Por Matheus Piovesana 25/11/2022 Estadao

Valor sacado no Atmo sai do caixa do estabelecimento

O Banco24Horas vai acelerar a implantação de dois serviços que permitem o saque no comércio, e dispensam os tradicionais caixas eletrônicos com cofre para o dinheiro vivo. Até o fim de 2023, a marca pretende ter 670 equipamentos espalhados pelo País das linhas Atmo e totem. Será quase o dobro dos 370 que devem estar em funcionamento no fim deste ano. Em caixas, a rede tem mais de 24 mil.

Economia com transporte de valores

O Atmo é uma maquininha semelhante às de cartão, que permite sacar dinheiro e consultar saldos. O totem oferece mais serviços, mas não tem cofre. Em ambos os casos, os valores sacados pelos clientes saem do caixa dos estabelecimentos. É o que o Banco24Horas chama de saque no comércio, e permite, para os comerciantes e a rede, economizar com o transporte de valores.

As modalidades foram lançadas em 2020, em modo piloto, e movimentaram R$ 105 milhões em saques de lá para cá. A vantagem, segundo a rede bancária, é chegar a locais distantes e com menor infraestrutura. Além, claro, de oferecer saques aos clientes sem os custos de uma agência física ou de um caixa eletrônico tradicional.

Fonte:

Gazeta do Povo 02/12/2022 08:14

O Grupo Tacla, que administra os shoppings Palladium e Jockey Plaza em Curitiba, inaugurou nesta sexta-feira (2) o City Center Outlet, o primeiro outlet de grandes marcas no Paraná. O empreendimento foi construído em um terreno de 290 mil metros quadrados em Campo Largo, à margem da BR-277 no sentido interior do Paraná.

 

O outlet vai oferecer produtos com desconto mínimo de 30%, podendo chegar a 70% em algumas lojas. No mix de lojas estão mais de 100 lojas, entre elas grandes nomes da moda nacional e internacional, como Nike, Fila, North Face, Tommy Hilfiger, Lacoste, Hurley, Lindt, Venum e Homem SA. No segmento calçados algumas como Crocs e Bottero, além das fabricantes de roupas de cama, mesa e banho M Martan, Karsten e Trussardi entre outras.

 

 

Na praça de alimentação o visitante tem diversas opções entre marcas de lanchonetes de fast food. Serão ainda cinco salas de cinema da rede Cineplus e estacionamento com milhares de vagas rotativas.

 

“O Grupo Tacla atua em muitas áreas do varejo brasileiro. Buscamos oportunidades em regiões que têm alto potencial para que as marcas possam fazer bons negócios e a população em geral tenha acesso a serviços de ponta. Para nós é um prazer poder entregar ao Paraná o seu primeiro outlet”, diz o empreendedor do Grupo Tacla, Anibal Tacla.

 

Neste formato de varejo do City Center Outlet, o lojista tem a vantagem de poder girar o estoque, uma vez que no vestuário, por exemplo, coleções duram no máximo dois meses. Já para o consumidor o principal benefício é comprar um produto de marca, com alta qualidade a preço mais acessível.

 

Outlet fica à margem da BR-277 sentido interior.

City Center Outlet conta com marcas internacionais e nacionais.

Arquitetura privilegia a iluminação natural e os espaços abertos.

Arquitetura e área verde

O projeto arquitetônico e de paisagismo do outlet, responsabilidade dos escritórios HL Arquitetura e Porus, e da paisagista Renata Tilli, oferecem ambientes a céu aberto os quais prezam pelo bem-estar e conforto das pessoas. É um dos maiores empreendimentos no Brasil neste segmento e segue a mesma linha do projeto do Grupo Tacla construído em Santa Catarina, o Porto Belo Outlet.

 

Uma das vantagens deste tipo de arquitetura é a economia de energia na iluminação e na utilização de ar condicionado, por exemplo, pois a estrutura é a céu aberto. O projeto privilegiou também o ambiente verde ao entorno da construção, que possui 177 mil metros quadrados, sendo possível observá-lo de dentro do empreendimento.

 

“Segue os moldes americanos, mas certamente será mais bonito que o deles. Trabalhou-se muito o paisagismo, utilizando-se do plantio de árvores nativas, frutíferas e flores por exemplo, todo projeto está em harmonia com o visual da mata ao entorno, o que deixa o ainda mais gostoso”, descreve a diretora de marketing do Grupo Tacla, Cida Oliveira.

Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/parana-sa/primeiro-outlet-de-grandes-marcas-do-parana-e-inaugurado-em-campo-largo/#:~:text=O%20Grupo%20Tacla%2C%20que%20administra,no%20sentido%20interior%20do%20Paraná.

Gazeta do Povo 02/12/2022

Os comerciantes paranaenses estão mais confiantes para este fim de ano. É o que indica o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), aferido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR).

 

O índice marcou 134,1 pontos em novembro, o que corresponde a uma alta mensal de 1,3%. Na comparação com novembro de 2021, houve elevação de 7,2%. A soma de fatores favoráveis, como a Black Friday, Copa do Mundo, 13º salário e Natal, contribui para elevar as expectativas positivas do empresariado.

 

Entre os fatores avaliados pelos empresários paranaenses, as Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC) tiveram alta mensal de 2,4% e, ao atingir 116,5 pontos, avançaram 17% em relação a novembro de 2021.

 

Já as Expectativas do Empresário do Comércio (IEEC) permaneceram no mesmo patamar de outubro, com 161,2 pontos. Ainda assim, apresentaram melhora de 2% sobre novembro do ano passado.

 

O fator Investimentos do Empresário do Comércio (IIEC) sinaliza 124,5 pontos, com aumento de 2% ante outubro, especialmente no Indicador de Contratação de Funcionários (IC), que subiu 3,4% sobre o mês anterior, em decorrência das contratações de temporários para o fim do ano. Na comparação com novembro de 2021, o quesito investimentos é 6,1% superior.

 Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/parana-sa/comerciantes-paranaenses-demonstram-confianca-para-o-fim-de-ano/

o Shopping Mueller foi o campeão do Top de Marketing 2022 da ADVB/PR na categoria varejo! Muita gratidão e orgulho em participar de grandes ações como o Festival Mueller Bom Gourmet! Nossa equipe e parceiros são demais!!

Daniela Baruch
Cynthia Maia Batista
Rafael Antonio Sanson
Marcela Feijó
Fernanda Follador
Laurimar Neto
Fernanda Scatolin
Leandro Oliveira
Rodrigo Otávio de Lima
Tiago Torres dos Santos


( Ciro Gonçalves• 2ºCoordenador de marketing no Shopping Mueller2 d • Editado )

REDAÇÃO  AMANHA 04/11/2022

A Renner crê que o quarto trimestre será similar ao crescimento do terceiro trimestre versus 2019, impulsionado pelos eventos de Black Friday e Natal

A Lojas Renner é um forte exemplo de que o comércio tem se recuperado no pós-pandemia. No terceiro trimestre as vendas cresceram 10,3% em relação ao mesmo período de 2021. O faturamento acumulado até setembro é ainda mais vistoso: um salto de 33,8% para R$ 8 bilhões. Já o lucro líquido avançou 50% comparação trimestral e quase triplicou no acumulado anual (veja os principais indicadores ao final desta reportagem).

“As temperaturas mais frias que a média histórica e que o esperado para o período exerceram impacto relevante nas vendas do trimestre. Primeiramente, o inverno mais rigoroso e prolongado entre abril e junho, transferiu cerca de 5% do volume do terceiro trimestre para o segundo. Por sua vez, o terceiro trimestre, caracterizado pela transição da coleção primavera-verão, foi marcado por temperaturas abaixo do esperado, impactando as vendas do período. Contudo, mesmo com estes efeitos, a companhia apresentou importante crescimento”, pontua a Renner em seu relatório trimestral.

“A despeito das temperaturas mais frias em outubro, acreditamos que o quarto trimestre seja similar ao crescimento do terceiro trimestre versus 2019, impulsionado pelos eventos de Black Friday e Natal. Não obstante à maior cautela que o ambiente macro exige e também à realização da Copa do Mundo que poderá impactar fluxo, esperamos fechar o ano em linha com nossa expectativa: crescimento com ganho de market share, margem bruta Ebitda total nominal (pré IFRS) em patamares próximos ao de 2019″, prevê a varejista.

A empresa também informa que o novo Centro de Distribuição de Cabreúva (SP) já opera 100% do volume da Camicado. “Conforme cronograma previsto, em novembro, iniciaremos de forma gradual as operações de Renner, Youcom e Ashua. No período, houve ainda evolução de diversos indicadores de performance para a operação da Camicado comparado com o cenário anterior à implementação”, detalha a Renner.

A companhia inaugurou 12 lojas entre julho e setembro, das quais sete são da bandeira Renner, sendo seis em ruas e uma em shopping. Das sete aberturas, seis ocorreram em localidades onde a Renner ainda não estava presente com loja física. Nas outras marcas, houve abertura de três lojas da Camicado, uma da Youcom e uma da Ashua, das quais quatro em cidades novas e todas em shoppings. Com isso, a Renner realizou 30 inaugurações até setembro, em linha com o plano de abertura de cerca de 40 lojas no ano.

Da CNN

06/11/2022 às 21:54

O “atacarejo” é uma das principais tendências de mercado no país, segundo avaliação do presidente da P&G Brasil, André Felicíssimo, em entrevista à CNN.

De acordo com Felicíssimo, o fenômeno cumpre, especialmente, o valor da “realização” para o consumidor. “Dá gosto de ver um carrinho cheio, esse é um dos principais valores do consumidor brasileiro, e ao ir no ‘atacarejo’, eles conseguem isso”, explica.

Outras duas importantes tendências no cenário atual, na avaliação do executivo, é o consumo por meios eletrônicos e o crescimento de estabelecimentos “de vizinhança”.

Sobre as vendas on-line, Felicíssimo explica que, durante a pandemia, o consumidor “mudou sua expectativa a respeito do tipo de compra que ele espera fazer. Ele quer uma compra mais segura, rápida e produtiva. E muitos desses impactos ficam mesmo após a pandemia, principalmente a parte da compra ser eletrônica. Qual compra pode ser mais segura, rápida e produtiva do que uma compra através de meios digitais?”

Já em relação aos comércios de vizinhança, o executivo atrela seu crescimento à tendência de residências menores que inviabilizam o armazenamento de muitos produtos e geram a necessidade de lojas mais próximas.

Cenário econômico

Apesar da inflação atual no mercado brasileiro, o presidente da P&G Brasil explica que “nas categorias que nós participamos, e normalmente nós somos ou líderes ou vice-líderes nessas categorias, elas têm crescido constantemente, não só em valor, mas também em volume”.

Segundo Felicíssimo, a P&G “tem conseguido manter o crescimento, a gente não está enfrentando queda. Como? Em cada categoria que a gente participa, nós vamos atrás do desenvolvimento da categoria, como que nós conseguimos levar consumidores para um novo patamar de consumo”.

O executivo ainda comentou as metas futuras da empresa relacionadas ao desenvolvimento sustentável. Segundo ele, a estratégia se pauta em quatros pilares: clima, água, floresta e não jogar dejetos no lixo.

Como objetivo alcançado, Felicíssimo aponta que 100% das fábricas da P&G no Brasil não emitem resíduos para aterros sanitários.

Para 2030, a empresa almeja reduzir em 35% eficiência hídrica e consumir 100% de energia renovável.

Na COP27, a P&G deve apresentar suas metas para 2030 e “como estamos avançando, estamos além das metas que nós tínhamos nesse ponto do caminho, nós já estamos levando também a nossa ambição 2040. Esperamos que essa COP seja um acelerador nesse processo”.

*Publicado por Renata Souza, da CNN

Publicado em 09/11/2022 12:27 •  Por Carlos Matos  – site cnc

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira, dia 8 de novembro, o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 17/2022, que institui o Código de Defesa do Contribuinte. A matéria foi encaminhada ao Senado Federal. Um acordo entre as lideranças partidárias está sendo construído com a intenção de aprovar o texto na Casa Alta e sancioná-lo ainda este ano.

O Código de Defesa do Contribuinte estabelece normas gerais relativas a direitos, garantias e deveres do contribuinte, principalmente, quanto à sua interação perante a Fazenda Pública e dispõe sobre critérios para a responsabilidade tributária.

A proposta, de autoria do deputado federal Felipe Rigoni (União-ES) e subscrita por 31 parlamentares, tem o apoio da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). No dia 18 de maio, a entidade participou de um evento realizado no Senado pela Frente Parlamentar do Livre Mercado, em apoio ao PLP 17/2022.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, destacou que a aprovação do texto na Câmara, na forma do substitutivo apresentado pelo relator, deputado federal Pedro Paulo (PSD-RJ), representa uma importante vitória da classe empresarial. “O empresário brasileiro é quem mais paga tributos. O equilíbrio nas relações entre nós pagadores de impostos e o Estado é fundamental. Afinal, sem a força de trabalho do empresário, o Brasil não avança. A proposta, portanto, é coerente e oportuna”, afirmou.

O Código de Defesa do Contribuinte é realidade em alguns estados, como São Paulo. Por isso, o objetivo é equilibrar a conturbada relação entre fisco e contribuintes em todo o País, estabelecendo a ampla defesa prévia e o contraditório do contribuinte.

Destaques

O projeto estabelece que a ação penal contra o contribuinte por suposto crime contra a ordem tributária e a ação de quebra de sigilo somente poderão ser propostas após o encerramento do processo administrativo que comprove a irregularidade fiscal do contribuinte.

Ele estabelece ainda o desconto regressivo nas multas e nos juros de mora para incentivar o contribuinte a quitar voluntariamente o débito. Se este confessar o débito e desistir de contestá-lo na via administrativa ou na Justiça, os descontos serão acrescidos de 20 pontos percentuais.

Os contribuintes considerados bons pagadores e cooperativos com a aplicação da legislação tributária contarão com redução das multas pela metade. Para a CNC, o PLP 17/2022 é de amplo interesse do contribuinte brasileiro.

10 de novembro de 2022 · por Moroz Assessoria · em Fecomércio/CNC. ·

Faturamento previsto é de R$ 4,2 bilhões, 1,1% maior que na mesma data do ano passado. CNC eleva para 1,3% expectativa de crescimento do varejo neste ano

De acordo com projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a Black Friday de 2022 deverá movimentar R$ 4,2 bilhões e registrar a maior movimentação financeira desde que a data foi incorporada ao calendário do varejo nacional, em 2010. A expectativa é que o faturamento seja 1,1% maior que no ano passado, descontada a inflação.

A combinação de promoções da Black Friday e da Copa do Mundo (ambas estão programadas para o mesmo período deste mês de novembro) é um dos fatores que indicam tendência de elevação das vendas no varejo até o fim deste ano. Conforme a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada hoje (09/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve avanço de 1,1%, no mês de setembro, em relação a agosto. Nesse sentido, a CNC subiu para 1,3% a expectativa de crescimento do varejo em 2022.

“Esse é um momento muito importante para o comércio de bens e serviços e, com o incremento das promoções de itens voltados à Copa de Mundo de Futebol, o segmento deve encerrar bem o ano”, aponta o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

Oito dos dez segmentos pesquisados pelo IBGE tiveram crescimento das vendas em setembro, com destaque para os combustíveis e lubrificantes, de 1,3%, e hiper e supermercados, de 1,2%. Por outro lado, as lojas de artigos de uso pessoal e doméstico apresentaram queda de 1% e as de móveis e eletrodomésticos tiveram redução de 0,1%.

Black Friday da Copa

A Black Friday é marcada, tradicionalmente, para a última sexta-feira do mês de novembro, mas os descontos já são oferecidos nos dias antecedentes, que, este ano, coincidirão, justamente, com a primeira semana da Copa do Mundo do Catar. A estimativa da CNC é que as vendas relacionadas ao Mundial de Futebol impactem em R$ 1,4 bilhão o faturamento do comércio varejista brasileiro, movimentando especialmente os ramos de móveis e eletrodomésticos e de artigos pessoais e eletroeletrônicos. Esses dois segmentos devem ser responsáveis por 48% da movimentação prevista na Black Friday (R$ 1 bilhão e R$ 920 milhões, respectivamente). A tendência é que o ramo de hiper e supermercados alcance R$ 910 milhões e o de vestuário, calçados e acessórios gire em torno de R$ 700 milhões.

Alta dos juros deve frear vendas

“Apesar da tendência de desaceleração da inflação, o processo de encarecimento do crédito deverá impedir um avanço mais significativo nas vendas, em uma data caracterizada pela predominância do consumo de bens duráveis, que são, tradicionalmente, mais dependentes das condições de crédito”, analisa o economista da CNC responsável pela pesquisa, Fabio Bentes.

De acordo com o Banco Central, a taxa média de juros das operações com recursos livres envolvendo pessoas físicas se encontra, atualmente, no maior patamar dos últimos quatro anos. “A facilidade de comparação de preços on-line em uma data comemorativa caracterizada pelo forte apelo às promoções evidencia a tendência de aumento expressivo deste evento do calendário do varejo quando comparado às demais datas, especialmente, nos espaços virtuais”, pontua Bentes. A Black Friday já é considerada a quinta data mais importante do varejo, atrás do Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças e Dia dos Pais.

Percentual de descontos efetivos será maior que em 2021

Para avaliar o potencial de descontos efetivos durante a data, a CNC coletou diariamente os preços de 180 dos itens mais buscados na internet, agrupando-os em 36 linhas de produtos ao longo dos últimos 40 dias. Nesse período, 39% revelaram tendência de redução – percentual que contrasta com os 26% observados às vésperas da Black Friday de 2021. Em novembro do ano passado, a inflação anualizada medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) era de 10,7% – a maior desde o início de 2016 e significativamente acima do patamar esperado para novembro de 2022, que era de 6%.

“Desse modo, a desaceleração dos preços tende a elevar o potencial de descontos na Black Friday deste ano, favorecendo, com maior intensidade, a prática de descontos efetivos em relação ao ano passado”, indica Bentes. Pela ordem, os produtos com as maiores chances de descontos efetivos e respectivas variações de preços nos últimos 40 dias são: sapatos masculinos (queda observada de 17%); lavadora de roupas (redução de 13%); smartwatches (diminuição de 10%); fones de ouvido (queda de 8%); e purificadores de água (redução de 7%).

Confira a análise completa da Divisão de Economia e Inovação

Fonte: Portal do Comércio/CNC

Mercado & Consumo –  de Luiz Alberto Marinho– 10.11.22

Muitos anos atrás, durante um workshop com um cliente, recomendamos que ele formasse um time multidisciplinar, caso quisesse realmente construir uma estratégia consistente de marketing. Afinal, nos shopping centers, o marketing costumava cuidar basicamente de comunicação e eventos, com honrosas exceções.

O produto, do ponto de vista de mix de lojas, ficava sob a responsabilidade da área comercial. Outros atributos relevantes da oferta, como ambiente, limpeza, segurança, estacionamento, mobiliário e paisagismo, geralmente eram responsabilidade do pessoal de operações. Portanto, para cuidar da experiência do consumidor, no sentido mais amplo, seria necessário integrar diferentes profissionais e competências de maneira coordenada e harmônica.

A ideia, apresentada muito tempo antes da popularização dos squads das metodologias ágeis, foi delicadamente reprovada. Ninguém estava disposto a mexer no vespeiro que seria intervir nos silos bem delimitados e controlados por cada gerente de área.

A história acima fala sobre marketing, mas poderia se aplicar à comercialização, relacionamento com lojistas, gestão de receitas e por aí vai. E continua tão atual quanto naquele tempo.

Temos observado, em diversos clientes, o esforço que é necessário fazer para que áreas obviamente complementares consigam trabalhar juntas, em prol de um objetivo comum. Pensar em marketing, comercial, digital e financeiro apoiando-se mutuamente para comercializar lojas, desenhar um novo tenant mix, desenvolver novos varejistas e apoiar o desempenho de pequenos lojistas não deveria ser tão complicado, não acha?

Então, por que é tão difícil abandonar o pensamento territorialista?

Em primeiro lugar, porque fomos treinados a vida inteira a pensar o mundo como uma máquina perfeita e previsível. Margareth Wheatley explicou essa lógica brilhantemente em sua obra “Leadership and the New Science” (Liderança e a Nova Ciência).

Ela escreveu: “A imagem mecanicista, enfatizada no século 17 por gênios como Isaac Newton e René Descartes, conduz à crença de que o estudo das partes é a chave para o entendimento do todo. As coisas são separadas, dissecadas literal ou figurativamente (como temos feito com as funções nas empresas, disciplinas acadêmicas, áreas de especialização, partes do corpo humano) e depois recolocadas juntas sem nenhuma perda significativa. A premissa é que quanto mais sabemos sobre o funcionamento de cada parte, mais vamos aprender sobre o todo”.

Em resumo, a gente continua encaixando as coisas, pessoas e funções em “caixinhas”. Enquanto isso, o mundo evolui e se transforma, como um organismo vivo que é, obrigando todas as empresas, e não apenas os shoppings, a abraçar novas estratégias. O digital apenas acelerou a velocidade dessas transformações.

Margareth propõe como solução o foco holístico e não nas partes. O objetivo das empresas deve ser a criação de sistemas integrados, onde relacionamento é o fator determinante. Em outras palavras, quem não for capaz de se relacionar com outras áreas, com lojistas, outras empresas e até com os concorrentes, vai ficar fora do jogo.

No entanto, para solucionar um problema, é preciso primeiro admitir que ele existe, certo? Pois bem, acontece que muita gente prefere acreditar que o mundo não mudou tanto assim. Que a lógica que prevaleceu até agora pode ser mantida por mais tempo. E que velhas práticas, desde que atualizadas com pitadas de marketing digital, ainda dão conta do recado.

Será mesmo possível?

Em 2001, Spencer Johnson lançou um livro despretensioso, que acabou vendendo mais de 20 milhões de cópias em todo o mundo. Chamava-se “Quem mexeu no meu queijo”. A parábola de Johnson conta a história de dois ratos, Sniff e Scurry, que habitavam um labirinto, onde também viviam dois duendes, Hem e Haw. Todos os dias, ratos e duendes andavam pelo labirinto em busca do queijo com o qual se alimentavam. Resumindo a história, os duendes se acomodaram com a ideia de que o queijo estaria sempre ali à espera deles e não perceberam que o estoque diminuía a cada dia. Quando o queijo finalmente acabou, os ratos saíram farejando pelo labirinto atrás de novos alimentos, enquanto os duendes esbravejavam e tentavam descobrir quem havia mexido no queijo, que eles pensavam que era inesgotável.

Também no mundo dos shoppings, tem gente farejando novos alimentos, enquanto outros simplesmente embalam a ideia de que é possível seguir a rotina de sempre, pois o queijo estará ali à sua espera. Nessa jornada pelo novo, o primeiro passo precisa ser enxergar a necessidade de descobrir novas soluções.

Como dizia Albert Einstein, nenhum problema pode ser resolvido a partir da mesma lógica que o criou. É preciso mudar o modelo mental. A inevitável evolução dos shopping centers obrigará essas empresas a repensarem suas estruturas e relações entre áreas. Profissionais precisarão adquirir novas competências. E todos deveremos encarar os negócios como um sistema vivo, em permanente transformação.

Nada será como antes. Quem viver, verá.

Luiz Alberto Marinho é sócio-diretor da Gouvêa Malls.

REDAÇÃO  AMANHA 

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia manteve a projeção para o crescimento da economia este ano e reduziu a estimativa oficial para a inflação. As projeções estão no Boletim Macrofiscal. A projeção de inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou de 6,3% para 5,85%. Mas ainda está acima da meta de inflação para o ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 3,5%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2% e o superior é 5%. No ano, o IPCA já acumula alta de 4,7% e, em 12 meses, o índice total está em 6,47%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado para estabelecer o valor do salário mínimo, deverá encerrar este ano com variação de 6%, segundo a previsão da SPE, queda de 0,54 ponto percentual em relação ao boletim anterior. A projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que inclui também o setor atacadista e o custo da construção civil, além do consumidor final, é de 6,11%, abaixo da estimativa anterior de 9,44% e inferior à taxa registrada em 2021, de 17,74%.

A estimativa para o aumento do PIB ficou em 2,7%, mesmo número divulgado no boletim anterior, em setembro. Segundo a SPE, o desempenho do emprego, do setor de serviços e da taxa de investimento justificaram a manutenção. “Conforme salientado nos boletins anteriores, já era esperada desaceleração da atividade econômica no segundo semestre deste ano, resultado dos efeitos defasados do ciclo de ajuste da política monetária [aumento de juros pelo Banco Central]. No entanto, projeta-se que os impactos advindos da elevação da taxa de juros se reduzam ao longo do próximo ano”, informou a SPE.

Em 2021, o PIB do Brasil cresceu 4,6%, totalizando R$ 8,7 trilhões. Apesar de manter a estimativa para 2022, a SPE reduziu a previsão de crescimento em 2023 de 2,5% para 2,1%. Segundo o órgão, o cenário externo mais adverso, com a alta dos juros da economia norte-americana e a guerra na Ucrânia, afeta a expansão econômica no resto do mundo. A projeção para 2024 foi mantida em 2,5%. De acordo com o Ministério da Economia, houve expansão no mercado de trabalho, com a taxa de desocupação caindo para 8,7% no terceiro trimestre, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o IBGE, os indicadores do setor de serviços tiveram expansão anualizada de 3,2% de julho a setembro.

Perspectivas
Apesar de reconhecer a desaceleração da economia no terceiro trimestre, a SPE espera que a recuperação econômica se mantenha no quarto trimestre, puxada pelos serviços e pela estabilidade na agropecuária. Segundo o órgão, os efeitos do aumento da taxa Selic (juros básicos da economia) pelo Banco Central são os principais responsáveis pela queda no ritmo de crescimento. “Após a forte recuperação até o 2T22 [segundo trimestre], a atividade econômica desacelerou ao longo do terceiro trimestre de 2022, decorrente sobretudo do desempenho da indústria e do comércio. Dados mensais dos indicadores antecedentes e coincidentes sinalizam a continuidade da recuperação da economia no quarto trimestre, embora em ritmo menos intenso, devido, em grande medida, aos efeitos defasados da política monetária, conforme sinalizado nos boletins anteriores”, destaca o boletim.

Com Agência Brasil