Com base nos números divulgados em 11 de dezembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referentes à Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de outubro, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta que o varejo restrito deve crescer 1,81% em 2025 e avançar 3,66% em 2026, indicando uma trajetória de expansão mais consistente para o setor. As estimativas refletem um ambiente de consumo ainda moderado, mas com sinais claros de fortalecimento, à medida que a inflação segue controlada e a atividade econômica avança de forma gradual.

Segundo o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, as previsões incorporam o comportamento mais favorável do varejo em outubro. “Os resultados reforçam a capacidade de resiliência do comércio. A recuperação tende a ganhar tração em 2025 e 2026, à medida que se dissipam os efeitos de choques recentes e o ambiente de consumo se torna mais previsível”, explica.

Desempenho de outubro surpreende e sustenta projeções

O varejo restrito cresceu 0,5% em outubro frente ao mês anterior, superando a expectativa de queda de 0,1% projetada pelo mercado e confirmando a estimativa da CNC. Apesar disso, o acumulado em 12 meses perdeu fôlego, passando de 2,1% em setembro para 1,7% em outubro.

O fim do tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras reduz potenciais efeitos adversos na atividade doméstica, uma vez que as tarifas atingiam bens industriais com baixa transmissão ao varejo interno. Para o economista da CNC João Marcelo Costa, os fundamentos atuais explicam o dinamismo moderado do varejo. “A demanda por bens duráveis segue limitada pelo encarecimento do crédito, mas os segmentos menos dependentes de financiamento continuam sustentando o ritmo do varejo. A projeção para 2025 reflete essa dinâmica, enquanto 2026 deve registrar aceleração com a normalização progressiva das condições monetárias”, avalia.

Varejo ampliado segue pressionado pelos juros

O varejo ampliado registrou alta de 1,1% em outubro, mas não apresentou crescimento no acumulado em 12 meses. A estagnação reflete o impacto da taxa de juros de 15% ao ano, vigente desde o início do ciclo de aperto monetário em setembro de 2024. Setores sensíveis a financiamento, como veículos e materiais de construção, permanecem limitados pelo custo elevado do crédito ao consumidor.

Ainda assim, o setor automotivo avançou 3% em outubro, estimulando o varejo ampliado. A recomposição da demanda, somada à proximidade do período de fim de ano e às estratégias mais agressivas de concessionárias, contribuiu para o desempenho positivo.

Estabilidade alimentar e avanço de combustíveis

O principal grupo do varejo restrito, formado por hiper e supermercados, permaneceu estável no mês, refletindo a desaceleração da inflação de alimentos e bebidas, que registrou variação de apenas 0,01%, com quedas no arroz (–2,49%) e no leite longa vida (–1,88%).

O volume de combustíveis e lubrificantes cresceu 1,4%, revertendo dois meses de queda. A recomposição da demanda, combinada à maior atividade logística típica do período, explica o avanço. Embora o diesel tenha recuado 0,46% no IPCA, gasolina, etanol e gás veicular registraram aumentos, contribuindo para maior estabilidade média de preços.

Outro avanço de destaque ocorreu no segmento de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (+3,2%), bem como no de veículos, motocicletas, partes e peças (3%). O único recuo do varejo restrito foi observado em tecidos, vestuário e calçados (–1,2%).

Documentos disponíveis para consulta

Informamos que já estão disponíveis para consulta e download os Acordos Coletivos de Trabalho Natalinos (ACTs) firmados para o período de festas de 2025.

Esses documentos regulamentam as condições especiais de funcionamento, jornada, remuneração e demais diretrizes aplicáveis às lojas estabelecidas nos Shoppings Centers durante o período natalino.

Abaixo, disponibilizamos os ACTs Natalinos, organizados por shopping:

Shopping Palladium – ACT Natal 2025 (Palladium)

Shopping Barigui – ACT Natal 2025 (Barigui)

Shopping Estação– ACT Natal 2025 (Estação)

Shopping Curitiba – ACT Natal 2025 (Curitiba)

Shopping Laredo/Ventura – ACT Natal 2025 (Laredo/Ventura)

Shopping Mueller – ACT Natal 2025 (Mueller)

Shopping Cidade – ACT Natal 2025 (Cidade)

Shopping Pátio Batel – ACT Natal 2025 (Pátio Batel)

Shopping Jardim das Américas – ACT Natal 2025 (Jardim das Américas)

Shopping Jockey Plaza  – ACT Natal 2025 (Jockey Plaza)

Recomendamos que as empresas consultem atentamente o documento correspondente ao seu shopping, garantindo o cumprimento integral das condições estabelecidas.

Para esclarecimentos adicionais, nossa equipe permanece à disposição.

Acesse todas as informações essenciais para sua empresa e seus colaboradores:
👉 Clique aqui para abrir o material completo – CCT 2025 Com. Var Shopping

No ranking do PIB em dólares, a Rússia subiu da 11ª posição para a 9ª colocação nas estimativas de 2025

Estadão Conteúdo 04/12/2025

 

Brasil deixou de ser uma das 10 maiores economias do mundo em termos de Produto Interno Bruto (PIB), descendo para a 11ª posição, divulgou a agência de classificação de risco Austin Rating. No ranking do PIB em dólares, a Rússia subiu da 11ª posição para a 9ª colocação nas estimativas de 2025. O Brasil caiu assim da 10ª posição para a 11ª. O Canadá passou da 9ª posição para a 10ª.

Segundo a Austin, informações do relatório do Fundo Monetário Internacional com base em dados compilados até o primeiro semestre deste ano sugerem uma probabilidade alta de que a Rússia supere em brevê o PIB da Itália, assumindo assim a 8ª posição.

“Não é que as economias do Brasil, Canadá e Itália derraparam ou pioraram entre o início de 2025 e o momento atual. Muito pelo contrário, pois o Brasil inclusive teve valorização do real e melhora nas expectativas de crescimento do PIB e até diminui a distância entre Canadá e Itália, que praticamente não alteraram suas projeções desde o início do ano”, escreveram o economista-chefe Alex Agostini, e o economista Rodolpho Sartori, da Austin, em relatório. “O fato é que houve forte valorização da moeda da Rússia (o rublo) de mais de 39% neste ano de 2025.

Quanto ao terceiro trimestre de 2025, o Brasil teve o 34º melhor desempenho dentro de um ranking de crescimento considerando as informações de 51 países.

O PIB do Brasil cresceu 0,1% no terceiro trimestre de 2025 ante trimestre imediatamente anterior, segundo os dados das Contas Nacionais trimestrais publicadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os países com desempenho melhor do que o do Brasil no período estão China (1,1%), Canadá (0,6%), África do Sul (0,5%) e França (0,5%).

O avanço brasileiro foi idêntico ao do Reino Unido (0,1%), Itália (0,1%), e Angola (0,1%).

10 de dezembro de 2025, 16 Danilo

Pelas projeções da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a economia brasileira deve fechar 2025 com crescimento de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e continuar desacelerando em 2026, com 1,8%, por causa, principalmente, da elevada taxa de juros.

Esses dados foram apresentados pelo Observatório Nacional da Indústria em evento promovido na manhã desta quarta-feira (10/12), em Brasília.

O crescimento esperado do PIB para 2025 é 0,1% acima do projetado pela CNI em dezembro de 2024. A projeção de desaceleração se confirmou, já que no ano passado os resultados econômicos foram surpreendentemente positivos.

O principal elemento para frear o desempenho do PIB, na análise da confederação, é o ciclo de alta da taxa Selic, atualmente em 15%. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reunirá nesta quarta pela última vez no ano e deve manter o índice.

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, com juros nesse patamar, a economia vai desacelerar ainda mais, prejudicando todos os setores produtivos, em especial a indústria, o que deverá ser sentido pela população, com menos emprego e renda.

“É necessário que o Banco Central não apenas inicie o ciclo de cortes na taxa Selic o quanto antes, mas que, ao final de 2026, tenhamos juros reais menores do que as projeções indicam no momento”, avaliou Alban.

Impacto dos juros elevados

A consequência da política econômica contracionista é a queda da inflação, que deve fechar o ano em 4,5%, no limite do teto da meta, conforme as projeções da CNI. Esse cenário gera menos oferta de crédito e menos consumo.

De acordo com a entidade, o controle da inflação e as projeções do Banco Central já tornariam possível que a Selic estivesse no patamar de 11,25%. As projeções, no entanto, são de que ela continue em 15% até fevereiro, quando começará a baixar.

Depois de crescer 3,3% no ano passado, o PIB industrial tende a aumentar 1,8% em 2025. A desaceleração será mais sentida pelos segmentos de transformação e de construção, que são mais sensíveis aos juros elevados.

Previsão para 2026

No ano que vem, o cenário deve ser ainda mais complicado. A projeção é de crescimento de 1,8% do PIB. O avanço deve ocorrer a partir do setor de serviços, que tem expectativa de alta de 1,9%. A indústria tende a perder ritmo, crescendo apenas 1,1%, enquanto o setor agropecuário deverá ficar estável.

Já a Selic deve encerrar o ano que vem em 12%, enquanto a inflação fechará o ano em 4,1%. Para a CNI, os juros reais devem ficar em torno de 7,9%, patamar que continuará inibindo o crescimento econômico e o investimento.

Mário Sérgio Telles, diretor de Economia da CNI, afirma que a redução da taxa de juros tende a ter efeitos dilargados, o que afeta a previsão para 2026.

“A redução é positiva, mas é pouco. Com essa trajetória que projetamos e a expectativa de inflação, devemos chegar em 2026 ainda com taxa de juros real de 7,9%. É uma política fiscal menos contracionista, mas ainda muito.”

A expectativa só não é pior porque, sendo 2026 um ano eleitoral, a tendência é que haja maior estímulo fiscal, principalmente dos estados. E também por causa da reforma do Imposto de Renda, que deve liberar o orçamento das famílias e estimular o consumo.

é correspondente da revista Consultor Jurídico em Brasília.

Entidade reforça que mudanças na jornada devem ser construídas por acordos coletivos e alerta para aumento de custos e impacto nas pequenas empresas A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados realizou, nesta terça-feira (10), audiência pública para discutir os impactos do possível fim da escala 6×1 na jornada de trabalho no Brasil. O encontro, solicitado pelo deputado Rogério Correia (PT-MG) e também assinado pelo então deputado Guilherme Boulos (Psol-SP) e atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência, reuniu representantes do governo e de entidades do setor produtivo.

O diretor da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e presidente em exercício da Fecomércio-SP, Ivo Dall’Acqua Junior, reafirmou a posição da entidade: mudanças na jornada devem ser fruto de convenções e acordos coletivos, respeitando a realidade de cada setor.

Segundo Dall’Acqua, legislações rígidas e generalizadas podem fragilizar a autonomia sindical e gerar impactos relevantes, especialmente, em micros e pequenas empresas. Ele demonstrou preocupação com o aumento automático do custo da folha salarial caso a jornada seja reduzida de 44 para 36 horas semanais, o que poderia elevar despesas em até 18% — percentual impossível de ser absorvido por muitos negócios.

O representante da CNC lembrou ainda que diversos setores já praticam jornadas específicas, fruto de negociação coletiva, como é o caso da saúde com o modelo 12×36. “Romper esses arranjos pode gerar desequilíbrios, quebrar rotinas de funcionamento e aumentar custos operacionais”, afirmou.

Produtividade e tendências internacionais Outro ponto destacado foi a necessidade de considerar a baixa produtividade média brasileira, estagnada desde os anos 1980. Enquanto países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) registram produtividade por hora superior a US$ 60, no Brasil esse valor gira em torno de US$ 17.

Dall’Acqua apresentou também um panorama internacional: embora muitos países tenham jornadas legais próximas a 40 horas, a jornada real, que é aquela resultante de negociações, costuma ser menor em nações com forte diálogo social. Na Alemanha, por exemplo, a média é de 34 horas; nos EUA, 38; e, no Japão, 37 horas semanais.

No Brasil, negociações coletivas já permitiram reduções em diversos setores, levando a uma média real de 38,5 horas por semana. Para o representante da CNC, esse caminho gradual e negociado é o mais seguro e sustentável.

Governo reforça importância da pauta O ministro Guilherme Boulos expôs a visão do governo federal sobre a proposta e ouviu contribuições de parlamentares, do setor produtivo e de representantes dos trabalhadores. Já o deputado Rogério Correia reforçou que a Comissão de Finanças e Tributação tem papel estratégico na análise dos impactos econômicos e fiscais de eventuais mudanças.

A CNC reiterou que está aberta ao diálogo, mas defende que qualquer alteração na jornada seja construída por meio da negociação coletiva, garantindo segurança jurídica e sustentabilidade para empresas e trabalhadores. A entidade avalia que mudanças precipitadas podem gerar aumento de custos, perda de competitividade, informalidade e impactos no setor público, especialmente em saúde e educação.

A audiência também contou com a participação de representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI).Senado aprova PEC que reduz jornada semanal para 36 horas Paralelamente ao debate na Câmara, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, de maneira simbólica e extrapauta, a PEC nº 148/2015, que propõe a redução gradual da jornada semanal para 36 horas em quatro anos, sem redução salarial.

A aprovação ocorreu rapidamente, enquanto o plenário da comissão estava esvaziado, o que gerou críticas de parlamentares e do setor produtivo. A matéria segue para deliberação no Plenário do Senado.

Editado por Mario Akira | 23/11/2025 – BEM PARANA

Data já virou realidade no País e só fica atrás do Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças e do Dia dos Pais

Black Friday 2025 deve gerar faturamento recorde no comércio (Matheus Freitas)

A Black Friday já é a quinta data mais importante para o comércio nacional, ficando atrás do Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças e Dia dos Pais. E neste ano, o comércio deve receber volume recorde de R$ 5,4 bilhões com a Black Friday, temporada de compras que terá como marco o dia 28. A estimativa é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Se o valor se confirmar, será um recorde. A projeção da CNC representa crescimento de 2,4% em comparação com o ano passado (R$ 5,27 bilhões), já descontada a inflação do período, mas reconhece que poderia ser melhor se o momento econômico não fosse de cautela.

“É momento de cautela na economia nacional, de incertezas no cenário externo e de endividamento recorde das famílias brasileiras, mas, ainda assim, veremos um incremento nas vendas da Black Friday este ano”, afirma José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, observando que o aumento poderia ser ainda maior, caso houvesse mais isonomia tributária em relação às compras internacionais.

Para a Black Friday de 2025, os segmentos de hiper e supermercados (R$ 1,32 bilhão), eletroeletrônicos e utilidades domésticas (R$ 1,24 bilhão) e de móveis e eletrodomésticos (R$ 1,15 bilhão) deverão responder por mais de dois terços (68%) da movimentação financeira prevista. Outros ramos do varejo com altas cifras devem ser o de vestuário e acessórios (R$ 0,95 bilhão) e o de farmácias, perfumarias e cosméticos (R$ 0,38 bilhão). Ao apontar motivos para o volume recorde, a CNC lembra que a economia brasileira tem vivenciado desvalorização do dólar (que deixa produtos importados mais baratos), perda de força da inflação e crescimento de emprego e renda média do trabalhador.

Black Friday brasileira

A Black Friday brasileira é inspirada na tradicional queima de estoques realizada pelos comerciantes dos Estados Unidos após a celebração do Dia de Ação de Graças, feriado americano comemorado sempre na última quinta-feira de novembro.

Em 2010, segundo a CNC, a movimentação foi de R$ 1,52 bilhão. À época, apenas os segmentos de móveis e eletrodomésticos, livrarias e papelarias e as lojas de utilidades domésticas e eletroeletrônicos estavam envolvidos com o evento. Com informações da CNC e Agência Brasil.

Data faz parte da rotina
Para o coordenador de Desenvolvimento Empresarial da Fecomércio PR, Rodrigo Schmidt, a data já faz parte da rotina de consumo e planejamento dos paranaenses. Ele observa que a Black Friday representa uma oportunidade de economia quando há pesquisa e organização prévia das compras. “Parte dos consumidores aproveita o período para antecipar as compras de Natal e adquirir produtos com maior valor agregado, como eletrônicos e eletrodomésticos. A data se consolidou no calendário nacional e hoje abrange vários segmentos do varejo e de serviços. Embora possa elevar temporariamente o endividamento devido ao parcelamento, o comportamento predominante do consumidor paranaense é cauteloso e consciente, tanto que o estado apresenta um dos menores níveis de inadimplência do país”, ressalta Schmidt.

Tíquete médio no Paraná
A Black Friday segue se consolidando como o grande evento do varejo em novembro. No Paraná, sondagem da Fecomércio PR em parceria com o Sebrae/PR aponta que 36,8% dos consumidores percebem vantagens na data.
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O levantamento revela que o consumidor está cada vez mais atento: 35,8% comparam preços uma semana antes das compras, 31,4% iniciam o monitoramento com um mês de antecedência e 13,7% começam a acompanhar os valores mais de 30 dias antes. Apenas 19,1% não fazem pesquisa prévia.

As mulheres demonstram um pouco mais de entusiasmo com as ofertas, com 37,6% considerando a data vantajosa, frente a 36,2% dos homens. Curiosamente, porém, o tíquete médio masculino será maior, de R$ 1.167,95, enquanto entre as mulheres será de R$ 912,91. Na média geral, o gasto esperado é de R$ 1.036,75, valor 5,3% superior ao ano passado.

Hoje a data movimenta bilhões de reais em vendas e marca o início da temporada de compras de fim de ano. Entre os entrevistados pela Fecomércio PR e Sebrae/PR, 14,7% sempre adiantam as compras de Natal durante a Black Friday e 30,7% fazem isso, dependendo do desconto.
Os principais produtos adquiridos durante a Black Friday são os eletroeletrônicos, como videogames, notebooks, celulares e TVs, tablets.
Monitor Mercantil adianta que a CNC estimou R$ 69,75 bilhões em vendas natalinas, alta real de 1,3% ante ano anterior,  referência que baliza o varejo às vésperas do último trimestre de 2025.

A CNC  sugere que a demanda seguirá firme no fim do ano, embora ainda abaixo do nivel pré-pandemia (R$ 73,74 bilhões em 2019).

Por Daniela Amorim

4 de novembro de 2025

Rio, 04/11/2025 – Os brasileiros ficaram mais endividados em outubro, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A proporção de famílias com dívidas subiu a 79,5% em outubro, maior patamar da série histórica iniciada em 2010, apontou a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).

A fatia de famílias inadimplentes se manteve em outubro no ápice histórico de 30,5% já alcançado em setembro. Além disso, houve um recorde de 13,2% das famílias brasileiras afirmando que não terão condições de pagar suas dívidas em atraso, ou seja, que permanecerão inadimplentes.

Segundo a CNC, o resultado da pesquisa sugere impactos nas vendas do comércio para a Black Friday e o Natal.

“O avanço no endividamento, na inadimplência e na percepção de insuficiência financeira simultaneamente e pelo terceiro mês seguido é um alerta para a necessidade de ajustes, principalmente na área fiscal, para que os resultados de 2025 não se repitam ou se agravem ainda mais em 2026”, avaliou o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, em nota.

A pesquisa considera como dívidas as contas a vencer nas modalidades cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa.

A proporção de famílias com contas em atraso por mais de 90 dias avançou a 49,0% em outubro, o maior nível desde dezembro de 2024. Houve aumento ainda, pelo segundo mês consecutivo, do porcentual de famílias comprometidas com dívidas por mais de um ano, para
32,0%. A fatia de consumidores que têm mais da metade dos rendimentos comprometidos com dívidas aumentou também pelo segundo mês seguido, para 19,1%.

“Nem mesmo o bom momento do mercado de trabalho tem sido suficiente para conter o avanço na inadimplência, tamanho o patamar atual dos juros. Nesse cenário, o comércio já sente desaceleração das vendas, uma vez que as famílias se veem obrigadas a promover ajustes no orçamento para se adaptar a essa realidade”, apontou o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, em nota.

A CNC projeta que o endividamento aumente em 3,3 pontos porcentuais até o fim deste ano em relação ao patamar que encerrou 2024, enquanto a inadimplência subiria 1,5 ponto porcentual.

Comissão de Negociação Coletiva do Comércio (CNCC) reúne representantes de federações, sindicatos, empresários, especialistas do Direito e estudantes para discutir as relações trabalhistas no Brasil

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), por meio da Comissão de Negociação Coletiva do Comércio (CNCC), realizou, em sua sede em Brasília, no dia 13 de novembro, o seminário Atuais Cenários sobre Negociações Coletivas e o Direito do Trabalho. O evento, que também foi transmitido pelo canal CNC Play, no YouTube, reuniu representantes de federações, sindicatos, empresários, especialistas em Direito e estudantes para debater os principais desafios jurídicos e práticos que impactam as relações laborais no Brasil.

 

 

Mudanças na jurisprudência do TST e os reflexos nas negociações coletivas

Abrindo o seminário, a primeira palestra contou com a participação do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Sergio Pinto Martins, que apresentou uma análise crítica sobre o impacto das decisões judiciais nas negociações coletivas. Com foco no Tema 1.046 do Supremo Tribunal Federal (STF), que trata da prevalência do negociado sobre o legislado, o ministro destacou a insegurança jurídica gerada pela falta de uniformidade nas decisões das turmas do TST e pela indefinição dos limites da negociação coletiva.

O ministro também falou da evolução constitucional do reconhecimento das convenções e acordos coletivos, a reforma trabalhista e a necessidade de mais clareza sobre os direitos trabalhistas considerados absolutamente indisponíveis. “A negociação coletiva é prevista na Constituição, mas ainda carece de limites mais bem determinados. O STF terá um papel decisivo nesse processo”, afirmou Martins.

 

Pejotização e julgamento do Tema 1.389 do STF

Na segunda palestra, o juiz do Trabalho do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT/RJ) Otávio Calvet trouxe uma reflexão sobre a pejotização e os possíveis efeitos do julgamento do Tema 1.389 pelo STF. Segundo Calvet, o reconhecimento da contratação por pessoa jurídica como forma legítima de prestação de serviços pode representar mudança profunda na estrutura do Direito do Trabalho.

O juiz explicou que a legislação atual permite a pejotização, desde que não haja fraude, e que o trabalhador pode exercer autonomia para escolher como deseja trabalhar. “A relação de emprego não é a única forma de trabalho prevista na Constituição. Precisamos reconhecer a liberdade de escolha e adaptar nossos conceitos à realidade”, ressaltou.

Calvet também trouxe a questão da competência da Justiça do Trabalho, sugerindo que a análise da validade dos contratos civis e comerciais poderia ser feita pela Justiça comum, com posterior encaminhamento à Justiça do Trabalho em caso de reconhecimento de vínculo empregatício.

 

Novos enfrentamentos nas negociações coletivas

A terceira palestra contou com a mediação da advogada da Diretoria Jurídica e Sindical (DJS) da CNC Luciana Diniz e com os debatedores Monica Matões (Fecomércio-MA), Eduardo Matos Filho (Fecomércio-RR), Renan Pires (Fecomércio-BA) e Silvio Oliveira (Fecomércio-DF), que compartilharam experiências práticas nas mesas de negociação.

Os debatedores destacaram temas críticos como trabalho aos domingos e feriados, proteção à mulher no comércio e saúde mental do trabalhador, além de estratégias de mediação e antecipação de pautas.

O painel também debateu a participação das Federações nas Conferências Estaduais do Trabalho, iniciativa do Ministério do Trabalho que antecede a etapa nacional prevista para março de 2026. Os representantes relataram avanços na articulação com outros setores produtivos e enfatizaram a importância do protagonismo regional na construção de propostas conjuntas.

 

Fortalecimento institucional e valorização da negociação coletiva

O diretor Jurídico e Sindical da CNC, Alain MacGregor, e o presidente da CNCC e presidente executivo da Fecomércio-SP, Ivo Dall’Acqua Junior, encerraram o seminário com uma avaliação positiva sobre os avanços institucionais e a maturidade das entidades do Sistema Comércio.

MacGregor salientou que a negociação coletiva é o instrumento mais eficaz para resolver questões trabalhistas de forma imediata e adaptada à realidade local. “O mercado de trabalho não tem só trabalhador, tem empregador também. E quando as partes negociam diretamente, funciona bem”, afirmou o diretor da DJS.

Dall’Acqua reforçou a importância de embasar as negociações com dados concretos e responsabilidade. “Não é não pelo não, nem sim pelo sim. É preciso ter motivação, clareza e elementos sólidos para sustentar nossas posições”, disse. O presidente da CNCC celebrou o amadurecimento das entidades e a consolidação de uma rede de interlocutores entre Sindicatos, Federações e a Confederação.

“Hoje é um dia de celebração. Temos amadurecido, consolidado posturas e fortalecido nossa atuação. Isso me anima. Quero ter saúde para continuar vendo esse crescimento e partilhar esse trabalho com vocês”, concluiu Dall’Acqua.