É o maior nível desde abril de 2015 e melhor para o mês em 5 anos

É o maior nível desde abril de 2015 e melhor para o mês em 5 anos
A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), calculada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), atingiu 99,3 pontos em fevereiro de 2020.
De acordo com a entidade, é o maior nível desde abril de 2015, último mês em que o índice esteve no patamar de satisfação que é acima de 100 pontos. Ainda conforme a CNC, o resultado também é o melhor para um mês de fevereiro em cinco anos.
A CNC informou que após ajuste sazonal, a ICF registou elevação mensal de 1,2%, o que significa recuperação depois de duas quedas consecutivas. Na comparação anual a alta é de 0,8%.
Emprego
A pesquisa apontou também que grande parte dos entrevistados (39,1%) se sente mais segura em relação ao seu emprego atual. Esse patamar é o desde abril de 2015, quando registrou 40%. O subíndice ficou em 119,9 pontos, que presentam a melhor pontuação em fevereiro, entre os pesquisados. 38,1% das famílias fizeram avaliações positivas em relação à renda atual e alcançou 114,6 pontos, o que foi o melhor desempenho desde maio de 2015.
Consumo
Os indicadores de condições e perspectivas de consumo também melhoraram. O acesso ao crédito foi decisivo para o esse desempenho positivo. 32,1% das famílias indicaram que comprar a prazo está mais fácil. Desde junho de 2015 não havia resultado tão favorável. No comparativo mensal, o item se destacou sendo o mais alto (+4,3%) e no anual registrou elevação de 6,7%, ficando no total com 95,4 pontos, o maior nível desde maio de 2015.
Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, o desempenho do índice de fevereiro indica recuperação gradativa do consumo. Contribuíram, ainda, fatores econômicos, como a redução do desemprego e o aumento das contratações líquidas e inflação baixa. “Os brasileiros estão mais confiantes com a atividade econômica em 2020, aumentando, assim, sua intenção de consumir tanto no curto quanto no longo prazo”, disse.

fonte:17 de fevereiro de 2020 • por Moroz Assessoria .

Investimentos poderão chegar a R$ 400 milhões neste ano. Grupo também analisa adquirir a Coty no Brasil, revela Grynbaum

O Grupo Boticário cresceu 9% em 2019, com receita líquida de R$ 14,9 bilhões. O resultado foi acima da média do mercado, que deve variar entre 5% e 7%, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), e superior ao crescimento do setor de varejo no ano, de 1,8%, segundo dados do IBGE.
Se forem considerados os resultados de Beleza na Web, plataforma digital de beleza que o Grupo adquiriu no ano passado, o crescimento foi de 11,7% e a receita passa para R$ 15,3 bilhões. A informação foi dada pelo CEO do Grupo, Artur Grynbaum (foto). Para 2020, a expectativa é manter o ritmo de crescimento no mesmo patamar. O Grupo Boticário prevê aumentar os investimentos, passando dos R$ 330 milhões investidos no ano passado para uma faixa que varia entre R$ 350 milhões e R$ 400 milhões até dezembro, com foco em aumento da capacidade de produção e capacidade logística.
O Boticário também analisa fazer uma oferta pela Coty no Brasil. “Elevar a participação na categoria de cuidados com os cabelos e colocar produtos nas prateleiras dos supermercados estão entre as ambições com a transação”, relatou Grynbaum ao Valor Econômico. A operação brasileira foi colocada à venda em outubro de 2019, como parte de uma reestruturação global da Coty.“Estamos analisando esta oportunidade, mas não significa que temos a obrigação de comprar”, afirmou o empresário ao jornal. As vendas ao consumidor da Coty no país somaram R$ 5,2 bilhões em 2018, segundo a Euromonitor International.
Balanço
Neste ano, em que o Grupo Boticário completa dez anos, Grynbaum aproveitou para fazer uma análise comparativa do período. A receita passou de R$ 4,5 bilhões para R$ 14,9 bilhões – excluindo Beleza na Web. Com forte investimento em Pesquisa e Desenvolvimento, o grupo lançou 1,7 mil produtos no ano passado, somando cerca de 30 projetos de pesquisa, entre eles, a fragrância Linda Felicidade, produzida a partir de técnicas de neurociência para ativar a sensação de felicidade, a primeira base do mercado com FPS 70 e ácido hialurônico e a nova linha de cabelos, Eume, que já está sendo distribuída pela Multi B em canais como farmácias, perfumarias e lojas multimarcas.
A companhia opera duas fábricas, uma em São José dos Pinhais, no Paraná, e outra em Camaçari, na Bahia, onde foram fabricados 435 milhões de produtos no ano passado, e seis centros de distribuição, por onde expediu cerca de 430 milhões de produtos, uma média de 35,7 milhões ao mês (mais de 1 milhão por dia).
Internacionalização
O grupo também reforçará sua estratégia de internacionalização, iniciada há 34 anos quando abriu o primeiro O Boticário em Portugal, país em que hoje soma 56 lojas do Boticário e quem disse, berenice?. As operações no exterior são próprias ou com parceiros estratégicos. O Grupo fortaleceu a presença na Colômbia, onde opera com dez lojas e no canal de venda direta.
No final do ano passado, inaugurou a segunda loja do Boticário no Paraguai. Nos Estados Unidos, atua por meio de e-commerce, em parceria com a Amazon e a Boots para ampliar a presença da marca Nativa SPA. A companhia está com três lojas em Dubai e estuda ampliar a presença nos Emirados Árabes. Ao todo, o grupo está presente em 15 países, além do Brasil.

fonte: redacao@amanha.com.br / 17.2.20

 

Pesquisa destaca crescimento das vendas de materiais de construção, veículos, motos, partes e peças e itens de uso pessoal ou doméstico impulsionou o índice. Comércio evoluiu organicamente ao longo do ano passado no Estado e registrou nove meses com indicadores positivos.

O comércio varejista ampliado cresceu 2,7% no Paraná em 2019, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quarta-feira (12). O índice acumulado é um comparativo com 2018 e foi puxado pelo crescimento das vendas de materiais de construção (9,8%), veículos, motos, partes e peças (8,7%) e itens de uso pessoal ou doméstico (15,2%).
As atividades de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas, móveis, artigos farmacêuticos, ortopédicos, médicos, cosméticos e de perfumaria, e equipamentos e materiais de escritório também registraram índices positivos no Paraná em 2019. Houve redução nos setores de combustíveis e lubrificantes, vestuário e eletrodomésticos.
Segundo o IBGE, o volume de vendas ampliado (que engloba materiais de construção e veículos) evoluiu organicamente ao longo do ano passado no Estado e registrou nove meses com indicadores positivos – o cálculo é da comparação imediata com o mês anterior. No índice que mede a evolução de um único mês de 2018 com o respectivo de 2019, houve crescimento em sete meses.
Segundo o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o desempenho do comércio reforça o período de recuperação da economia paranaense. O índice se soma aos bons indicadores da indústria, que teve o maior crescimento do País, da geração de empregos (quarto Estado em criação de vagas formais) e novas empresas (crescimento de 5% em relação a 2018 no volume de aberturas).
“Oito das treze atividades do comércio pesquisadas pelo IBGE registraram números positivos no ano passado. O comércio é o ponto de convergência da evolução dos empregos, da produção industrial e do volume de atividade da agropecuária”, afirmou o governador.
O vice-governador Darci Piana, que também preside a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio), também considera que o comércio paranaense tem evoluído em paralelo com a atividade industrial e agropecuária porque é o setor que concentra os pedidos. “O comércio, de modo geral, tem se desenvolvido na mesma proporção da agricultura e da indústria, que têm sido os baluartes da economia no conjunto geral, do campo à industrialização de alimentos, e o comércio vem junto. O lucro é levado ao comércio. É uma cadeia”, afirmou.
REPORT THIS AD
Piana também citou uma pesquisa de opinião do empresário do comércio, serviços e turismo que indica níveis de otimismo nos mesmos patamares de 2012 e 2013, na era do boom das commodities no País. “Todos os segmentos da economia paranaense mostram que estamos evoluindo, crescendo”, acrescentou. “Os investimentos do Estado têm mostrado ao setor empresarial que estamos voltados a concretizar uma administração inovadora, estimulando a economia”.
NACIONAL – O comércio ampliado nacional acumulou ganho de 3,9% em 2019 na comparação com o ano anterior. Veículos, motos, partes e peças (10%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (6,8%), artigos de uso pessoal e doméstico (6%) e móveis (5,8%) foram os principais responsáveis pelo crescimento nacional, que acumula números positivos pelo terceiro ano consecutivo.
Comércio de veículos e construção civil reage em 2019
A pesquisa do IBGE mostra que o crescimento de 8,7% do setor de veículos, motos, partes e peças foi o maior desde 2012 no Paraná. No comparativo com 2018, houve crescimentos significativos ao longo do ano passado, com destaque para fevereiro (21,6%) e maio (17,1%).
O crescimento do setor automotivo também foi constatado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Um relatório divulgado no começo deste ano destacou que a venda de veículos novos cresceu 8,65% em 2019. Foi o melhor número do setor nos últimos cinco anos.
O segmento de pesados teve as maiores altas: para caminhões, foi de 33% em relação ao ano anterior, com 101.735 unidades emplacadas, e para ônibus foi de quase 39%, somando 27.193 unidades. O aumento nas vendas de automóveis e comerciais leves foi de 7,65%.
CONSTRUÇÃO CIVIL – O Paraná foi o terceiro Estado que mais registrou aumento no volume de vendas da construção civil, com 9,8% de crescimento acumulado do ano, atrás apenas de Santa Catarina e Ceará. O índice nacional fechou em 4,3%.
Nesse índice, o Paraná encerrou 2019 com evolução em todos os meses em relação a 2018, com destaque para maio (19,5%), outubro (16,8%), julho (15,8%) e setembro (15,4%).
Esse movimento foi acompanhado pela evolução dos empregos no setor. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a construção civil terminou 2019 com saldo de 6.036 novos empregos formais no Estado. Em 2018, foram 2.301.
Informações
Fonte: IBGE – Fecomércio/

O número de endividados segue estável no Paraná, com 90,88%, o mesmo percentual registrado em dezembro passado. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR).
A parcela de endividados com contas em atraso teve melhora em relação ao último mês de 2019, passando de 28,87% para 28,43% em janeiro.

NÃO PODEM PAGAR
No entanto, as famílias que afirmavam não ter condição de pagar as contas em atraso subiu de 11,87% em dezembro para 12,75% em janeiro.
Esse é o maior índice de inadimplência desde julho de 2016, ressaltando a importância do planejamento financeiro.

MAIOR ENDIVIDAMENTO
De acordo com a Fecomércio PR, o endividamento, por si só, não deve ser visto como fator negativo. O Paraná é o estado brasileiro com maior número de famílias endividadas, em função do alto índice de empregabilidade da população e estabilidade de renda, o que encoraja os consumidores a contraírem dívidas e efetuarem compras a prazo. Tanto que o cartão de crédito correspondeu a 73,51% das dívidas em janeiro.

IMÓVEL E CARROS
O financiamento imobiliário e de veículo foram outros motivos de endividamento dos paranaenses, com 10,61% e 8,21%, respectivamente.

FICA COM MAIOR RENDA
A pesquisa mostra que as famílias com maior renda (acima de dez salários
mínimos) são as mais endividadas, com 93,45% em janeiro, ante 90,33% entre as famílias com renda mais baixa. Por outro lado, o poder aquisitivo mais elevado possibilita melhores condições de pagamento para os consumidores das classes A e B, entre as quais 12,50% possuíam contas em atraso no mês de janeiro e apenas 5,95% não tinham condições de quitá-las. Já entre as famílias das classes C, D e E, 31,72% estavam com as contas atrasadas e 14,03% não tinham condições de efetuar o pagamento desses débitos.

fonte:fevereiro 13, 2020 – Notícias / blog do Prof. .Aroldo

O comércio varejista brasileiro fechou 2019 com um crescimento de 1,8% no volume de vendas. O dado é da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje (12), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O ano passado foi o terceiro consecutivo em que o varejo teve alta. No entanto, apresentou resultado inferior aos de 2018 (alta de 2,3%) e 2017 (2,1%).
Sete das oito atividades do varejo encerraram 2019 com alta. A exceção ficou com o segmento de livros, jornais, revistas e papelaria, que recuou 20,7% em relação ao ano anterior. Entre as atividades em alta, destacam-se artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (6,8%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (6%) e móveis e eletrodomésticos (3,6%).
Considerando-se o varejo ampliado, que também inclui comércio de veículos e materiais de construção, 2019 registrou alta mais expressiva (3,9%) devido aos avanços de 10% no segmento de veículos, motos, partes e peças e de 4,3% nos materiais de construção.
Dezembro
Na passagem de novembro para dezembro, o comércio varejista teve queda de 0,1% no volume de vendas e alta de 0,6% na receita nominal. Já o varejo ampliado apresentou queda de 0,8% no volume de vendas e manteve sua receita estável. Na comparação com dezembro de 2018, o varejo teve altas de 2,6% no volume e de 6,6% na receita. O varejo ampliado, por sua vez, anotou crescimentos de 4,1% no volume e de 7,2% na receita.

fonte:Por Agência Brasil redacao@amanha.com.br / 12.2.20

Crescimento em 2020 terá crédito como protagonista, segundo economista-chefe da CNC
Expectativa é de ter emprego melhor – Avaliação de Carlos Thadeu de Freitas
O economista-chefe da CNC (Confederação Nacional do Comércio), Carlos Thadeu de Freitas Gomes, deu entrevista ao Poder360 em 6 de fevereiro de 2020
PAULO SILVA PINTO 08.fev.2020 (sábado) – 5h50 / PODER
O economista-chefe da CNC (Confederação Nacional do Comércio), Carlos Thadeu de Freitas Gomes, afirmou que mesmo com a lenta recuperação do emprego e da renda, o PIB crescerá com mais força neste ano graças ao crédito.
“As pesssoas contraem dívida com a expectativa de conseguir emprego melhor lá na frente”, disse entrevista ao Poder360, em 6 de fevereiro.
Ex-diretor do BC e do BNDES, ele presidiu o Conselho de Administração do banco de fomento até dezembro e seguirá conselheiro do colegiado até abril.
Qual a previsão de crescimento do PIB para este ano?
Na faixa de 2,2% a 2,6%. Pode chegar a 3%. A crise brasileira dos últimos anos, a maior da história do Brasil, já está indo embora devagar
O coronavírus pode alterar isso?
O Brasil exporta muito para a China. Pode ser que exporte menos. Muitas empresas daqui também dependem de bens intermediários chineses. Podem ter dificuldades. Mas essa crise já indo embora devagar. O Brasil teve a maior crise de sua história. A dívida só caiu no ano passado, depois de 4 anos subindo. Desde 1973, o Brasil sempre cresceu rápido por causa exportações. Agora não dá mais. Tem que ser via consumo interno. A situação agora está melhorando via crédito. Pesquisa mostra que as pessoas contraem dívida com a expectativa de que achar emprego lá na frente. A inadimplência praticamente não cresce.
A inadimplência poderá crescer?
Só se houver aumento de desemprego poderemos ter 1 problema daqui a 2 ou 3 anos. As pessoas estão tomando empréstimos a longo prazo. O juro vai subir, mas não tão cedo, porque a expectativa de inflação é baixa. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) pode até cair abaixo de 3% no próximo ano. Se continuar caindo, haverá novo corte da Selic no fim do ano. O BC falou que poderá interromper os cortes. Não disse que iria parar, o que seria outra coisa. Acho mais fácil baixar de novo do que parar. A Selic poderia estar em 4%. Não está por prudência do BC. A situação internacional [com o coronavírus] é de 1 choque deflacionário, porque deve haver queda no preço do petróleo. Pode ter, lá na frente, aversão ao risco, como teve em 2008.
A produção industrial ter vindo abaixo do esperado é preocupante?
A situação está boa para o comércio. As vendas estão subindo e a expectativa é de que o crescimento neste ano seja de 5,5% em relação ao ano passado. A indústria não é competitiva e tem alta ociosidade. Só sairá dessa situação com a reforma tributária.
O BC acertou ao reduzir a Selic a 4,25%?
Fez tudo certo menos uma coisa: não deveria ter falado nada. Deveria ter dito simplesmente que a conjuntura permite fazer a redução. Se as coisas mudarem lá fora, aí sobe-se os juros. Mas vai cair mais ainda. O problema de dizer [que os cortes podem ser interrompidos] é que isso coloca uma espécie de freio para as pessoas que querem consumir mais.
Qual será o comportamento da dívida pública?
No ano assado, diminuiu graças aos R$ 123 bilhões que o BNDES pagou ao Tesouro. Neste ano, deverá pagar R$ 70 bilhões. Isso deverá permitir nova redução. Guedes acertou ao dizer que não se pode elevar o teto de gastos. Só haverá aumento da dívida se os juros subirem.
Por que o investidor estrangeiro saiu da bolsa brasileira?
De fato, o que segura a Bolsa são os investidores internos devido à queda dos juros. Comprar imóvel, por exemplo, pode ser 1 problema na hora de tentar vender. Ações têm liquidez. Por isso a Bolsa vai continuar subindo. O investidor externo vem, mas vai esperar. Por muitos anos, alguns tiveram só prejuízo no Brasil. Mas volatarão se for mantida a mesma equipe econômica. Bolsonaro fez o mais importante, ao trazer de volta a confiança. O risco-Brasil caiu muito, abaixo de 100 pontos (estava em 99 ponto em 6.mar.2020).
A reforma tributária sairá?
Infelizmente os Estados estão todos quebrados. Ninguém tem certeza de que a reforma vai dar certo. E não dá tempo de fazê-la neste ano, porque teremos as eleições municipais. A saída é fazer mini-reformas, com a fusão do PIS e da Cofins em 1 imposto sobre valor agregado federal.
Como resolver o aumento da carga criado por essa modificação?
Tem que haver uma compensação para o setor de serviçoz pelo Imposto de Renda ou algo parecido.
Quando o crescimento do PIB será maior?
O Brasil depende do mercado interno hoje. Nos últimos 40 anos, o país fez muitas besteiras, incluindo até confisco. O Plano Real foi 1 acerto, mas só na política monetária. A fiscal ficou para depois. E o Lula errou muito. Mas estamos melhorando. Neste ano, o investimento externo deverá ser melhor do que no ano passado.
Autores
fonte: PAULO SILVA PINTO EDITOR SÊNIOR enviar e-mail para Paulo Silva Pinto paulosilvapinto

Indústria reconhece conquistas de 2019 e destaca agenda de simplificação, marco regulatório do saneamento e reforma administrativa como avanços necessários para o Brasil acelerar o crescimento
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reconhece o empenho do governo do presidente Jair Bolsonaro em aprovar medidas que buscam o equilíbrio fiscal, melhoram o ambiente de negócios e incentivam a retomada da economia e do emprego nos primeiros 400 dias. Entre os avanços registrados no período, destaque para a aprovação da reforma da previdência, a redução dos juros e o fim do adicional de 10% do FGTS em demissões sem justa causa. Para acelerar a retomada do crescimento econômico, a CNI defende a aprovação do marco regulatório do saneamento e as reformas tributária e administrativa.
“Indicadores econômicos e pesquisas retratam um país que começa a se reerguer, uma nação que pouco a pouco resgata a confiança e reencontra o caminho do desenvolvimento”, comentou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.
Pela projeção da CNI, a indústria vai puxar o crescimento do Brasil em 2020. Alavancado pelo aumento previsto de 2,8% do setor industrial, o PIB do país deve crescer 2,5% neste ano. “Ao tornar o serviço público mais eficiente, reduzir a burocracia e simplificar a tributação, o país permitirá que o empresário se dedique ao seu negócio. Ao aprimorar a infraestrutura, o governo vai permitir que o escoamento da produção seja feito de modo mais eficiente”, completou Robson.
Entre as medidas defendidas pela indústria, está o fortalecimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com a manutenção da atual destinação de parcela do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). A aprovação do marco de saneamento básico, a redução da burocracia nos transportes, tornando a tabela de fretes como mera referência, e a melhoria da infraestrutura de logística com o avanço da agenda de privatizações também foram apontadas como medidas necessárias para acelerar o crescimento econômico do Brasil. As demandas da indústria para 2020 foram apresentadas ao presidente Jair Bolsonaro no início de dezembro, quando o presidente foi homenageado com o Grande Colar da Ordem do Mérito Industrial, a mais alta condecoração entregue pela CNI.
REPORT THIS AD
Balanço dos 400 dias de governo
A CNI reconhece que, nos primeiros 400 dias, o governo avançou em itens importantes da agenda de medidas proposta ao governo e ao Congresso Nacional no início de 2019. Destaque para a reforma da previdência que grantiu mais credibilidade ao país junto a investidores.
Na infraestrutura, o Brasil avançou com as privatizações, as concessões de aeroportos, terminais portuários, ferrovias e rodovias, e a realização de leilões de blocos para exploração e produção de petróleo.
A modernização de normas regulatórias e das relações trabalhistas também foram apontadas como conquistas importantes assim como os acordos do Mercosul com a União Europeia, o tratado para evitar a dupla tributação com o Uruguai e a adesão do Brasil ao protocolo de Madri, que melhoram a competitividade da indústria nacional no cenário global.
Fonte: Darse Júnior/Agência de Notícias CNI

Shopping no Centro de Brasília tem movimento intenso
O percentual de famílias com dívidas em cartão de crédito, cheque especial, cheque pré-datado, crédito consignado, crédito pessoal, carnê de loja, prestação de carro e prestação da casa diminuiu, em janeiro de 2020, para 65,3%, após ter alcançado o maior patamar da série histórica (65,6%) em dezembro.
Houve alta, entretanto, na comparação com janeiro do ano passado, quando o indicador alcançou 60,1%. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada hoje (6) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Segundo a pesquisa, pelo terceiro mês consecutivo, o percentual de famílias inadimplentes, ou seja, com dívidas ou contas em atraso, teve queda – de 24,5% para 23,8%. Também foi registrada queda no percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes – de 10% para 9,6%. Os dois indicadores, porém, apresentaram alta em relação a janeiro do 2019.
De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, apesar de o endividamento permanecer em um patamar elevado, a queda nos indicadores de atraso e inadimplência indica que as dívidas têm sido compatíveis com a renda das famílias.
“As melhores condições do crédito têm permitido a ampliação desse mercado ao consumidor, que vem tendo mais segurança para comprar por conta da melhora recente do mercado de trabalho, confirmada pelos últimos indicadores econômicos”, afirmou, em nota.
Segundo a CNC, a parcela média da renda comprometida com o pagamento de dívidas apresentou retração na comparação mensal: de 29,7% para 29,4%. O percentual é o menor contabilizado desde maio de 2019.
Entre as dívidas apontadas pelos brasileiros como as principais em janeiro estão cartão de crédito (79,8%), carnês (15,9%) e financiamento de carro (10,9%).
A economista da CNC Izis Ferreira disse que havia uma demanda represada por bens que são mais dependentes do crédito, como móveis e eletrodomésticos.
“A proporção do comprometimento da renda com dívidas vem caindo desde novembro de 2019 e reforça que o consumo está sendo retomado através do que se pode chamar de dívida responsável, com as famílias se organizando para pagar empréstimos e financiamentos”, afirmou, em nota, a economista.
Fonte: Ana Cristina Campos – Agência Brasil

Empresa deve apresentar alta de dois dígitos no lucro em meio a resultados do quarto trimestre a serem divulgados nesta quinta-feira

Loja da Renner: empresa é uma das varejistas preferidas de investidores na bolsa, com alta de quase 200% em três anos (Germano Lüders/EXAME)
São Paulo — A última linha do balanço da Renner deve voltar a crescer após dois trimestres de queda. É o que esperam analistas para esta quinta-feira, quando a empresa divulga resultados de seu quarto trimestre e do acumulado de 2019.
A expectativa é de lucro líquido ajustado de 546 milhões de reais entre outubro e dezembro, alta de 24% em relação ao mesmo período de 2018, segundo consenso de analistas. O faturamento deve subir 25% em comparação com o ano anterior, indo a 3,2 bilhões de reais no quarto trimestre.
Se a previsão for confirmada, a empresa fecha o acumulado do ano com faturamento de cerca de 8,8 bilhões de reais (alta de 17% ante 2018) e lucro de 1,1 bilhão de reais (alta de 10%).
Anteriormente, no segundo e no terceiro trimestres, o lucro havia caído 14% e 3%, respectivamente. Parte da perda vem dos altos investimentos que a empresa vem fazendo para sua transformação digital, que começou em 2018 e se intensificou no ano passado.
Mais de 500 lojas físicas foram conectadas ao e-commerce, produtos ganharam etiquetas eletrônicas e consumidores passaram a poder finalizar a compra através do tablet de vendedores. Tudo isso em meio a um ano de transição, já que a Renner teve em 2019 seu primeiro semestre sem o lendário ex-presidente José Galló, que deixou a empresa em abril após mais de 20 anos.

A Renner briga em um mercado fragmentado das varejistas “de nicho”. Analistas do banco BTG Pactual escreveram em relatório de janeiro que redes como Renner, C&A e Riachuelo devem brigar por somente 20% do varejo, enquanto as grandes varejistas que vendem de tudo tendem a dominar quase 80% — como Magazine Luiza, Mercado Livre, Via Varejo e B2W.
Embora menor, o mercado dos especialistas em moda passou de 110 milhões de reais em 2019, segundo a consultoria Euromonitor. O varejo físico cresceu em 2% entre 2014 e 2018 e deve crescer outros 9% até 2024.
O comércio eletrônico, embora tenha dobrado de tamanho nos últimos quatro anos, segue tendo somente um sexto do tamanho das vendas físicas (com previsão de chegar a 11% em 2024). Assim, vencerá neste segmento quem melhor conseguir entregar as duas ofertas, com processo multicanal para experimentar (ou devolver) nas lojas roupas compradas online.
A Renner é uma das principais apostas dos analistas pare chegar lá. A empresa é a líder no varejo físico de moda no Brasil, com 7,5% do mercado, à frente das principais concorrentes C&A e Riachuelo, segundo a Euromonitor. Desde 2017, a ação da empresa subiu quase 200%.
Na Renner, só no ano passado, o preço do papel subiu 46%, mesmo com a queda no lucro. Há espaço para um pouco mais, dizem os analistas, que colocam a ação a preço alvo na casa de 60 reais, ante 57,20 reais no pregão desta sexta-feira 5. Se continuar fazendo a lição de casa para ser uma das vencedoras no mundo digital — e se a economia brasileira ajudar, após números fracos no varejo em 2019 –, esse valor pode continuar crescendo.

fonte:Por Redação EXAME 6.2.20

Versão infantil da Farm, a marca Fábula se expande com a abertura de lojas pop-ups

Fábula, loja de roupas (Fábula/Divulgação)
Conhecida pela roupas cheias de estampas, que permitem ver flores, carrinhos e toda sorte de bichos, a Fábula foi criada em 2009 como uma marca que inspira brincadeiras.
Fundada por Katia Barros e Marcello Bastos, é a versão infantil da carioca Farm, a primeira grife da dupla – desde 2010 as duas marcas fazem parte do portfólio do grupo Soma, dono também da Animale e da Cris Barros, entre outras.
Hoje com 17 lojas, todas próprias, a Fábula traçou um plano de crescimento baseado na abertura de unidades pop-ups. A principal vantagem delas é o custo, que equivale a cerca de 30% do investimento necessário para uma loja padrão.
“Esse formato permite testar a receptividade da clientela local e comprovar se é proveitoso ou não investir naquele ponto de forma fixa”, explica Marcello Bastos.
A comunicação visual das pop-ups é mais simples e o tamanho delas, um pouco menor. Mas as coleções ofertadas não mudam. A grife também dispõe de um e-commerce e comercializa suas peças por meio de 300 lojas multimarcas. afabula.com.br

fonte: Por Daniel Salles Publicado em 5 fev 2020, 07h00 / Exame