020]. Mas não chegamos ao nível [de consumo] que tínhamos antes da pandemia”, afirmou ela.
A técnica notou que há fatores positivos e negativos a influenciar o ICF nos próximos meses. Se, por um lado, há claro sinal de recuperação de consumo, ante meses anteriores, ocorre no momento aumento de número de casos da doença. Há perspectiva de aceleração maior ainda de pacientes, com covid-19, após as festas de fim de ano, reconheceu ela. “Se voltarmos a ter restrições [de circulação social, para prevenir contaminação da doença] isso pode afetar o consumo de novo”, resumiu ela.

Assim, para a especialista, a perspectiva de vacinação, cujo calendário oficial para 2021 ainda não está claro, é a condição para que o consumo das famílias volte ao que era antes da pandemia, notou ela. “Com a vacina as famílias estarão mais confiantes para consumir”, notou ela.

fonte: Por Alessandra Saraiva, Valor — Rio
21/12/2020 12h20

PIB cresce 3,2% em 2021 diz Economia
Nota do ministério – Menciona avanços em 2020 – Ajuste das contas públicas – Criar empregos é prioridade

O Ministério da Economia estima crescimento de 3,2% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2021.
De acordo com o texto, feito pela SPE (Secretaria de Política Econômica), o país tem 3 desafios econômicos em 2021: emprego, crédito e consolidação das contas públicas. A equipe econômica avalia que haverá aumento da taxa de ocupação e o crédito seguirá em expansão. Sobre as melhoras nas condições fiscais, afirma que o governo “continuará tomando as medidas necessárias para fortalecer o processo”.
“Nosso entendimento é de que o crescimento econômico do ano que vem ficará acima dos 3%. A SPE projeta para 2021 um crescimento de 3,2% do PIB, muito em linha com a expectativa do mercado refletida pela mediana do relatório Focus de 3,4% (369 KB)”, diz a nota em referência ao relatório produzido pelo BC (Banco Central) com base em avaliações de analistas do mercado financeiro.
A nota informativa destaca que a vacinação contra a covid-19 beneficiará o país neste ano. As taxas de juros no exterior estão em níveis baixos e devem continuar assim, segundo o documento. “Nos favorece seja pela possibilidade de mantermos os juros internos baixos, seja pelo estímulo a entrada de capitais internacionais que buscam melhores oportunidades de retorno”, afirma o texto.
O preço de commodities em alta também favorece o Brasil “via ganhos de termos de troca”. O texto destaca ainda que há um prolongado período de juros baixos na economia brasileira que terá efeitos positivos.
Para 2021, o governo busca um “moderno planejamento econômico via mercado”, em vez do “antigo planejamento estatal”, segundo o documento. “O investimento privado segue agora para onde é mais eficiente (e não mais para onde o governo determina), o que se traduz em maior produtividade para a economia”, diz.
A pasta diz que a agenda econômica de 2021 é focada em ganhos de produtividade e consolidação das contas públicas. “Consensos estão sendo construídos e agenda de reformas econômicas continuará a avançar”, diz o documento.
Estão entre as prioridades as PECs emergenciais e do Pacto Federativo, que reduzem o percentual de despesas obrigatórias –aquelas que não podem ser cortadas pelo Poder Executivo. A reforma administrativa, também prevista, reduz a despesa do governo com o funcionalismo. A pasta estima que o gasto cairá R$ 300 bilhões em 10 anos.

“Sem alardes, esse governo já encaminhou ao Congresso Nacional as 3 principais reformas econômicas demandadas há anos pela sociedade brasileira: previdência, tributária e administrativa”, disse a nota informativa. “A agenda de fortalecimento dos marcos legais avança tal como as concessões e no ano que vem será a vez das privatizações e da abertura econômica”, completa o órgão.
De acordo com o documento, o ano passado foi desafiador para a economia e para saúde do mundo. As consequências sociais, educacionais, de saúde pública e econômicas “perdurarão por muito tempo”, segundo a pasta.
De acordo com a nota, todas as medidas econômicas adotadas durante o período são transitórias “e se encerram sem exceção até o final deste ano”. O texto sinaliza a busca do reequilíbrio das contas públicas: “Fortalece-se nosso compromisso com a consolidação fiscal”.
Antes da pandemia, o relatório Focus do BC, que copila as projeções para os principais indicadores econômicos, indicava crescimento de 2,17% no PIB de 2020.
“Os analistas de mercado esperavam um ano de recuperação econômica. Visão essa que seria desfeita com o advento da pandemia de covid-19”, disse. “A estratégia econômica de consolidação fiscal e de aumento da produtividade (com forte combate a má alocação de recursos) estava recolocando o Brasil no caminho do crescimento sustentável de longo prazo”, completa.
O Ministério da Economia afirma que as medidas econômicas tomadas com a chegada do coronavírus tiveram o objetivo de salvar vidas e preservar empregos e empresas. São elas:
• transferência de recursos para a área de saúde;
• ajuda à população carente;
• preservação de empregos e empresas;
• aumento da liquidez para irrigar o mercado de crédito;
• transferência de recursos a Estados e municípios para que possam absorver a abrupta perda de receita pública.
O conjunto de medidas é robusto, segundo a nota, e parte expressiva das medidas foi elaborada e implementada antes que o sistema público de saúde brasileiro “entrasse em estresse”.

fonte: HAMILTON FERRARI 01.jan.2021 (sexta-feira) – 17h00 Poder

O ano de 2021 terá nove feriados nacionais oficiais e outras seis datas de ponto facultativo, de acordo com lista divulgada no Diário Oficial da União.
Entre os feriados, três deles serão prolongados, ou seja, caem em uma segunda ou sexta-feira e, por isso, são emendados com o fim de semana. A conta já inclui o 1º de janeiro, nesta sexta-feira, dia da Confraternização Universal.
Carnaval 2021 no Rio será em julho; festa depende da vacina
Além dele, a Paixão de Cristo (2 de abril), que antecede a Páscoa, e a Proclamação da República (15 de novembro) serão, respectivamente, em uma sexta e uma segunda-feira.
O Dia do Trabalho, em 1º de maio, e o Natal, no 25 de dezembro, cairão em um sábado.
Tiradentes (21 de abril), será em um quarta-feira, enquanto a Independência do Brasil (7 de setembro), Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro) e Finados (2 de novembro) cairão todos em uma terça-feira.
Veja a seguir a lista completa dos feriados ( edição livre da Redaçao):
Feriados
1º/1 – Confraternização Universal (sexta-feira)
2/4 – Paixão de Cristo (sexta-feira)
4/4 Domingo de Páscoa
21/4 – Tiradentes (quarta-feira)
1º/5 – Dia Mundial do Trabalho (sábado)
3/6 – Corpus Christi ( Feriado Municipal ) – quinta feira
7/9 – Independência do Brasil (terça-feira) – 8/9 – Padroeira Curitiba ( quarta feira )
12/10 Nossa Senhora Aparecida (terça-feira)
2/11 – Finados (terça-feira)
15/11- Proclamação da República (segunda-feira)
25/12 – Natal (sábado)

fonte: Juliana Elias, da CNN, em São Paulo – 01 de janeiro de 2021 às 23:12 – CNN

no Natal de 2020, com queda de 12% nas vendas. Durante o ano, lojas fecharam devido às restrições da quarentena

SÃO PAULO — Administradoras de shoppings e lojistas terminaram o ano em guerra. São duas as razões: a cobrança do 13º aluguel das lojas em dezembro, algo contratual, mas que vem sendo alvo de críticas de lojistas diante da crise provocada pela pandemia, e a aplicação do IGP-M para a correção dos contratos de locação. O índice subiu 23,14% em 2020, muito acima da inflação oficial e das vendas.
Donos de lojas afirmam que as duas medidas não são justas em um ano com forte queda de vendas, restrições de horários e de público. E afirmam que os administradores de shoppings estão se atendo apenas aos contratos — sem levar em conta a realidade do setor.
Muitos alegam que algumas imobiliárias, por exemplo, trocaram a correção dos aluguéis do IGP-M para o IPCA, que mede a inflação oficial do país.
O IGP-M, medido pela FGV, tem 60% do seu índice composto pelos preços no atacado, que foram muito influenciados pelo alta do dólar e pelo aumento dos preços de commodities agrícolas e minerais. Isso fez o índice disparar. O IPCA, concentrado somente nos preços ao consumidor, deve ter fechado o ano em pouco acima de 4%, segundo as projeções do mercado. O IBGE divulgará o índice no dia 12 de janeiro.
— O 13º aluguel é contratual e ocorria quando as vendas subiam, os shoppings funcionavam até a meia-noite em dezembro, havia razão. Mas agora não há qualquer sensibilidade — afirmou Tito Bessa Junior, presidente da Associação Brasileira dos Lojistas Satélites (Ablos), que representa cerca de sete mil lojistas.
Segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), as vendas deste Natal foram 12% menores que as registradas em igual período de 2019. Ao divulgar este levantamento, a associação afirmou que o resultado gerava otimismo.
Vendas 12% menores
“Apesar de negativo, o resultado confirma a resiliência dos shoppings e suas lojas que, mesmo após meses fechados em cumprimento aos decretos municipais e estaduais, seguem, aos poucos, revertendo as perdas que chegaram a 90% por conta da pandemia”, informou a associação, em nota.
Mas, para Bessa Júnior, os resultados para as pequenas lojas foram piores que os divulgados:
— Essa queda de vendas de Natal é a média, inclui os dados das grandes lojas, como os supermercados, que sofreram menos em 2020. Para as pequenas lojas satélites, a queda de faturamento deste Natal foi de 25%.
Ele afirma que um dos problemas é que os shoppings sequer estão aceitando debater estas questões coletivamente, exigindo que cada lojista tente, de forma isolada, resolver seus problemas.
Porta a porta.Venda direta avança no país, e revendedores já são 4 milhões
Fernando Abilio Kherlakian, diretor da rede de roupas Khelf, que tem 39 de suas 42 lojas em shoppings, conta que passou os últimos dias do ano passado enviando e-mails aos administradores de shoppings tentando renegociar o 13º e o IGP-M.
— Mas está muito difícil, os administradores estão inflexíveis — disse o presidente da Ablos, que defende um acordo setorial, para evitar este tipo de desgaste.
Os boletos de pagamento de aluguel com o 13º estão chegando agora às mãos dos lojistas. Um empresário que pediu para não se identificar afirma que a administradora de shoppings Multiplan apresentou como solução apenas o parcelamento do 13º do aluguel durante todo o ano.
Outro lojista que também pediu que seu nome ficasse sob sigilo afirma que os shoppings alegam que já ajudaram no passado, no pior momento da pandemia.
Mas ele argumenta que a suspensão do aluguel ou redução de taxas no período de quarentena, em que os shoppings estavam totalmente fechados, era uma obrigação, e que não se poderia cobrar aluguel por algo que não estava sendo usado.
Risco de lojas fecharem
Bessa, da Ablos, diz que, sem acordo, muitas lojas vão fechar, e o desemprego vai aumentar:
— Hoje, os 577 shoppings do país empregam, diretamente, 1,1 milhão de pessoas, mas as pequenas lojas representam de 800 mil a 900 mil do total dos empregos.
Em nota, a Abrasce disse que “desde o início da pandemia do novo coronavírus, o setor sempre esteve aberto ao diálogo, buscando entender a realidade dos lojistas, caso a caso, prezando pelo bom senso de ambas as partes”.
A associação afirmou que as administradoras de shopping centers já adiaram e suspenderam R$ 5 bilhões de despesas dos lojistas considerando aluguéis, condomínios e fundos de promoção.
“Os empreendedores e administradores de shoppings seguem comprometidos com seus lojistas, em conversas e apoio constantes para que toda a cadeia se mantenha sustentável”.
A Multiplan afirmou, em nota, que “cumpre rigorosamente os seus contratos”. Acrescenta ainda que segue comprometida com a recuperação das atividades de seus mais de 5.800 lojistas”.

fonte:  Agência O Globo

A COVID 19 levou o Governo Federal a baixar Medida Provisória, permitindo que Sindicatos Patronal e Laboral, adiassem suas Convenções Coletiva. Fizemos isso e a nossa CCT, cuja data base é e continua a ser maio de cada ano, que venceu em 30.4.20 foi estendida até o dia 20 de outubro passado.

Veio o rol do Sindicato Laboral, convocamos Assembléia Geral e foi constituída Comissão de Negociação, pelos Lojistas C & A, Boticário e Shopping Mueller, que ficaram credenciados a negociar com o Laboral a assinatura de nova CCT, que irá vigir até 30 de abril de 2021.

Estamos aguardando um desfecho favorável para Patrões e Empregados.

Curitiba, em 10 de dezembro de 2020 

 

Carolina M. A. da Silva 

Presidente, em Exercício   / SINDISHOPPING