Minuta que se encontra em análise e apreciação pelas equipes técnicas dos Sindicatos signatários. Até segunda feira, dia 26 de junho de 2023.

Portanto, não se trata de um Documento legal. Mas dificilmente haverá mudança substancial. Assim poderá ser consultada e servirá como subsídio pros Senhores Lojistas, quanto a sua aplicação. Segunda, concluída, será assinada e devidamente registrada no órgão competente.

 

Se tiver dúvidas, entre em contato conosco (41) 99827-6352 whats e email: claudiane@sindishopping.com.br ou presidencia.prom@sindishopping.com.br.
Éricoh Mórbis / Conselho Diretor / Presidente

vide Convenção no link abaixo:

CCT 2023/2025

 

 

Ref. CCT nova e nossa cobrança!
Hoje cedo, 3ª. dia 20, em Assembleia Geral do Sindishopping, foi aprovada a renovação de nossa CCT. Vige de 01 de maio último em diante.

Todos nós sabemos que a mudança política ocorrida no País, trouxe novas circunstâncias, exigindo muito cuidado, cautela e exaustivas negociações. Fomos felizes, apesar da demora. Estamos entendendo que assinaremos a melhor CCT de todas. Graças ao bom trabalho da Comissão de Negociação, comandada pela nossa Vice-presidente, Carolina Maria Assis da Silva e os valiosos representantes da C&A, Boticário e dos Shopping Centers.

Pós registro legal, estará no nosso site a íntegra. Breve!

Permitam alguns tópicos:
.- Domingos e feriados, agora, podemos abrir até 8 h; .- dia 01 de maio de 2024, vamos abrir!; .-o reajuste ficou no INPC (3,83.%) mais 1% de ganho real e um bônus de R$ 176,20, equivalente a 10% do piso salarial, a ser pago em setembro (sem encargos!); .-em dezembro, as horas extras terão grande flexibilidade, dependente de alguns quesitos (Empresa Cidadã, Seguro….) e aí talvez até 100% das horas extras no Banco de horas; .-o lanche, será R$ 23,60; .-as demissões, agendadas virtualmente com o Laboral, poderão ser igualmente on line; enfim, houve grandes avanços mútuos pra todos nós, Lojistas e Colaboradores! E o Sindicato Laboral está com novas vantagens (plano de saúde, seguro, treinamento e etc.). Vale a pena encaminhar seu funcionário ir lá conhecer.

Ah, finalizando, como a gente não sabe o que virá por aí, a CCT será de 2 anos, vencerá em 30/04/2025. Pela primeira vez!

Agora, um registro importante:
O STF mudou sua decisão sobre a cobrança da Taxa Assistencial (e outras contribuições constantes em CCT ou ACT). São constitucionais e se garante a oposição, se entender que não quer pagar. Não se preocupe com prazo ou maneira. Mande-nos sua manifestação contrária, o mais breve. Será aceita! Mas atenção: quem optar por essa decisão de não pagar, não terá qualquer direito ao uso do que constam na CCT e ACT (benefícios, horários, cláusulas negociadas, etc.).

Então, atente-se. Pode se opor, mas cuidado; terá que abdicar dos benefícios como dissemos! Sem exceção. E a gente não terá como deixar de cumprir, pois os que pagarem não deverão ser prejudicados por aqueles que forem contrários.
O STF já tem decisão favorável e o Acórdão depende de trâmites burocráticos. Em breve deverá ser publicado. Pedimos sua reflexão!! Essa decisão provocará forte vitaminação e revigoramento do Laboral!
Logo, precisamos também nos fortalecer! Então, procure pagar as nossas contribuições!

Por último, veja no corpo do boleto anexo, as instruções de como proceder para pagamento. A primeira parcela vence dia 27 de junho e a segunda dia 21 de julho. Se quiser cooperar ainda mais com a gente, antecipe o pagamento.
Não ampliamos nada e continuam, cada parcela, em 3% sobre a folha bruta de maio, já corrigida pela CCT.
Estamos aqui, a sua disposição. Não se acanhe em nos procurar. Está sem grana, quer prazo, parcelar. Somos parceiros, sempre!

 

Nosso site: sindishopping.com.br; WhatsApp: (41)99607-5194  e nosso e-mail: sindishopping@gmail.com

Cordialmente e desde já, muito grato,

Luiz Cláudio Fernandes
Chefe de Cobrança e Auditoria
Sindishopping

(com cópia pra nosso Presidente, Lojista Éricoh Mórbiz)

P.S. – Recomendo que acesse nosso site e leia o artigo da do Povo, de 19 de junho último, sobre
as mudanças que o Ministro do Trabalho vai fazer.

Rose Amantéa, especial para a Gazeta do Povo 19/06/2023 11:40

O presidente Lula e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho: governo quer revogar pontos da reforma trabalhista

Empenhando em sua agenda econômica intervencionista, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) insiste em desfazer atos liberalizantes dos governos de Jair Bolsonaro (PL) e Michel Temer (MDB). Embora a estratégia tenha rendido ao Planalto alguns reveses – como as derrotas nas tentativas de alterar o Marco do Saneamento e de reverter a privatização da Eletrobras, barradas pelo Legislativo – a intenção segue adiante, agora, com a ideia de revogar pontos da reforma trabalhista, aprovada em 2017 na gestão Temer.

 

A reforma buscou privilegiar as negociações diretas entre empregadores e funcionários e inibir uma indústria de ações trabalhistas que sobrecarregava empresas e Poder Judiciário. O governo petista, em sentido oposto, quer reforçar as amarras do Estado sobre as relações de trabalho e restabelecer o financiamento compulsório dos sindicatos pelos trabalhadores.

 

Ao mesmo tempo em que busca retroceder na modernização das leis trabalhistas, a gestão Lula quer liderar a tarefa de regulamentar novas formas de trabalho trazidas pelos avanços tecnológicos. Nessa discussão, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, chegou a sugerir que os Correios poderiam assumir a função de aplicativos de transporte caso estes deixem o país. E não incluiu liderenças de entregadores no grupo de trabalho que discute a regulação.

 

VEJA TAMBÉM:

 

Opinião da Gazeta: A insistência do governo Lula em derrubar a Reforma Trabalhista

Marinho, que já havia rotulado a reforma trabalhista como “uma tragédia”, voltou à carga neste mês contra as mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a Lei de Terceirização. Marinho disse, durante a instalação da mesa do grupo que vai discutir a regulação de aplicativos, que as mudanças contribuíram para “precarização do emprego e crescimento desastroso do trabalho análogo à escravidão”, acenando com a perspectiva de revisão já para o segundo semestre.

 

Ciente da dificuldades de revogação da reforma trabalhista no Congresso, que tem servido de anteparo às investidas revisionistas, a base governista atua pelas bordas e conseguiu, na semana retrasada, aprovar na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa dois projetos que se antecipam no propósito de alteração da lei.

 

De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), o primeiro acaba com a possibilidade de extinção do contrato por acordo entre empregado e empregador e o segundo limita a duração do contrato de trabalho de tempo parcial a 25 horas semanais.

 

Críticas à reforma trabalhista refletem viés estatizante do governo

Na essência, as críticas e as iniciativas refletem a perspectiva estatizante do atual governo, que quer atrelar todas as situações do mercado de trabalho ao modelo engessado da CLT e da antiga estrutura sindical, base originária do PT.

 

A CLT, promulgada há 80 anos, na era Vargas, ainda é a maior balizadora do emprego formal, com quase 42,8 milhões de contratos, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

 

Inspirada no corporativismo fascista italiano, a CLT atendeu à necessidade de regular a relação capital-trabalho num momento de rápida industrialização e urbanização. Mas desde então muita coisa mudou e a necessidade de flexibilização se tornou reivindicação recorrente do empresariado e da sociedade.

 

A reforma do governo Temer, em 2017, foi a principal alteração da CLT desde sua promulgação. Com ela, alguns pontos fundamentais foram oxigenados. Ganharam mais peso as negociações coletivas entre patrões e empregados, que passaram a prevalecer sobre a legislação. Também foi aprovada a possibilidade da divisão de férias e o trabalho intermitente, sistema em que o empregado pode trabalhar em situações pontuais, remunerado por hora trabalhada.

 

Especialistas dizem que reforma trabalhista ajudou a conter impactos da pandemia

As críticas do Ministro Marinho, além de estarem na contramão das expectativas do empresariado, não parecem corroborar com a realidade. Embora seja difícil quantificar os benefícios da reforma para o mercado de trabalho, principalmente por causa do intervalo de dois anos de pandemia, especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo afirmam que as mudanças na CLT foram importantes exatamente na redução do impactos da Covid-19 sobre a economia.

 

“Pode-se dizer com certeza que, sem a reforma de 2017, as consequências da pandemia para o mercado de trabalho seriam piores”, afirma o economista Alexandre Chaia, professor do Insper e gestor da Carmel Capital. Para ele, as críticas do ministro são apenas “populistas”, para agradar sua base.

 

Chaia lembra que emprego e a remuneração de qualidade não dependem de leis ou decretos, mas de inúmeros fatores, entre eles o crescimento econômico. “A precarização do emprego é o reflexo da incapacidade do governo de possibilitar um ambiente de negócios favorável à geração de investimentos”, diz.

 

Hélio Zylberstajn, professor sênior da FEA-USP e coordenador do Salariômetro da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), vê “distorção e exagero” nas críticas. “Analogia à escravidão é simplesmente absurdo”, diz o economista.

 

Ele lembra que a própria Organização Internacional do Trabalho (OIT) concluiu que a reforma não trouxe prejuízos ao trabalhador: “As centrais sindicais denunciaram o país à OIT por duas vezes, uma após a promulgação da reforma e outra após a pandemia. Em ambas, o governo brasileiro foi absolvido”.

 

 

Reforma trabalhista desestimulou litígio na Justiça e gerou vagas, diz estudo

Um estudo conjunto de economistas da USP e do Insper, de 2022, mensurou os benefícios gerados por um dos pontos da reforma trabalhista. A nova legislação estabeleceu que o empregado deve arcar com os honorários ao advogado da empresa, em caso de derrota.

 

Segundo o estudo, a alteração desestimulou as ações na Justiça, especialmente nos casos em que não há certeza de vitória, o que diminuiu o custo das empresas para abrir novas vagas.

 

O estudo calculou, por meio de um sofisticado exercício econométrico, uma redução de 1,7 ponto porcentual na taxa de desemprego e o aumento de 2% na taxa de emprego, o que correspondeu à criação de 1,7 milhão de vagas até 2022.

 

“Existia uma verdadeira indústria de ações trabalhistas que oneravam as empresas e sobrecarregavam o Judiciário. A reforma não impediu as reclamatórias, mas moralizou o sistema de litígio”, avalia Zylberstajn.

 

 

Para economista, ataques à reforma são “cortina de fumaça” para resgatar imposto sindical

Para Zylberstajn, a insistência nas críticas à reforma trabalhista é uma “cortina de fumaça” para a intenção do governo de resgatar o financiamento dos sindicatos. A reforma pôs fim ao imposto sindical, contribuição compulsória de todos os trabalhadores para os respectivos sindicatos, no valor de um dia de trabalho por ano.

 

Para dar a dimensão do “prejuízo”, com o fim da compulsoriedade a arrecadação dos sindicatos de R$ 3,05 bilhões arrecadados apenas de janeiro a novembro de 2017, antes da reforma, para R$ 65,5 milhões em 2021. O próprio presidente Lula mencionou, em defesa da revisão, a “asfixia financeira” dos sindicatos após o fim do imposto.

 

A compulsoriedade só teria sentido, para Zylberstajn, num cenário de multiplicidade e democracia sindical, onde o trabalhador escolhe o sindicato que o representa. Isso não acontece no país, pois aqui existe a chamada ‘unicidade sindical’ por categoria de trabalho. “Atualmente temos um monopólio sindical com mercado cativo”, diz o professor.

 

O que está em discussão no governo não é exatamente uma reforma sindical, e sim uma forma de continuar financiando o monopólio. Em abril, o ministro Luiz Marinho disse à “Folha de S.Paulo” que é “plausível” a ideia de que o imposto seja deliberado em assembleia das categorias, passando a valer para todos os trabalhadores, inclusive os não sindicalizados. Ou seja, uma compulsoriedade disfarçada.

 

 

Criticada pelo governo, Lei da Terceirização deu segurança jurídica a empresas

Outras críticas recorrentes demonstram a dificuldade do governo em conviver num ambiente de maior liberdade nas relações de trabalho. Uma delas é a resistência à terceirização, aprovada pelo Legislativo também em 2017, na esteira da reforma.

 

A lei, que permitiu às empresas terceirizar qualquer atividade, desde que garantam as devidas proteções aos trabalhadores, continua sendo distorcida pela narrativa sindical como tática de driblar os direitos sociais.

 

Os dados mostram, no entanto, que as empresas não deixam de contratar para terceirizar. Segundo Fernando Peluso, advogado e professor do Insper, quem conhece gestão empresarial sabe que há atividades que as empresas não querem e não podem terceirizar.

 

A lei conseguiu regularizar uma situação existente, com visíveis impactos positivos. “Havia uma discussão interminável sobre as atividades que poderiam ser terceirizadas. A regulamentação trouxe segurança jurídica para as empresas, com reflexo direto na decisão de investimentos”, afirma.

 

 

Governo quer regime rígido para trabalhadores de aplicativos

Na outra ponta da discussão da chamada “precarização do trabalho” estão as mudanças tecnológicas, que impõem ao governo desafios maiores do que ele parece conseguir enfrentar. Em especial o trabalho por plataformas, como Uber e iFood.

 

Existe razoável consenso entre os agentes econômicos sobre a necessidade de definir alguma regulamentação das novas modalidades. Mas a tarefa não é simples. Um dos caminhos, segundo Peluso, seria uma regulamentação semelhante à que vem sendo feita em países da Europa, como Inglaterra e Espanha, onde a lei reconhece o trabalho assalariado e o autônomo, e acrescenta um terceiro modelo intermediário, onde se garante benefícios sociais e previdenciários ao trabalhador.

 

Mas, em reunião sobre o tema, o ministro Marinho disse que oferecer somente contribuição à Previdência Social para os trabalhadores de aplicativos “é muito pouco” e que as empresas não podem ter “lucro extravagante” enquanto há “superexploração do trabalho”.

 

Impor o regime celetista aos trabalhadores de aplicativos, porém, não é a solução, principalmente porque as características são outras. Peluso lembra que eles não têm horário fixo de trabalho e, principalmente, não existe subordinação, já que o trabalhador pode escolher o serviço que quer realizar: “Não se pode tratar igual os diferentes. Isso inviabilizaria os negócios”.

 

O ministro Luiz Marinho, enquanto isso, cogitou a possibilidade de desenvolver um serviço via Correios para substituir a Uber se a empresa decidir deixar o Brasil em resposta à regulamentação do setor.

 

Também chamou atenção o fato de que, ao formar um grupo de trabalho para discutir normas para os aplicativos, o Ministério do Trabalho não convidou um único líder de entregadores. Os 45 membros do colegiado são do governo, de empregadores e de centrais sindicais.

 

 

Governo dá pouca atenção a desafios reais do mercado de trabalho

Outros aspectos também dividem os especialistas. Para Hélio Zylberstajn, a regulamentação é ainda mais complexa. “As inovações tecnológicas diluíram as fronteiras entre a produção e o consumo, por isso as relações trabalhistas tendem a ser multilaterais”. Isso significa, para ele, que além da plataforma e do trabalhador, precisa entrar na equação a responsabilidade dos estabelecimentos comerciais e do próprio consumidor.

 

Alexandre Chaia, por sua vez, defende que o governo deveria ser apenas o facilitador das negociações, impulsionando o desenvolvimento do setor via agência reguladora, já que a dinâmica do mercado de trabalho tende a impor cada vez mais questões para serem avaliadas.

 

Além da tecnologia e dos aplicativos, Chaia lembra que mudanças de parâmetros e condições, como o home office – impulsionado na pandemia e que se tornou tendência – também poderiam estar na pauta de discussões. “São desafios reais a serem enfrentados”, diz. A realidade e as transformações, no entanto, não parecem ter prioridade no radar do governo.

 

(Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/economia/governo-ataca-reforma-trabalhista-para-reforcar-amarras-do-estado-e-cofres-de-sindicatos/?utm_source=salesforce&utm_medium=emkt&utm_campaign=newsletter-politica-nacional&utm_content=politica-nacional

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Jamil Chade Colunista do UOL 08/06/2023 04h00

O governo Lula quer um projeto para rever a reforma trabalhista ainda em 2023. A informação é do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que desembarca no fim de semana em Genebra para participar da Conferência Internacional do Trabalho. Se por anos a relação da OIT (Organização Internacional do Trabalho) com os governos de Jair Bolsonaro e Michel Temer foi de tensão, a administração do PT quer levar ao evento uma nova mensagem.

Em entrevista exclusiva ao UOL, o chefe da pasta do Trabalho chamou a reforma de "trágica" e destacou como o governo está incentivando empregadores e trabalhadores a dialogar para encontrar uma proposta. Segundo ele, se houver essa convergência será mais fácil que o Congresso Nacional examine a questão.

O centro do questionamento será a forma pela qual a terceirização foi estabelecida. "O empresariado adora um 'liberou geral'. Mas isso leva a uma insegurança jurídica e competição desleal entre eles", disse.A questão da terceirização foi feita de forma muito abrangente. E levando a um processo trágico para as relações de trabalho, especialmente no campo. Ele também levou a um processo de subcontratações, chegando ao trabalho análogo à escravidão. Essa ferramenta atrapalhou demais a qualidade dos contratos, das relações de trabalho no Brasil. Se houver entendimento das partes, pode facilitar para que a revisão possa tramitar. Tranquilo nunca será. Luiz Marinho

Ele ainda afirmou que:

O governo Lula defende que se abra o debate para permitir uma redução da jornada de trabalho no Brasil para 40 horas semanais. O governo quer que temas como remuneração e jornada de trabalho estejam regulamentadas para os trabalhadores de aplicativos. Projeções do Planalto indicam que haverá uma geração de empregos da ordem de 2,2 milhões a 2,5 milhões de postos em 2023.
Eis os principais trechos da entrevista:
Chade – Nos últimos anos, a relação entre a OIT e o governo brasileira foi tensa. Qual a mensagem que o Brasil leva para a Conferência Internacional do Trabalho? Marinho – Uma mensagem de reconstrução. Temos feito uma peregrinação pelos estados, buscando levar uma mensagem necessária de jogar o ódio no lixo. Vamos reconstruir o Brasil, as políticas públicas e unificar o país. Uma retomada da pauta de direitos humanos, combater o trabalho análogo à escravidão, trabalho infantil. Políticas dirigidas às mulheres, quilombolas, indígenas, jovens, negros. O golpe contra a presidente Dilma Rousseff mergulhou o Brasil num retrocesso como nunca vista na história recente. E, durante o governo das trevas, vivemos um processo de entreguismo como eu jamais vi ou li. Portanto, é um processo agora de retomada da soberania nacional, com uma relação com os vários países que respeitam o Brasil e uma a relação pacífica com todos.

Essa é a mensagem do Brasil. Na guerra na Ucrânia, nosso posicionamento é muito claro, de não alinhamento a nenhum dos lados e chamar os países a buscar um diálogo.

Quais são as projeções do governo sobre a criação de postos de trabalho para 2023? Existem metas?
Eu pessoalmente não gosto de metas. Mas temos uma projeção possível. Entre janeiro e abril, temos um saldo de 705 mil novos postos de trabalho, sendo 180 mil no mês de abril. Seguramente maio virá com um número positivo. O crescimento do PIB no primeiro trimestre surpreendeu a todos, menos ao governo. Tínhamos a sensibilidade de que haveria um crescimento além do que as áreas economistas e bancos projetavam.

Mas foi um número bastante surpreendente, com 1,9% de crescimento e um dos maiores do mundo nesse período. Não há mais qualquer desculpas esfarrapadas que o Banco Central possa usar para não iniciar o processo de redução de juros. Nós acreditamos que vamos alcançar um saldo positivo na geração de empregos da ordem de 2,2 milhões a 2,5 milhões de postos.

Isso seria uma retomada do processo de crescimento do estoque de empregos no país. Quando as pessoas dizem que a reforma trabalhista gerou emprego, eu sempre respondo: vamos ver o estoque? Em 2003, tínhamos um estoque de 21 milhões de empregos formais no Brasil. Nós alcançamos, em 2014, 42 milhões em estoques. Nós, agora, herdamos 42 milhões de postos. Acredito que vamos dar sequência ao estoque ao emprego formal. Esse é o principal indicador da economia.

Nós estamos retomando as obras paradas. São 14 mil obras paradas, mais 1,3 mil creches, 1,7 mil unidades educacionais. Isso já aparece nos indicadores do CAGED.

O sr. citou a reforma trabalhista. Há algum ponto que ela pode ser modificada?

Fizemos a opção de provocar as partes, num processo de construção. O perfil de nosso Congresso não é muito simpático a retomar a revisão dessas reformas trágicas que nós tivemos recentemente no Brasil. Mas nós precisamos teimar com alguns assuntos. Nossa proposta é um caminho para a construção das partes – entre trabalhadores e empregadores – que pode facilitar a interação com o Congresso, e não apenas o governo apresentando a sua visão de qual seria a revisão da reforma trabalhista.

A questão da terceirização foi feita de forma muito abrangente. E levando a um processo trágico para as relações de trabalho, especialmente no campo. Ele também levou a um processo de subcontratações, chegando ao trabalho análogo à escravidão. Essa ferramenta atrapalhou demais a qualidade dos contratos, das relações de trabalho no Brasil. Se houver entendimento das partes, pode facilitar para que a revisão possa tramitar. Tranquilo nunca será.

Terceirização é um tema sensível. O empresariado adora um "liberou geral". Mas isso leva a uma insegurança jurídica e competição desleal entre eles.

Essa proposta será apresentada na forma de uma Medida Provisória?

Não necessariamente. Vamos analisar, conversando com lideranças na Câmara. Se houver um entendimento entre trabalhadores e empregadores, tenho certeza que encontraremos um caminho para tramitar. Esperamos que uma MP não seja necessária. Mas vamos conversa com o presidente Arthur Lira.

E o senhor ainda acha que pode ocorrer em 2023?

Segundo semestre de 2023, com certeza.

Qual será a proposta do governo sobre a questão dos trabalhadores em plataformas e aplicativos?

É uma aberração nas relações de trabalho no Brasil e em outras partes do mundo. As novas tecnologias são bem-vindas. Mas elas precisam beneficiar a sociedade. Quando se falava em novas tecnologias, o pensamento era que isso seria acompanhado por uma redução da jornada de trabalho. E vemos que ela está apropriada pelo capital para explorar ainda mais a sociedade. Precisamos então questionar: é para isso que queremos as novas tecnologias? Ou a sociedade tem o direito de se rebelar contra isso? Queremos a tecnologia que esteja à serviço da sociedade, à classe trabalhadora.

Esse é um debate que a OIT tem obrigação de se debruçar com carinho.

No Brasil, estamos também debatendo o assunto e ouvindo as principais lideranças. Há uma parcela dos empresários sensível. E tem algumas empresas globais que querem que fique tudo como está. Sem regulação alguma.

Nós também precisaremos fazer uma regulação econômica. Qual a atividade econômica das plataformas de transporte de coisas e de pessoas? É uma empresa de tecnologia? Você entra no aplicativo e pede um software ou pede uma corrida? É uma empresa de transporte ou tecnologia? Ela precisa estar regulada. Vamos ter esse debate com as empresas globais.

A ideia do governo brasileiro é o desenvolvimento de uma convenção nova na OIT?

Temos de avaliar se é bem-vinda. Talvez seja. Vai estar na pauta da Conferência Internacional do Trabalho em 2025. Mas eu também vou abordar esses temas (na próxima semana), chamar a atenção, falar com nossos parceiros. No Brasil, estamos fazendo essa abordagem com empresas e trabalhadores. Também estamos falando com o Congresso, de que não é possível ceder ao lobby pesado de algumas plataformas. Precisamos olhar ao trabalho e ao povo brasileiro. Não podemos ficar à mercê da super exploração do capital da forma que
estamos vendo essas plataformas agir.

Qual a jornada?

16 horas por dia, seis dias por semana. Isso poderia ser considerado como trabalho quase análogo à escravidão. A liberdade, que tanto dizem, é relativa. Não pode ter essa exploração desse jeito.

Mas o governo tem uma primeira proposta?

Estamos trabalhando com as partes para que possamos construir algo. Há um ponto de partida importante, que tem apoio de trabalhadores e das empresas, que é a questão da previdência e proteção social. Algumas plataformas querem parar por ai. Mas isso é muito pouco. Precisamos falar de jornada extenuante. Isso leva a acidentes. E temos a questão do valor do trabalho. Um monitoramento que olhe a questão da super exploração do trabalho. Esses itens precisam entrar.

Então haverá uma regulação sobre jornada e remuneração?

Na minha opinião, sim.

Na Europa, há um debate sobre a semana de quatro dias. O senhor vê alguma chance de que esse tema entre no debate no Brasil?

Eu vejo necessidade para que isso entre na pauta. Eu tenho provocado as centrais sindicais. Vocês não vão falar sobre a redução de jornada de trabalho? Mas não adianta só ficar falando. É preciso colocar energia para transformar em políticas públicas.

No que se refere à jornada de trabalho, tivemos um avanço importante nos anos 80, quando passamos de 48 horas para 44 horas semanais. E muitos acordos ainda estabeleceram 40 horas semanais. Mas a maioria da economia ainda está em 44 horas.

É plenamente factível levar toda a jornada máxima para 40 horas semanais. O correto, porém, é nascer isso das lutas sociais. E não simplesmente o governo mandar o projeto de lei propondo isso. Precisa haver um processo de mobilização e por isso minha provocação para os sindicatos.

O que vimos é um Congresso bastante resistente às pautas do governo. Como o sr. vê essa relação entre Executivo e Congresso, e principalmente com Arthur Lira?

É uma relação de altos e baixos. Eu acredito que a sociedade precisa se manifestar mais em relação ao papel do Parlamento brasileiro. Isso ajudaria a ajustar um pouco as relações entre o Executivo e o Parlamento. O governo Lula não é o governo Bolsonaro. Portanto, as relações não se darão nas mesmas bases. É importante ter essa clareza.

Mas o sr. fala da liberação de emenda?
Uma coisa é liberar emenda. Outra coisa é entregar o orçamento, que é a relação de Bolsonaro. O Parlamento coordenava o orçamento. Paulo Guedes fazia a entrega do patrimônio público e o Parlamento liberava o orçamento. O ministro, para ter algo de orçamento, não ia ao presidente da República. Mas ao presidente da Câmara. Isso não terá.

Por qual motivo o sr. quer transferir o combate ao trabalho escravo do Ministério de Direitos Humanos para sua pasta?

O correto é estar no Ministério do Trabalho. Estão aqui as ferramentas para lidar com isso. Mas não há divergência com o ministro Silvio de Almeida sobre o que deve ser feito. Não estou fazendo guerra por isso. Com o fim do Ministério do Trabalho, isso foi para a pasta de Direitos Humanos. Foi só isso. Então, o correto é voltar para cá.

REDAÇÃO / REVISTA AMANHA
06/06/2023 10:44 | Atualizado 06/06/2023 10:45

A cada cinco famílias inadimplentes, uma afirmou que não conseguirá pagar dívidas de meses anteriores

O percentual de famílias com dívidas a vencer permaneceu inalterado em maio pelo quarto mês consecutivo, representando 78,3% das famílias no país. Mas, segundo estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), esse índice deve voltar a crescer em julho deste ano. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) apontou ainda que, desse total, 18% dos brasileiros se consideram muito endividados, maior percentual desde agosto de 2022. O endividamento dos consumidores permanece estável desde dezembro do ano passado, especialmente por conta do encarecimento e da seletividade das concessões de crédito pelas instituições financeiras. A taxa média de juros das concessões de crédito às pessoas físicas alcançou 59,7% ao ano em abril, o maior percentual desde agosto de 2017, segundo dados do Banco Central.

“A alta dos juros tende a ter maior influência nas contas da classe média, enquanto o incremento de políticas voltadas para os benefícios sociais tem reflexo nas faixas de menor renda. Isso explica, em boa parte, os resultados da pesquisa de maio”, afirma o presidente da CNC, José Roberto Tadros. A Peic também apontou estabilidade na parcela de consumidores com dívidas atrasadas em maio, que alcançou 29,1 % do total de famílias (próximo da média trimestral, que é de 29,2%). Por outro lado, entre as famílias inadimplentes, 11,8% afirmaram que não terão condições de pagar dívidas já atrasadas, o maior percentual desde outubro de 2020. “A cada cinco famílias inadimplentes, uma afirmou que não conseguirá pagar dívidas de meses anteriores. Os juros elevados dificultam o pagamento da dívida atrasada, pois pioram as despesas financeiras”, pontua Izis Ferreira, economista da CNC responsável pela pesquisa.

Endividamento avança na classe média
Conforme Izis, o endividamento ocorreu de maneira distinta entre as faixas de renda na passagem de abril para maio: houve queda da proporção de endividados entre os mais pobres e os mais ricos, enquanto o percentual de endividados aumentou nas faixas de rendimento médio. Na comparação anual, no entanto, o endividamento cresceu em todos os grupos. Em maio, 79,6% das famílias que ganham de três a cinco salários estavam endividadas – maior percentual entre as faixas de renda observadas – um aumento de 0,9 ponto percentual em relação a abril. Daquelas que têm rendimentos de cinco a dez salários mensais, 78% estavam endividadas em maio. O padrão se repetiu no que diz respeito à inadimplência, com aumento do indicador na classe média: o contingente de pessoas que recebem entre três e cinco salários mínimos e estão com dívidas atrasadas cresceu 1,9 ponto percentual em maio. Mas o maior percentual de inadimplência segue entre as famílias com renda de zero a três salários, atingindo 36,3% delas.

Segundo Izis, o maior alcance e aumento dos valores do Bolsa Família e a retomada das contratações formais de pessoas com menor escolaridade têm auxiliado os consumidores que recebem menos de três salários mínimos a pagar as dívidas. “São eles, também, o principal foco de renegociações e, com isso, o risco de inadimplência vem aumentando mais na classe média”, explica a economista. Izis revela ainda que o volume de consumidores com atrasos por mais de 90 dias segue a tendência de alta. Cerca de 45,7% do total de inadimplentes estão com atrasos por mais de 90 dias, maior percentual em três anos. A CNC estima que esse índice, no entanto, deve reduzir gradualmente no segundo semestre, encerrando o ano próximo a 44,5%. Mesmo com a diminuição, caso se concretize esse prognóstico, a proporção anual será a maior desde 2019.

Publicado em 06/06/2023 17:07 • Atualizado em 06/06/2023 17:30

 Por Luciana Neto site CNC

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou hoje, dia 6 de junho, uma carta aberta em apoio à realização da reforma tributária no país. O documento representa as demandas de lideranças empresariais dos setores do setor terciário de todos os estados e do Distrito Federal, um universo superior a 5 milhões de empresas, que empregam mais de 24 milhões trabalhadores.

O relatório das atividades do Grupo de Trabalho (GT) que discute o tema na Câmara dos Deputados foi apresentado nesta terça-feira pelo relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). No entanto, o texto final do substitutivo às PEC 45/19 e 110/19 será apresentado aos parlamentares apenas quando for definida data para discussão em plenário.

A carta aberta reitera a necessidade da reforma como passo fundamental para melhorar o ambiente de negócios, aumentar a competitividade e alavancar o crescimento econômico do Brasil. Nos últimos meses, um grupo técnico tem se dedicado intensamente às discussões sobre o tema, apresentando cálculos de impacto e propostas concretas em frequentes reuniões com os Poderes Executivo e Legislativo.

O peso dos impostos sobre o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou mais de 10 pontos percentuais nos últimos 20 anos, o que fez com que a carga tributária brasileira atingisse patamares de economias já desenvolvidas, mas muito superior ao dos países emergentes. Além disso, o sistema tributário nacional é um dos mais complexos do mundo e impõe elevados custos às empresas. De acordo com levantamento realizado pela CNC, as empresas do comércio e dos serviços gastam mais de R$ 140 bilhões para fazer frente às suas obrigações tributárias.

“O Brasil precisa sim de uma reforma que reduza a complexidade do sistema, mas não há mais espaço para novos aumentos da carga tributária. As empresas brasileiras estão asfixiadas. Esse é o posicionamento das empresas do comércio de bens, serviços e turismo, maiores empregadoras do País”, diz o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

Nesse sentido, a CNC entende que o sucesso da reforma tributária depende de um tripé fundamental, composto por alíquotas diferenciadas para o setor de serviços, não cumulatividade plena e crédito para empresas do Simples Nacional.

Publicado em 15/06/2023 13:13 • Atualizado em 15/06/2023 13:18

 Por Hellen Duarte  site CNC

A tendência de desaceleração da inflação e os sinais positivos provenientes do mercado de trabalho levaram a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) a prever um crescimento de 1,8% das vendas do varejo em 2023. Em abril, o volume de faturamento do comércio se manteve praticamente estável – um avanço de 0,1% perante março deste ano –, conforme demonstrou a Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada hoje (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mesmo com a perspectiva de menor aperto monetário para o próximo trimestre, a redução dos juros deverá ocorrer de forma lenta e gradual – provavelmente apenas a partir da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de setembro, o que não deve permitir uma aceleração significativa do comércio ao longo de 2023.

Desde o início deste mês, a mediana das expectativas de inflação nos 12 meses subsequentes já se encontra abaixo do limite superior do regime de metas de inflação, que é de 4,75% ao ano. “A convergência das expectativas inflacionárias ao ponto central da meta abre espaço para a flexibilização do atual aperto monetário que, sob a ótica do varejo, poderá se refletir em uma dinamização das vendas, impulsionadas pelo barateamento do crédito, esperado nos próximos meses”, afirma o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

Segundo Tadros, o cenário pouco propício ao ganho de tração das vendas do comércio conta ainda com o elevado grau de endividamento das famílias. De acordo com dados do Banco Central, desde setembro de 2021, pelo menos 30% da renda média dos consumidores se encontra comprometida com a amortização e os serviços de dívidas.

Farmácias, combustíveis e supermercados puxam retomada pós-pandemia

O economista da CNC Fabio Bentes aponta que, mesmo de maneira comedida, há uma gradativa recuperação das perdas do varejo ocasionadas pela pandemia de covid-19. Tendo como parâmetro o mês de fevereiro de 2020, as vendas cresceram 4,4% em abril deste ano, o que revela uma tendência suave de regeneração. Nos últimos três anos, os ramos mais especializados no atendimento de demandas essenciais têm se destacado nas vendas, como farmácias e perfumarias, que tiveram ampliação de 22,6%, seguidas de combustíveis e lubrificantes, com alta de 10,9%, e hiper e supermercados, que tiveram crescimento de 3,6%. “Por outro lado, atividades com menor foco em itens de consumo essencial e mais dependentes das condições de crédito ainda não conseguiram reaver o dinamismo anterior à crise sanitária”, avalia Fabio Bentes.

Entre janeiro e abril deste ano, as vendas do varejo cresceram 1,9%, graças ao desempenho dos dois principais segmentos do setor: combustíveis e lubrificantes, com aumento de 17%, e hiper e supermercados, que tiveram ampliação de 2,7%. “Em ambos os casos, as reações derivaram da desaceleração dos preços e da menor dependência que esses segmentos historicamente revelam em relação ao comportamento dos juros”, conclui o economista da CNC.

 de Redação 12 de junho de 2023

Depois de anunciar o fechamento de 20 unidades, sendo 13 da rede de decoração Camicado, a Lojas Renner prevê que chegará ao fim do ano com 40 lojas novas. O foco são, principalmente, unidades das marcas Renner, Youcom e Ashua.

Em maio, a varejista inaugurou cinco lojas, que se somaram às outras duas que já haviam sido abertas em 2023. As sete novas unidades (três da Renner, duas da Youcom e duas da Ashua) totalizam um investimento superior a R$ 35 milhões.

Nos próximos meses, estão previstas mais oito inaugurações: seis da Renner (duas no Estado de São Paulo, duas em Minas Gerais, uma no Ceará e uma no Rio Grande do Sul) e duas da Youcom (uma no Acre e uma no Piauí). No total, a varejista prevê abrir até o fim do ano aproximadamente 40 unidades, considerando todas as marcas da companhia, a maior parte em praças onde ainda não estão presentes.

Essas lojas estão localizadas, sobretudo, em cidades no interior do Brasil e integram o plano de expansão da Lojas Renner S.A., em linha com sua estratégia de apostar na crescente integração dos canais físicos e digitais.

Outra estratégia adotada em 2023 diz respeito à adoção de princípios de circularidade no ponto de venda. Em 2021, a marca Renner lançou a primeira loja circular do varejo brasileiro, no Rio de Janeiro.

Focado na ecoeficiência e na máxima redução dos impactos ambientais, este modelo pioneiro agora está sendo ampliado. Desde o início do ano, todas as novas lojas da marca Renner trazem atributos deste novo conceito, em consonância com os compromissos públicos de sustentabilidade da companhia.

Atualmente, o grupo mantém mais de 650 lojas em operação, considerando todos os negócios do ecossistema. Além de estar presente no Brasil com todas as suas marcas, a companhia iniciou seu processo de internacionalização ao inaugurar unidades da Renner no Uruguai a partir de 2017 e na Argentina em 2019.

A Lojas Renner S.A. é formada ainda pela Realize CFI, que apoia a atividade de varejo através da oferta e gestão de produtos financeiros; e pela Uello Tecnologia, uma logtech nativa digital focada em soluções para entregas urbanas.

Otávio Augusto / Economia14/06/23 16:38 / antagonista

O governo prepara um plano para combater a sonegação de impostos de gigantes estrangeiras que fazem comércio on-line, como Shein, Shopee e AliExpress.

A informação foi dada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio de Serviços, Geraldo Alckmin, na tarde desta quarta-feira (14), após reunião com representantes do varejo.

“É dever do governo manter uma concorrência leal. A importação de produtos, sem pagar imposto chegou a R$ 70 bilhões ano passado. Isso não prejudica só o comércio instalado, prejudica a indústria brasileira”, comentou.

Sem adiantar pontos do projeto, Alckmin afirmou que o Ministério da Fazenda e a Receita Federal “vão agir”.

Publicado em 31/05/2023 10:52 • Atualizado em 31/05/2023 16:40

 Por Hellen Duarte  site CNC

 

 Economia circular, logística reversa, Política Nacional de Resíduos Sólidos, normas técnicas e aplicação de práticas de sustentabilidade no setor terciário foram alguns temas apresentados durante a reunião semestral do Grupo Técnico de Trabalho sobre Meio Ambiente (GTT-MA) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Reunindo representantes das Federações, especialistas, pesquisadores e empresários, a 21ª edição do encontro aconteceu no dia 25 de maio e foi realizada em formato híbrido: presencialmente, na sede da CNC, no Rio de Janeiro, e com transmissão on-line para participantes de outros estados.

Sérgio Henrique, gerente de Gestão das Representações (GGR) da Diretoria de Relações Institucionais da CNC, abriu o encontro destacando a retomada das reuniões presenciais, sendo seguido pela analista técnica da GGR Larissa Machado, que elencou as práticas sustentáveis para a reunião, incluindo o gerenciamento de resíduos sólidos, a mitigação do impacto ambiental pela hospedagem dos convidados nas proximidades do local da reunião, o preparo do coffee break com técnicas de aproveitamento integral de alimentos orgânicos e a aquisição de créditos de carbono para a compensação dos impactos ambientais do encontro, o que concedeu o Selo CO² compensado pela Evento Sustentável.

Formado por oito macrotemas, a reunião do GTT-MA foi iniciada com a apresentação de um panorama das representações de meio ambiente e sustentabilidade realizada pelos especialistas, associados e consultores da CNC em órgãos federais normativos e stakeholders privados, tendo sido listadas as instâncias de representação que incluem a participação ativa e requisição de pleitos alinhados às demandas do setor do comércio de bens, serviços e turismo, em entidades como a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e a Controladoria-Geral da União (CGU), entre outras.

Resíduos sólidos e sistemas de logística reversa

Dando continuação às apresentações, Larissa Machado juntou-se a Cristiane Cortez, assessora técnica do Conselho de Sustentabilidade da Fecomércio-SP, para apresentar o status dos Grupos de Aperfeiçoamento de Performance (GAP), incluindo acordos setoriais já realizados que abrangem divulgação e implementação de boas práticas do sistema de logística reversa de lâmpadas e óleos lubrificantes. Dados apresentados durante o painel revelaram que já foram coletadas mais de 2,5 milhões de lâmpadas nos pontos de entrega voluntária (PEVs) instalados em estabelecimentos comerciais.

No mesmo painel, foram apresentadas atualizações da gestão de resíduos no Brasil e as mudanças nos sistemas de logística reversa, conforme o Decreto nº 11.413/2023, que dispõe sobre os certificados emitidos por entidade gestora, comprovando a restituição ao ciclo produtivo da massa equivalente dos produtos e/ou embalagens sujeitos à logística reversa.

Sabrina Andrade, coordenadora-geral de Resíduos do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e Fabricio Soler, especialista em Direito dos Resíduos, Direito Ambiental e Infraestrutura do Felsberg Advogados, reforçaram o papel primordial do comércio para operacionalizar políticas de resíduos sólidos, dada a proximidade dos estabelecimentos com os consumidores.

A relevância socioeconômica da logística reversa e o reconhecimento do resíduo como um bem de valor social, econômico, gerador de trabalho e renda e promotor da cidadania, especialmente para os catadores, que são um elo fundamental dessa cadeia, foram temas amplamente comentados por Sabrina.

Já Soler falou sobre os decretos vigentes que determinam as diretrizes de implementação, estruturação e operacionalização dos sistemas de logística reversa, incluindo as obrigações legais dos estabelecimentos comerciais, que incluem instalação, custeio e manutenção de postos de entrega voluntária; além da apresentação de planos de gerenciamento de resíduos sólidos para estabelecimentos que produzam volume de resíduos de até 200 litros por dia.

Economia circular

Davi Bomtempo, gerente executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e chefe da Delegação Brasileira na Comissão de Estudo Especial em Economia Circular da ABNT, enfatizou que o tema sustentabilidade abrange economia e desenvolvimento social, e não apenas o impacto no meio ambiente, e que o Brasil precisa se igualar a países europeus no lançamento de pacotes internacionais de políticas para o clima, o ambiente, a energia, os transportes, a indústria, a agricultura e o financiamento sustentável, bem como a necessidade de fomentar a cadeia de valor para geração de emprego, renda e intercâmbio de conhecimento.

Bomtempo também apresentou o status das descrições da norma internacional de economia circular, que está na fase final, e destacou as principais oportunidades do modelo e como ele está diretamente relacionada ao ganho de competitividade, tendo mencionado a geração de empregos, em especial no setor de resíduos; a redução de custos dos materiais; o fortalecimento da cadeia produtiva; a criação de novos negócios, por meio de estratégias de manutenção de valor e novas fontes de investimento.

Ele também citou que, a despeito dos problemas estruturantes, “somos um país muito competitivo, seja na produção de matrizes energéticas limpas, seja na liderança da produção de biocombustíveis”. E também enfatizou o papel das instituições de ensino que compõem o Sistema S para a capacitação profissional do setor.

Retrato da sustentabilidade no comércio, serviços e turismo

Dados preliminares da pesquisa realizada pela CNC apontaram gargalos para a implantação de práticas sustentáveis em empresas de pequeno e médio portes.

Formulado e apresentado pela economista Izis Ferreira da Diretoria de Economia e Inovação (Dein) e pela analista de sustentabilidade Fernanda Ramos da Diretoria Corporativa (DC), o estudo ressaltou tópicos como a baixa percepção dos empresários sobre a oportunidade de investimento em práticas sustentáveis, tendo sido proposto ao público presente no encontro do GTT-MA uma análise prescritiva da pesquisa para que os resultados apontados pelo estudo se tornem ações que ajudem as empresas a alcançar seus objetivos.

 

Com base em uma dinâmica em que grupos regionalizados debateram os tópicos, foram apresentadas soluções como a criação de campanhas de comunicação que reforcem as vantagens econômicas das boas práticas sustentáveis, campanhas de incentivo e mobilização social e estímulo à cadeia produtiva, especialmente, aos catadores.

Meio ambiente: políticas públicas e legislações

Moisés Júnio, especialista da Diretoria de Relações Institucionais da CNC, apresentou os principais projetos que recebem acompanhamento no  Legislativo e no Executivo pela entidade, incluindo comissões com ênfase nos tópicos ESG, sobre governança ambiental, social e corporativa, ligados aos Ministérios de Minas e Energia, Ciência, Tecnologia e Inovação, Integração e do Desenvolvimento Regional, Casa Civil e Senado, entre outros.

“Acompanhamos audiências públicas sobre a temática, levando a ótica do Sistema Comércio. A maioria dos projetos de lei apresentados transfere o custo para o empresário, e nós fortalecemos a importância de criar normas com responsabilidade bipartida”, explicou Júnio, que esclareceu a importância de compreender os investimentos em sustentabilidade não como custos, mas como um fator de “agregação de valores ao negócio”.

Mudanças climáticas e a economia de baixo carbono

Com base nos desdobramentos da COP 27 e COP 15, Larissa Machado destacou resoluções como a criação do Fundo de Perdas e Danos, a contenção das mudanças climáticas baseada em mecanismos aplicáveis globalmente e como a biodiversidade e a emergência climática são temas indissociáveis. Ela revelou ainda o conceito de Justiça Climática, em que os maiores poluidores, sejam empresas de grande porte ou países, devem ressarcir àqueles que sofrem os impactos da mudança climática.

Bernardo Souto, consultor Jurídico de Meio Ambiente da Fecombustíveis, analisou o avanço do hidrogênio verde e o potencial do Brasil neste mercado, por conta da abundância do elemento na natureza, seu fácil armazenamento e o fato de ser uma fonte de energia limpa que não gera gases do efeito estufa.

Souto lembrou ainda que “90% da matriz energética no Brasil é renovável”, com destaque para as produções eólica e hídrica, e fez ressalvas ao Programa Nacional de Hidrogênio – PNH2 do governo federal, cujo foco é a exportação da produção e não o consumo interno.

Finalizando o painel, Isaac Rubinstein, CEO da Atmmos, empresa especializada em soluções completas e versáteis de compensação socioambiental, mostrou como o setor do comércio observa a necessidade de tomar ações imediatas e efetivas para evitar riscos reputacionais, jurídicos e operacionais, assim como aproveitar as oportunidades que a transição para uma economia sustentável e de baixo carbono oferecem. Rubinstein citou a “responsabilização de empresas, a pressão crescente dos consumidores e o surgimento de regulações e tributações específicas” como pontos de alerta para as empresas que ainda não adequaram seus modelos de negócio ao mercado de carbono.

Boas práticas de gestão em sustentabilidade

Apresentando condutas sustentáveis no setor do turismo, Alexandre Garrido, diretor da Sextante Consultoria, mencionou seu trabalho como coordenador do Grupo de Trabalho da ISO e da ABNT sobre Turismo Sustentável, incluindo a colaboração na criação da norma ISO 21401, com foco em hotéis, oferecendo exemplos de meios de hospedagem que já têm a sustentabilidade como parte da sua estratégia de negócio. “A sustentabilidade não é uma tendência, é uma questão central do turismo. O grande segredo é trazê-la para o nível de gestão, para o dia a dia, para o centro da tomada de decisão”, esclareceu Garrido.

Representando a Fecomércio-DF, Michele Marques apresentou o case de processo implementado durante a pandemia de covid-19 e mantido após o período de emergência de saúde pública, que ganhou o prêmio Conecta da CNC no ano de 2022, na categoria Sustentabilidade. Com foco na sustentabilidade e modernização do sistema de arrecadação sindical, visando à redução de custos e ao desperdício de papel, o sistema de envio de boletos foi modernizado e restrito ao meio digital, reduzindo consideravelmente os custos da Federação e mitigando o impacto ambiental.

Diplomacia ambiental e o comércio exterior

Oscar Nóbrega, analista da Diretoria de Relações Institucionais da CNC, alertou para a necessidade de adaptação das empresas, especialmente aquelas que operam internacionalmente, à agenda internacional ambiental, que põe o setor privado como pilar fundamental da transformação econômica, social e ambiental. Nóbrega salientou que “o meio ambiente é a segunda área em número de acordos e tratados internacionais”, destacando pontos como a proibição da União Europeia à importação de “commodities sujas”, que força ajustes nas cadeias de fornecimento de determinadas commodities agrícolas comumente associadas ao desmatamento.

Norma ABNT PR 2030 – ESG

 

O Grupo de Trabalho Técnico sobre Meio Ambiente também convidou os participantes para o evento de lançamento da prática recomendada ABNT PR 2030 – ESG, em formato on-line, que acontecerá no dia 22 de junho, a partir das 15h. O evento vai apresentar a temática ESG sob a ótica do setor terciário.

A lista de palestrantes inclui nomes como o professor e pesquisador da Universidade Federal Fluminense (UFF) Júlio Vieira Neto; a analista em sustentabilidade da CNC Fernanda Ramos; o diretor de Normalização da ABNT, Nelson Al Assal; e a gestora de Projetos da VP de Tecnologia e Sustentabilidade do Secovi-SP, Patrícia Bittencourt.

A norma ABNT PR 2030 – ESG é a primeira do Brasil e do mundo voltada à gestão dos principais conceitos e princípios ESG, orientando os passos necessários para incorporá-los à organização, bem como propõe critérios ambientais, sociais e de governança que servem como ponto de partida para as organizações de qualquer porte ou setor identificar os possíveis temas ESG materiais ao seu negócio.

As inscrições no evento do dia 22 de junho são gratuitas.