Publicado em 07/10/2022 15:41 • Por Felipe Melo – site CNC

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou para baixo a expectativa de alta das vendas no varejo em 2022, de 1,3% para 1,2%, um ritmo semelhante ao observado nos últimos três anos. Em setembro, a Confederação já havia reduzido esse percentual de 1,7% para 1,3%. A projeção se dá por conta da queda do volume de vendas de 0,1% em agosto, apontada pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC). Os dados divulgados hoje (7 de outubro) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam a terceira queda consecutiva do índice, abaixo inclusive da perspectiva da CNC, que projetava variação positiva de 0,3% em relação a julho.

Embora a maior parte dos segmentos pesquisados pelo IBGE tenha apresentado crescimento, o declínio registrado pelos ramos de artigos farmacêuticos (0,3%), artigos de uso pessoal e doméstico (1,2%) e informática e comunicação (1,4%) levou, na média, as vendas para o campo negativo. Os destaques positivos mensais ficaram por conta de vestuário (13%) e de combustíveis e lubrificantes (3,6%).

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a alta de 1,6% interrompeu uma sequência de três meses de retrações nessa base comparativa. Passados quase dois anos e meio desde o início da crise sanitária, o volume de vendas no varejo em agosto segue apenas 1,1% acima do patamar observado em fevereiro de 2020.

“No quadro geral, o percurso de retomada transcorre de forma semelhante nos diferentes segmentos do varejo, uma vez que quatro das dez atividades comerciais avaliadas pelo IBGE, principalmente nos ramos considerados essenciais, já conseguiram recuperar o nível de vendas de antes do início da pandemia”, contextualiza o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

Crédito mais caro reduz financiamento

Na média, os preços dos produtos comercializados pelo varejo, mensurados pela PMC, foram reajustados em 13,1%, nos doze meses encerrados em agosto deste ano. Por sua vez, os valores no atacado, avaliados por meio do Índice de Preços ao Produtor (IPP), também do IBGE, avançaram 18,5% no mesmo período. Isso revela um grau de retenção de 29% nos repasses ao preço final para os consumidores.

“Com o processo de encarecimento do crédito, segmentos dependentes do consumo mediante financiamento já percebem um ritmo mais lento das vendas e apresentaram quedas acumuladas ao longo de 2022, na comparação com os oito primeiros meses do ano passado”, aponta o economista da CNC Fabio Bentes. Conforme os levantamentos mensais do Banco Central, a taxa média de juros das operações com recursos livres aos consumidores, que era de 53,93% em agosto deste ano, está no patamar mais elevado desde abril de 2018, quando chegou a 56,27%. Por conta disso, móveis e eletrodomésticos reduziram as vendas em 9,9% e o ramo de venda de veículos e autopeças também teve evolução negativa de 1,4%.

Comprinhas… Segundo uma pesquisa, mesmo com o fim do isolamento social, o hábito de ir ao shopping não voltou ao que era antes da pandemia.

Esses centros receberam 100 milhões de pessoas a menos em 2022, o que corresponde a uma queda de 21% em relação a 2019 — que registrou 505 milhões.

Aqueles que batiam ponto nos shoppings até seis vezes por mês, atualmente, frequentam o ambiente de quatro a cinco vezes no mesmo período. E existem duas principais razões para isso:

  1. Grande parte dos shoppings no país estão localizados em regiões de escritórios — ou seja, a praça de alimentação era o point do almoço. Como boa parte passou a adotar o home office em alguns dias, a visita diminuiu.
  2. Por conta do aumento de vendas on-line, os compradores buscam de tudo na internet, “roubando” uma parcela das compras que antes eram feitas nos shoppings.

Nova proposta 

Se antes era preciso ir até uma loja física, agora, bater perna pra comprar, é só questão de preferência. Por conta disso, os shoppings estão criando novos atrativos voltados para lojas, gastronomia, cinema e eventos.

O poder dos influencers, por exemplo, têm se colocado como uma oportunidade de criação de experiências físicas vinculadas ao digital. 

Um dos maiores youtubers dos EUA abriu sua primeira unidade de hamburgueria física em um shopping — o que atraiu mais de 10.000 pessoas para o local. Será que os influencers conseguem salvar o setor?

Fonte: https://thenewscc.com.br/2022/10/14/os-shoppings-ainda-nao-voltaram-ao-que-eram-antes-da-pandemia/

O que o próximo governo deve fazer para estimular a geração de empregos? A maioria dos empresários brasileiros (56%) acredita que a medida mais importante é realizar a reforma tributária, segundo uma pesquisa inédita realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Além do modelo complexo e ineficiente de cobrança de impostos, que freia o crescimento da economia, os altos tributos e a falta de qualificação profissional também são vistos como gargalos para ampliar as oportunidades de trabalho no país.

Na opinião de 48% dos executivos, é preciso reduzir os impostos sobre a folha de pagamento e 35% apontaram também, entre as principais medidas para gerar emprego, a necessidade de fortalecer a

Ainda aparecem como medidas relevantes para a geração de empregos, de acordo com os empresários entrevistados pela pesquisa, liberar crédito para as empresas investirem e/ou expandirem a sua capacidade produtiva (29%) e realizar novos aperfeiçoamentos na legislação trabalhista (25%). Os percentuais são o somatório total de entrevistados que citaram a medida como primeira e segunda mais Importante.

A pesquisa Agenda de Prioridades da CNI, encomendada ao Instituto FSB Pesquisa, ouviu 1.001 executivos de empresas industriais de pequeno, médio e grande porte de todas as regiões do país. As entrevistas, feitas por telefone, foram realizadas entre os dias 10 e 24 de agosto de 2022. O questionário, além de perguntas relacionadas à geração de emprego e outras questões importantes para o crescimento da economia, também aborda saúde, educação e segurança. Confira o estudo na íntgra:

 

Para um em cada três empresários, o próximo presidente deve priorizar educação

A pesquisa mostra, ainda, que os empresários reconhecem a relevância da formação dos jovens brasileiros para o crescimento da indústria e para o desenvolvimento do país. Para um em cada 3 entrevistados, a educação deve ser a principal prioridade do presidente eleito nos próximos quatro anos. Foi o tema mais citado pelos executivos como primeira e segunda principal prioridade do país.

O segundo tópico mais citado para ser a prioridade do governo a partir de 2023 foi saúde pública (26%) e na terceira posição aparece crescimento econômico, tendo sido apontado por 20% dos entrevistados como primeira ou segunda principal medida. Em seguida, redução de impostos (14%) e geração de emprego (12%).

 

A urgência em investir em educação e saúde acompanha a avaliação dos empresários sobre as áreas que mais pioraram nos últimos quatro anos: as duas áreas aparecem no topo da lista, com 22% e 21% das citações, respectivamente. Os próximos tópicos que os empresários destacaram como aqueles com desempenho abaixo, mas com percentuais menores, foram inflação (9%) e segurança pública (7%). Nesta pergunta, cada um dos entrevistados apontou apenas uma opção. 

Maioria dos empresários defende fortalecer ensino técnico e básico

Entre os caminhos possíveis para melhorar a educação no país, a maioria dos empresários apontou que, entre os diferentes níveis de formação, os que mais precisam do olhar do poder público são o ensino técnico (34%) e o ensino básico (32%). Em seguida, aparece a alfabetização, com um total de 18%. Os demais níveis de formação, como ensino médio, ensino superior e pós-graduação, somam 14%.

Já com relação às ações específicas para a área, um em cada três executivos acredita que a prioridade do próximo governo deva ser melhorar a capacitação dos professores. A qualificação aparece muito acima da necessidade de contratar mais docentes, citada apenas por 2% dos entrevistados. No topo da lista de medidas mais importantes para a área, na visão dos empresários, também estão priorizar os cursos técnicos/profissionalizantes (20%) e aumentar os salários dos professores (20%). Como cada um dos entrevistados respondeu duas prioridades para a área, o percentual é a soma das escolhas da primeira e segunda principal medida.

 

“A pesquisa mostra que há uma demanda do setor empresarial por maior investimento no ensino técnico, que está mais alinhado às necessidades do mercado de trabalho. Outro ponto é a preocupação dos executivos com a qualidade do ensino. Diante de uma indústria cada vez mais tecnológica, o ensino precisa acompanhar as habilidades exigidas pelas empresas”, explica o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

Saúde e segurança pública precisam avançar 

Sobre as prioridades do próximo governo para a área da saúde, para um em cada quatro empresários deve ser a melhoria das condições dos hospitais e postos de saúde. Em seguida, os entrevistados elegeram como ações urgentes qualificar melhor os médicos e enfermeiros (19%), contratar mais médicos e enfermeiros (19%) e a necessidade de mais investimentos em saúde (19%). Como os entrevistados elegeram duas prioridades, cabe ressaltar, no entanto, que aportar mais recursos foi eleita por 16% como primeira principal medida, percentual que supera os tópicos que ficaram no somatório em segundo e terceiro lugar.

 

Na área de segurança, a prioridade do governo que assume em 2023, na opinião dos empresários, deve ser aumentar o efetivo de policiais nas ruas (23%) e equipar a polícia (20%). Aumentar o salário dos policiais, evitar que pessoas que cometam crimes fiquem pouco tempo na prisão e reformulação do código penal aparecem como ações importantes para 15%, 13% e 12% dos entrevistados, respectivamente. Assim como nas demais áreas (saúde e educação), os percentuais são a soma da escolha como primeira e segunda principal prioridade para o tema. 

Simplificação de impostos e controle dos gastos públicos impulsionariam a economia

Quando se trata do cenário atual, quase a metade (48%) dos empresários avalia a situação da economia brasileira como ótima ou boa. Do total, 35% avaliaram a economia como regular e 17%, ruim ou péssima. Para melhorar a economia brasileira, 43% dos empresários apontaram que o próximo presidente deve priorizar, nos próximos dois anos, reduzir os impostos. A segunda prioridade apontada para a área foi simplificar os impostos, tendo sido citada por 28% dos entrevistados como primeira ou segunda opção. 

Um percentual relevante dos executivos também acredita que é preciso controlar os gastos públicos (24%), combater a inflação (23%), gerar empregos (23%) e reduzir as taxas de juros (17%). 

Em relação às prioridades do próximo governo pensando nas empresas dos executivos e no ambiente de negócios do país, o resultado é muito similar à pergunta sobre as prioridades para a economia brasileira: 41% acreditam que o poder público deve avançar com a redução de impostos e 23% citaram a realização da reforma tributária. Em terceiro lugar aparece a oferta de linhas de crédito facilitadas, tendo sido citadas por 17% dos entrevistados. 

7 em cada 10 empresários acreditam na melhora da economia

Em relação ao futuro do país, a expectativa é positiva: sete em cada dez empresários estão otimistas ou muito otimistas. Um percentual ainda maior (77%) está otimista quanto ao futuro da indústria brasileira. Sobre a economia do país, 69% disseram que deve melhorar um pouco ou muito nos próximos quatro anos.

“A discussões em torno da reforma tributária avançaram no país e hoje temos um inédito consenso em relação à importância e urgência dessa agenda. O texto em tramitação no Congresso Nacional, a PEC 110, é resultado de um amplo debate, com a participação dos mais diversos segmentos da sociedade e especialistas. Há uma expectativa dos empresários industriais em relação à prioridade que será dada ao tema no próximo governo. Aprovar a reforma tributária, com adoção de um sistema de tributação do consumo que seja mais moderno, eficiente e alinhado ao padrão mundial, é um passo fundamental para aumentar a competitividade das empresas e, assim, acelerar o ritmo de crescimento da economia, gerando mais empregos e renda para os brasileiros”, afirma o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo.

Fonte: Agência de Notícias da Indústria

REDAÇÃO AMANHA
20/09/2022

Cada negativado deve, em média, R$ 3.630,64

Levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) aponta que quatro em cada dez brasileiros adultos (39,4%) estavam negativados em agosto de 2022 – o equivalente a 63,7 milhões de pessoas. No último mês, o volume de consumidores com contas atrasadas cresceu 10,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com base nos dados disponíveis em sua base, que abrangem informações de capitais e interior de todos os 26 Estados da federação, além do Distrito Federal, a CNDL e o SPC Brasil registram que a variação anual observada em agosto deste ano ficou acima da observada no mês anterior. Na passagem de julho para agosto, o número de devedores cresceu 0,7%.

O presidente da CNDL, José César da Costa, projeta que a melhora de alguns índices do país e a aproximação do período de contratações de trabalhadores temporários para o final do ano podem trazer um cenário mais positivo. “Alguns índices no cenário macroeconômico tiveram melhora, como aumento do PIB, diminuição do desemprego e liberação de retroativos de auxílio emergencial, mas a inflação alta, especialmente com relação aos alimentos, continua impactando no orçamento das famílias. Por outro lado, estamos próximos das contratações de final de ano e do pagamento do 13º dos trabalhadores, o que geralmente traz alívio para o bolso dos endividados”, diz Costa.

Cada negativado deve, em média, R$ 3.630,64. Bancos são os principais locais de dívidas dos inadimplentes. A especialista em finanças da CNDL, Merula Borges, aponta a necessidade de se ter uma reserva financeira, mesmo que pequena, para os momentos de crise ou emergência. “Nosso indicador de reincidência mostra que em agosto, do total de negativações, 82,6% foram de devedores reincidentes. Além disso, o tempo médio para pagamento da dívida é superior a 10 meses, ou seja, muitos entram na inadimplência, levam muito tempo para sair e em pouco tempo acabam retornando a essa situação. Mais que um desajuste pontual ou caso isolado, este fato retrata a existência de problemas mais sérios. Renda baixa, inflação e desemprego altos, crise econômica mundial, falta de educação financeira são pontos que ajudam a explicar essa situação. Mesmo com uma renda menor, é fundamental se organizar para ter uma reserva e conseguir acomodar gastos urgentes em períodos difíceis”, destaca a especialista em finanças.

Publicado em 22/09/2022 13:00 •   Por Felipe Melo – site CNC

O empresário amazonense José Roberto Tadros foi reeleito hoje, 22/09, por unanimidade dos votos apurados, Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O mandato vai até novembro de 2026. Tadros foi candidato em chapa única, construída em consenso dentro da entidade.

José Roberto Tadros, 76 anos, é presidente licenciado da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas (Fecomércio-AM) e também preside o Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae. Ele renova o mandato na CNC iniciado em 2018 e será reconduzido ao cargo no mesmo dia que a nova Diretoria tomará posse, em 19 de novembro.

A gestão da Diretoria liderada por Tadros tem sido marcada pela modernização administrativa da Confederação, pelo fortalecimento da unidade do Sistema Comércio, pela valorização do trabalho do Sesc e do Senac e por uma intensa atuação na representação e defesa dos empresários do comércio de bens, serviços e turismo.

“Esta casa é uma casa de líderes, não de um líder só. Agradeço a todos pela confiança na renovação do mandato. Tivemos quatro anos muito difíceis, dois deles de pandemia que ceifou a vida de mais de 600 mil pessoas e trouxe um grande baque para a economia. Superamos grandes desafios e avançamos. Agora, vamos unidos e mais fortes para mais quatro anos de realizações”, afirmou José Roberto Tadros, após a proclamação do resultado.

Mais sobre a CNC

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), fundada em 4 de setembro de 1945, é a entidade sindical que representa 5 milhões de empresas do comércio de bens, serviços e turismo, setores que, juntos, respondem por cerca de 1/4 do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e geram aproximadamente 25 milhões de empregos diretos e formais.

A CNC trabalha de forma integrada com 34 Federações (27 estaduais e 7 nacionais) que agrupam mais de mil sindicatos empresariais. A Confederação administra, também, um dos maiores sistemas de desenvolvimento social do Brasil – o Serviço Social do Comércio (Sesc), com atuação nas áreas de educação, saúde, cultura e lazer; e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), principal agente da educação profissional voltada para o setor do comércio de bens, serviços e turismo.

Diretoria e Conselho Fiscal – mandato 2022–2026

Diretoria

  • Presidente: José Roberto Tadros (AM);
  • 1º Vice-Presidente: Abram Abe Szajman (SP);
  • 2º Vice-Presidente: Luiz Carlos Bohn (RS);
  • 3º Vice-Presidente: Francisco Valdeci de Sousa Cavalcante (PI);
  • Vice-Presidente Administrativo: Antonio Florencio de Queiroz Junior (RJ);
  • Vice-Presidente Financeiro: Leandro Domingos Teixeira Pinto (AC);
  • Vice-Presidentes: Darci Piana (PR), Edison Ferreira de Araújo (MS), José Aparecido da Costa Freire (DF), José Wenceslau de Souza Júnior (MT), José Marconi Medeiros de Souza (PB), Sebastião de Oliveira Campos (PA), Marcelo Baiocchi Carneiro (GO), Raniery Araújo Coelho (RO);
  • 1º Diretor Administrativo: Marcelo Fernandes de Queiroz (RN);
  • 1º Diretor Financeiro: Ademir dos Santos (RR);
  • 2º Diretor Administrativo: Bernardo Peixoto dos Santos Oliveira Sobrinho (PE);
  • 2º Diretor Financeiro: Ladislao Pedroso Monte (AP);
  • Diretores: Abel Gomes da Rocha Filho (SE), Aderson Santos da Frota (AM), Alexandre Sampaio de Abreu (FBHA), Ari Faria Bittencourt (PR), Armando Vergílio dos Santos Júnior (Fenacor), Hélio Dagnoni (SC), Idalberto Luiz Moro (ES), Ivo Dall’Acqua Júnior (SP), Itelvino Pisoni (TO), José Lino Sepulcri (ES), Kelsor Gonçalves Fernandes (BA), Maurício Aragão Feijó (MA), Marcos Antônio Carneiro Lameira (AC), Maurício Cavalcante Filizola (CE), Nadim Elias Donato Filho (MG), Nilo Italo Zampieri Junior (AL), Rubens Torres Medrano (SP);
  • Suplentes da Diretoria: André Luiz Roncatto (RS); Antonio de Sousa Freitas (MA), Daniel da Silva Amado Felício (MS), Daniel Mesquita Coelho (Fenacon), Denis Oliveira Cavalcante (PI), Edmílson Pereira de Assis (Febrac), Francisco Valdenir Machado Elias (DF), Geraldo Vieira da Rocha (GO), Gilberto de Andrade Costa (RN), Guilherme Marconi Coutinho de Souza (PB), Hercílio Araújo Diniz Filho (MG), Jadir Correa da Costa (RR), James Thorp Neto (Fecombustíveis), Jeferson Furlan Nazario (Fenavist), Jorge Luiz das Neves Morais (RJ), José Gílton Pereira Lima (AL), Josué Sousa Rocha (AP), José Marcos de Andrade (SE), José Carlos Raposo Barbosa (Feaduaneiros), Luis Antonio Bezerra Lacerda (RN), Marco Sérgio Pessoz (MT), Marco Aurelio Sprovieri Rodrigues (SP), Ozeas Gomes da Silva (PE), Paulo Rogério Tadros (AM), Pedro Juca de Oliveira (RO), Pedro Coelho Nasser (PA), Renato Campos Carvalho (SC).

Conselho Fiscal

  • Efetivos: Carlos de Souza Andrade (BA), Domingos Tavares de Sousa (TO), Valdemir Alves do Nascimento (AC);

A despeito da recuperação gradual das vendas nos shoppings, os varejistas de menor porte têm enfrentado desgaste crescente com os donos dos empreendimentos na renovação dos aluguéis. Os casos têm ido parar na Justiça e, na pior das situações, provocado fechamento de lojas.

O presidente da Associação Brasileira dos Lojistas Satélites (Ablos), Mauro Francis, diz que a renovação dos contratos de locação se baseia no IGP-M, cujo avanço ficou bem acima da inflação média do País, medida pelo IPCA. Enquanto o IGP-M marcou alta de 17,78% em 2021 e 23,14% em 2020, o IPCA ficou em 10,06% e 4,52% nos mesmos períodos, respectivamente.

Mesmo com o repasse nos aumentos de custos para os preços finais, Francis afirma que as vendas dos lojistas satélites não subiram na mesma proporção do IGP-M. Daí a briga na renovação dos contratos, com uma explosão de processos ao longo dos últimos meses, segundo ele.

Decisões judiciais têm sido contrárias a lojistas

Os lojistas, no entanto, não têm tido êxito nos processos na primeira instância porque as decisões judiciais baseiam-se no índice previsto em contrato. A consequência será o fechamento dessas lojas, diz Francis. Ele é sócio da rede de roupas de festa Marília Marques, que somava 24 lojas antes da pandemia. Hoje restam 7. O caso mais simbólico do setor é da TNG, que fechou mais de 100 unidades e entrou em recuperação judicial.

A Ablos reúne empresas como Lacoste, Havaianas, Casa das Cuecas, Sidewalk, Planet Girls, Le Briju, TipTop, entre outras que ocupam, individualmente, espaços menores dentro dos shoppings, embora tenham papel importante na diversificação do mix de produtos e serviços. Há redes com desempenho mais forte de vendas, enquanto outras ainda não conseguiram se recuperar.

Vendas subiram menos de 10% no Dia dos Pais

As vendas das lojas satélites no Dia dos Pais subiram menos de 10% em 2022 ante 2021, segundo a Ablos. Já no Dia das Mães, houve alta mais robusta, de 36%. A associação afirma que a base de comparação é fraca (uma vez que o movimento em 2021 ainda estava muito abaixo do normal), e que os custos das mercadorias dispararam. Portanto, não teria havido um ganho real, de fato.

( Esta nota foi publicada no Broadcast+ no dia 23/09/2022, às 16h41)

Os paranaenses estão mais propensos a consumir em setembro. É o que demonstra a pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR). Pelo segundo mês consecutivo, o indicador teve alta, desta vez de 4,1%, e voltou a patamar de satisfação – acima de 100 pontos.

O ICF paranaense marca 100,8 pontos no mês de setembro, elevação puxada principalmente pelos aspectos Nível de Consumo Atual (9%), Perspectiva de Consumo (7,7%), Perspectiva Profissional (4,8%) e Momento para Duráveis, que após oito meses de queda, cresceu 4,7% neste mês. Outros quesitos avaliados pela pesquisa também tiveram crescimento: Emprego Atual (1,2%), Renda Atual (2,2%) e Acesso ao crédito (2,4%).

Com 84,4 pontos, o índice nacional cresceu 1,4% em setembro, superando novamente os resultados do mesmo mês nos dois anos anteriores e mantendo a tendência de alta, iniciada em janeiro deste ano.

Na segmentação por faixa de rendimento, a maior variação mensal ocorreu entre as famílias com renda superior a dez salários mínimos, entre as quais o ICF marca 110,1 pontos, com aumento de 4,4% de agosto para setembro. As famílias dessa faixa de renda estão mais inclinadas a consumir, sobretudo bens duráveis, cuja avaliação de compra cresceu 9,3%, bem como a Perspectiva de Consumo, que teve alta de 9,2%. Ela também houve melhora considerável na Perspectiva Profissional, com crescimento de 7,7% na variação mensal.

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Nas famílias de menor renda o indicador cresceu 4,1% em relação a agosto e, por estar em 98,8 pontos – abaixo de 100 pontos –, ainda é considerado insatisfatório. Nesta faixa de rendimentos, o subindicador Nível de Consumo Atual foi o que mais subiu, com aumento de 10,1%, seguido pela Perspectiva de Consumo, com alta de 7,3%.

Fonte: Karla Santin/Fecomércio/PR

O comércio varejista deve movimentar R$ 8,13 bilhões em volume de vendas para o próximo Dia das Crianças, segundo cálculos da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Se confirmado, o resultado representará uma retração de 3,1% em relação à mesma data do ano passado. Em 2021, o comércio movimentou R$ 8,39 bilhões em vendas, um avanço de 12,8% ante 2020, impulsionado pela melhora na circulação de consumidores. Neste ano, embora a circulação de pessoas por estabelecimentos comerciais tenha aumentado ainda mais, o desempenho do varejo deve ser impactado negativamente pelos reajustes nos preços dos produtos mais procurados para a data, prevê a CNC.

O preço médio dos bens e serviços relacionados ao Dia das Crianças deve ser 8,7% superior ao verificado no mesmo período do ano passado, estima a CNC. “Se confirmada esta previsão, seria o maior porcentual de reajuste desta cesta de itens desde 2016, que foi de 8,8%”, calculou o economista Fabio Bentes, responsável pelo estudo da CNC. Alguns dos destaques neste ano são os aumentos de 20% nos preços dos brinquedos, de 17,6% nos tênis e de 15% nos sapatos infantis Também houve alta de dois dígitos na roupa infantil (14,6%) e nos chocolates (10,9%). Dos onze itens avaliados, apenas os videogames estão mais baratos do que no ano passado, com redução de 1,3%.

O segmento de vestuário e calçados deve concentrar 29% do volume de vendas neste ano, somando R$ 2,44 bilhões, seguido pelo ramo de eletroeletrônicos e brinquedos (com uma fatia de 27%, ou R$ 2,2 bilhões). O segmento de farmácias, perfumaria e cosméticos deve abocanhar R$ 1,45 bilhão, enquanto móveis e eletrodomésticos concentrariam R$ 1,22 bilhão.  Apenas quatro Estados devem responder por quase 60% das vendas: São Paulo (R$ 2,6 bilhões), Minas Gerais (R$ 826,5 milhões), Rio Grande do Sul (R$ 741,1 milhões) e Rio de Janeiro (R$ 702,7 milhões). (Agência Estado)

Fonte: https://www.otempo.com.br/radio-super-noticia/varejo-deve-movimentar-r-8-13-bi-com-dia-das-criancas-queda-de-3-1-ante-2021-1.2741765

O Banco Central (BC) elevou a projeção para o crescimento da economia este ano. A estimativa para a expansão do PIB passou de 1,7% para 2,7%. A projeção consta do relatório de inflação, publicação trimestral do BC. “A surpresa no crescimento do segundo trimestre, os resultados iniciais do terceiro, e estímulos não contemplados no relatório de inflação anterior – notadamente o aumento do valor do benefício do Auxílio Brasil e o arrefecimento da inflação, resultante, em grande medida, da redução de tributos sobre combustíveis, energia e serviços de comunicação – são os principais fatores para a revisão”, explicou o BC. O último relatório foi divulgado em junho.

No segundo trimestre, o PIB cresceu 1,2% em relação ao trimestre anterior, puxado pelo aumento do consumo das famílias, a retomada dos serviços presenciais e o avanço dos transportes de carga e de passageiros. Foi o quarto resultado positivo consecutivo do indicador após o recuo de 0,3% no segundo trimestre do ano passado. Segundo o BC, uma nova expansão deve ser registrada no terceiro trimestre de 2022, “mas em magnitude menor do que a observada nos últimos três trimestres”.

Entre os componentes da oferta, a previsão de alta para a indústria foi alterada de 1,2% para 2,4%, com melhora nas previsões para todos os setores, com exceção da indústria extrativa. Em serviços, a estimativa foi revista de 2,1% para 3,4%, com elevação nas estimativas de crescimento para todos os setores, exceto para serviços ofertados pelo governo. Em sentido oposto, a projeção para a agropecuária foi alterada de alta de 2,2% para estabilidade, em linha com revisões do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apresentaram ligeira redução nas projeções para a produção de grãos e forte recuo na previsão para cana-de-açúcar. No mesmo sentido, as expectativas para a pecuária foram reduzidas, refletindo dados mais recentes de produção de carne, leite e ovos disponibilizados pelo IBGE.

Com relação aos componentes domésticos da demanda, houve elevação nas projeções para o consumo das famílias, de 1,7% para 3,9%, e para a formação bruta de capital fixo das empresas, de queda de 2,7% para queda de 0,4%, e redução na projeção para o consumo do governo, de 1,8% para 0,7%. As exportações e as importações de bens e serviços, em 2022, devem variar, na ordem, 1,5% e queda de 2,5%, ante projeções respectivas de 2,5% e queda de 4% no relatório de inflação anterior. Pela primeira vez, o BC trouxe a projeção para o PIB de 2023. A estimativa é de crescimento de 1%, “sob influência da esperada desaceleração global e dos impactos cumulativos da política monetária doméstica”.

Inflação
A inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve encerrar 2022 em 5,8%, no cenário com taxa de juros (Selic) em 13,75% ao ano e câmbio partindo de R$ 5,20. No relatório anterior, em junho, a projeção era 8,8%. A meta para 2022, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,5% de inflação, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2% e o superior 5%. Para 2023 e 2024, o CMN estabeleceu meta de 3,25% e 3% para o IPCA, respectivamente, também com 1,5 ponto percentual de tolerância.

No relatório de junho, o BC reconheceu oficialmente o estouro da meta deste ano, mas, agora, reduziu essa probabilidade. “Em termos de probabilidades estimadas de a inflação ultrapassar os limites do intervalo de tolerância, destaca-se, no cenário de referência, a redução da probabilidade de a inflação ficar acima do limite superior em 2022, que passou de próximo de 100% no relatório anterior para cerca de 93% neste relatório, e o aumento da probabilidade para 2023, de cerca de 29% para em torno de 46%”, aponta o relatório.

Segundo o BC, a inflação acumulada em quatro trimestres atingiu o pico de 11,9% no segundo trimestre deste ano, e deve cair de forma significativa nos trimestres seguintes. Especificamente para a revisão para baixo de 2022, o relatório destaca, entre outros, o efeito das reduções de tributos federais sobre combustíveis, energia elétrica e comunicações. Já a elevação das projeções para 2023 – de 4% para 4,6% – resultou, justamente, da hipótese de retorno das tributações sobre combustíveis no início do ano que vem, além da depreciação cambial e de indicadores de atividade econômica mais fortes do que o esperado.

Com as quedas recentes da inflação, o Banco Central encerrou o ciclo de elevação da Selic e manteve a taxa básica em 13,75% na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na semana passada. Essa foi a primeira pausa nas elevações após 12 altas consecutivas, em um ciclo que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. Entretanto, a instituição considera que a inflação ao consumidor continua elevada e sinalizou que “não hesitará” em retomar o ciclo de alta caso o processo de desinflação não transcorra como esperado.

Esse é o principal instrumento usado pelo Banco Central para alcançar a meta de inflação. A elevação da Selic, que serve de referência para as demais taxas de juros no país, ajuda a controlar a inflação, porque a taxa causa reflexos nos preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, evitando a demanda aquecida.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2022-09/bc-eleva-projecao-de-crescimento-da-economia-de-17-para-27

O lucro líquido da Lojas Renner disparou no primeiro semestre. No período, o resultado atingiu R$ 552 milhões, cifra muito maior do que os R$ 45,4 milhões de um ano antes. Dessa fatia, R$ 360 milhões foi o lucro alcançado entre abril e junho. Segundo a companhia, o lucro do trimestre foi superior em função da melhor geração operacional do segmento de varejo, quanto da menor alíquota efetiva de imposto de renda. A empresa foi beneficiada pelo maior valor deliberado de juros sobre o capital próprio, bem como por incentivos fiscais considerados como subvenção para investimento. A receita entre janeiro e junho aumentou 49,2% ultrapassando R$ 5 bilhões (veja todos os principais indicadores nas tabelas ao final desta reportagem).

“O período apresentou forte desempenho, impulsionado por um inverno antecipado, mais rigoroso, e a necessidade de renovação do guarda-roupa, fruto da retomada dos eventos sociais e maior mobilidade. Tais fatores contribuíram para a aceleração das vendas da coleção Outono Inverno, com número de transações e tickets atingindo níveis 10% acima de 2019”, comenta a varejista sobre o segundo trimestre. “A forte sazonalidade do período, com os eventos de Mães, Namorados e São João, aliada à consolidação das diversas iniciativas omni e proposta de valor adequada aos clientes, favoreceu o ganho de participação de mercado em todos os meses do trimestre”, detalha a Lojas Renner.

A empresa projeta um crescimento de vendas em torno de 40% para o segundo semestre, tendo em vista a inflação e pela demanda reprimida já ter sido uma fase vencida. “Considerando o movimento de vendas no início de julho, entendemos que poderíamos ter vendido um pouco mais, mas se deve ao melhor desempenho que tivemos em abril e maio. Agora começamos a ver uma situação mais normalizada”, relatou Fabio Faccio, presidente da companhia, em teleconferência.

Fonte: https://amanha.com.br/categoria/empresa/lucro-da-lojas-renner-dispara-no-primeiro-semestre