Jornal O Dia (SP) reverbera que o Brasil ganhou 9 milhões de novos inadimplentes, quase dois anos após o fim do programa Desenrola. Para Fabio Bentes, economista-chefe da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), o pano de fundo da elevação do superendividamento é a alta na taxa básica de juros.

 

Editorial em O Estado de S. Paulo destaca que entre recuperações judiciais e extrajudiciais, o ano de 2025 contou 5.680 processos, um recorde histórico. O ano de 2026, segundo especialistas, segue a mesma toada. 

Azzas 2154 reposiciona marca para disputar classes B e C a partir de 2026, com a holding encerrando 2025 com lucro de R$770 milhões
A Hering deve voltar às origens a partir de 2026. Após o período tentando elevar o patamar de posicionamento da marca, a estratégia agora é retomar o foco nos básicos e disputar novamente o consumidor de maior escala no varejo de vestuário brasileiro. Em teleconferência de resultados, Alexandre Birmam, CEO da holding controladora Azzas 2154, anunciou o lançamento emblemático, previsto para breve, de uma linha de camiseta da Hering vendida a R$49, em movimento voltado principalmente às classes B e C.
Desde outubro do ano passado, a Hering passa por um processo de reestruturação que incluiu a concentração da marca no complexo industrial de Blumenau (SC); blitz operacional na cadeia de sourcing e logística; reconstrução do mix de sortimento, expansão em categorias de produtos e ocasiões de uso; além de rebalanceamento de moda, estoque e preço.
ANO DE ESTABILIZAÇÃO
Essa mudança de posicionamento ocorre na fase em que a Azzas 2154 busca acelerar o crescimento de suas 4 unidades de negócio após a fusão que uniu os portfólios da Arezzo&Co e do Grupo Soma, que completou um ano. Conforme a companhia, 2025 foi marcado por uma série de ajustes operacionais e comerciais. Mas que 2026 deverá ser um “ano de estabilização e simplificação”.
Começa o ano com uma robusta geração de caixa operacional livre de R$838 milhões. De acordo com a companhia, o volume representa quatro vezes mais o gerado no exercício fiscal anterior.
A companhia de calçados, bolsas e vestuário registrou lucro líquido de R$770,7 milhões em 2025, avanço de 30% em relação a 2024. De acordo com o relatório de desempenho, o resultado foi impulsionado principalmente por ganhos de eficiência operacional e pela captura inicial de sinergias entre as empresas.
No último trimestre de 2025, de vendas comprimidas e ajustes operacionais e comerciais, o lucro líquido acusou R$168 milhões, baixa de 0,5% sobre o quarto trimestre de 2024.
No consolidado do ano, a receita líquida da Azzas 2154 cresceu 2,2%, para R$11,8 bilhões. Novamente, o quarto trimestre afetou o resultado com queda de 4,1%, para registrar R$3,2 bilhões.
UNIDADES DE NEGÓCIOS
Em 2025, o desempenho da receita foi heterogêneo entre as verticais de negócios. Mais forte, a Fashion Women, que reúne FarmRio e Animale, entre outras, avançou em participação, sustentando 36% da receita bruta total da companhia. A receita aumentou 18,7% em 2025 e 11,6% no quarto trimestre.
Shoes & Bags é a segunda maior vertente, com participação que desceu para 30% em 2025, em função da queda geral de 3,6% da receita de 2025. No trimestre, o recuo foi de 5,8%.
Fashion Men, com Reserva, Oficina e Foxton, aumentou a receita de 2025 em 1,7% sobre 2024. Porém, caiu 3,2% no último trimestre. Com esse resultado, manteve a participação de 16% sobre o total.
Assim como calçados e bolsas, também os resultados da Hering foram negativos. No ano, a receita bruta declinou 4,9%, enquanto no trimestre os ajustes levaram à queda de 17,1%. Do total da receita bruta, Basics correspondeu a 18%.
CORTE DE INVESTIMENTOS
A Azzas 2154 cortou pela metade os investimentos do quarto trimestre, que somaram R$96 milhões. No ano, aplicou R$383,7 milhões, recuo de 30,8% na comparação com 2024. E, para 2026, esse deve ser o parâmetro, diz a companhia.
Não há previsão de expansão agressiva de lojas físicas. Uma das estratégias será continuar o retrofit de lojas das redes, como as da Animale.
Ao todo, entre as duas dezenas de marcas que controla, a holding operou em 2025 com 2.063 pontos de venda, dos quais 49 no exterior.
Shoes & Bags detém o maior número. São 844 unidades. Seguida pela unidade Basics, com a marca Hering, que ocupa 642 pontos de venda. Depois, aparecem as marcas de vestuário feminino, com 319 lojas. Vestuário masculino conta com 258 pontos.
Publicação
23/03/2026 – 10:37
Editoria Governo

O Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná cresceu 2,8% em 2025, superando a taxa de 2,3% que foi registrada pela economia brasileira. O resultado é 22% acima do desempenho do País. Os dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) foram divulgados nesta segunda-feira (23).

A alta da economia do Paraná decorreu das taxas de crescimento da agropecuária e dos serviços. No caso do setor primário, a expansão chegou a 13,1%, acima do resultado contabilizado pela agropecuária nacional (11,7%). O Estado encerrou o ano passado com recorde na produção de frangos, suínos, peixes, leite e ovos, por exemplo.

Já em relação aos serviços, que englobam turismo e atendimentos direto às famílias, a ampliação alcançou 2,2% no âmbito do Estado, ante uma taxa de 1,8% registrada pelo setor do País.

Em consequência desses avanços, o PIB do Paraná chegou em R$ 765 bilhões em 2025, considerando os valores correntes, o que sustentará a quarta posição no ranking das economias estaduais, além de um peso superior a 6% no PIB brasileiro.

“O PIB do Paraná era de R$ 440 bilhões em 2018 e em 2025 ele fechou perto de R$ 765 bilhões. A expectativa é dobrar ele em oito anos, ultrapassando R$ 800 bilhões em 2026. Esse resultado é fruto de um esforço coletivo da sociedade nos últimos anos e mostra como investimentos em infraestrutura e expansão de negócios são indutores do crescimento”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Especificamente no último trimestre de 2025, o PIB do Estado somou R$ 181 bilhões, registrando taxa real de crescimento de 2,7%, no confronto com igual período de 2024. Nesse mesmo período, a agropecuária cresceu 19,4% e o setor de serviços, 1,7%.

Segundo Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, o desempenho positivo da economia paranaense foi alcançado apesar dos juros elevados, da alta carga tributária imposta pela União e do tarifaço norte-americano, entre outros fatores limitantes. “É a demonstração de que o apoio efetivo ao setor produtivo e uma gestão pública eficiente fazem a diferença, ajudando a explicar os melhores indicadores econômicos do Paraná”, analisa.

 

Redação SP Bancários  10/04/2026 – 15:19 

10/04/2026 – 18:24

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma nova lei que representa um avanço importante na promoção da saúde dos trabalhadores brasileiros. Publicada no Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira (6), a Lei nº 15.377 garante até três dias de folga, a cada 12 meses, para a realização de exames preventivos, sem prejuízo da remuneração.

A nova legislação altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e também estabelece que as empresas devem divulgar informações sobre a vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) e sobre a prevenção de cânceres como o de mama, colo do útero e próstata. Além disso, as organizações passam a ser responsáveis por promover ações de conscientização e orientar os trabalhadores sobre o acesso a serviços de diagnóstico.

A medida tem como objetivo ampliar a prevenção e o diagnóstico precoce de doenças, fortalecendo o papel das empresas na promoção da saúde no ambiente de trabalho. O projeto que deu origem à lei foi aprovado em março deste ano, a partir de iniciativa da ex-senadora Rose de Freitas, com relatoria da senadora Leila Barros.

Benefício para os bancários

Para o movimento sindical, a nova lei chega em um momento crucial, especialmente para categorias que enfrentam altos níveis de pressão e adoecimento, como os bancários. A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Neiva Ribeiro, destaca a importância da medida consolidada pelo presidente Lula.

“A garantia de dias para exames preventivos sem desconto no salário é uma conquista muito importante para os trabalhadores, especialmente para as mulheres. No caso da categoria bancária, que sofre com metas abusivas, sobrecarga e diversos tipos de adoecimento, inclusive mental, essa lei pode contribuir para que o cuidado com a saúde não seja mais adiado. É fundamental que as empresas também cumpram seu papel de informar e promover a prevenção”, afirma Neiva.

Ainda de acordo com a presidenta do Sindicato, a expectativa é de que a nova legislação contribua para reduzir o número de afastamentos por doenças. Junto a isso, Neiva espera que a mudança incentive uma cultura de cuidado contínuo com a saúde, beneficiando milhões de trabalhadores em todo o país.

Fonte: https://spbancarios.com.br/04/2026/lula-sanciona-lei-que-garante-ate-3-folgas-por-ano-para-exames-medicos

12/03/2026 | Economia

Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) caiu 1,6 ponto em março, passando de 48,2 pontos para 46,6 pontos, revela levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta quinta-feira (12). O ICEI ficou abaixo da linha de 50 pontos — que separa confiança de falta de confiança — pelo 15º mês consecutivo. Trata-se da pior sequência do índice desde a recessão econômica entre 2015 e 2016.

“A falta de confiança prolongada dos empresários se traduz em redução dos investimentos, da produção e, consequentemente, das contratações. Com isso, a indústria gera menos renda e emprego, fazendo com que a roda da economia gire menos. Ou seja, a economia cresce menos num cenário de menor confiança”, avalia o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

Expectativas se tornam negativas

As expectativas dos empresários da indústria para os próximos seis meses se tornaram negativas em março. O índice que mede as perspectivas dos industriais caiu 1,6 ponto, passando de 50,4 pontos para 48,8 pontos. O indicador vai de 0 a 100 pontos. Valores abaixo de 50 pontos significam expectativas negativas.

O índice de expectativas é formado por dois componentes: índice de expectativas para a economia e índice de expectativas para as próprias empresas. O primeiro caiu 2,3 pontos em março, passando de 42,6 pontos para 40,4 pontos, revelando maior pessimismo com o futuro da atividade econômica. O segundo recuou 1,3 ponto, passando de 54,3 pontos para 53 pontos – movimento que aponta diminuição do otimismo com o futuro dos negócios.

O resultado do índice de condições atuais também contribuiu para a queda do ICEI. O indicador caiu de 43,8 pontos para 42,1 pontos em março. Com isso, o índice se afastou ainda mais da linha de 50 pontos; o que aponta para uma percepção mais negativa sobre o momento. O resultado se deve:

  • À queda de 2,2 pontos do índice de condições atuais da economia, que passou para 36,4 pontos;
  • Ao recuo de 1,5 ponto do índice de condições atuais das próprias empresas, que passou para 44,9 pontos.

Sobre o ICEI

A edição de março do ICEI ouviu 1.065 empresas — 444 pequenas, 390 médias e 231 grandes — entre 2 e 6 de março de 2026. Confira o a pesquisa na íntegra:

Fonte: https://imprensa.portaldaindustria.com.br/releases/icei-volta-a-cair-e-empresarios-completam-15-meses-sem-confianca-revela-cni/

 

Carga tributária de 32,4% do PIB expõe peso dos juros no bolso
O Tesouro Nacional informou nesta sexta-feira (10) que a carga tributária chegou a 32,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, o maior nível da série iniciada em 2010. Traduzindo: de cada R$ 100 produzidos no país, R$ 32,40 ficaram com o Estado na forma de impostos, contribuições e taxas.
O dado assusta à primeira vista.
Mas a pergunta certa não é só quanto o governo arrecada.
A pergunta que pesa no bolso do brasileiro é outra: para onde vai esse dinheiro?
Parte dessa alta tem explicação objetiva. Houve mais emprego formal, mais gente contribuindo para a Previdência e mais recolhimento de tributos ligados à renda e ao crédito. Ou seja, a arrecadação subiu também porque mais brasileiros entraram ou permaneceram no mercado formal.
Só que isso não resolveu a vida de quem trabalha.
O brasileiro continua espremido entre comida cara, crédito caro e prestação alta. A sensação de aperto permanece porque uma fatia brutal do orçamento público segue drenada pelos juros da dívida, uma engrenagem que enriquece o topo do sistema financeiro e trava investimento, consumo e produção.
É aí que mora o nó da economia brasileira.
O debate público costuma apontar o dedo apenas para a carga tributária, como se o problema começasse e terminasse no imposto. Não termina. O peso maior está no custo do dinheiro. Com juros elevados, empresas investem menos, famílias compram menos e o Estado paga mais para remunerar os donos de títulos da dívida pública.
Na prática, a conta fecha para os oligarcas do sistema financeiro.
A Faria Lima ganha com a renda do papel. A velha mídia trata isso como normalidade técnica. E o país real segue rodando com freio de mão puxado.
Por isso, o recorde de 32,4% do PIB não deve ser lido só como sinal de apetite arrecadatório do Estado. Ele precisa ser lido junto com a outra ponta da tesoura: o dinheiro que sai do caixa público para sustentar juros altos e um modelo que premia a especulação mais do que o trabalho e a produção.
O Brasil arrecada mais.
Mas o povo não sente alívio.
Sem mexer na lógica que protege o rentismo, o país continuará preso ao mesmo círculo: imposto alto, crédito caro, crescimento fraco e renda curta na base da sociedade.
Nos tempos do Brasil colônia, a Coroa arrancava o quinto. Em 2026, a engrenagem mudou de nome, ganhou planilhas, relatórios e comentaristas de mercado, mas continua sugando riqueza de baixo para cima.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.  

Correio Braziliense, mostra que o percentual de famílias brasileiras com dívidas a vencer atingiu 80,4% em março de 2026, o maior nível da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). O levantamento que a coluna antecipa será divulgado, oficialmente, pela CNC, nas próximas horas.

 

Em audiência pública na CCJC da Câmara dos Deputados, a Confederação reforçou que é favorável à redução da jornada desde que respeitadas as especificidades do comércio, dos serviços e do turismo através da negociação coletiva
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados realizou audiência pública para tratar do fim da escala de trabalho 6×1. O debate, promovido na terça-feira (7), contou com a participação da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O advogado especialista da Diretoria Jurídica e Sindical (DJS) Roberto Luís Lopes Nogueira apresentou a posição do setor do comércio de bens, serviços e turismo sobre o tema.
Em sua exposição, Roberto Lopes explicou que a CNC não é contrária à redução da jornada de trabalho. Ao contrário, disse que a Confederação apoia avanços nesse sentido, mas defende que qualquer mudança ocorra por meio da negociação coletiva, respeitando a diversidade, as especificidades regionais e as diferentes realidades econômicas do setor.
“O comércio de bens, serviços e turismo é extremamente heterogêneo. Envolve desde micro e pequenas empresas até grandes redes, além de atividades com forte sazonalidade, como o turismo e a hospitalidade. Uma legislação impositiva e uniforme pode gerar efeitos adversos, como fechamento de estabelecimentos, demissões e aumento de preços ao consumidor”, alertou o representante da CNC.
Impactos econômicos e risco ao emprego
Durante a audiência, Lopes citou estudo econômico recente da entidade que aponta que o fim da escala 6×1 pode gerar impacto anual de até R$ 357 bilhões, elevar os preços ao consumidor em até 13% e resultar na eliminação de cerca de 631 mil empregos formais no curto e médio prazos, em razão do aumento dos custos operacionais para as empresas.
Segundo ele, mais de 90% da base representada pela CNC é formada por microempresas e empresas de pequeno porte, muitas vezes com dois ou três funcionários, sendo um deles o proprietário. “Essas empresas já enfrentam elevada carga tributária e restrições de capital de giro. Uma redução abrupta da jornada pode inviabilizar o funcionamento aos fins de semana ou forçar o fechamento definitivo”, enfatizou.
Diversidades regional e setorial
O advogado da CNC também chamou a atenção para as diferenças regionais do País. “O que funciona para grandes centros como São Paulo, Minas Gerais ou Rio de Janeiro não necessariamente é adequado para regiões como Norte ou Nordeste. Há realidades econômicas, sociais e produtivas muito distintas que precisam ser consideradas”, pontuou.
Ele ressaltou ainda que setores como o turismo convivem com períodos de alta e baixa temporada, exigindo flexibilidade na organização da jornada de trabalho para atender à demanda e preservar empregos.
Negociação coletiva como instrumento central
Outro ponto reforçado foi a importância de preservar a prerrogativa dos sindicatos. Para a CNC, uma alteração constitucional que fixe jornada menor de forma rígida pode esvaziar o papel da negociação coletiva, retirando das entidades sindicais a possibilidade de ajustar a jornada às necessidades de cada categoria.
“A Constituição estabeleceu 44 horas como limite máximo justamente para permitir reduções negociadas. Se a jornada for determinada de forma estanque em 40 ou 36 horas, os sindicatos perdem margem de negociação, o que gera insegurança jurídica e fragiliza o sistema de relações de trabalho”, argumentou Roberto Lopes.
O advogado lembrou que o próprio setor do comércio já conta com legislação específica – a Lei nº 12.790/2013 –, construída com base no diálogo entre trabalhadores e empregadores, que prevê a possibilidade de redução da jornada por negociação coletiva.
Novos desafios: automação e e-commerce
Roberto Lopes também contextualizou o debate à luz das transformações econômicas atuais, marcadas pela globalização, pela revolução industrial 4.0 e pelo avanço da automação e da inteligência artificial. Segundo ele, uma regulação rígida pode acelerar a substituição de postos de trabalho por soluções tecnológicas, especialmente no comércio.
“Se a empresa não consegue contratar mais funcionários, ela pode optar por investir em automação ou no e-commerce. Isso já está acontecendo. E o comércio tem uma peculiaridade: ele depende da presença humana, do atendimento direto ao consumidor”, destacou, citando ainda impactos negativos em trabalhadores que dependem de comissões para complementar a renda.
Ao encerrar sua participação, Lopes reiterou que a Confederação defende o descanso do trabalhador e a melhoria das condições de trabalho, mas entende que isso deve ocorrer com parâmetros flexíveis, capazes de preservar empregos, garantir segurança jurídica e estimular o desenvolvimento econômico.
“A negociação coletiva é a ferramenta mais adequada para equilibrar interesses, respeitar as realidades setoriais e regionais e promover avanços sustentáveis nas relações de trabalho”, concluiu.
Fotos: Felipe Maranhão

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

ASSEMBLEIAS GERAL EXTRAORDINÁRIA E GERAL ORDINÁRIA

O Presidente do SINDISHOPPING – Sindicato dos Lojistas do Comércio Estabelecidos em Shoppings Centers de Curitiba, Entidade Sindical com CNPJ 00.103.551.0001-80., registrado no Ministério do Trabalho com código sindical de no 002.152.89467, sediado na rua José Loureiro, 464 11o andar sala 114 em Curitiba, Capital do Estado do Paraná, no uso de suas atribuições estatutárias, convoca todos os associados e representados, legalmente habilitados, para participarem das ASSEMBLEIAS GERAIS, EXTRAORDINÁRIA e ORDINÁRIA, a serem realizadas no dia 19 de março de 2026, de forma híbrida/virtual através do link: https://teams.live.com/meet/9369422561414?p=U3ck0zaom3HtM78wTE, conforme segue:

 

1. ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

 

Primeira convocação: às 14,00 horas, com a presença da maioria absoluta legal; Segunda convocação: às 15,00 horas, com qualquer número de presentes. Ordem do Dia:

a) Deliberar sobre a atualização e adequação do Estatuto Social, incluindo ajustes necessários para regularização e atualização cadastral junto ao Ministério do Trabalho, que não foram devidamente inseridos quando desse registro, mas que constaram da AG de Fundação;

b) Particularmente e Fundamentalmente, que todo Estabelecimento (Lojista, Entidade Civil, Condomínio, Empreendedor) enfim qualquer CNPJ que esteja estabelecido em algum Shopping Center de Curitiba, fará parte do Sindishopping, devendo atender as suas obrigações legais, cumprindo sua CCT e ACTs; essa redação, integralmente, deverá ser incluída e constar em nosso registro de Código Sindical e demais Cadastros no Ministério do Trabalho.

c) Demais assuntos correlatos pertinentes à atualização estatutária bem como junto ao Ministério do Trabalho, serão discutidos e se aprovados, serem inseridos nos Estatutos da Entidade, com devidos registros legais;

 

2. ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA

 

A realizar-se na sequência da Assembleia Geral Extraordinária Ordem do Dia:
a) Apreciação das atas das Assembleias realizadas anteriormente;

b) Iniciar as discussões referentes ao reajuste salarial, na data base, apreciando proposta que virá do Sindicato Laboral e registrando subsídios e informações para eventual aprovação ou contraproposta;

c) Discutir e votar alterações e ajustes nas demais cláusulas econômicas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2025-2027, particularmente alterando e aprimorando suas redações;

d) Discutir, apreciar e elencar possíveis alternativas quanto a proposta de alteração da jornada de trabalho do modelo 6×1, atual, analisando impactos jurídicos, econômicos e operacionais, se e quando aprovada;

e) Apreciar e deliberar sobre as implicações da Portaria MTE no 3.665/2023(abertura em domingos e feriados), com vigência prevista para 1o de maio próximo (após várias prorrogações, a última que determinava vigência em 01.03. ultimo!) bem como eventuais ajustes necessários na CCT e na operacionalização da mesma, envolvendo a participação da Gestão dos Shoppings Centers, quanto a cooperação e responsabilidade pelas Lojas, situação diante dos compromissos monetários e legais sindicais e sua necessária adimplência;

f) Deliberar sobre a tradicional Constituição de Comissão de Lojistas e/ou representantes, para estudos e propostas de negociação e demais itens, se necessário, elaborando minutas que serão submetidas nessa Assembleia, para sua aprovação final. Dever-se-á, como sempre, procurar incluir Lojistas de vários segmentos e tamanhos, inclusive das Administrações de Shoppings Centers;

g) Discutir e votar proposta de revisão da tabela de contribuição mensal dos Shoppings Centers de Curitiba (que substitui a aplicação da tabela normal sobre a folha bruta, utilizada por todos os Lojistas e Empresas estabelecidas nos Shoppings Centers – Taxa Assistencial e Contribuição Confederativa);

h)- Discutir e autorizar a Presidência manter entendimentos com o co irmão Sindicato de Lojistas de Ruas, para promover processo de extensão da base de nosso Sindishopping ,visando alcançar toda a Região Metropolitana de Curitiba;

i)- Outros assuntos gerais, relacionados à pauta trabalhista, negocial e sindical;

j) Aprovar proposta de manter a presente Assembleia Geral Ordinária em caráter permanente, aguardando resultados e propostas da Comissão já constituída anteriormente, para conclusão e votação final.

 

 

Curitiba, 13 de março de 2026.
Conselho Diretor – Presidência
SINDICATO DOS LOJISTAS DO COMERCIO ESTABELECIDOS EM SHOPPINGS CENTERS DE CURITIBA
-SINDISHOPPING
CNPJ: 001035510001-80 – Cód. Sind no 002.152.89467