Documentos disponíveis para consulta

Informamos que já estão disponíveis para consulta e download os Acordos Coletivos de Trabalho Natalinos (ACTs) firmados para o período de festas de 2025.

Esses documentos regulamentam as condições especiais de funcionamento, jornada, remuneração e demais diretrizes aplicáveis às lojas estabelecidas nos Shoppings Centers durante o período natalino.

Abaixo, disponibilizamos os ACTs Natalinos, organizados por shopping:

Shopping Palladium – ACT Natal 2025 (Palladium)

Shopping Barigui – ACT Natal 2025 (Barigui)

Shopping Estação– ACT Natal 2025 (Estação)

Shopping Curitiba – ACT Natal 2025 (Curitiba)

Shopping Laredo/Ventura – ACT Natal 2025 (Laredo/Ventura)

Shopping Mueller – ACT Natal 2025 (Mueller)

Shopping Cidade – ACT Natal 2025 (Cidade)

Shopping Pátio Batel – ACT Natal 2025 (Pátio Batel)

Shopping Jardim das Américas – ACT Natal 2025 (Jardim das Américas)

Shopping Jockey Plaza  – ACT Natal 2025 (Jockey Plaza)

Recomendamos que as empresas consultem atentamente o documento correspondente ao seu shopping, garantindo o cumprimento integral das condições estabelecidas.

Para esclarecimentos adicionais, nossa equipe permanece à disposição.

Acesse todas as informações essenciais para sua empresa e seus colaboradores:
👉 Clique aqui para abrir o material completo – CCT 2025 Com. Var Shopping

No ranking do PIB em dólares, a Rússia subiu da 11ª posição para a 9ª colocação nas estimativas de 2025

Estadão Conteúdo 04/12/2025

 

Brasil deixou de ser uma das 10 maiores economias do mundo em termos de Produto Interno Bruto (PIB), descendo para a 11ª posição, divulgou a agência de classificação de risco Austin Rating. No ranking do PIB em dólares, a Rússia subiu da 11ª posição para a 9ª colocação nas estimativas de 2025. O Brasil caiu assim da 10ª posição para a 11ª. O Canadá passou da 9ª posição para a 10ª.

Segundo a Austin, informações do relatório do Fundo Monetário Internacional com base em dados compilados até o primeiro semestre deste ano sugerem uma probabilidade alta de que a Rússia supere em brevê o PIB da Itália, assumindo assim a 8ª posição.

“Não é que as economias do Brasil, Canadá e Itália derraparam ou pioraram entre o início de 2025 e o momento atual. Muito pelo contrário, pois o Brasil inclusive teve valorização do real e melhora nas expectativas de crescimento do PIB e até diminui a distância entre Canadá e Itália, que praticamente não alteraram suas projeções desde o início do ano”, escreveram o economista-chefe Alex Agostini, e o economista Rodolpho Sartori, da Austin, em relatório. “O fato é que houve forte valorização da moeda da Rússia (o rublo) de mais de 39% neste ano de 2025.

Quanto ao terceiro trimestre de 2025, o Brasil teve o 34º melhor desempenho dentro de um ranking de crescimento considerando as informações de 51 países.

O PIB do Brasil cresceu 0,1% no terceiro trimestre de 2025 ante trimestre imediatamente anterior, segundo os dados das Contas Nacionais trimestrais publicadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os países com desempenho melhor do que o do Brasil no período estão China (1,1%), Canadá (0,6%), África do Sul (0,5%) e França (0,5%).

O avanço brasileiro foi idêntico ao do Reino Unido (0,1%), Itália (0,1%), e Angola (0,1%).

10 de dezembro de 2025, 16 Danilo

Pelas projeções da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a economia brasileira deve fechar 2025 com crescimento de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e continuar desacelerando em 2026, com 1,8%, por causa, principalmente, da elevada taxa de juros.

Esses dados foram apresentados pelo Observatório Nacional da Indústria em evento promovido na manhã desta quarta-feira (10/12), em Brasília.

O crescimento esperado do PIB para 2025 é 0,1% acima do projetado pela CNI em dezembro de 2024. A projeção de desaceleração se confirmou, já que no ano passado os resultados econômicos foram surpreendentemente positivos.

O principal elemento para frear o desempenho do PIB, na análise da confederação, é o ciclo de alta da taxa Selic, atualmente em 15%. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reunirá nesta quarta pela última vez no ano e deve manter o índice.

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, com juros nesse patamar, a economia vai desacelerar ainda mais, prejudicando todos os setores produtivos, em especial a indústria, o que deverá ser sentido pela população, com menos emprego e renda.

“É necessário que o Banco Central não apenas inicie o ciclo de cortes na taxa Selic o quanto antes, mas que, ao final de 2026, tenhamos juros reais menores do que as projeções indicam no momento”, avaliou Alban.

Impacto dos juros elevados

A consequência da política econômica contracionista é a queda da inflação, que deve fechar o ano em 4,5%, no limite do teto da meta, conforme as projeções da CNI. Esse cenário gera menos oferta de crédito e menos consumo.

De acordo com a entidade, o controle da inflação e as projeções do Banco Central já tornariam possível que a Selic estivesse no patamar de 11,25%. As projeções, no entanto, são de que ela continue em 15% até fevereiro, quando começará a baixar.

Depois de crescer 3,3% no ano passado, o PIB industrial tende a aumentar 1,8% em 2025. A desaceleração será mais sentida pelos segmentos de transformação e de construção, que são mais sensíveis aos juros elevados.

Previsão para 2026

No ano que vem, o cenário deve ser ainda mais complicado. A projeção é de crescimento de 1,8% do PIB. O avanço deve ocorrer a partir do setor de serviços, que tem expectativa de alta de 1,9%. A indústria tende a perder ritmo, crescendo apenas 1,1%, enquanto o setor agropecuário deverá ficar estável.

Já a Selic deve encerrar o ano que vem em 12%, enquanto a inflação fechará o ano em 4,1%. Para a CNI, os juros reais devem ficar em torno de 7,9%, patamar que continuará inibindo o crescimento econômico e o investimento.

Mário Sérgio Telles, diretor de Economia da CNI, afirma que a redução da taxa de juros tende a ter efeitos dilargados, o que afeta a previsão para 2026.

“A redução é positiva, mas é pouco. Com essa trajetória que projetamos e a expectativa de inflação, devemos chegar em 2026 ainda com taxa de juros real de 7,9%. É uma política fiscal menos contracionista, mas ainda muito.”

A expectativa só não é pior porque, sendo 2026 um ano eleitoral, a tendência é que haja maior estímulo fiscal, principalmente dos estados. E também por causa da reforma do Imposto de Renda, que deve liberar o orçamento das famílias e estimular o consumo.

é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Entidade reforça que mudanças na jornada devem ser construídas por acordos coletivos e alerta para aumento de custos e impacto nas pequenas empresas A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados realizou, nesta terça-feira (10), audiência pública para discutir os impactos do possível fim da escala 6×1 na jornada de trabalho no Brasil. O encontro, solicitado pelo deputado Rogério Correia (PT-MG) e também assinado pelo então deputado Guilherme Boulos (Psol-SP) e atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência, reuniu representantes do governo e de entidades do setor produtivo.

O diretor da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e presidente em exercício da Fecomércio-SP, Ivo Dall’Acqua Junior, reafirmou a posição da entidade: mudanças na jornada devem ser fruto de convenções e acordos coletivos, respeitando a realidade de cada setor.

Segundo Dall’Acqua, legislações rígidas e generalizadas podem fragilizar a autonomia sindical e gerar impactos relevantes, especialmente, em micros e pequenas empresas. Ele demonstrou preocupação com o aumento automático do custo da folha salarial caso a jornada seja reduzida de 44 para 36 horas semanais, o que poderia elevar despesas em até 18% — percentual impossível de ser absorvido por muitos negócios.

O representante da CNC lembrou ainda que diversos setores já praticam jornadas específicas, fruto de negociação coletiva, como é o caso da saúde com o modelo 12×36. “Romper esses arranjos pode gerar desequilíbrios, quebrar rotinas de funcionamento e aumentar custos operacionais”, afirmou.

Produtividade e tendências internacionais Outro ponto destacado foi a necessidade de considerar a baixa produtividade média brasileira, estagnada desde os anos 1980. Enquanto países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) registram produtividade por hora superior a US$ 60, no Brasil esse valor gira em torno de US$ 17.

Dall’Acqua apresentou também um panorama internacional: embora muitos países tenham jornadas legais próximas a 40 horas, a jornada real, que é aquela resultante de negociações, costuma ser menor em nações com forte diálogo social. Na Alemanha, por exemplo, a média é de 34 horas; nos EUA, 38; e, no Japão, 37 horas semanais.

No Brasil, negociações coletivas já permitiram reduções em diversos setores, levando a uma média real de 38,5 horas por semana. Para o representante da CNC, esse caminho gradual e negociado é o mais seguro e sustentável.

Governo reforça importância da pauta O ministro Guilherme Boulos expôs a visão do governo federal sobre a proposta e ouviu contribuições de parlamentares, do setor produtivo e de representantes dos trabalhadores. Já o deputado Rogério Correia reforçou que a Comissão de Finanças e Tributação tem papel estratégico na análise dos impactos econômicos e fiscais de eventuais mudanças.

A CNC reiterou que está aberta ao diálogo, mas defende que qualquer alteração na jornada seja construída por meio da negociação coletiva, garantindo segurança jurídica e sustentabilidade para empresas e trabalhadores. A entidade avalia que mudanças precipitadas podem gerar aumento de custos, perda de competitividade, informalidade e impactos no setor público, especialmente em saúde e educação.

A audiência também contou com a participação de representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI).Senado aprova PEC que reduz jornada semanal para 36 horas Paralelamente ao debate na Câmara, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, de maneira simbólica e extrapauta, a PEC nº 148/2015, que propõe a redução gradual da jornada semanal para 36 horas em quatro anos, sem redução salarial.

A aprovação ocorreu rapidamente, enquanto o plenário da comissão estava esvaziado, o que gerou críticas de parlamentares e do setor produtivo. A matéria segue para deliberação no Plenário do Senado.

Editado por Mario Akira | 23/11/2025 – BEM PARANA

Data já virou realidade no País e só fica atrás do Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças e do Dia dos Pais

Black Friday 2025 deve gerar faturamento recorde no comércio (Matheus Freitas)

A Black Friday já é a quinta data mais importante para o comércio nacional, ficando atrás do Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças e Dia dos Pais. E neste ano, o comércio deve receber volume recorde de R$ 5,4 bilhões com a Black Friday, temporada de compras que terá como marco o dia 28. A estimativa é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Se o valor se confirmar, será um recorde. A projeção da CNC representa crescimento de 2,4% em comparação com o ano passado (R$ 5,27 bilhões), já descontada a inflação do período, mas reconhece que poderia ser melhor se o momento econômico não fosse de cautela.

“É momento de cautela na economia nacional, de incertezas no cenário externo e de endividamento recorde das famílias brasileiras, mas, ainda assim, veremos um incremento nas vendas da Black Friday este ano”, afirma José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, observando que o aumento poderia ser ainda maior, caso houvesse mais isonomia tributária em relação às compras internacionais.

Para a Black Friday de 2025, os segmentos de hiper e supermercados (R$ 1,32 bilhão), eletroeletrônicos e utilidades domésticas (R$ 1,24 bilhão) e de móveis e eletrodomésticos (R$ 1,15 bilhão) deverão responder por mais de dois terços (68%) da movimentação financeira prevista. Outros ramos do varejo com altas cifras devem ser o de vestuário e acessórios (R$ 0,95 bilhão) e o de farmácias, perfumarias e cosméticos (R$ 0,38 bilhão). Ao apontar motivos para o volume recorde, a CNC lembra que a economia brasileira tem vivenciado desvalorização do dólar (que deixa produtos importados mais baratos), perda de força da inflação e crescimento de emprego e renda média do trabalhador.

Black Friday brasileira

A Black Friday brasileira é inspirada na tradicional queima de estoques realizada pelos comerciantes dos Estados Unidos após a celebração do Dia de Ação de Graças, feriado americano comemorado sempre na última quinta-feira de novembro.

Em 2010, segundo a CNC, a movimentação foi de R$ 1,52 bilhão. À época, apenas os segmentos de móveis e eletrodomésticos, livrarias e papelarias e as lojas de utilidades domésticas e eletroeletrônicos estavam envolvidos com o evento. Com informações da CNC e Agência Brasil.

Data faz parte da rotina
Para o coordenador de Desenvolvimento Empresarial da Fecomércio PR, Rodrigo Schmidt, a data já faz parte da rotina de consumo e planejamento dos paranaenses. Ele observa que a Black Friday representa uma oportunidade de economia quando há pesquisa e organização prévia das compras. “Parte dos consumidores aproveita o período para antecipar as compras de Natal e adquirir produtos com maior valor agregado, como eletrônicos e eletrodomésticos. A data se consolidou no calendário nacional e hoje abrange vários segmentos do varejo e de serviços. Embora possa elevar temporariamente o endividamento devido ao parcelamento, o comportamento predominante do consumidor paranaense é cauteloso e consciente, tanto que o estado apresenta um dos menores níveis de inadimplência do país”, ressalta Schmidt.

Tíquete médio no Paraná
A Black Friday segue se consolidando como o grande evento do varejo em novembro. No Paraná, sondagem da Fecomércio PR em parceria com o Sebrae/PR aponta que 36,8% dos consumidores percebem vantagens na data.
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O levantamento revela que o consumidor está cada vez mais atento: 35,8% comparam preços uma semana antes das compras, 31,4% iniciam o monitoramento com um mês de antecedência e 13,7% começam a acompanhar os valores mais de 30 dias antes. Apenas 19,1% não fazem pesquisa prévia.

As mulheres demonstram um pouco mais de entusiasmo com as ofertas, com 37,6% considerando a data vantajosa, frente a 36,2% dos homens. Curiosamente, porém, o tíquete médio masculino será maior, de R$ 1.167,95, enquanto entre as mulheres será de R$ 912,91. Na média geral, o gasto esperado é de R$ 1.036,75, valor 5,3% superior ao ano passado.

Hoje a data movimenta bilhões de reais em vendas e marca o início da temporada de compras de fim de ano. Entre os entrevistados pela Fecomércio PR e Sebrae/PR, 14,7% sempre adiantam as compras de Natal durante a Black Friday e 30,7% fazem isso, dependendo do desconto.
Os principais produtos adquiridos durante a Black Friday são os eletroeletrônicos, como videogames, notebooks, celulares e TVs, tablets.
Monitor Mercantil adianta que a CNC estimou R$ 69,75 bilhões em vendas natalinas, alta real de 1,3% ante ano anterior,  referência que baliza o varejo às vésperas do último trimestre de 2025.

A CNC  sugere que a demanda seguirá firme no fim do ano, embora ainda abaixo do nivel pré-pandemia (R$ 73,74 bilhões em 2019).

Por Daniela Amorim

4 de novembro de 2025

Rio, 04/11/2025 – Os brasileiros ficaram mais endividados em outubro, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A proporção de famílias com dívidas subiu a 79,5% em outubro, maior patamar da série histórica iniciada em 2010, apontou a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).

A fatia de famílias inadimplentes se manteve em outubro no ápice histórico de 30,5% já alcançado em setembro. Além disso, houve um recorde de 13,2% das famílias brasileiras afirmando que não terão condições de pagar suas dívidas em atraso, ou seja, que permanecerão inadimplentes.

Segundo a CNC, o resultado da pesquisa sugere impactos nas vendas do comércio para a Black Friday e o Natal.

“O avanço no endividamento, na inadimplência e na percepção de insuficiência financeira simultaneamente e pelo terceiro mês seguido é um alerta para a necessidade de ajustes, principalmente na área fiscal, para que os resultados de 2025 não se repitam ou se agravem ainda mais em 2026”, avaliou o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, em nota.

A pesquisa considera como dívidas as contas a vencer nas modalidades cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa.

A proporção de famílias com contas em atraso por mais de 90 dias avançou a 49,0% em outubro, o maior nível desde dezembro de 2024. Houve aumento ainda, pelo segundo mês consecutivo, do porcentual de famílias comprometidas com dívidas por mais de um ano, para
32,0%. A fatia de consumidores que têm mais da metade dos rendimentos comprometidos com dívidas aumentou também pelo segundo mês seguido, para 19,1%.

“Nem mesmo o bom momento do mercado de trabalho tem sido suficiente para conter o avanço na inadimplência, tamanho o patamar atual dos juros. Nesse cenário, o comércio já sente desaceleração das vendas, uma vez que as famílias se veem obrigadas a promover ajustes no orçamento para se adaptar a essa realidade”, apontou o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, em nota.

A CNC projeta que o endividamento aumente em 3,3 pontos porcentuais até o fim deste ano em relação ao patamar que encerrou 2024, enquanto a inadimplência subiria 1,5 ponto porcentual.

Comissão de Negociação Coletiva do Comércio (CNCC) reúne representantes de federações, sindicatos, empresários, especialistas do Direito e estudantes para discutir as relações trabalhistas no Brasil

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), por meio da Comissão de Negociação Coletiva do Comércio (CNCC), realizou, em sua sede em Brasília, no dia 13 de novembro, o seminário Atuais Cenários sobre Negociações Coletivas e o Direito do Trabalho. O evento, que também foi transmitido pelo canal CNC Play, no YouTube, reuniu representantes de federações, sindicatos, empresários, especialistas em Direito e estudantes para debater os principais desafios jurídicos e práticos que impactam as relações laborais no Brasil.

 

 

Mudanças na jurisprudência do TST e os reflexos nas negociações coletivas

Abrindo o seminário, a primeira palestra contou com a participação do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Sergio Pinto Martins, que apresentou uma análise crítica sobre o impacto das decisões judiciais nas negociações coletivas. Com foco no Tema 1.046 do Supremo Tribunal Federal (STF), que trata da prevalência do negociado sobre o legislado, o ministro destacou a insegurança jurídica gerada pela falta de uniformidade nas decisões das turmas do TST e pela indefinição dos limites da negociação coletiva.

O ministro também falou da evolução constitucional do reconhecimento das convenções e acordos coletivos, a reforma trabalhista e a necessidade de mais clareza sobre os direitos trabalhistas considerados absolutamente indisponíveis. “A negociação coletiva é prevista na Constituição, mas ainda carece de limites mais bem determinados. O STF terá um papel decisivo nesse processo”, afirmou Martins.

 

Pejotização e julgamento do Tema 1.389 do STF

Na segunda palestra, o juiz do Trabalho do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT/RJ) Otávio Calvet trouxe uma reflexão sobre a pejotização e os possíveis efeitos do julgamento do Tema 1.389 pelo STF. Segundo Calvet, o reconhecimento da contratação por pessoa jurídica como forma legítima de prestação de serviços pode representar mudança profunda na estrutura do Direito do Trabalho.

O juiz explicou que a legislação atual permite a pejotização, desde que não haja fraude, e que o trabalhador pode exercer autonomia para escolher como deseja trabalhar. “A relação de emprego não é a única forma de trabalho prevista na Constituição. Precisamos reconhecer a liberdade de escolha e adaptar nossos conceitos à realidade”, ressaltou.

Calvet também trouxe a questão da competência da Justiça do Trabalho, sugerindo que a análise da validade dos contratos civis e comerciais poderia ser feita pela Justiça comum, com posterior encaminhamento à Justiça do Trabalho em caso de reconhecimento de vínculo empregatício.

 

Novos enfrentamentos nas negociações coletivas

A terceira palestra contou com a mediação da advogada da Diretoria Jurídica e Sindical (DJS) da CNC Luciana Diniz e com os debatedores Monica Matões (Fecomércio-MA), Eduardo Matos Filho (Fecomércio-RR), Renan Pires (Fecomércio-BA) e Silvio Oliveira (Fecomércio-DF), que compartilharam experiências práticas nas mesas de negociação.

Os debatedores destacaram temas críticos como trabalho aos domingos e feriados, proteção à mulher no comércio e saúde mental do trabalhador, além de estratégias de mediação e antecipação de pautas.

O painel também debateu a participação das Federações nas Conferências Estaduais do Trabalho, iniciativa do Ministério do Trabalho que antecede a etapa nacional prevista para março de 2026. Os representantes relataram avanços na articulação com outros setores produtivos e enfatizaram a importância do protagonismo regional na construção de propostas conjuntas.

 

Fortalecimento institucional e valorização da negociação coletiva

O diretor Jurídico e Sindical da CNC, Alain MacGregor, e o presidente da CNCC e presidente executivo da Fecomércio-SP, Ivo Dall’Acqua Junior, encerraram o seminário com uma avaliação positiva sobre os avanços institucionais e a maturidade das entidades do Sistema Comércio.

MacGregor salientou que a negociação coletiva é o instrumento mais eficaz para resolver questões trabalhistas de forma imediata e adaptada à realidade local. “O mercado de trabalho não tem só trabalhador, tem empregador também. E quando as partes negociam diretamente, funciona bem”, afirmou o diretor da DJS.

Dall’Acqua reforçou a importância de embasar as negociações com dados concretos e responsabilidade. “Não é não pelo não, nem sim pelo sim. É preciso ter motivação, clareza e elementos sólidos para sustentar nossas posições”, disse. O presidente da CNCC celebrou o amadurecimento das entidades e a consolidação de uma rede de interlocutores entre Sindicatos, Federações e a Confederação.

“Hoje é um dia de celebração. Temos amadurecido, consolidado posturas e fortalecido nossa atuação. Isso me anima. Quero ter saúde para continuar vendo esse crescimento e partilhar esse trabalho com vocês”, concluiu Dall’Acqua.

Thiago de Melo Furbino 

Founder TL.MF. | No Varejo Podcast | Diretor da Abiacom | LinkedIn Top Voice | MBA

No 2º trimestre de 2025, a participação dos cartões próprios e crediários (CDC) nas vendas das grandes varejistas reforça que quem controla o crédito, controla dados, rentabilidade e experiência do cliente. Mesmo em um cenário de Selic a 15%, 79 milhões de brasileiros negativados, renda comprimida, avanço dos meios de pagamento instantâneos e a crescente competição do setor de apostas (bets), que disputa parte da renda disponível das famílias , o private label mantém-se como uma das principais alavancas de fidelização, rentabilidade e inteligência comercial no varejo brasileiro. Entre o 2T24 e o 2T25, a participação média dos cartões próprios nas vendas das varejistas apresentou leve retração, reflexo do cenário macro desafiador e de políticas de crédito mais seletivas.

Destaques do 2T25:

Flávio’s Calçados e Esportes e Grupo OSCAR estreiam na liderança do ranking, com 44,3% e 40% das vendas no cartão próprio.

Riachuelo (Midway) manteve participação de 32,0%(-1.1p.p.)

-C&A Pay fechou o tri com 29,1%(- 1,5p.p.), com uma redução de 20,4% de originação de contas novas e com o encerramento da parceria com a bradescard

– Renner (Realize) atingiu 28,6%, com aumento de 13% no volume de vendas financiadas, reforçando a integração entre crédito e varejo.

– Casas Bahia manteve 25,5%, leve queda de 0,5 p.p. consolidando o uso do BanQi e do crediário como pilares do grupo.

– Grupo D’Avó registrou 24,6%, impulsionado pela expansão do Cartão Confiança.

Grupo Pereira (Vuon) manteve 20,8%, mesmo em um ciclo de expansão acelerada.

-Magalu encerrou o trimestre com 19,0%, mantendo estabilidade e foco no uso do cartão como ferramenta de recorrência e dados.

A penetração dos cartões próprios no 2T25 confirma que o Private Label é um pilar da estratégia varejista. Na moda, o cartão atua como extensão da marca; no eletro, como facilitador de conversão e parcelamento; e no alimentar, como instrumento de diferenciação e retenção. Integrado a cashback, promoções segmentadas e canais digitais, transforma-se em um canal de vendas e inteligência de mercado, ampliando recorrência, fidelização, ticket médio, previsibilidade de fluxo e reduzindo despesas de MDR. Por trás desses resultados há o trabalho dos times de crédito, risco e cobrança, áreas que, quando atuam de forma integrada e orientadas por IA, machine learning e parceiros estratégicos, geram valor real para a operação, equilibrando crescimento, rentabilidade e controle. Quem domina crédito, dados e experiência constrói fidelização estrutural, com impacto direto em rentabilidade e relacionamento de longo prazo. Algumas varejistas já divulgaram seus números do 3T25, e em breve trarei o consolidado com os novos dados de CDC, inadimplência e rentabilidade.