Rodrigo Barnabé – Estrategista de Comunicação Empresarial e Relações Públicas • Fundador e Editor-executivo do Pronto Pra Viajar • +25 anos em RP de multinacionais • 14 anos sócio de agências • planejamento estratégico • media training

A polêmica sobre home office versus trabalho presencial continua acirrada e em destaque nas manchetes em 2025. Desde que o meio corporativo foi praticamente forçado a adotar o trabalho remoto, a questão sobre qual modelo é mais eficiente nunca saiu da pauta. A resposta, sabemos, não é simples, pois depende de diversos fatores como cultura organizacional, estilo de liderança, natureza do trabalho, expectativas do mercado, entre outros.

O home office mostrou que pode ser um aliado da produtividade individual. Profissionais remotos frequentemente relatam economias de tempo, mais concentração e flexibilidade para equilibrar vida pessoal e profissional. Por outro lado, o distanciamento físico pode enfraquecer os laços interpessoais, reduzir o senso de pertencimento e dificultar as trocas espontâneas que frequentemente impulsionam a criatividade e a inovação.

Já o modelo presencial ainda é visto como uma fortaleza para atividades que dependem da troca criativa de ideias, construção de vínculos sociais e aprendizado por observação. Escritórios físicos oferecem oportunidades para dar e receber feedback imediato e promovem uma sensação de urgência e pertencimento. Contudo, os custos operacionais elevados e o desgaste com deslocamentos continuam sendo desvantagens significativas que já conhecemos de longa data.

O modelo híbrido então surgiu como um possível equilíbrio entre os dois mundos, mas também apresenta seus próprios desafios. Ele exige uma comunicação clara e eficaz para evitar desconexões entre equipes remotas e presenciais. Para funcionar bem, empresas precisam investir bastante em ferramentas colaborativas e desenvolver lideranças preparadas para gerir equipes de maneira inclusiva, garantindo que todos se sintam valorizados.

Eu entendo que a questão central, porém, não está no modelo escolhido, mas na forma como ele é implementado. Empresas que colocam a experiência humana no centro das decisões e líderes que sabem ouvir e adaptar estratégias estão melhor posicionados para vencer essa batalha.

Qual é a sua opinião a respeito?

 Insight: O verdadeiro diferencial não está no local de trabalho, mas na qualidade da comunicação, conexão e colaboração entre as pessoas. Antes de adotar qualquer modelo, é preciso estar consciente de que a cultura da organização está preparada para acolher essa escolha e transformá-la em sucesso.

 

Lilian Gomes • 2º

Analista administrativo e financeiro | Controle de contas a pagar e receber | Tesouraria | Indicadores | Controladoria

 de Luiz Alberto Marinho

 16 de janeiro de 2025

O tema da Inteligência Artificial (IA) atravessou de ponta a ponta a NRF 2025, maior evento do varejo global, que terminou nessa terça-feira, 14, em Nova York. Foi difícil encontrar uma sessão que não tivesse abordado a IA como instrumento para aumentar a eficiência operacional ou elevar a experiência do cliente.

Curiosamente, outro tema que frequentou bastante os palcos do Javits Center foi o da loja física. Mas não estamos falando das lojas tradicionais, que se restringem a expor e vender produtos, conhecidas pela sigla PDV (Ponto de Venda).

A nova loja pode ser definida como Omni PDX, elevada à potência da IA. Calma lá, que eu já explico. O X do PDX significa que ele é um espaço de múltiplas experiências. É Omni porque integra o online com o offline, e é potencializado pela IA. O varejo que não explora todas as oportunidades geradas pelo PDX está perdendo a chance de extrair mais da loja física e maximizar os investimentos.

Tem mais: essas lojas contemporâneas devem ser flexíveis para acompanhar as mudanças constantes no comportamento dos consumidores, e devem atender a demandas que não podem ser supridas apenas por produtos e serviços.

Quer exemplos de funções das novas lojas físicas? Vamos lá.

  1. A loja como local de soluções

Serviços de diferentes tipos ajudam a gerar fluxo, aumentar a recorrência de visita e elevar receitas. Na loja da Foot Locker, em Nova York, uma máquina escaneia os pés do cliente para definir com precisão qual é o calçado mais adequado para ele, do tamanho até o tipo de pisada.

A loja da Casper não foi feita para vender colchões simplesmente, mas para ajudar as pessoas a dormirem melhor. Das cabines de experimentação ao atendimento especializado dos vendedores, tudo é feito para melhorar a vida de quem quer dormir bem.

Casper

Outra vertente desse movimento é a dos serviços. No Whole Foods, a comida preparada tem lugar de destaque, e boa parte dos clientes se alimenta ali mesmo, em uma área com mesas e cadeiras.

Mas nada se compara ao que acontece na FAO Schwarz, loja de brinquedos onde metade do faturamento da unidade no Rockefeller Center vem de serviços. Ali, as crianças podem ser maquiadas e levar o kit de beleza para casa por US$ 65. A estratégia é oferecer serviço para vender – e caro – produto.

  1. A loja como canal de divulgação da marca

A loja ajuda a disseminar o conceito da marca junto aos consumidores e parceiros, apoiando o desenvolvimento dos negócios em todos os canais.

A flagship da Granado no SoHo, em Nova York, além de vender produtos, ajuda a marca a entrar em outras redes. Afinal, é mais fácil apresentar o conceito e convencer os compradores de grandes varejistas quando eles conhecem a loja. Ou seja, o espaço funciona também como um showroom.

Mais um exemplo: a Louis Vuitton está construindo uma flagship na Rua 57, perto da 5ª Avenida, em NY. Para divulgar a marca, criou um tapume no formato do famoso baú, que é símbolo da marca. Impressiona o número de pessoas que param ali para tirar foto dessa instalação. O endereço vai ficando conhecido bem antes de a loja abrir.

Tapume da Louis Vuitton

Além de divulgar a própria marca, varejistas também estão investindo em retail media, proporcionando exposição de outras marcas junto aos clientes que frequentam a loja.

  1. A loja como hub logístico

A loja como um centro de distribuição avançado, onde as pessoas podem retirar ou devolver produtos comprados online. Isso consolida a convergência entre o físico e o digital.

Para o varejo, usar a loja para entregar produtos comprados online ou receber devoluções pode ser bem lucrativo. No Brasil, quando um item vendido pelo e-commerce é entregue no endereço do comprador a partir do centro de distribuição, o custo é de R$ 100. Se o produto sai do estoque da loja, a operação pode ter o valor reduzido para R$ 40. Mas, caso o cliente aceite buscá-lo na loja, essa despesa pode cair para R$ 15. Economia significativa, não?

Além disso, devemos considerar que a jornada do cliente, cada vez mais, começa no digital. Buscar consumidores no digital para trazê-los para a loja, em um processo de venda ativa, é essencial para os resultados, e tem muita gente boa fazendo isso no Brasil. No grupo Arezzo, cerca de 60% das vendas nas lojas têm origem no digital.

 

  1. A loja como refúgio

Espaço onde as pessoas podem se desconectar dos problemas cotidianos e viver momentos de alegria e despreocupação.

A Starbucks cresceu apostando na ideia de ser um terceiro lugar, onde as pessoas poderiam se encontrar e se afastar por um tempo da realidade. Hoje, a empresa está disposta a trazer esse conceito de volta, porque isso está se mostrando ainda mais relevante, diante das crises permanentes que nos cercam.

Os shoppings mudaram seu posicionamento para se estabelecer como refúgios da vida moderna, compreendendo a força de oferecer lugares de prazer e descompressão.

Esse escapismo também pode acontecer por meio da nostalgia. Afinal, quando o futuro é incerto, se abrigar no passado pode ser alentador. A Rough Trade, loja especializada na venda de discos de vinil, CDs de música e até cassetes, abriu uma filial no coração de Manhattan para explorar esse sentimento.

Outra vertente desse movimento é o fortalecimento dos kidults, expressão criada para definir adultos que cultivam a criança que vive dentro deles. Na Lego, há uma seção de kits de montar voltados para crianças grandes, onde se destaca o cartaz “Adultos são bem-vindos”.

Área para adultos na Lego

Na American Girl, marca de bonecas da Mattel, mulheres crescidas costumam contratar festas com as amigas para celebrar e relembrar os tempos de menina. Nostalgia na veia.

  1. A loja como local de diversão e inclusão

É poderosa a ideia de construir lugares onde os clientes se sentem pertencentes a uma comunidade. Isso ocorre quando, dos demais consumidores à equipe de loja, todos compartilham os mesmos gostos e valores. É um bom antídoto contra a solidão e, de quebra, pode proporcionar bons momentos.

A REI, marca de produtos para a vida ao ar livre, contrata profissionais que usam a marca e gostam da vida outdoor. Os eventos que a REI promove são oportunidades de conexão entre clientes e funcionários, unidos em torno de um mesmo estilo de vida.

Os pet parks em shopping centers no Brasil reúnem pessoas que se integram em torno do amor e cuidado por seus animais de estimação. Valores comuns criam o senso de pertencimento entre esses tutores de pets.

Evento na REI

Para que o Omni PDX funcione bem, é essencial que as equipes de loja estejam engajadas e bem treinadas. E é aí que a coisa complica. A qualidade do atendimento nos Estados Unidos vem caindo drasticamente nos últimos anos. Segundo pesquisa da WD Partners, apresentada durante a NRF, um dos motivos pelos quais consumidores preferem comprar online é o mau atendimento que recebem em muitas lojas físicas.

Não dá para dizer que isso é muito diferente no Brasil, em especial quando lembramos que a maior parte das receitas desses funcionários vem de comissão sobre vendas, o que faz deles vendedores e não equipes necessariamente comprometidas com a satisfação dos clientes.

A IA pode ser uma aliada na dura tarefa de elevar o nível do atendimento. Na C&A, por exemplo, a IA ajuda os vendedores a darem valiosas dicas de moda para os clientes. Na Starbucks, agiliza o atendimento e apoia a recomendação de novas bebidas.

A tecnologia pode potencializar o desempenho das equipes de loja e melhorar significativamente a experiência do cliente. Por isso, o Omni PDX ganha força quando elevado à potência IA.

Isso tudo, claro, fica ainda melhor se, à ajuda luxuosa da IA, somarmos um bocado de emoção, empatia e gentileza. Porque tecnologia é meio, não fim. E, no novo varejo, vai ganhar o jogo quem tiver a melhor conexão com seus clientes.

Luiz Alberto Marinho

Luiz Alberto Marinho é sócio-diretor da Gouvêa Malls, consultoria de negócios ideal para apoiar a nova geração de centros comerciais.

 

 

de Redação

 15 de janeiro de 2025

O ano de 2025 será marcado por mudanças profundas nos comportamentos, estilos de vida e expectativas dos consumidores. Segundo um estudo Top Trends 2025, da WGSN, cinco pilares  definirão o cenário do consumo e das relações sociais no futuro próximo.

Esses insights apontam para um futuro marcado pelo equilíbrio entre inovação tecnológica, busca por bem-estar e um consumo mais consciente. Confira:

Preguiça terapêutica: o novo autocuidado

O conceito de preguiça terapêutica surge como uma evolução do autocuidado, transformando o ato de passar longos períodos na cama em um ritual de cura e indulgência. Produtos como roupas de cama sensoriais, cosméticos noturnos que melhoram a saúde da pele e dos cabelos e ambientes projetados para o relaxamento lideram essa tendência.

O turismo do sono também ganha destaque, com hotéis oferecendo programas de descanso que incluem camas inteligentes e fragrâncias relaxantes.

O adulto eternamente jovem: redefinindo marcos da vida

A chamada permacrise – uma combinação de incertezas econômicas, sociais e ambientais – levou muitos jovens a adiarem responsabilidades, permanecendo na casa dos pais até os 30 anos.

Esse fenômeno impulsiona um renascimento da nostalgia cultural, com adultos buscando reconectar-se com elementos de sua infância, como jogos de tabuleiro e brinquedos clássicos. Para as marcas, isso significa criar experiências que conectem emocionalmente diferentes idades.

A despensa global: sabores sem fronteiras

Os hábitos alimentares estão se tornando cada vez mais globais, com despensas domésticas incorporando sabores de diversas culinárias. Condimentos como a salsa macha mexicana, o chili crisp chinês e o sambal indonésio estão ganhando espaço nas cozinhas, refletindo a diversidade e a riqueza gastronômica mundial.

Companheiros de IA: tecnologia para combater a solidão

A Inteligência Artificial entra em um novo estágio, assumindo o papel de companheira emocional e funcional. Robôs humanóides, assistentes digitais e dispositivos vestíveis vão atuar como suporte para o bem-estar emocional, combatendo o isolamento social e aliviando a solidão.

Future Dusk: a cor do ano

O “Future Dusk”, uma tonalidade entre o azul e o roxo, simboliza as transições de 2025. Ela traz um sentimento de introspecção e mistério. Além de dominar a moda e o design, essa cor reflete o desejo por equilíbrio e escapismo.

Site CNC – 14/01/2025

Na variação anual, no entanto, a ICF caiu 1,3%, enquanto o Icec aumentou 3,1%

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), avançou 0,2% em dezembro, quebrando a sequência de cinco meses de retração ao atingir 103,9 pontos. O saldo foi 1,3% menor do que o observado em igual mês do ano passado. No fim de 2024, o setor empresarial se mostrou otimista: o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) também cresceu 0,2%, encerrando o ano 3,1% superior ao registrado em dezembro de 2023, com 112,4 pontos.

“Embora a inflação esteja elevada e os juros em uma trajetória crescente, o comércio brasileiro é forte e dinâmico, e o mercado de consumo interno é inigualável, trazendo um fator que poucos países no mundo têm. Em 2024 tivemos ótimos resultados, com ganhos na reforma tributária, defesa da competitividade das empresas nacionais e proposição de uma reforma administrativa séria”, afirma o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. Segundo ele, a recuperação da ICF em dezembro pode ser explicada pelo maior consumo natural das datas festivas da época.

Consumidores continuam cautelosos

A ICF inferior à de igual período de 2023 evidencia que os consumidores estão mais cautelosos, ainda que esperançosos, nesta reta final do ano. O indicador que mede a Perspectiva de Consumo foi o que apresentou maior influência positiva na variação mensal (alta de 0,7%), seguido por Momento para Duráveis (alta de 0,5%) e Perspectiva Profissional (alta de 0,2%). Os demais (Emprego atual, Renda atual, Nível de consumo atual e Acesso ao crédito) apresentaram baixa ou estabilidade em relação ao último mês. Considerando-se a variação anual, o único índice que apresentou melhora foi o referente a Renda atual, 2,0% maior.

“Os consumidores estão mais cautelosos devido ao acesso mais seletivo ao crédito e inflação pressionada. No setor empresarial, houve a percepção de avanços em 2024 devido às medidas tomadas pelo Banco Central e o maior dinamismo do mercado interno. O ano de 2025 será desafiador, mas se fizermos o dever de casa, o Brasil tem tudo para engatar uma boa trajetória de crescimento”, analisa o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares. Ele ainda chama a atenção para o indicador que mede a avaliação dos consumidores em relação à sua renda atual, que foi o melhor para um mês de dezembro na última década.

Intenção de consumir diminui entre os mais pobres

A segmentação da ICF por faixa salarial das famílias revelou aumento da intenção de consumo das que recebem mais de dez salários mínimos mensais e queda das que têm ganhos inferiores. Os resultados indicaram incremento de 0,4% e recuo de 1,8% na variação anual, respectivamente. Em relação ao gênero, as mulheres apresentaram reduções significativas, tendência observada em menor grau entre os homens. Ao longo de 2024, o público feminino mostrou estar menos disposto a consumir do que o masculino. Com isso, dezembro registrou queda de 2% entre as mulheres contra uma redução de 0,7% entre os homens.

Varejo termina o ano confiante

Apesar dos desafios, os varejistas enxergam que houve avanço no setor em 2024, o que explica o crescimento do Icec na maior parte do ano. Pesou no saldo anual a análise das Condições Atuais do Empresário do Comércio, que teve alta de 4,6%, puxada pela avaliação da empresa (alta de 6%). Outro item com impacto positivo foram as Intenções de Investimentos, com o acréscimo de 3,4%, sobretudo na contratação de funcionários (aumento de 6,4%).

“O componente relativo às admissões, com queda mensal de 0,5%, mostrou que o emprego temporário de fim de ano teve mais força em outubro e novembro, quando cresceu 1,6% e 2%, respectivamente. A recuperação da intenção de consumo estimulou o otimismo dos empresários pelo terceiro mês consecutivo, e a expectativa é que essa tendência se mantenha nos próximos meses”, avalia Felipe Tavares.

Jovens estão mais atentos à responsabilidade social das empresas, sendo influenciados não apenas pelo produto, mas pelo que a marca representa; tema foi pauta da NRF Retail’s Big Show

Selena Gomez comanda a Rare Beauty, um exemplo de marca digital nativa que se conecta com a Geração Z ao abraçar os valores de clean beauty e skin care (Reprodução/Instagram)

Redação Exame / Publicado em 14 de janeiro de 2025

*Por Carlos Busch

NRF Retail’s Big Show é o maior evento de varejo do mundo e dita as tendências mundiais do setor. A edição 2025 começou neste domingo, 12, e vai até terça-feira, 14, no Javits Center, em Nova York, recebendo empresários de todo o planeta. Por aqui, o tema da inteligência artificial está em alta, mas há um cenário de fundo que é decisivo para o sucesso dos negócios: a geração Z tem ditado o sucesso do varejo global.

Diferentemente do que se via em anos anteriores, os dados apresentados indicam uma mudança significativa nas prioridades dessa geração. Valores e posicionamentos das marcas importam mais aos jovens do que simplesmente o menor preço. Jovens estão mais atentos à responsabilidade social das empresas, sendo influenciados não apenas pelo produto, mas pelo que a marca representa.

Historicamente, a busca pelo menor preço era o traço marcante do consumo digital. Contudo, como mostra o gráfico apresentado na NRF, há uma queda expressiva nesse comportamento, tanto globalmente quanto na América do Norte, ao longo da última década.

A preferência por “encontrar barganhas” caiu consistentemente, sinalizando uma transformação na mentalidade de consumo. Esse movimento reflete o crescente interesse da Geração Z por marcas que compartilhem valores sociais e políticos alinhados às suas crenças.

Geração Z vende mais no TikTok do que grandes varejistas. Infográfico apresentado nesta segunda feira, 13, no NRF Retail’s Big Show (Divulgação)

Além disso, os dados apresentados no NRF 2025 revelam que um número significativo de consumidores digitais, especialmente na América do Norte, opta por boicotar empresas que não compartilham suas crenças ou que falham em se posicionar em questões importantes. Esse comportamento destaca a importância da autenticidade e da transparência para conquistar a confiança dessa geração.

O que isso significa para as empresas?

Essa mudança de comportamento exige uma reavaliação das estratégias corporativas. Marcas que ainda baseiam suas ofertas apenas no preço ou em promoções agressivas correm o risco de perder relevância para uma geração que prioriza propósito e impacto social.

A Geração Z busca mais do que produtos: ela busca conexões. Para eles, consumir é um ato político e social, e as marcas que falham em reconhecer isso enfrentam um desafio cada vez maior para se manterem competitivas.

Por outro lado, empresas que adotam práticas sustentáveis, abraçam causas sociais e se comunicam de forma genuína encontram uma oportunidade de construir lealdade em um cenário onde ela é cada vez mais volátil.

O gráfico destaca que cerca de 30% dos consumidores digitais, tanto globalmente quanto na América do Norte, afirmam comprar apenas de marcas alinhadas com suas crenças. Essa porcentagem é expressiva e representa o impacto direto que valores bem definidos podem ter nas vendas.

Na minha opinião, poucas empresas do varejo entenderam a busca por posicionamento da Gen Z. Vejo muitos players querendo parecer jovens, tentando gerar conteúdos no TikTok, mas muito poucos entenderam que posicionamento é a grande moeda de agora para as novas gerações. Elas querem posicionamento frio ou quente, não morno. O morno terá cada vez menos espaço.

A diferença entre tentar aproveitar o “hype” e de fato implementar uma tendência é o uso de dados, e não narrativas.

Existem muitas narrativas no mercado, mas para tomar decisões, é preciso analisar dados. Acompanhar dados de mercado se torna fundamental para entender os movimentos no tempo correto.

Nova era do consumo

A Geração Z busca experiências significativas e uma conexão emocional com as marcas que consome. Na NRF 2025, ficou evidente que essa transformação já está em curso, e as empresas que desejam prosperar precisam se adaptar rapidamente a essa nova realidade.

O modelo de varejo que implementa esses valores é o de Digital Native Vertical Brands, marcas que são nativas digitais e verticais. Exemplos do ramo de beleza são a ColourPop, que aposta em coleções temáticas em parceria com marcas como a Disney, com forte presença em influenciadoras do TikTok; e Rare Beauty, da cantora Selena Gomez. São marcas que aproximam influenciadoras do público-alvo, reforçando valores em alta com a clean beauty e a rotina de skin care, entrando de fato no dia a dia das consumidoras, que compartilham a experiência nas redes sociais, retroalimentando o setor.

Assim, o desafio para marcas de todos os setores não é apenas criar produtos de qualidade, mas desenvolver narrativas que conversem diretamente com os valores dessa geração fluida, conectada e influente. Mais do que nunca, posicionamento não é apenas uma escolha estratégica – é uma necessidade para se manter relevante. Nesse cenário, terão sucesso as marcas que souberem se posicionar, defendendo valores fortes, verdadeiramente – e não apenas no discurso.

  • *Carlos Busch é mentor de vendas e diferenciação para grandes empresas. Já foi executivo de organizações como Saleforce e Oracle. É escritor e fundador da BCORP, de Educação & Advisory para negócios. Participa anualmente do evento NRF.

 

Pedro Jereissati – Linkedin / jan. 2025

O Brasil está sempre na disputa pelo titulo de País com juro real mais alto do mundo…não há dúvidas que décadas de populismo fiscal e ineficiência do gasto público pressionam por juros mais altos para frear a inflação ou financiar a dívida pública. Mas será que precisamos ter um juro real de quase 10% aa, considerando a expectativa de inflacao à frente próxima a 5% e mercado projetando que a taxa Selic ultrapassa os 15% ainda em 2025…será realista ter uma meta de inflação de 3% num país que tem histórico inflacionário e economia indexada? O salário mínimo é indexado (inflação e dependendo do gov + cresc real), salários em geral, aluguel, energia, escola, plano de saúde… o juro pode ir a 30% que ainda assim teremos uns 2-3% de inflação por uns dois anos (e nesse caso uma baita recessão). Sem dúvida o governo tem grande culpa ao não conseguir executar uma credibilidade fiscal, mas o custo do remédio, além de exagerado na economia é altamente ineficiente. O juro exorbitante só piora a situação. O gov central deve fazer um déficit primário entre 0,2%-0,5% do PIB mas o endividamento pode crescer aprox ~5% do Pib por conta do custo da divida. o juro eque eleva a divida publica. Claro que um superavit primário melhora a conta e deveria ser realizado,, mas mesmo assim o juro tem um impacto bem maior. O tema é complexo e não se pretende simplificar, mas na minha opinião há sim um exagero e uma retórica homogênea que empurra a gestão monetária nessa direção e qualquer um que questione essa solução única de juros altíssimos parece um ignorante em macroeconomia ou defensor dos erros do governo. Selic a 12% (ou ~6% real) já é restritiva. Quem não investe ou consome com juro de 15% aa já não o fazia com juro de 13%, sendo que sabemos que na ponta essa taxa é muito acima disso (20-30-50%). Selic de 15% aa pra reduzir a inflação em 1,5% parece um custo altíssimo para a sociedade e para as contas públicas, que tem no juro o seu principal ofensor.

Fabio Gonçalves de Oliveira / Linkedin / jan 2025

Formou-se em Farmácia na Universidade Federal do Paraná. Estagiou em um laboratório de uma indústria farmacêutica, mas queria empreender. Pegou dinheiro emprestado com um tio e abriu uma pequena farmácia de manipulação.

Em 1977, nasce a primeira loja O Boticário. Os primeiros produtos eram feitos usando uma batedeira de cozinha.

Em 1979, abriu a segunda loja O Boticário, no aeroporto de Curitiba. No mesmo ano, lançou sua primeira colônia, a Acqua Fresca. A localização foi estratégica, As comissárias de bordo enchiam sacolas e levavam para vender em suas cidades e também atraiu interessados em vender os produtos em território nacional.

Na mesma época, comprou de Silvio Santos mais de 60.000 embalagens de perfume em formato de ânfora. Detalhe: não tinha dinheiro para pagar as parcelas restantes, apenas a inicial.

Um ano depois, vendeu sua primeira franquia, quando o modelo ainda era pouco conhecido no Brasil.

Em 1982, inaugurou uma fábrica com capacidade de produzir 400.000 unidades de produtos por ano.

Em 1985, entrou no mercado português. Dois anos depois, a empresa abriria sua milésima unidade.

O vento nem sempre sopra a favor. Entre 1987 e 1990, com o adverso cenário econômico do país, chegou a pedir prazo para os fornecedores para que a empresa não fosse à falência.

Superada essa fase, Krigsner, sempre inovador, decidiu que era hora de focar no atendimento ao cliente. Criou um Código de Conduta que trazia um manual de atendimento ao cliente e uniforme para seus colaboradores. O objetivo era criar uma experiência memorável para o consumidor.
Em 2002, abre lojas no Uruguai e nos Estados Unidos. Dois anos depois, criou o Malbec, o primeiro perfume produzido com álcool vínico no mundo.

Em 2010, O Boticário se firmou como a maior franquia brasileira. No ano seguinte, a empresa lançou a marca Eudora, tornando-se agora o Grupo Boticário.

Em 2011, Krigsner criou o Museu do Holocausto de Curitiba como forma de homenagear os pais judeus perseguidos durante o nazismo.

Em 2019, Krigsner tornou-se um dos homens mais ricos do Brasil, com uma fortuna estimada em US$ 1,5 bilhão, de acordo com a Forbes.

Em março de 2021, Miguel Krigsner deixou o cargo de CEO e passou a ocupar a cadeira de Presidente do Conselho Administrativo da empresa. O sucessor do empresário foi seu cunhado, Artur Grynbaum.

Em 2023 o grupo registrou R$ 30,8 bilhões em vendas, com mais de 4.000 lojas e emprega mais de 18.000 pessoas.

Atualmente, a holding é dona das marcas O Boticário; Eudoraquem disse, berenice?The Beauty Box, Truss Professional e Vult .

Miguel Krigsner também criou a Fundação O Boticário de Proteção à Natureza, uma iniciativa voltada à preservação ambiental e que recebe 1% de todas as vendas do grupo.

hashtag#Empreendedorismo hashtag#Inovacao hashtag#Varejo hashtag#Expansao

Site cnc – 16/01/2025

Adesão às bets levou 1,8 milhão de brasileiros à situação de inadimplência 

O crescimento das apostas on-line no País impactou negativamente o varejo e toda a cadeia produtiva brasileira em 2024. Segundo levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o setor enfrentou perda de R$ 103 bilhões do faturamento anual potencial com o redirecionamento dos recursos das famílias para os jogos. A pesquisa que revelou o dado ainda mostra que 1,8 milhão de brasileiros entraram em situação de inadimplência por comprometer a renda com as bets.

O descontrole financeiro reduziu a compra de bens e a contratação de serviços, levando à queda do consumo essencial relativo aos itens de primeira necessidade para a sobrevivência.

“As apostas on-line estão amplificando desigualdades e desviando recursos fundamentais, afetando diretamente o funcionamento da economia formal e o acesso das famílias a bens e serviços”, destaca José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac.

Impacto econômico: cenários extremos de perdas

Os números analisados pela CNC consideraram os impactos econômicos das apostas on-line sob dois cenários distintos, com gastos de R$ 24 bilhões e R$ 240 bilhões anuais pelas famílias brasileiras.

No primeiro cenário, a economia sofre perdas estimadas em R$ 39 bilhões no faturamento total, R$ 19,5 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) e R$ 2,1 bilhões na arrecadação tributária. Já no segundo cenário, os prejuízos sobem para R$ 364 bilhões no faturamento, R$ 219 bilhões no PIB e R$ 14,5 bilhões em impostos que deixam de ser recolhidos pelo Estado.

“Os dados deixam claro que o impacto das apostas vai além do aspecto financeiro, interferindo diretamente na capacidade do comércio varejista e de outros setores importantes para o desenvolvimento do País. A regulamentação, além de promover arrecadação formal, pode mitigar esses desvios prejudiciais”, explica Felipe Tavares, economista-chefe da CNC.

O caminho para a regulação

O estudo da CNC reforça a importância da regulamentação para mitigar os danos das apostas para a economia. Entre as medidas propostas, destacam-se a imposição de limites para os jogos on-line, campanhas de conscientização e programas de apoio a viciados. Outra sugestão é a regulamentação anterior de cassinos físicos, que, segundo o Projeto de Lei nº 2.234/22, pressupõe a criação de uma Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) específica para o setor, com potencial de arrecadação de até R$ 22 bilhões anuais em tributos, e esses recursos poderiam ser direcionados para áreas como saúde e educação e diversos programas sociais, criando um círculo virtuoso e benéfico para a sociedade.

O relatório do Fórum Econômico Mundial diz que o futuro do trabalho é como aquela série que você não entende, mas assiste mesmo assim.

Dá uma olhada nesse resumão dos principais pontos citados:

Robôs e IA estão dominando!
Quer um emprego? Aprenda a falar com robôs ou a cuidar deles.
Big Data, IA, engenharia de veículos elétricos e design UX/UI são os tops.
Por outro lado, adeus para caixas, atendentes e datilógrafos digitais – foi bom enquanto durou.
Clima em alta
O mundo quer salvar o planeta e, pra isso, vai precisar de engenheiros ambientais, especialistas em energia renovável e nerds do carbono zero.
Habilidades do futuro
As empresas querem que você seja tipo um super-herói corporativo: criativo, flexível, resiliente e bom em lifelong learning (porque faculdade não basta mais, né?).
Quem dança?
Além dos papéis “velha guarda”, como contadores e assistentes administrativos, tarefas humanas estão sendo substituídas.
Mas calma, sempre vai ter espaço pra quem sabe colaborar com máquinas.
Reskill é a moda
Metade dos trabalhadores de hoje vai ter que aprender algo novo até 2030. Empresas prometem investir, mas só até onde compensa (desculpa aí, galera que não acompanha).
Diversidade importa
Pela primeira vez, mais empresas sacaram que times diversos são mais inteligentes e criativos — mas ainda tem um longo caminho.
Global, mas local
Mudanças econômicas e tensões globais estão moldando os negócios, com algumas empresas trazendo operações de volta para casa.

Investir agora em se reinventar…

ou arriscar ser substituído por alguém mais atualizado?

Eis a questão 💀🪶

Correio Braziliense – DFLer texto na íntegra – CIDADES Tópico: CNC – 8.1.25

Por Samanta Sallum 

Estudo inédito aponta o tamanho do rombo na economia formal do país, em 2024, provocado pelas apostas eletrônicas, por meio das chamadas BETs. O governo deixou de arrecadar impostos, as empresas perderam faturamento e a população se endividou, ficando inadimplente. O impacto foi medido pelo setor produtivo. Os números, aos quais a coluna teve acesso com exclusividade, impressionam.

A estimativa do banco Itaú e do Banco Central é de que o dinheiro gasto pelos brasileiros com o cassino virtual foi de, no mínimo, R$ 24 bilhões, podendo passar de R$ 200 bilhões. O varejo nacional detectou que perdeu R$ 100 bilhões, no ano passado, para os jogos on-line. Foi o que o setor deixou de faturar, pois o dinheiro que o consumidor usaria para compras, até de produtos essenciais, foi desviado para as apostas.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) concluiu estudo que aponta os seguintes impactos causados pelo aumento do volume de apostas no Brasil em 2024:

“O brasileiro está trocando coisas essenciais e fundamentais para vida dele por conta de apostas. A gente, investigando, viu que, realmente, o excesso de apostas on-line esvaziou as lojas do varejo. Mudou o padrão de consumo. Isso é muito preocupante”, disse o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, à coluna.

Já foi detectado, por exemplo, que o dinheiro recebido por famílias dos programas sociais do governo federal é usado nas apostas.

Adin contra a regulamentação

Entrou em vigor no dia 1º de janeiro a regulamentação do Ministério da Fazenda para a operação das BETs no Brasil. O ministério anunciou que 66 empresas foram autorizadas, gerando R$ 2,01 bilhões em arrecadação de outorgas para o governo federal. Valor ficou abaixo da expectativa inicial de R$ 3 bilhões.

A CNC entrou com uma Adin no STF contra a regulamentação. A entidade pede a proibição das apostas on-line. “Se o brasileiro quer realmente apostar, avaliamos que o melhor seria, então, a liberação do cassino físico, que geraria empregos e mais arrecadação para o país, além de incentivar o turismo”, defende a CNC.