Publicação de Reginaldo Nogueira

📉 Mais de 20 anos de dados, e a estrutura econômica continua praticamente igual.

💰 O 1% mais rico segue com algo perto de 25% a 30% da renda. Metade da população continua com menos de 10%. Isso não parece ser só um simples problema de “vontade política”. Definitivamente não parece um problema de ação de curto prazo, mas de mudança de base econômica.

🚨Educação fraca limita renda. Crédito caro trava mobilidade. Baixa produtividade segura salários. Informalidade impede crescimento. Sem mexer nesses pilares, a desigualdade não muda. Só oscila.

💭 O gráfico não está mostrando falta de políticas públicas, até porque tivemos muito delas, e com gasto crescente. Ele está mostrando falta de foco e capacidade real de transformação.

Publicação de Paulo Roberto Solimeo

O cenário habitacional no Brasil em 2026 é marcado por um paradoxo, onde o sonho da casa própria se distancia para boa parte da população devido a fatores econômicos. Dados recentes indicam um declínio na proporção de brasileiros com casa própria e um aumento significativo na dependência do aluguel.

No Censo 2022 do IBGE, moradias em favelas, comunidades urbanas, casas de madeira ou materiais recicláveis são contabilizadas como domicílios próprios se o morador for dono da construção (mesmo sem escritura). Isso aumenta o percentual de “moradia própria”, mesmo em casos de alta vulnerabilidade.

Mas estamos, de fato, preparados para essa transição?

A evolução natural dos malls aponta para uma lógica integrada: morar, trabalhar, consumir, se divertir e resolver a vida em um único ambiente. Não se trata apenas de conveniência, trata-se de orquestração. Trazer a rua para dentro de um ambiente gerido. Tecnologia, ESG, mobilidade urbana, acessibilidade e experiência passam a atuar de forma sistêmica, transformando esses espaços em verdadeiros refúgios urbanos.

Nesse novo desenho, o mix tradicional já não sustenta sozinho a proposta de valor. Surge então um movimento mais ousado e, muitas vezes, subestimado: o uso estratégico de áreas alternativas. Concessionárias ocupando estacionamentos, operações de self storage, eletropostos, corredores de wellness em rooftops, hubs logísticos e, em um horizonte próximo, infraestruturas para novas dinâmicas (consumo fisco e digital compartilhando interesses e se complementando), como hub de drones para entregas delivery e até carros voadores.

Ficção? Ou apenas antecipação de demanda?

O ponto central é claro: o consumidor está cada vez mais sensível ao fator tempo. E quanto mais próximo ele estiver de soluções integradas, maior será a relevância do ativo. A sinergia entre espaço, conveniência e eficiência deixa de ser diferencial e passa a ser premissa.

No entanto, construir esse tipo de ecossistema não é replicável por fórmula.

Existe método, sim. Mas existe, sobretudo, leitura.

Leitura de dados, de comportamento, de contexto urbano, de vocação regional. Existe pesquisa, investimento, tecnologia. Mas, acima de tudo, existe sensibilidade estratégica. Porque, apesar do avanço da inteligência artificial como ferramenta de direcionamento, ainda é a calibragem humana que define o “como”, o “quando” e o “onde”.

Cada projeto é único. Cada cidade responde de forma diferente. Cada público exige uma equação própria entre desejo, necessidade e capacidade de consumo.

A pergunta que fica é: Estamos desenvolvendo ativos imobiliários… ou plataformas vivas de conexão urbana?

E mais: estamos preparados para abandonar modelos consolidados em nome de algo ainda em construção?

O futuro dos malls não será apenas projetado. Será interpretado.

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Júlia Pestana / Estadao
proposta de acabar com a escala de trabalho 6×1, com redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, deve pressionar a rentabilidade das varejistas brasileiras caso seja aprovada, segundo análise da Fitch Ratings.
A agência de classificação de risco estima um impacto entre 10% e 15% no Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização, ou seja, o lucro operacional) das companhias e de 100 a 200 pontos-base (1 a 2 pontos porcentuais) nas margens, considerando um cenário sem medidas compensatórias. Ainda prevê que os efeitos tendem a ser mais intensos em segmentos com menor flexibilidade operacional.
“Estudos preliminares indicam que os setores mais afetados seriam os de varejo farmacêutico e aqueles cuja maior parte das operações se dá em shoppings, como o setor de vestuário”, destacou. Restaurantes e negócios similares também devem enfrentar maior pressão de custos, dado o funcionamento contínuo ao longo da semana.
Por outro lado, a implementação gradual da medida poderia amenizar os impactos. De acordo com a Fitch, um modelo semelhante ao adotado em países como México e Colômbia daria mais tempo para adaptação e repasse de custos.
“As varejistas terão mais tempo para se adaptar e repassar os aumentos de custos para os consumidores finais, com implicações mais brandas para a rentabilidade do setor”, afirmou.
O possível aumento de despesas ocorre em um ambiente já desafiador para o varejo brasileiro. A Fitch destaca a expectativa de desaceleração econômica, manutenção de juros elevados e pressão sobre o poder de compra das famílias, ainda impactadas pelo alto nível de endividamento.
Além disso, fatores externos também entram no radar. “O conflito no Irã pode trazer pressões especialmente em relação à inflação de fretes e de toda a cadeia produtiva”, disse a agência, acrescentando que esse cenário pode prolongar juros elevados e limitar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
Thiago de Melo Furbino 15 de abril de 2026
Founder TL.MF. | No Varejo Podcast | Diretor da Abiacom | LinkedIn Top Voice | MBA Porto Business School
Quando olhamos para os números mais recentes da Renner, o que chama atenção é a consistência.
Em 2025, a companhia entregou um SSS (vendas comparáveis) de +8,1%, com receita líquida de R$ 15,8 bilhões (+9,6%) e margem bruta de 61,7%. Na última linha, o lucro líquido de R$ 1,46 bilhão (+21,8%) e a geração de fluxo de caixa livre de R$ 1,44 bilhão reforçando a disciplina na execução e a capacidade de gerar valor de forma recorrente.
Ao mesmo tempo, o guidance até 2030 prevê a abertura de entre 140 e 170 novas lojas Renner e quase 300 lojas YouCom, sinalizando que o crescimento segue como prioridade, mas ancorado em qualidade e retorno.
No entanto, esses resultados não surgem de forma isolada. São consequência de uma construção de longo prazo, marcada por consistência entre cultura, estratégia e execução. É a partir dessa lógica que a história da Lojas Renner S.A. nasce há 113 anos, em 1912, e acompanha de perto a própria transformação do ambiente empresarial brasileiro.
Como lembra Fábio Faccio, tudo começou com a visão empreendedora de A.J. Renner, que observou uma necessidade concreta dos tropeiros no interior do Rio Grande do Sul. Eles viajavam longas distâncias transportando gado, enfrentando chuva, frio e noites ao relento, apoiados na própria sela do cavalo. A partir dessa necessidade, surgiu a “Capa Ideal”, um produto mais resistente, impermeável e largo o suficiente para proteger o cavaleiro, o cavalo e a sela. Foi esse olhar para o cliente, entender o problema real e entregar uma solução melhor, que deu origem ao grupo.
Ao longo do tempo, o negócio se expandiu e deixou de ser apenas uma operação industrial. A companhia passou a reunir diferentes empresas e marcas sob as chamadas Organizações Renner, com negócios como Lojas Renner, Tintas Renner, Banco Renner e Porcelanas Renner, além de outras frentes industriais e comerciais. Esse processo de diversificação consolidou a Renner como um grupo empresarial relevante no Sul do país e marcou o início de uma trajetória de escala e profissionalização.
Ao longo dessa trajetória, o posicionamento da marca também evoluiu. Se no passado a operação tinha forte presença no público masculino, nas últimas décadas a companhia passou a concentrar seu foco no público feminino, ampliando ao mesmo tempo sua atuação para os segmentos masculino, infantil e acessórios.
Em 1965, a estrutura começou a mudar com o processo de spin-off dos negócios, dando origem à Lojas Renner S.A. como conhecemos hoje. Décadas depois, em 1998, a americana JCPenney adquiriu o controle da empresa, chegando a deter 99% das ações. A operação permaneceu sob seu comando até 2005, quando a varejista decidiu vender seus ativos internacionais. Foi nesse momento que ocorreu um movimento histórico: a Renner teve 100% de suas ações vendidas em bolsa, tornando-se a primeira corporation do Brasil, sem um acionista controlador definido.
Essa transição ajudou a formar  o modelo atual da companhia. Em 2025, a Renner completou 60 anos de sua fundação formal e chega a esse marco como uma empresa que equilibra os interesses de mais de 20 milhões de clientes, milhares de colaboradores e cerca de 130 mil acionistas. No centro dessa trajetória está Fábio Faccio, um executivo formado dentro da operação, que representa bem essa cultura.
Fábio Faccio
A trajetória de Fábio Faccio é um exemplo de como experiências fora do óbvio formam grandes executivos. Antes de ingressar na Renner, Faccio trabalhou na empresa de construção civil da família, onde aprendeu as primeiras lições de gestão e resiliência. Contudo, foi em um ano sabático, acompanhando uma competição mundial de vela, que o seu destino se cruzou com o varejo.
Trabalhando como vendedor de produtos de merchandising da competição, Fábio enfrentou dois grandes obstáculos: o domínio limitado do inglês e uma timidez acentuada. Ao se tornar um dos principais vendedores da loja, ele descobriu que o varejo é uma arena de superação constante. Ao retornar ao Brasil, ingressou no programa de trainee da Renner, fascinado pela ideia de que gerir uma loja era, na prática, administrar uma empresa de grande porte.
Para Faccio, o varejo é superior aos esportes coletivos que ele tanto ama. Enquanto no futebol há um jogo por semana, na loja o “placar” é atualizado a cada minuto. O conselho que ele deixa para as novas gerações reflete essa mentalidade: “Não desista do que é certo. A sabedoria está em não ser teimoso no erro, mas persistir quando há propósito. A vida é difícil, mas o resultado positivo gera empregos e carreiras.”
Fabio Fáccio – Lab Inovação
Indústria brasileira: competitiva apesar do sistema, não por causa dele
Ao falar sobre a indústria brasileira, Fábio Faccio traz uma visão que foge do lugar comum. Para ele, o problema não está na capacidade produtiva,  ao contrário. O Brasil possui uma indústria têxtil sólida, com qualidade reconhecida em categorias como jeans, malharia e até tecidos planos, ainda que com limitações de escala em alguns segmentos.
Todavia o ponto central está no contexto. A indústria brasileira cresce apesar de um ambiente estruturalmente adverso. A combinação de carga tributária elevada, complexidade fiscal e gargalos de infraestrutura cria o chamado “custo Brasil”, que compromete a competitividade, especialmente no mercado internacional. Exportar carregando esse custo embutido reduz drasticamente a capacidade de competir com outros países que operam com estruturas mais eficientes.
É isso cria um paradoxo.De um lado, uma indústria que demonstra resiliência e capacidade técnica. Do outro, um sistema que limita sua expansão e reduz seu potencial global, diferente de outros países que subsidiam a sua indústria para competir internacionalmente. E Enquanto outros países incentivam suas indústrias, muitas vezes com subsídios diretos ou indiretos, o Brasil ainda opera com um modelo que, em alguns casos, dificulta tanto a competitividade externa quanto o crescimento interno.
A leitura de Faccio é direta: existe um avanço inicial com a reforma tributária, principalmente na tentativa de reduzir a complexidade. Mas o desafio é mais amplo. Passa por simplificação do sistema, redução da carga e revisão estrutural do custo Brasil.
Plataformas internacionais de marketplace:
Na análise sobre a entrada de plataformas internacionais de e-commerce, Faccio trata o tema com um recorte mais amplo do que apenas varejo.
Empresas estabelecidas no Brasil, independentemente de origem, operam sob uma das estruturas tributárias mais elevadas e complexas do mundo. A carga sobre um produto consumido no país pode variar entre 80% e 136%, com média próxima de 89%. Esse nível de tributação é  alto, e  é estrutural na formação de preço, margem e operação.
O problema surge quando essa realidade não é aplicada de forma uniforme.
Durante anos, parte relevante dos produtos vendidos por plataformas internacionais entrou no país com tributação próxima de zero, muitas vezes somada a incentivos nos países de origem para estimular exportação. O resultado foi uma distorção competitiva clara: empresas locais arcando com quase 90% de carga tributária competindo com produtos que, na prática, não pagavam impostos equivalentes.
A discussão recente no país ajudou a trazer visibilidade para esse tema, mas, como Faccio destaca, o debate muitas vezes foi mal interpretado. Não se trata de criar novos impostos, eles já existem. A questão é garantir isonomia.
Hoje, mesmo após ajustes, a diferença persiste. Enquanto empresas locais continuam operando com carga próxima de 89%, plataformas internacionais ainda operam, em média, com cerca de 44%, uma diferença relevante.
Ainda assim, essa mudança recente trouxe um efeito importante: reduziu a falácia de que a competitividade estava apenas ligada à eficiência operacional. Com uma base mais equilibrada, a comparação passa a refletir melhor execução e proposta de valor.
A posição de Faccio é clara e pragmática: O objetivo deveria ser concentrado na redução  da carga para todos, com regras iguais.E isto é uma discussão sobre equidade competitiva, geração de emprego e desenvolvimento econômico local.
Novos players: mais competição, mais fluxo e mais formalização
A entrada de novos players no varejo físico brasileiro costuma gerar uma leitura imediata de pressão competitiva. Mas, na prática, o efeito é mais complexo  e, em muitos casos, positivo para o ecossistema.
Historicamente, movimentos semelhantes já mostraram um padrão claro: grandes entradas geram picos de curiosidade e tráfego, elevando significativamente o fluxo nos shopping centers. Em alguns casos, esse fluxo chega a níveis excepcionais no início da operação, impulsionando não apenas a nova marca, mas todo o entorno.
Esse é o primeiro paradoxo. O aumento de competição, ao invés de reduzir vendas dos players estabelecidos, muitas vezes eleva o fluxo total e beneficia todo o cluster, com impacto direto nas vendas de quem já está presente.
Com o tempo, no entanto, esse mesmo movimento exige adaptação. O mercado brasileiro tem especificidades, seja em perfil de consumo, seja em custo operacional, que demandam ajustes no modelo. Nem todos conseguem sustentar o ritmo inicial, e a trajetória passa por um processo de recalibração. Esse é o segundo ponto.
A performance individual de cada entrante, o impacto estrutural é mais relevante: a presença de novos players fortalece o varejo formal. Ao atrair fluxo para ambientes organizados como shopping centers, parte do consumo migra do informal para o formal, elevando o nível de exigência, transparência e competição. Esse movimento, combinado com avanços como meios de pagamento digitais e simplificação tributária, tende a acelerar a formalização do setor ao longo do tempo.
Tecnologia, Omnicanalidade e IA
Fábio Faccio é enfático ao dizer que a tecnologia deve servir para remover barreiras. O maior “atrito” no varejo é a fila. Para combatê-la, a Renner investiu pesado em RFID (Radio Frequency Identification). Enquanto concorrentes globais usam o RFID apenas para controle de estoque, a Renner desenvolveu uma solução própria onde a etiqueta também funciona como o alarme do produto.
Lojas Renner – Morumbi
A Renner estrutura essa evolução em três frentes claras. Na dimensão de produto e logística, algoritmos passam a prever tendências de moda e otimizar a alocação de estoque por grade e região, aumentando a assertividade das coleções. Na jornada do cliente, a personalização ganha escala, com recomendação de produtos e uso de IA generativa no atendimento, especialmente via WhatsApp, tornando a interação digital mais próxima e relevante. Já na produtividade interna, ferramentas de IA ampliam a eficiência dos times administrativos, desde a análise de contratos até a construção de apresentações. Os impactos já são tangíveis.
O GMV do Digital em 2025 foi de R$2,838 Bilhões, crescimento de 15,5% em comparação com 2024 e a participação do digital nas vendas da Renner foi de 15%.
Os produtos com conteúdo gerado por IA do infantil registram +60% de aumento de visitas na categoria do infantil, enquanto modelos de recomendação impulsionam +135% de crescimento de receita. A companhia começa a avançar para um conceito mais estruturado de agent commerce, onde personalização e automação deixam de ser suporte e passam a direcionar a conversão e a experiência.
Essa lógica se conecta diretamente com a evolução do modelo omnichannel.
A integração entre físico e digital deixou de ser um diferencial e passou a ser uma estrutura de geração de valor. Hoje, cerca de 35% dos pedidos onlines são retirados em loja, e aproximadamente 15% dessas retiradas geram compra adicional. Nas trocas das compras online, o comportamento é ainda mais relevante: 70% acontecem no ambiente físico, e 27% dessas interações resultam em nova venda.
Com isso, o papel de operações acaba mudando, deixando de ser apenas um ponto de venda e passa a atuar como um ponto de contato completo, combinando venda, logística, experiência e conversão incremental.
E o impacto no cliente é direto.O cliente omnichannel gasta, em média, 3x mais do que o cliente de canal único. Quando esse cliente também utiliza os cartões próprios(Realize), esse número chega a 6x.
Outro ponto de uso da IA está na experiência digital. A empresa criou um provador virtual dentro do aplicativo, no qual o cliente envia uma foto e visualiza como a roupa ficaria no próprio corpo, aproximando a experiência digital da prova realizada na loja física. Segundo Reis, quem utiliza essa ferramenta tende a comprar mais.
Ha menos de 1 mês a Renner lançou um provador de maquiagem no WhatsApp, no qual o cliente envia sua foto e a maquiagem é aplicada digitalmente no próprio rosto. A iniciativa também convida o cliente a testar makes sem sair de casa, buscar ajuda para encontrar o perfume perfeito e interagir com uma consultora virtual pelo WhatsApp

Por Redação g1 — São Paulo

 

O percentual de famílias brasileiras endividadas atingiu 80,4% em março, maior nível da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Divulgado nesta terça-feira (7), o índice avançou 0,2 ponto percentual em relação a fevereiro, quando 80,2% das famílias estavam nessa condição. Na comparação com março do ano passado, quando a taxa era de 77,1%, houve alta de 3,3 pontos percentuais.

“O cenário já é reconhecido pelo governo federal como um problema que precisa de solução imediata, enquanto a CNC destaca que o endividamento continuará avançando até os efeitos da flexibilização da política monetária chegarem efetivamente ao consumidor final”, diz, em nota, a entidade.

 

“A elevada taxa Selic é, há meses, um desafio para quem empreende e para quem consome”, afirma José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac.

 

“A redução gradativa dos juros começou, mas ainda vemos um aumento do nível de famílias endividadas, pois levaremos meses até que o alívio do aperto monetário faça efeito”, completa.

Endividamento bate recorde no Brasil em março

Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), em %

                                                                                                                                                                                    Fonte: CNC

  • 🔎 O encarecimento do transporte eleva os custos das empresas, que tendem a repassar esses aumentos aos preços, afirmou a entidade. Com isso, há redução do poder de compra e maior uso de crédito pelas famílias para despesas básicas, acrescentou.

 

Governo quer socorrer endividados

 

Depois do pacote para combater os efeitos da guerra no Oriente Médio no Brasil, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer socorrer os brasileiros endividados reunindo todas as dívidas das pessoas físicas em uma só.

Conforme noticiou o blog do Valdo Cruz, Lula e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reuniram na manhã desta terça-feira para definir quais serão as medidas adotadas na nova proposta de refinanciamento das dívidas de brasileiros.

A ideia é reunir a dívida do cartão de crédito, crédito pessoal e outras num só débito e trocá-las por uma nova dívida, com juros mais baixos e desconto no principal que pode chegar, em alguns casos, a 80%.

Segundo o blog, Lula estabeleceu como prioridades neste início de ano:

 

O presidente tem dito que as pessoas estão reclamando que, no final do mês, as dívidas estão consumindo praticamente toda sua renda.

Como deverá ser a proposta

 

Além de unificar as dívidas em uma só, todo o processo de renegociação será feito diretamente com os bancos, para torná-lo mais ágil.

Os bancos, para refinanciar e conceder descontos no principal da dívida, vão receber verbas possivelmente do Fundo de Garantia de Operações. Se as dívidas refinanciadas não forem pagas, os bancos terão garantia de que vão receber os valores refinanciados.

O programa de refinanciamento de dívidas deverá ter como público alvo quem ganha até três salários mínimos.

Alguns movimentos traduzem nosso propósito como marca e reforçam nossa história e identidade.

O espaço estreia um novo layout pensado para aproximar ainda mais o cliente, com uma estética que valoriza elementos brasileiros tão importantes para a marca.

A estrutura da loja também homenageia a nossa trajetória, com carretéis que remetem à fábrica e máquinas de costura que resgatam a tradição da confecção e o trabalho manual.

Esse é um passo importante na nossa estratégia de transformação e expansão, que pretendemos levar para outras lojas pelo Brasil ainda este ano.

Seguimos com o objetivo de construir experiências que expressem a essência da Riachuelo e fortaleçam nossa conexão com o cliente.

#Inauguração #Riachuelo #Curutiba

O líder do Partido Liberal na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou que o partido pretende transformar a proposta de fim da escala 6×1 em uma “grande limonada”, ampliando o debate para modernizar as relações de trabalho no país. Em entrevista à coluna Entrelinhas e ao programa Sem Rodeios, ao justificar o voto favorável à admissibilidade da matéria, ele disse que a decisão foi também estratégica para não cair em uma “arapuca” política montada pelo governo Lula.
“O governo arrumou uma arapuca para querer colocar o PL e o pré-candidato Flávio Bolsonaro dentro dela”, declarou. Segundo ele, a proposta tem sido usada de forma “eleitoreira” para rotular a oposição como contrária aos trabalhadores.
“Debate meritório”, mas com críticas ao governo
Apesar das críticas, o parlamentar reconheceu a relevância do tema. “Nós entendemos que esse debate da PEC 6×1 é um debate meritório”, afirmou. Para ele, a discussão pode abrir caminho para mudanças mais amplas na legislação trabalhista.
Sóstenes atacou o histórico do governo ligado ao Partido dos Trabalhadores e disse que a legenda “nunca fez nada pelos trabalhadores”, argumentando que houve, na prática, fortalecimento de sindicatos que, segundo ele, “só oprimem o trabalhador, não defendem de verdade o interesse dos trabalhadores”.
Proposta: jornada flexível e pagamento por hora
O líder do PL defende que o debate vá além da simples redução da jornada semanal de 44 para 40 horas. “Não só a questão de reduzir de 44 horas para 40, ou seja, tirar 6×1 para 5×2, mas a gente aproveitar do limão e fazer uma limonada”, disse.
Entre as propostas, ele cita a possibilidade de modelos mais flexíveis. “O melhor método de relação empregador-trabalho é hora trabalhada, hora recebida”, afirmou, acrescentando que o trabalhador poderia escolher “trabalhar três dias por semana, quatro dias, ter dois empregos, três”.
Preocupação com impacto econômico
Sóstenes também destacou riscos de uma mudança abrupta. Segundo ele, setores como comércio e serviços seriam diretamente afetados. “Se a gente reduzir seis por um para cinco por dois da noite para o dia, existem setores que vão gerar repasse para o consumidor final ou desemprego”, alertou.
Ele afirmou ter ouvido do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a defesa de uma transição gradual. “Reduzir uma hora pelos próximos anos vindouros pós-eleição”, relatou.
Além disso, o PL pretende propor compensações. “Que esses setores possam ser compensados ou com a desoneração da folha de pagamento, ou com algum incentivo do governo”, disse, para evitar demissões ou aumento de preços.
Voto “estratégico” na CCJ
Questionado sobre por que o partido não tentou barrar a proposta na Comissão de Constituição e Justiça, Sóstenes respondeu: “Foi uma estratégia política em ano eleitoral”.
Segundo ele, a aprovação na admissibilidade não significa apoio ao mérito. “Nós só votaremos no mérito se as nossas contribuições forem aceitas”, afirmou. Caso contrário, o partido votará contra.
Ele argumentou que rejeitar a proposta na CCJ poderia reforçar a narrativa do governo. “Para colocar a pecha de que ele é inimigo do trabalhador”, disse, referindo-se a Flávio Bolsonaro.
Críticas ao governo e ao presidente Lula
O deputado também associou o debate ao cenário político nacional e à popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “A gente vê a rejeição do governo federal e ele está buscando algum assunto para se agarrar”, observou.
Para ele, o tema tem “apelo social”, mas não pode ser tratado de forma irresponsável. “O que nós não podemos é ser, como a esquerda faz, irresponsável com o setor produtivo”, disse.
A jornada de 40 horas por semana, com uma escala de 5×2, tem sido muito comum nos serviços administrativos e nas empresas de produção não contínua
Opinião – José Pastore —Professor de relações do trabalho da FEA-USP e  Magnus R. Apostólico — Negociador trabalhista 
Na maioria dos países (cerca de 190), a redução de jornada de trabalho vem sendo conquistada usando o método da negociação coletiva realizada entre os representantes sindicais ou associativos de empregados e empregadores. Assim tem sido no Brasil, o que explica a atual média de 38,4 horas por semana.
A negociação coletiva é a principal atividade das entidades sindicais. Por meio dela, são conquistados avanços no emprego e no salário, além de melhorias nas condições gerais de trabalho. Isso tem propiciado mudanças importantes no estilo e no modo de atuar dos sindicatos laborais nos anos recentes. No Brasil de 10 anos atrás, era impensável ver os sindicatos laborais colaborando para o atingimento de metas de produção, vendas e produtividade das empresas e para o aperfeiçoamento de sistemas de mérito para avaliar empregados, e também colaborando na preservação da boa imagem das firmas onde trabalham.
É verdade que essa não é uma tendência geral, mas já é dominante nos sindicatos mais organizados das categorias dos bancários, petroleiros, metalúrgicos, mineiros, vigilantes, industriários, comerciários de grandes estabelecimentos, construção civil, indústria automobilística, tecnologia da informação, frigoríficos e outras.Com isso, ficamos muito longe daquele sombrio período em que, por meio da Operação Vaca Brava (1985), os sindicalistas quebravam no pátio das empresas os veículos que tinham acabado de produzir para pressionar as empresas. Esse é um avanço de enorme importância para o amadurecimento das relações do trabalho no Brasil. Mas não significa que os sindicatos viraram “bonzinhos” ou “pelegos”. Nada disso. As negociações continuam sendo duras e acirradas. Mas com respeito e sem teatro. É um avanço enorme.
Como resultado dessa nova conduta, os sindicatos laborais vêm conquistando novos filiados e aumentando a arrecadação da contribuição negocial ou assistencial. Surgiu até mesmo uma nova forma de arrecadação: a que incide sobre os ganhos conquistados na participação dos empregados no lucro e resultados das empresas (PLR).
O valor da contribuição negocial ou assistencial varia de 1,5% a 3% da remuneração de um mês e do valor da PLR, às vezes com teto em reais, outras vezes sem teto (mais raro). Como o valor da PLR tem crescido, por estar isento de tributação e encargos, a contribuição aos sindicatos vem acompanhando essa evolução.
Até 2017, um grande número de sindicatos laborais só existia para arrecadar a contribuição sindical compulsória (“imposto sindical”), sem qualquer contraprestação de serviços aos integrantes das categorias profissionais. Após a reforma trabalhista, ficou claro que não fazer nada para os seus representados, condenaria os sindicatos à míngua. E isso ocorre com muitos.
Bem diferente é a situação dos que trabalham efetivamente em prol dos seus representados. Esses sindicatos estão em comunicação permanente com os seus representados por meio de contatos diretos e das redes sociais. As assembleias têm sidoon linee com enorme participação de empregados. E, com isso, estão conquistando a confiança e recebendo contribuições dos representados. Para esses sindicatos, não há o que falar em falta de recursos para fazer as negociações coletivas e até sustentar greves, quando necessário.
Para eles, é crucial defender a negociação coletiva para ganhos salariais e outros benefícios e também para a redução da jornada de trabalho. E isso vem ocorrendo. Os sindicatos laborais têm negociado com êxito jornadas semanais de 44, 42, 40, 38, 36 e 30 horas. A jornada de 40 horas por semana, com uma escala de 5×2, tem sido muito comum nos serviços administrativos e nas empresas de produção não contínua. Essas reduções atendem às necessidades das empresas e aos anseios dos empregados, e contam com o amparo das leis e da Constituição Federal, o que prova a desnecessidade de mudanças nesse campo.
O exercício da negociação coletiva é vital para o fortalecimento e a influência dos sindicatos laborais. Na verdade, é a sua principal razão de existir. Não é surpresa, portanto, o apoio frio dos bons sindicatos e das próprias centrais sindicais no debate das PECs que buscam reduzir a jornada e estabelecer escalas por lei. Isso conspira contra a negociação coletiva e enfraquece a musculatura e a própria razão de existir dos sindicatos laborais.
Se os próprios interessados estão distantes desse debate, a quem interessa acalentá-lo? A resposta é óbvia: aos políticos populistas que usam essa bandeira para conquistar os votos para a sua eleição ou reeleição em outubro próximo. É lamentável que eles ignorem esses fatos.
O Presidente da ABRASCE – Associação dos Shoppings Centers do Brasil, dr. Glauco Humai, alertou que o fim da escala 6×1 pode causar um prejuízo de R$ 14,7 bilhoes ao setor de shoppings, em apenas um ano.
A afirmação foi feita ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan.