A pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) que apura a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) mostra queda mensal de 0,2% no índice em fevereiro, chegando aos 104,5 pontos, já descontados os efeitos sazonais. Impactado principalmente pela redução do consumo de bens duráveis (-1,6% mensal e -4,8% no comparativo anual), o resultado interrompe a curva ascendente observada desde dezembro do ano passado. No comparativo com fevereiro de 2024, a variação anual da ICF sofreu queda de 1,1%.

Os dados da CNC revelam que as famílias de maior renda estão mais cautelosas ao consumir, tendência também notada entre aquelas que ganham menos de dez salários mínimos mensais: a intenção de compra reduziu 0,5% e 0,2%, respectivamente, em relação ao mês anterior. O subindicador Perspectiva de Consumo, que mensura a percepção dos entrevistados sobre o seu próprio consumo a médio prazo (nos próximos três meses), caiu nos dois grupos: 2,2% e 1%, respectivamente.

“As famílias já sentem dificuldade em adquirir bens duráveis neste início de ano. Apesar do cenário desafiador, há um esforço em manter o padrão de consumo. No entanto, o comércio já deve sentir a redução das vendas nos próximos meses”, afirma o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.

Homens e mulheres estão menos otimistas

No recorte por gênero, nota-se maior pessimismo em relação ao consumo, com a baixa na variação anual de intenção de compra de 1,4% entre os homens e de 0,4% entre as mulheres.

Em contrapartida, o público feminino melhorou a sua “perspectiva de consumo” em relação a fevereiro de 2024, ficando 1,1% acima. Os homens não têm o mesmo ponto de vista, pontuando -2,2% no comparativo anual.   

Acesso ao crédito restringe consumo

O subindicador “acesso ao crédito” mostrou que as famílias de maior renda registraram queda de 0,4%, e que as com rendimentos menores apresentaram aumento de 0,4%.  

“A maioria dos componentes do ICF teve alta, com exceção dos duráveis, que teve a maior redução. Isso deixa claro que as famílias sentem o impacto dos juros altos, principalmente os consumidores de maior renda, que estão sendo os mais afetados pela seletividade do crédito”, explica o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares.

Mercado de trabalho mais promissor

depois de quatro meses de baixas, os consumidores mostraram mais otimismo em relação às oportunidades profissionais. O “emprego atual”, que mede a satisfação com o trabalho, apresentou alta de 0,2%, enquanto a “perspectiva profissional”, que mede a percepção do trabalhados sobre o cenário de oportunidades profissionais a médio prazo, teve o quinto crescimento seguido, de 0,4%.

Thiago de Melo Furbino – fev 25 – Linkedin

Casas Bahia, sob a gestão de Renato Franklin, transformou o seu marketplace online com a implementação da Inteligência Artificial Generativa (GenAI) do Google Cloud. Por meio do projeto “Enriquecimento de Catálogo”, a empresa está enfrentando de forma inovadora um de seus maiores desafios: gerenciar o cadastro de cerca de 300 mil novos produtos diariamente, garantindo qualidade e consistência nas informações.

Antes dessa iniciativa, problemas nas descrições e classificações de produtos comprometiam a experiência do consumidor, dificultando tanto a busca quanto a decisão de compra. Produtos como geladeiras, por exemplo, muitas vezes eram registrados em categorias genéricas ou equivocadas, o que criava frustração para os clientes. Agora, com o uso da GenAI, 95% dos itens cadastrados são corretamente classificados, e os atributos detalhados são preenchidos automaticamente. Dimensões, capacidade, resolução de tela e outros detalhes essenciais, antes ausentes, agora enriquecem o catálogo e facilitam a navegação dos consumidores.

Essa automação melhora a experiência de compra e também otimiza os processos internos da empresa. A dependência de revisões manuais foi drasticamente reduzida: 50% dos cadastros já não exigem intervenção humana, e a expectativa é atingir quase 100% de automação em um futuro próximo. Isso permitiu que as equipes focassem em atividades mais estratégicas, enquanto tarefas repetitivas passaram a ser realizadas pela IA.

Os benefícios vão além do consumidor final. Vendedores que utilizam a plataforma também encontram um processo simplificado para o cadastro de produtos, reduzindo barreiras operacionais e facilitando o acesso ao marketplace. A eficiência reflete a visão da Casas Bahia de criar um ambiente que atenda às necessidades de toda a cadeia, desde parceiros comerciais até os clientes.

A tecnologia implementada modernizou a operação da empresa e também potencializou outros sistemas, como os modelos de busca, recomendação de produtos e identificação de itens similares. Essa integração fortalece o desempenho geral da plataforma, tornando-a mais competitiva no mercado brasileiro.

Essa inovação posiciona a Casas Bahia como uma das referências em transformação digital no varejo brasileiro, destacando o papel essencial da tecnologia na construção do futuro do comércio eletrônico.

A IA Como Motor de Crescimento

Além da eficiência operacional, a IA generativa impulsiona o crescimento da empresa ao:
✅ Automatizar processos manuais, economizando tempo e recursos.
✅ Reduzir erros e garantir maior consistência nas informações.
✅ Ampliar a personalização e a escalabilidade da operação.
A escolha da GenAI se baseou em sua capacidade de integração com os sistemas da empresa, personalização da experiência de compra e escalabilidade, permitindo uma evolução contínua do marketplace.

💬 E você, como vê o impacto da IA no varejo brasileiro?

fonte: Infor Channel

 

Curitiba, BH e Manaus: sim, esses são os locais com o maior número de contestadores nacionais, com notas 7,8, 7,5 e 7,5, respectivamente

Redação / 02/02/25  / Portal NOSSO DIA

Que os brasileiros não resistem a uma reclamaçãozinha de vez em quando ninguém tem dúvidas — ser uma população naturalmente comunicativa significa, também, expressar opiniões e descontentamentos nos mais diversos momentos.

Agora, que Curitiba, BH e Manaus são as cidades em que mais se reclama no Brasil, quem acaba de revelar é o novo estudo da Preply, que, recentemente, “mediu” a frequência com que as pessoas se queixam de Norte a Sul do país.

Isso porque, para compreender a relação dos residentes de diferentes municípios com as reclamações, nas últimas semanas, a plataforma de idiomas pediu que milhares de entrevistados compartilhassem o quanto protestam no dia a dia, dos grupos sociais com quem mais dividem as lamentações às situações onde é quase impossível não se tornar um verdadeiro “resmungão”. 

Em uma escala de 0 a 10, desenvolvida pela especialista para mensurar a frequência das reclamações em diferentes localidades, os habitantes das cidades em questão levaram as pontuações mais expressivas do levantamento, o que os alçou ao topo do pódio do ranking de “reclamões” nacionais. Já os bons exemplos, conforme destaca a Preply, estariam nas cidades de Brasília, Porto Alegre e Campinas — os locais em que tal comportamento é menos visto se comparados a todo o território nacional. 

Curitiba, BH e Manaus: as cidades com os maiores “reclamões” do Brasil 

Embora, ao final do dia, seja difícil encontrar alguém que não reclame por aí, se existe algo que o estudo da Preply revela é como, seja dentro ou fora do Brasil, há populações que poderiam ser descritas como experts da arte de reclamar… fazendo de toda e qualquer ocasião uma oportunidade para lamentações com os demais. 

Após analisar a frequência com que se reclama ao redor do país, atribuindo notas de reclamação a residentes de diferentes cidades de Norte a Sul, a plataforma de idiomas chegou a uma conclusão que pode surpreender as pessoas de Curitiba, BH e Manaus: sim, esses são os locais com o maior número de contestadores nacionais, com notas 7,8, 7,5 e 7,5, respectivamente.

Trata-se de uma realidade muito diferente, por exemplo, da encontrada nos municípios de Brasília (2,9) e Porto Alegre (3,3), responsáveis pelas menores taxas de contestação de todo o Brasil — e, por esse motivo, bons exemplos para quem deseja um pouco mais de autocontrole, paciência e otimismo enquanto se enfrenta possíveis desagrados.

Política, trânsito, trabalho: do que mais reclamam os brasileiros?
Ora, mas se o que não falta são “reclamões” no país, quais os principais motivos para a frustração dos brasileiros nos últimos anos? Para desvendar essa dúvida, a Preply decidiu questionar os entrevistados, que elencaram os tópicos que mais vêm tirando as pessoas de Norte a Sul do sério.

Provando que é impossível não se frustrar com os serviços de saúde (44,9%), esse tema foi eleito a grande causa de incômodo nacional, à frente de assuntos como custo de vida (33,9%) e limpeza (30,6%). Não só ele, aliás: assuntos como taxas de segurança e criminalidade (39,5%) também aparecem entre os maiores estresses da população.

Quem passa raiva, mas vive se sentindo mal por reclamar muitas vezes sobre o transporte público (37%) também pode respirar aliviado: embora a modalidade ajude muita gente, a falta de qualidade dos veículos se mostrou uma das razões por trás de mais reclamações no Brasil, mesmo entre os que não precisam recorrer aos ônibus no dia a dia. 

Quando o problema são os outros 

Verdade seja dita: embora alguns assuntos tendam a nos tirar do sério, em muitos casos, o motivo do estresse diário não são tópicos específicos, mas certas pessoas ao redor — sensação compartilhada por boa parte dos brasileiros. 

 

Não por acaso, quando perguntados pela Preply, mais de 75% dos entrevistados disseram ter o costume de reclamar sobre um grupo bastante específico, mas alvo constante de frustrações: os políticos. E sobrou até mesmo para os parceiros românticos, eleitos por 61,9% dos brasileiros o motivo de muitas reclamações no dia a dia. 

No entanto, se esse é um hábito recorrente por aí, saiba que, na opinião de algumas pessoas, se opor demais às coisas pode ser o suficiente para romper relações. Mesmo reconhecendo não resistirem a uma reclamaçãozinha, por exemplo, boa parte dos entrevistados admitiram que já cortaram amizades com pessoas que só querem saber de manifestar a própria indignação.

Metodologia

Partindo do interesse em observar como reclamam os brasileiros, recentemente, a Preply entrevistou 1,7 mil pessoas de todas as partes do país, que compartilharam com a plataforma detalhes de suas experiências individuais. Por meio de dez diferentes perguntas, os respondentes puderam revelar a frequência com que reclamam, onde tendem a se lamuriar mais e os assuntos mais estressantes, o que possibilitou a criação de rankings comparativos entre tal hábito nas diferentes regiões brasileiras.

Para desenvolver uma escala de pontuação comum a todas as localidades, vale dizer, foram atribuídos pontos com base na frequência e no número de tópicos sobre os quais as pessoas tendem a reclamar, bem como uma média dos pontos para encontrar a pontuação final de cada local. Os dados seguem a escala de 0 a 100, onde 100 representa o maior número de reclamações.

*Com informações da assessoria de imprensa

Paraná liderou abertura de postos abertos no ano

Redação Amanha /  30/01/2025

O desempenho paranaense foi o quarto melhor do Brasil, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais

A região Sul fechou 2024 com um saldo positivo de 297.955 novas vagas, resultado de 5.211.583 admissões e 4.913.628 desligamentos durante o ano. Em dezembro, porém, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul apresentaram um saldo negativo de 111.186 postos, devido ao movimento sazonal de encerramento de contratos temporários após as festas de fim de ano. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O Paraná encerrou o ano de 2024 com um saldo positivo de 128.012 novas vagas de emprego com carteira assinada. O desempenho paranaense foi o quarto melhor do Brasil, atrás apenas de São Paulo (459.371), Rio de Janeiro (145.240) e Minas Gerais (139.503), que são estados mais populosos. Logo atrás do Paraná, ficaram Santa Catarina (106.392), Bahia (84.726), Rio Grande do Sul (63.551), Pernambuco (62.233), Goiás (56.786). Em todo o Brasil, o saldo de novas vagas de acordo com o Caged foi de 1.693.673.

Desse modo, o Paraná chegou a um estoque de 3.218.470 pessoas empregadas com carteira assinada. Na comparação com os dados de 2023, o crescimento no estoque de empregados foi de 4,1%, uma variação superior a estados como São Paulo (3,3%), Rio de Janeiro (3,8%), Minas Gerais (2,9%), Bahia (4,1%), Rio Grande do Sul (2,2%) e Goiás (2,7%). Santa Catarina, no mesmo período, teve um salto de 4,3% no estoque de empregados com carteira assinada.

 

  • 31.1.25 – Thiago de Melo Furbino

Aproveitando a divulgação dos resultados das empresas de capital aberto em fevereiro, segue a análise, sobre a participação dos cartões de terceiros nas vendas de varejistas de moda, supermercados e eletro.

Os cartões de terceiros funcionam como meio de pagamento, mas também como facilitadores de acesso ao crédito e alavancas estratégicas para impulsionar as vendas. O 3º tri de 2024 trouxe dinâmicas importantes nesse segmento, refletindo diferentes abordagens de crédito, gestão de risco e parcerias com instituições financeiras.

Destaques do trimestre
🔹 Riachuelo: 32% das vendas foram realizadas com cartões de terceiros, embora tenha registrado uma queda de 3,0 pontos percentuais (p.p.) em relação ao 3T23. O desempenho reflete os desafios da marca em equilibrar suas operações de crédito e manter a competitividade nos meios de pagamento.
🔹 Lojas Renner S.A.: Os cartões de terceiros representaram 30% das transações, um crescimento de 1,4 p.p. frente ao ano anterior. O avanço foi impulsionado pela maior adesão ao Programa de Cashback e pela melhora na taxa de aprovação de crédito, que subiu 10 p.p. com as políticas da Realize, focadas em concessão seletiva e gradual.
🔹 Grupo Casas Bahia (Casas Bahia + Pontofrio): Registrou o maior crescimento do trimestre, com um avanço expressivo de 4,2 p.p., atingindo 25,6% de participação. O crediário e o carnê seguiram como diferenciais estratégicos, e o Pix consolidou-se como meio de pagamento preferencial entre os consumidores.
🔹 C&A Brasil Pay: Cresceu para 25,3% de participação, um aumento de 3,0 p.p. comparado ao 3T23. O desempenho positivo reflete o foco no aumento da recorrência e no ticket médio dos cartões ativos, além da evolução nas políticas de crédito. A empresa emitiu 486 mil novos cartões, uma queda de 16,9% YoY, priorizando qualidade e fidelização dos clientes.
🔹 Grupo Pereira: Manteve 21% de participação das vendas via cartões de terceiros. A empresa segue investindo em estratégias para ampliar a adesão a esses cartões, posicionando-os como uma vantagem competitiva no mercado.
🔹 Magazine Luiza: Registrou 19% de participação, sem variações no YoY.
Cartões de terceiros: um fator estratégico nas vendas do varejo

O trimestre reforça a importância dos cartões próprios como uma peça-chave nas estratégias dos varejistas. Além de proporcionar acesso ao crédito para os consumidores, esses cartões continuam desempenhando um papel essencial na expansão do ticket médio e na fidelização dos clientes.

Contudo, a rentabilidade dessas operações depende diretamente de uma gestão eficiente da carteira de crédito, do controle de risco e de operações de cobrança bem estruturadas. O cenário segue desafiador diante do crescimento do Pix e da necessidade de equilibrar concessão de crédito com sustentabilidade financeira.

cnc / site / 5.2.25

Embora os números de 2024 tenham sido positivos, o último mês do ano mostrou que os bons resultados podem não se repetir, segundo o Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego, e da Pnad Contínua, do IBGE. 

O texto pontua que a pesquisa da CNC constatou a queda de 0,9% da Intenção de Consumo das Famílias (ICF) em janeiro, em comparação com o mesmo mês de 2024, motivada pela queda do emprego e da renda e piora no acesso ao crédito.

Segundo o veículo, os indícios de desaceleração da economia devem interromper o bom momento do mercado de trabalho, influenciando o nível de atividade e a inflação. O texto salienta que há previsão de que o desemprego pode voltar aos 7%, com inevitável repercussão política.

A empresa também se compromete a manter pelo menos 60% de mulheres em cargos de liderança

de Redação / 5.2.25

Entre suas metas públicas para 2030, a varejista de moda C&A pretende aumentar para 30% a representatividade de pessoas pretas, pardas e indígenas em posições gerenciais. A empresa também se compromete a manter pelo menos 60% de mulheres em cargos de liderança. Atualmente, essa meta já foi ultrapassada, com 66% de mulheres em cargos de liderança.

No que se refere à comunidade LGBTQIAP+, a companhia registrou em 2024 que 18,5% de seus colaboradores se declararam parte da comunidade.

“Na C&A Brasil, acreditamos que uma empresa só é relevante quando está verdadeiramente conectada às necessidades e características da sociedade. Diversidade, inclusão e sustentabilidade não são apenas compromissos, mas alicerces que sustentam nossa visão de futuro. Continuaremos a liderar pelo exemplo, promovendo escolhas conscientes e com impacto positivo em todas as nossas ações”, afirma Paulo Correa, CEO da C&A Brasil.

No campo da sustentabilidade, a companhia também segue avançando com iniciativas. O Movimento ReCiclo, que integra a estratégia de circularidade na moda, arrecadou mais de 350 mil peças nos últimos sete anos. Desde 2023, a rede opera com 100% de energia renovável em todas as suas unidades e tem como meta atingir 80% de matérias-primas sustentáveis até 2030.

 

A redução de emissões de gases de efeito estufa também faz parte do plano sustentável da empresa, que está revisando suas metas climáticas para alinhá-las ao contexto do limite de 1,5°C.

Segundo levantamento do Datafolha publicado no final do ano passado, a C&A reforça seu propósito de liderar um movimento de transformação, contribuindo para a construção de um mercado da moda mais ético, diverso e sustentável.

Imagem: Divulgação

CNC,Economia/ 31.1.25

 

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) manifesta preocupação com os impactos da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que elevou a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 12,25% para 13,25% ao ano. A medida, que já era amplamente esperada pelo mercado, deve trazer desafios adicionais para o setor de comércio e serviços, que representa a maior fatia do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

De acordo com a CNC, a elevação dos juros impacta diretamente o custo do crédito, reduzindo o consumo das famílias e os investimentos das empresas. O setor de serviços, que já vinha registrando pressão inflacionária acima da média, pode sentir um desaquecimento mais intenso nos próximos meses. Além disso, a alta da Selic aumenta o custo de capital para os empresários, dificultando a expansão dos negócios e a geração de empregos.

A decisão do Copom veio em um cenário de inflação persistente, com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) projetado em 5,2% para 2025, acima da meta estabelecida pelo Banco Central. A CNC destaca que a política fiscal do governo será fator determinante para o desempenho da economia nos próximos meses.

“O setor de comércio e serviços já enfrenta desafios relacionados ao encarecimento do crédito e à incerteza fiscal. Um aumento contínuo dos juros pode comprometer a retomada do crescimento e a geração de empregos, afetando diretamente milhões de brasileiros”, pontua o economista da CNC João Vitor Gonçalves.

A entidade reforça a necessidade de uma política econômica coordenada, onde o Banco Central não precise arcar com os custos da pressão inflacionária gerada pelo fiscal, criando o ambiente necessário para o crescimento econômico sustentável e de longo prazo brasileiro.

A CNC seguirá acompanhando os desdobramentos da política monetária e dialogando com o governo para buscar soluções que minimizem os impactos no setor e na economia do País.

Thiago de Melo Furbino / 10.2.25

O Grupo SBF, dono da CENTAURO e representante exclusivo da Nike no Brasil (FISIA), segue demonstrando resiliência e crescimento no mercado de varejo esportivo em 2024.

Desempenho Financeiro Robusto nos 9M24:

A receita líquida consolidada atingiu R$ 4,98 bilhões, representando um crescimento de 2,5% em relação ao mesmo período de 2023. A margem bruta foi expandida para 49,5%, um avanço de 1,5 p.p., impulsionado pela eficiência operacional e precificação otimizada.

O EBITDA ajustado do grupo somou R$ 724,5 milhões (+15,8%), com margem de 14,5%, refletindo ganhos em escala e maior controle de despesas. O destaque ficou para o lucro líquido ajustado, que alcançou R$ 400 milhões, um crescimento impressionante de 9,62 vezes em relação ao 9M23, consolidando a eficácia das iniciativas de desalavancagem financeira e gestão estratégica.

CENTAURO: Expansão Digital e Otimização da Margem Bruta

A Centauro continua apresentando crescimento sólido, com uma receita bruta de R$ 3,117 bilhões (+4,4% vs 9M23). As lojas físicas responderam por R$ 2,442 bilhões (+3,7%), enquanto a plataforma digital demonstrou contribuição crescente, atingindo R$ 675,5 milhões (+6,7%), representando 21,7% da receita bruta.

A margem bruta da Centauro foi ampliada para 50,2% (+0,4 p.p.), reforçando a eficiência na gestão de custos e precificação. A receita líquida somou R$ 2,49 bilhões, um aumento de 4,3% em relação ao 9M23. O indicador Same Store Sales (SSS) registrou 3,9% no período, sinalizando um desempenho saudável tanto no varejo físico quanto no digital.

FISIA: Crescimento no Modelo Direto ao Consumidor (DTC) e Expansão Omnichannel

A Fisia, operação da Nike no Brasil, também manteve um desempenho positivo, apesar da retração no atacado. A receita bruta consolidada foi de R$ 3,586 bilhões (+0,8%), com destaque para o crescimento das lojas próprias (DTC), que registraram um faturamento de R$ 987 milhões (+12,2%), ampliando sua participação no mix de vendas.

A receita líquida da Fisia atingiu R$ 2,84 bilhões (+0,7% vs 9M23), com margem bruta expandida para 44,2% (+2,0 p.p.). A performance positiva do varejo físico e digital equilibrou a retração no atacado (-10,8%), reforçando a aposta estratégica no modelo DTC. A empresa também seguiu investindo na expansão de lojas Nike Value e Nike Direct Inline, consolidando sua presença omnichannel.

Estratégia de Eficiência:

A trajetória de crescimento do Grupo SBF está fundamentada em três pilares principais: expansão omnichannel, eficiência operacional e gestão financeira disciplinada. A forte geração de caixa permitiu uma expressiva redução da alavancagem financeira, assegurando um balanço mais saudável e competitivo.

O equilíbrio entre os desempenhos da Centauro e da Fisia reafirma a robustez do modelo de negócios do Grupo SBF, consolidando sua posição de liderança no varejo esportivo brasileiro.

Por Fernando Jasper / 06/02/2025

Lula e Haddad: sem perspectiva de novos ajustes nas contas públicas, país segue “desancorado”, diz Bradesco.

 

 

Terceiro maior banco do país, o Bradesco costuma ser comedido em suas análises sobre a economia. O tom dos relatórios e declarações à imprensa tende a ser sóbrio, cauteloso. Não é o caso, porém, do boletim em que o banco anunciou a revisão de suas projeções para a inflação e o Produto Interno Bruto (PIB), publicado na quarta-feira (5).

 

Desta vez, o texto do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depec) não faz rodeios. Já nos primeiros parágrafos, afirma que:

 

“Sem perspectiva de ajustes adicionais, o país segue desancorado, na essência do que o termo representa.”

 

Isso significa que os preços de ativos – câmbio, ações, juros futuros etc – “respondem substancialmente a cada nova informação do cenário”. Sobem e descem ao sabor do vento e das correntes. Uma notícia mais ou menos ruim já é capaz de mandar cotações lá para baixo. E o oposto.

 

 

Mais:

 

“Os próximos meses marcarão a pior combinação entre inflação e atividade dos últimos períodos.”

 

De acordo com o Bradesco, os índices de preços ainda responderão à desvalorização do real nos últimos meses, à inércia (ou seja, o efeito da inflação passada sobre os preços futuros) e “às surpresas com o crescimento”.

 

Por isso, o banco decidiu elevar sua projeção para a inflação de 2025, de 4,9% para 5,7%. Bem acima do IPCA medido no ano passado (4,8%) e do teto da meta perseguida pelo Banco Central (4,5%), e um pouco além da mediana das apostas do mercado (5,5%). Se confirmado, será o pior número desde 2022.

 

 

Ao mesmo tempo em que a inflação sobe, o PIB perde vigor. O Depec diz que os sinais de desaceleração se acumulam e o fazem “ganhar convicção no quadro de recessão na segunda metade do ano”. “Apenas a agropecuária apresentará resultados consistentes”, diz o relatório.

 

Daí que a expectativa para o crescimento do PIB foi reduzida de 2,2% para 1,9%. Bem menos que o resultado de 2024 (o dado oficial não saiu, mas o banco calcula algo próximo de 3,4%) e ligeiramente abaixo da mediana do mercado (2,1%). Seria o pior resultado desde 2020, primeiro ano da pandemia.

 

Os economistas do Bradesco acreditam que o país ainda cresce bem neste primeiro trimestre, graças à safra agrícola, mas desacelera em seguida e entra em recessão na segunda metade do ano.

 

Ou seja: aparentemente, o ciclo de aumento da taxa básica de juros (Selic) – que já chegou a 13,25% ao ano, após quatro reajustes seguidos – finalmente esfriará a economia.

 

Na avaliação do Depec, o juro alto vai prejudicar o investimento produtivo, que vem de forte aceleração em 2024. O consumo das famílias ainda terá o suporte da massa salarial, mas deve avançar menos por causa de aumento do desemprego e menor expansão do crédito.

 

O Bradesco acredita que a Selic ainda vai subir mais 2 pontos porcentuais, chegando a 15,25% em meados do ano, para depois recuar um pouco e fechar dezembro em 14,75%.

 

O aperto deve continuar fazendo efeito em 2026, ano de eleição presidencial. Nesse caso, o Depec até revisou um pouco para cima a projeção de crescimento do PIB, de 1% para 1,3%. Ainda assim, seria o mais fraco do atual mandato de Lula.

 

A previsão para a inflação no ano que vem, enquanto isso, passou de 3% para 3,4%. Apesar da revisão, continuaria sendo o menor índice em oito anos, caso o palpite se mostre certeiro.

 

 

(Para quem está chegando agora ao mundo das projeções econômicas, vale o aviso: elas estão sujeitas a erros, para mais e para menos. Um exemplo. Em sua última ata, ao comentar “sinais incipientes” de moderação no crescimento econômico, o Comitê de Política Monetária do Banco Central fez questão de notar: “No passado também houve dados que sugeriam desaceleração, percepção que foi revertida em meses subsequentes, refletindo apenas volatilidade nas séries, sem alteração na tendência de crescimento, que mostrou notável resiliência”. Feito o alerta, seguimos!