A empresa também se compromete a manter pelo menos 60% de mulheres em cargos de liderança

de Redação / 5.2.25

Entre suas metas públicas para 2030, a varejista de moda C&A pretende aumentar para 30% a representatividade de pessoas pretas, pardas e indígenas em posições gerenciais. A empresa também se compromete a manter pelo menos 60% de mulheres em cargos de liderança. Atualmente, essa meta já foi ultrapassada, com 66% de mulheres em cargos de liderança.

No que se refere à comunidade LGBTQIAP+, a companhia registrou em 2024 que 18,5% de seus colaboradores se declararam parte da comunidade.

“Na C&A Brasil, acreditamos que uma empresa só é relevante quando está verdadeiramente conectada às necessidades e características da sociedade. Diversidade, inclusão e sustentabilidade não são apenas compromissos, mas alicerces que sustentam nossa visão de futuro. Continuaremos a liderar pelo exemplo, promovendo escolhas conscientes e com impacto positivo em todas as nossas ações”, afirma Paulo Correa, CEO da C&A Brasil.

No campo da sustentabilidade, a companhia também segue avançando com iniciativas. O Movimento ReCiclo, que integra a estratégia de circularidade na moda, arrecadou mais de 350 mil peças nos últimos sete anos. Desde 2023, a rede opera com 100% de energia renovável em todas as suas unidades e tem como meta atingir 80% de matérias-primas sustentáveis até 2030.

 

A redução de emissões de gases de efeito estufa também faz parte do plano sustentável da empresa, que está revisando suas metas climáticas para alinhá-las ao contexto do limite de 1,5°C.

Segundo levantamento do Datafolha publicado no final do ano passado, a C&A reforça seu propósito de liderar um movimento de transformação, contribuindo para a construção de um mercado da moda mais ético, diverso e sustentável.

Imagem: Divulgação

CNC,Economia/ 31.1.25

 

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) manifesta preocupação com os impactos da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que elevou a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 12,25% para 13,25% ao ano. A medida, que já era amplamente esperada pelo mercado, deve trazer desafios adicionais para o setor de comércio e serviços, que representa a maior fatia do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

De acordo com a CNC, a elevação dos juros impacta diretamente o custo do crédito, reduzindo o consumo das famílias e os investimentos das empresas. O setor de serviços, que já vinha registrando pressão inflacionária acima da média, pode sentir um desaquecimento mais intenso nos próximos meses. Além disso, a alta da Selic aumenta o custo de capital para os empresários, dificultando a expansão dos negócios e a geração de empregos.

A decisão do Copom veio em um cenário de inflação persistente, com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) projetado em 5,2% para 2025, acima da meta estabelecida pelo Banco Central. A CNC destaca que a política fiscal do governo será fator determinante para o desempenho da economia nos próximos meses.

“O setor de comércio e serviços já enfrenta desafios relacionados ao encarecimento do crédito e à incerteza fiscal. Um aumento contínuo dos juros pode comprometer a retomada do crescimento e a geração de empregos, afetando diretamente milhões de brasileiros”, pontua o economista da CNC João Vitor Gonçalves.

A entidade reforça a necessidade de uma política econômica coordenada, onde o Banco Central não precise arcar com os custos da pressão inflacionária gerada pelo fiscal, criando o ambiente necessário para o crescimento econômico sustentável e de longo prazo brasileiro.

A CNC seguirá acompanhando os desdobramentos da política monetária e dialogando com o governo para buscar soluções que minimizem os impactos no setor e na economia do País.

Thiago de Melo Furbino / 10.2.25

O Grupo SBF, dono da CENTAURO e representante exclusivo da Nike no Brasil (FISIA), segue demonstrando resiliência e crescimento no mercado de varejo esportivo em 2024.

Desempenho Financeiro Robusto nos 9M24:

A receita líquida consolidada atingiu R$ 4,98 bilhões, representando um crescimento de 2,5% em relação ao mesmo período de 2023. A margem bruta foi expandida para 49,5%, um avanço de 1,5 p.p., impulsionado pela eficiência operacional e precificação otimizada.

O EBITDA ajustado do grupo somou R$ 724,5 milhões (+15,8%), com margem de 14,5%, refletindo ganhos em escala e maior controle de despesas. O destaque ficou para o lucro líquido ajustado, que alcançou R$ 400 milhões, um crescimento impressionante de 9,62 vezes em relação ao 9M23, consolidando a eficácia das iniciativas de desalavancagem financeira e gestão estratégica.

CENTAURO: Expansão Digital e Otimização da Margem Bruta

A Centauro continua apresentando crescimento sólido, com uma receita bruta de R$ 3,117 bilhões (+4,4% vs 9M23). As lojas físicas responderam por R$ 2,442 bilhões (+3,7%), enquanto a plataforma digital demonstrou contribuição crescente, atingindo R$ 675,5 milhões (+6,7%), representando 21,7% da receita bruta.

A margem bruta da Centauro foi ampliada para 50,2% (+0,4 p.p.), reforçando a eficiência na gestão de custos e precificação. A receita líquida somou R$ 2,49 bilhões, um aumento de 4,3% em relação ao 9M23. O indicador Same Store Sales (SSS) registrou 3,9% no período, sinalizando um desempenho saudável tanto no varejo físico quanto no digital.

FISIA: Crescimento no Modelo Direto ao Consumidor (DTC) e Expansão Omnichannel

A Fisia, operação da Nike no Brasil, também manteve um desempenho positivo, apesar da retração no atacado. A receita bruta consolidada foi de R$ 3,586 bilhões (+0,8%), com destaque para o crescimento das lojas próprias (DTC), que registraram um faturamento de R$ 987 milhões (+12,2%), ampliando sua participação no mix de vendas.

A receita líquida da Fisia atingiu R$ 2,84 bilhões (+0,7% vs 9M23), com margem bruta expandida para 44,2% (+2,0 p.p.). A performance positiva do varejo físico e digital equilibrou a retração no atacado (-10,8%), reforçando a aposta estratégica no modelo DTC. A empresa também seguiu investindo na expansão de lojas Nike Value e Nike Direct Inline, consolidando sua presença omnichannel.

Estratégia de Eficiência:

A trajetória de crescimento do Grupo SBF está fundamentada em três pilares principais: expansão omnichannel, eficiência operacional e gestão financeira disciplinada. A forte geração de caixa permitiu uma expressiva redução da alavancagem financeira, assegurando um balanço mais saudável e competitivo.

O equilíbrio entre os desempenhos da Centauro e da Fisia reafirma a robustez do modelo de negócios do Grupo SBF, consolidando sua posição de liderança no varejo esportivo brasileiro.

Por Fernando Jasper / 06/02/2025

Lula e Haddad: sem perspectiva de novos ajustes nas contas públicas, país segue “desancorado”, diz Bradesco.

 

 

Terceiro maior banco do país, o Bradesco costuma ser comedido em suas análises sobre a economia. O tom dos relatórios e declarações à imprensa tende a ser sóbrio, cauteloso. Não é o caso, porém, do boletim em que o banco anunciou a revisão de suas projeções para a inflação e o Produto Interno Bruto (PIB), publicado na quarta-feira (5).

 

Desta vez, o texto do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depec) não faz rodeios. Já nos primeiros parágrafos, afirma que:

 

“Sem perspectiva de ajustes adicionais, o país segue desancorado, na essência do que o termo representa.”

 

Isso significa que os preços de ativos – câmbio, ações, juros futuros etc – “respondem substancialmente a cada nova informação do cenário”. Sobem e descem ao sabor do vento e das correntes. Uma notícia mais ou menos ruim já é capaz de mandar cotações lá para baixo. E o oposto.

 

 

Mais:

 

“Os próximos meses marcarão a pior combinação entre inflação e atividade dos últimos períodos.”

 

De acordo com o Bradesco, os índices de preços ainda responderão à desvalorização do real nos últimos meses, à inércia (ou seja, o efeito da inflação passada sobre os preços futuros) e “às surpresas com o crescimento”.

 

Por isso, o banco decidiu elevar sua projeção para a inflação de 2025, de 4,9% para 5,7%. Bem acima do IPCA medido no ano passado (4,8%) e do teto da meta perseguida pelo Banco Central (4,5%), e um pouco além da mediana das apostas do mercado (5,5%). Se confirmado, será o pior número desde 2022.

 

 

Ao mesmo tempo em que a inflação sobe, o PIB perde vigor. O Depec diz que os sinais de desaceleração se acumulam e o fazem “ganhar convicção no quadro de recessão na segunda metade do ano”. “Apenas a agropecuária apresentará resultados consistentes”, diz o relatório.

 

Daí que a expectativa para o crescimento do PIB foi reduzida de 2,2% para 1,9%. Bem menos que o resultado de 2024 (o dado oficial não saiu, mas o banco calcula algo próximo de 3,4%) e ligeiramente abaixo da mediana do mercado (2,1%). Seria o pior resultado desde 2020, primeiro ano da pandemia.

 

Os economistas do Bradesco acreditam que o país ainda cresce bem neste primeiro trimestre, graças à safra agrícola, mas desacelera em seguida e entra em recessão na segunda metade do ano.

 

Ou seja: aparentemente, o ciclo de aumento da taxa básica de juros (Selic) – que já chegou a 13,25% ao ano, após quatro reajustes seguidos – finalmente esfriará a economia.

 

Na avaliação do Depec, o juro alto vai prejudicar o investimento produtivo, que vem de forte aceleração em 2024. O consumo das famílias ainda terá o suporte da massa salarial, mas deve avançar menos por causa de aumento do desemprego e menor expansão do crédito.

 

O Bradesco acredita que a Selic ainda vai subir mais 2 pontos porcentuais, chegando a 15,25% em meados do ano, para depois recuar um pouco e fechar dezembro em 14,75%.

 

O aperto deve continuar fazendo efeito em 2026, ano de eleição presidencial. Nesse caso, o Depec até revisou um pouco para cima a projeção de crescimento do PIB, de 1% para 1,3%. Ainda assim, seria o mais fraco do atual mandato de Lula.

 

A previsão para a inflação no ano que vem, enquanto isso, passou de 3% para 3,4%. Apesar da revisão, continuaria sendo o menor índice em oito anos, caso o palpite se mostre certeiro.

 

 

(Para quem está chegando agora ao mundo das projeções econômicas, vale o aviso: elas estão sujeitas a erros, para mais e para menos. Um exemplo. Em sua última ata, ao comentar “sinais incipientes” de moderação no crescimento econômico, o Comitê de Política Monetária do Banco Central fez questão de notar: “No passado também houve dados que sugeriam desaceleração, percepção que foi revertida em meses subsequentes, refletindo apenas volatilidade nas séries, sem alteração na tendência de crescimento, que mostrou notável resiliência”. Feito o alerta, seguimos!

de Redação

 10 de fevereiro de 2025

A Renner alcançou a marca de 100% dos processos de loja digitalizados. Isso significa que todos os procedimentos necessários para o funcionamento do ponto de venda, desde o backoffice até a finalização da compra, são suportados por ferramentas digitais.

Essa estratégia adotada pela varejista aumenta a eficiência e a agilidade da operação, permitindo que os colaboradores foquem ainda mais no atendimento e na experiência do cliente. Na NRF 2025, por exemplo, a integração entre tecnologia e experiência do consumidor foi um dos destaques das discussões.

Esses avanços se refletem em números. Em quatro anos, houve um ganho de produtividade de mais de 60% na reposição de produtos na área de vendas e de quase 50% nas atividades de remarcação. No checkout, a incorporação de modalidades digitais não só aumentou a produtividade dessa etapa em cerca de 40%, como também garantiu maior autonomia ao público na jornada de compra.

Desenvolvimento de apps

Os times de tecnologia da Renner desenvolveram aplicativos próprios que fornecem aos colaboradores informações estratégicas do negócio. Além de sistematizar processos, essa digitalização disponibiliza dados praticamente em tempo real, otimizando a gestão e contribuindo para uma tomada de decisão mais ágil e assertiva.

Os apps aceleram a execução de tarefas de backoffice, como o recebimento de caminhões com produtos, organização e controle de estoque, reposição de peças na área de vendas, remarcação de etiquetas, preparação de pedidos online para retirada em loja e realização de inventários. Na prática, atendentes, supervisores e gerentes gastam menos tempo lidando com planilhas e burocracias e têm mais disponibilidade para se dedicar aos clientes.

Outras aplicações da digitalização são mais visíveis para os consumidores, como os caixas de autoatendimento, presentes em mais da metade das lojas da Renner, que oferecem total autonomia no checkout, e o serviço de venda móvel, no qual os atendentes registram compras e recebem pagamentos em qualquer local da loja.

No episódio #81 do Bora Varejar, webcast realizado pela Mercado&Consumo, Fabio Faccio, CEO da Renner, comentou diretamente da NRF 2025 sobre os avanços tecnológicos na varejista. Confira:

Com informações de Mercado&Tech.
Imagem: Shutterstock

Por Guilherme Grandi / 10/02/2025 / Gazeta do Povo

 

 

Expectativa de inflação se mantém acima do teto da meta, o que leva ao aumento da taxa básica de juros.

 

Os agentes do mercado financeiro consultados pelo Banco Central elevaram pela 17ª semana seguida a expectativa de inflação para este ano, de acordo com o Relatório Focus desta segunda (10).

 

A publicação semanal da autarquia aponta que os analistas esperam uma inflação de 5,58% no final de 2025, 0,07 ponto percentual acima do previsto na semana passada e de 0,58 do esperado há um mês (veja na íntegra). Com isso, a expectativa para o ano é de continuar acima do teto da meta, de 4,5%.

 

Isso influenciou também a expectativa para os próximos anos, em que a inflação deve chegar a 4,3% em 2026, 3,9% em 2027 e 3,78% em 2028. No entanto, ainda longe do centro da meta, de 3%, que é o objetivo do Banco Central segundo reiterou diversas vezes o economista Gabriel Galípolo, que preside a autarquia.

 

O aumento da expectativa de inflação influencia diretamente na taxa básica de juros, que se mantém com a expectativa de alcançar 15% neste ano segundo os analistas do mercado financeiro. Atualmente está em 13,25% com perspectiva de um novo aumento na reunião de março do Comitê de Política Monetária (Copom).

 

Apesar disso, o mercado financeiro espera que a Selic comece a ser reduzida no ano que vem, quando deve chegar a 12,5%, passando a 10,5% em 2027 e 10% em 2028.

 

Na primeira ata do Copom deste ano sob a presidência de Galípolo, o Banco Central manteve o tom de alerta sobre os riscos da política fiscal do governo que afetam diretamente a inflação.

 

“A magnitude total do ciclo de aperto monetário será ditada pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação […], das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos”, disse no texto.

 

PIB cai

Por outro lado, apesar das sucessivas expectativas de alta do PIB neste ano, os analistas preveem uma pequena queda de 2,06% para 2,03%, que pode ser um reflexo do aperto monetário pelo aumento da taxa básica de juros. A queda se repete no ano que vem, passando de 1,72% para 1,70%, e se mantendo em 1,96% em 2027 e 2% em 2028.

 

Os agentes do mercado financeiro também mantiveram as expectativas para o câmbio do dólar neste ano e no próximo, a R$ 6, de R$ 5,93 em 2027 e R$ 5,99 em 2028.

 

Fonte: Gazeta do Povo.

Paulo Brenha  / Varejo & B2B | CX | Sales Enablement 20 de janeiro de 2025

A inflação continua a ser um desafio significativo para o mercado brasileiro, moldando diretamente o comportamento do consumidor e exigindo adaptações rápidas das empresas.

A inflação no Brasil segue como um dos principais desafios para o mercado e para os consumidores. Dados recentes do IBGE (2024) mostram que o IPCA acumulou alta de 4,6% nos últimos 12 meses, com impacto significativo nos setores de alimentação, combustíveis e serviços.

Enquanto isso, uma pesquisa da NielsenIQ (2024) revela que 72% dos consumidores brasileiros reduziram gastos com produtos não essenciais, e 58% migraram para marcas próprias e promoções.

Essa realidade impõe desafios e oportunidades que exigem estratégias sólidas e adaptáveis.

Mudanças no Comportamento do Consumidor

Busca por Preços Competitivos

Consumidores estão cada vez mais atentos às promoções e utilizam plataformas como Zoom e Buscapé para comparar preços antes de realizar suas compras.

Redução do Ticket Médio

Há uma clara tendência de substituição de produtos premium por opções mais acessíveis, mesmo entre consumidores fiéis a grandes marcas.

Planejamento e Controle de Gastos

O consumo por impulso deu lugar a listas de compras planejadas e estratégias de consumo mais conscientes.

Magazine Luiza Durante o período mais crítico da inflação em 2023, o Magazine Luiza investiu em descontos progressivos e campanhas focadas no crédito facilitado. Como resultado, observou-se um aumento de 8,5% na frequência de compras dos clientes cadastrados no MagaluPay.

Desafios para as Empresas

  • Pressão sobre as margens de lucro: O aumento dos custos de produção dificulta o repasse integral para o consumidor final.
  • Fidelização de Clientes: A lealdade se torna volátil quando o preço se torna o principal critério de decisão.
  • Gestão de Estoque: O planejamento de demanda se torna mais complexo diante das incertezas econômicas.

Estratégias Sólidas para Enfrentar a Inflação

  1. Inteligência de Preços Dinâmica

Empresas como o Carrefour têm utilizado algoritmos para ajustar preços em tempo real, garantindo competitividade sem comprometer as margens.

  1. Fortalecimento de Marcas Próprias

O Grupo Pão de Açúcar tem investido fortemente no desenvolvimento de marcas próprias, oferecendo produtos de qualidade com preços mais acessíveis.

  1. Experiência do Cliente (CX)

De acordo com o relatório da Gartner (2024), empresas que oferecem uma experiência excepcional ao cliente têm 3 vezes mais chances de fidelizar consumidores durante períodos de crise econômica.

  1. Digitalização e Automação

Ferramentas de autoatendimento e plataformas digitais robustas têm se mostrado fundamentais para reduzir custos e aumentar a eficiência operacional.

“Liderar em tempos de crise é equilibrar resultados imediatos com uma visão clara de longo prazo.”

Insights para o Futuro

  • O comportamento do consumidor continuará evoluindo com foco em valor e experiência.
  • Empresas que investirem em inovação, dados e experiência do cliente estarão mais preparadas para enfrentar crises.
  • A agilidade na adaptação das estratégias será um diferencial competitivo.

A inflação não é apenas um desafio econômico, mas um teste de resiliência e estratégia. Empresas que souberem equilibrar preço, experiência do cliente e inovação terão maiores chances de atravessar períodos de incerteza com sucesso.

Referências Bibliográficas:

#Estratégia #Varejo #Liderança #Inflação #PauloBrenha

 de Caio Camargo / 10 de janeiro de 2025 / Mercado & Consumo

Nos primórdios do e-commerce, o conceito era simples: um shopping virtual, organizado e funcional, onde o consumidor, motivado pela conveniência, encontrava produtos com poucos cliques. Essa abordagem, no entanto, perdeu força. Hoje, o varejo online enfrenta um novo paradigma, impulsionado pela Inteligência Artificial (IA). Mais do que uma tendência tecnológica, a IA se tornou o divisor de águas para quem busca competitividade no mercado.

O papel da IA no varejo não diz respeito apenas à sofisticação, mas sim à estratégia. Em um ambiente cada vez mais saturado, a assertividade na comunicação com o consumidor deixou de ser uma vantagem e se tornou uma necessidade. A IA oferece às marcas a capacidade de “garimpar” consumidores, encontrando-os onde quer que estejam – seja nas redes sociais, em plataformas de retail media, durante uma conversa com um chatbot ou até mesmo dentro das lojas físicas.

Essa assertividade não é trivial. A jornada do consumidor se tornou fragmentada e dispersa, transformando cada interação em um espaço estreito e altamente disputado. Nesse cenário, a IA emerge como a solução para interpretar comportamentos, prever desejos e moldar experiências que não apenas atendam, mas superem as expectativas. Dados recentes divulgados pela Salesforce apontam um crescimento de 42% no uso de chatbots durante a temporada de compras de fim de ano de 2024. Esses assistentes, agora mais inteligentes e contextuais, vão além de resolver problemas: eles também criam oportunidades de venda.

Mais impressionante é o papel da IA em transformar o varejo de um modelo passivo para uma abordagem proativa. Se antes o e-commerce aguardava clientes; agora, com o auxílio da IA, ele os busca ativamente.  Esse movimento contribuiu para o aumento de quase 4% nas vendas online no período de festas nos Estados Unidos, atingindo 282 bilhões de dólares, de acordo com dados reportados pela Reuters. Globalmente, as vendas influenciadas por IA subiram de US$ 199 bilhões em 2023 para US$ 229 bilhões em 2024.

Com a NRF 2025 se aproximando, em Nova York, a expectativa é de que a IA seja novamente um dos temas centrais do evento, o que reforça sua importância. Mais do que uma tendência, a Inteligência Artificial se consolida como o caminho certo para as marcas que buscam inovar e se destacar em um cenário competitivo. A presença de soluções cada vez mais avançadas de personalização, automação e engajamento demonstram que o uso da IA é uma certeza irreversível, não apenas no e-commerce, mas em todo o ecossistema varejista.

No entanto, a evolução não vem sem desafios. O aumento das devoluções, que alcançou recorde de 28% no último período de festas – um salto em relação aos 20% registrados em 2023 – destaca a necessidade de ajustar a jornada de compra. Cada devolução é uma oportunidade perdida de entender melhor o cliente e aprimorar as interações. Para os varejistas, o equilíbrio entre escala e precisão será o campo de batalha nos próximos anos.

Ainda assim, a mensagem é clara: varejo hoje não é mais apenas sobre vender. É sobre se conectar, engajar e permanecer relevante. E a IA, quando bem utilizada, é a chave para isso. Ela não apenas aumenta a competitividade, mas redefine o papel das marcas em um mundo em que o cliente exige mais do que produtos – ele exige experiências.
*Este texto reproduz a opinião do autor e não reflete necessariamente o posicionamento da Mercado&Consumo.

Caio Camargo é especialista em inovação no varejo, com mais de 26 anos de experiência. Atua como conselheiro voluntário da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) e Business Advisor, é palestrante e autor do bestseller “Arroz, Feijão & Varejo”.

 

foi o tema que reuniu Paulo Correa, CEO da C&A Brasil e Leonardo Coelho, CEO da americanas s.a., no terceiro painel do Retail Summit e que foi conduzido por Ricardo Guinâncio.

Eles conversaram sobre hashtag#desafios e hashtag#transformações enfrentados por grandes marcas em cenários adversos e compartilharam suas visões sobre o futuro do varejo.

Destaques:

A Força da hashtag#Liderança em Momentos de Crise:
• Leonardo Coelho relatou como assumiu a liderança da Americanas em meio a um dos momentos mais críticos da história da empresa, após a descoberta de fraudes financeiras que abalaram sua credibilidade e estrutura. Ele destacou a importância de adotar uma abordagem sistemática para lidar com os desafios:

• Investigação e transparência para restaurar a confiança.

• Reestruturação financeira, transformando uma dívida significativa em uma estrutura equilibrada.

• Foco operacional, priorizando eficiência e reconquista de clientes.
Segundo Coelho, a reconstrução da cultura organizacional e a resiliência da equipe foram pilares fundamentais para superar a crise.

hashtag#Transformação Sustentável na C&A:

• Paulo Correa compartilhou o case de sucesso da C&A, que alcançou 13 trimestres consecutivos de crescimento de margem bruta e um aumento expressivo na receita, mesmo em cenários macroeconômicos desafiadores. Ele atribuiu esse desempenho a três pilares estratégicos:

• Aprimoramento do sortimento de produtos, utilizando tecnologia para melhorar a assertividade.

• Inovação na experiência de loja, criando jornadas mais rápidas, relevantes e personalizadas.

• Fortalecimento do relacionamento com os consumidores, intensificando a comunicação e criando conexões emocionais mais profundas.

Correa também enfatizou que o sucesso sustentável exige uma constante reinvenção para evitar que as conquistas se tornem problemas futuros.

hashtag#Visão para o Futuro do Varejo Brasileiro:
Ambos os líderes concordaram que 2025 será desafiador, marcado por fatores como altas taxas de juros, inflação e um cenário global incerto. No entanto, enxergam oportunidades para empresas resilientes e ágeis:

• No caso da Americanas, a crise proporcionou lições valiosas e uma oportunidade de redefinir seu papel como referência no varejo brasileiro.

• Na C&A, a continuidade dos investimentos em inovação e eficiência operacional será essencial para manter o crescimento sustentável.

hashtag#Cultura Organizacional como Diferencial Competitivo:

• Ricardo Guinâncio destacou que empresas que enfrentam hashtag#crises severas precisam priorizar uma cultura corporativa sólida, que alinhe os valores organizacionais às ações de seus líderes e colaboradores e que os desafios são superados com resiliência e foco nos clientes.

Além dos insights, foi uma grande satisfação conhecer pessoalmente Leonardo Coelho, que está conduzindo tão bem o processo de recuperação dessa empresa que significa tanto para mim!

de Redação

 16 de janeiro de 2025

A pandemia do Coronavírus foi um marco na recente história do mundo e acabou transformando vários setores da sociedade. No varejo, vimos um boom no digital e uma mudança no comportamento do consumidor. Mas o tempo passou e o isolamento das pessoas está se transformando em união e colaboração.

Esse foi um dos pontos abordados por Cassandra Napoli, futurista e head de Marketing e Eventos Internos da WGSN, em sua palestra na NRF 2025. “Os consumidores enfrentam uma epidemia de solidão, uma crise de bondade e um desejo de se libertarem da responsabilidade emocional”, afirmou a executiva.

A previsão de Napoli para os próximos anos do varejo analisou os fatores globais que moldarão os consumidores e o cenário empresarial nos próximos anos em cinco pilares: sociedade, tecnologia, ambiente, política, indústria e criatividade.

Até 2027, o foco da sociedade e das empresas passará do isolamento para a interconectividade e o reconhecimento de que as necessidades individuais são inseparáveis das coletivas. Para Napoli, existe atualmente um desejo crescente de conexões autênticas entre humanos.

“Sessenta e seis por cento dos ‘Zalphas’ (pré-adolescentes de 9 a 14 anos) em 2024, nos EUA e no Reino Unido, revelaram que passar tempo com os amigos é seu único objetivo real na vida”, afirmou a executiva da WGSN.

Ouvindo essa demanda crescente, as empresas criarão projetos para comunidades que vão além do indivíduo, com espaços que permitam que pessoas de todas as idades e origens se reúnam e construam suas conexões.

Tecnologia a serviço do consumidor

Para Napoli, a tecnologia será uma das curas para essa tal “epidemia de solidão”. Mas as marcas terão de compreender o seu impacto e, ao mesmo tempo, equilibrar a sabedoria humana com a velocidade da inovação.

“A revolução da Inteligência Artificial já chegou. Em vez de combatê-la, precisamos entrar harmonia com ela. Curiosamente, 82% dos consumidores expressam o desejo de aprender mais sobre IA, de certa forma sustentando esta crescente demanda por transparência e educação em torno do seu desenvolvimento”, revelou Napoli.

 

A executiva afirmou que ao priorizar a segurança e a satisfação do consumidor, as marcas podem garantir que a IA “trabalhe conosco, e não contra nós, criando um equilíbrio que seja contínuo e significativo”.

Consumidores “raivosos”?

Outro ponto abordado na palestra da WGSN foi o fato de as marcas terem de estar prontas para lidar com o aumento da raiva nos consumidores nos próximos anos, muito por conta das divisões geopolíticas e sociais.

“Também será crucial apoiar e cultivar a gentileza tanto no local de trabalho quanto no cenário do consumidor. Nos EUA, mais de mil pessoas foram entrevistadas e 51% disseram que preferem fazer uma refeição com os sogros do que ligar para o suporte ao cliente. Um terço revelou que quando ligam para o suporte ao cliente, gritam com eles e 21% relataram xingá-los. Então, estamos começando a ver essencialmente um consumidor raivoso”, revelou Napoli.

Para melhorar esse cenário, será necessário investir na formação de apoio ao cliente para ajudar os funcionários a lidar com essa raiva e a responder perguntas de forma verdadeira, eficiente e rápida.

E olhando o copo meio cheio, à medida que os desafios e os fatores de stress globais aumentam, há uma oportunidade para as marcas abraçarem o jogo. “Até 2027, o conceito de jogo evoluirá para um pilar estratégico de bem-estar. As empresas devem adotar a brincadeira como uma mentalidade para criar mudanças. Para prosperar, os produtos e as experiências devem promover a diversão sem seriedade”, finalizou a futurista.

Tudo sobre a NRF na M&C

A NRF Retail’s Big Show é uma das feiras mais importantes de varejo e de consumo do mundo. É realizada há mais de 100 anos em Nova York, nos Estados Unidos, sempre no mês de janeiro. Tradicionalmente, a NRF Retail’s Big Show leva aos Estados Unidos milhares de executivos todos os anos, e o Brasil é o segundo país, fora os próprios EUA, com mais participantes.

A NRF 2025 aconteceu entre os dias 12 e 14 de janeiro, e teve cobertura completa da Mercado&Consumo, in loco, pelo portal, pelas redes sociais e pelos canais de vídeo e áudio da plataforma. A equipe da M&C viajou a bordo da delegação da Gouvêa Experience.

Com informações de National Retail Federation