Diretora de Relações Institucionais/ Conselho Diretor ABVTEX
Não podemos aceitar uma desigualdade de concorrência que penaliza quem produz e emprega no Brasil. Nós, indústria e varejo brasileiros, somos submetidos à integralidade da carga tributária, além de obrigações trabalhistas, previdenciárias, ambientais e regulatórias inexistentes para quem despacha uma remessa do exterior. O efeito não aparece amanhã: aparece em loja fechada, vaga cortada e mercadoria sem procedência entrando sem controle. Vale ler a Nota na íntegra e defender o que deveria ser prioridade: nosso país
Nota de Repúdio·2 páginas – https://lnkd.in/p/djQWDzcR
Executiva na A Credit e Lojas Nalin | Crédito

Embedded Finance na prática: estive no evento da RPE com Juliana Freitas e Natalia Barbosa Ghiotto debatendo como os serviços financeiros estão redefinindo as regras do jogo no varejo.

Algumas mensagens importantes:

1- ​Motor de vendas: O crédito deixou de ser apenas meio de pagamento para virar alavanca de receita, dados e fidelização.

2- ​Autonomia de risco: Ter operação própria garante controle sobre o funding e alinhamento com a necessidade real do varejo.

3- ​Fluidez no PDV: Menos fricção e mais automação na aprovação destravam produtividade e aumentam o ticket médio.

4- ​Método “arroz com feijão”: Não espere a ferramenta perfeita para inovar; teste pequeno, valide rápido e ganhe escala.

5- ​Foco no LTV: O crédito virou commodity, e o diferencial competitivo agora está na sinergia com o CRM e no senso de pertencimento.

6- ​Além dos juros: O futuro dos serviços financeiros exige modelos sustentáveis com foco no valor gerado para o cliente.

Esses insights fizeram sentido para você, me conta nos comentários. Vou adorar saber!

Agradeço à RPE e Pedro Henrique Albuquerque pelo convite e pela troca de altíssimo nível.

​O debate completo está disponível em:
https://lnkd.in/dAsSRkVa

InfoMoney

A inadimplência voltou a subir em agosto, a 29,9%, enquanto o percentual de famílias que declaram que não têm condições de pagar as dívidas em atraso subiu a 12,5%. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) nesta quinta-feira (10).

Segundo a CNC, os resultados de agosto mostram as famílias com menor controle sobre as contas, mesmo com maior prazo para pagamentos.

A piora nos indicadores é liderada de forma pela população mais vulnerável. O levantamento mostra que as famílias com renda de até três salários mínimos foram as únicas a registrar crescimento nas dívidas em atraso, com alta de 0,3 p.p., alcançando 38,8%.

De acordo com a CNC, essas famílias possuem um orçamento mais escasso e dependem mais do crédito para manter o consumo, o que gera maior impacto na capacidade de pagamento.

Leia mais no site do InfoMoney.

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

#Dívida #Renda #Finanças #Economia

Fabio Arruda, Dsc. – Gerente Executivo de SSMA no Grupo Mateus – Doutor em Administração 

O gráfico traz uma realidade que merece ser discutida para além dos números: a concentração da renda no Brasil também revela os enormes desafios para quem busca crescer profissionalmente.

Construir uma carreira não depende apenas de esforço individual.

O profissional enfrenta um mercado cada vez mais competitivo, exigência crescente de qualificação, transformação tecnológica, informalidade, desigualdade de oportunidades e, em muitas regiões, uma oferta de empregos qualificados menor do que a demanda por eles.

E existe outro componente importante: as políticas públicas e as decisões econômicas também influenciam diretamente o mercado de trabalho.

Educação, formação profissional, geração de empregos, infraestrutura, tributação, políticas de renda, incentivo ao empreendedorismo e ambiente de negócios podem criar ou limitar oportunidades.

Por isso, é simplista dizer que “quem se esforça consegue”. O esforço é fundamental, mas as condições de partida e as oportunidades disponíveis também importam.

Ao mesmo tempo, diante dessa realidade, cada profissional precisa assumir o protagonismo possível sobre sua trajetória:

🎓 Qualificação contínua
🧠 Desenvolvimento de competências
📈 Experiência e geração de resultados
🤝 Relacionamento e networking
🎯 Planejamento de carreira
🚀 Adaptação às transformações do mercado

O grande desafio é construir uma sociedade em que qualificação e esforço encontrem oportunidades reais de crescimento. Porque falar de carreira também é falar de educação, economia, políticas públicas, desigualdade e oportunidades.

E talvez a reflexão mais importante seja:
– Estamos preparando as pessoas para competir por empregos ou estamos criando condições para que elas possam construir melhores carreiras?

Carreira é responsabilidade individual. Oportunidade também é uma construção coletiva. #sempreemfrente

Fonte: IBGE — PNAD Contínua, Rendimentos de Todas as Fontes, dados disponibilizados pelo SIDRA. O gráfico considera renda individual da população ocupada.

Founder TL.MF.  | No Varejo Podcast | Diretor da Abiacom
Os resultados do 2T26 reforçam uma tese importante para o varejo brasileiro: mesmo com a evolução dos meios de pagamento, juros elevados e um consumidor mais seletivo, cartão próprio e CDC continuam representando uma parcela relevante das vendas e sendo ferramentas importantes para conversão, recorrência, fidelização e receita em um momento de endividamento alto das família e crédito mais seletivo.

A Lojas Quero-Quero S.A. mais uma vez na liderança, com 53,7% das vendas de varejo passando pelo VerdeCard, seguida pela Flávio’s Calçados e Esportes , com 44,3%, e pelo Grupo OSCAR , com 39,1%. São operações em que o crédito tem uma presença histórica importante na relação com o consumidor.

Entre as grandes varejistas de moda, a Riachuelo avançou de 32,0% no 2T25 para 32,9% no 2T26, alta de 0,9 p.p. A C&A Brasil passou de 27,9% para 28,2%, enquanto a Lojas Renner S.A. registrou 28,0% de participação e as Lojas Marisa, apareceu com 26,0%.

No varejo alimentar, o D’Avó avançou de 24,6% para 25,2%, enquanto o Grupo Pereira passou de 20,8% para 21,0%. O Grupo Pernambucanas registrou 21,0%.

Na Grupo Casas Bahia, a participação do cartão próprio e CDC passou de 25,5% para 23,4%, queda de 2,1 p.p., a maior variação negativa entre as empresas comparáveis. Já a Magalu permaneceu estável em 19,0%.

Olhando apenas as nove varejistas para as quais temos dados comparáveis entre 2T25 e 2T26, quatro aumentaram a participação, duas permaneceram estáveis e três recuaram.

Não existe um movimento único de expansão do crédito próprio, mas sua relevância permanece elevada em diferentes segmentos do varejo.

E aqui está um ponto importante: maior penetração, isoladamente, não significa necessariamente um resultado melhor. Crédito precisa caminhar junto com qualidade da carteira, inadimplência, custo de funding, margem e retorno. Por trás desses números existe o trabalho dos times de crédito, risco e cobrança, que precisam equilibrar crescimento e rentabilidade.

Existe ainda outro ativo importante: dados. Uma operação financeira integrada ao varejo ajuda a fortalecer a rentabilidade e lucratividade do varejo, com aumento de frequência, ticket médio alto, maior recorrência e tbm conhecer mais o cliente. Com IA e modelos analíticos, essas informações podem apoiar originação, gestão de limites, prevenção a fraudes, cobrança e personalização das ofertas.

Na moda, o cartão fortalece o relacionamento com a marca. No eletro e em categorias de maior valor, crédito e parcelamento ajudam na conversão. No alimentar, a frequência abre espaço para recorrência e fidelização.

O 2T26 reforça que cartão próprio e CDC vão muito além do meio de pagamento. Quando o crédito, dados estruturados, risco, cobrança e estratégia comercial trabalham juntos, a operação financeira pode se tornar uma importante alavanca de vendas, relacionamento e rentabilidade.

Gerente financeira e controladoria na Lojas Berlanda3 d  / Evento Varejo Finance 2026
O Varejo Finance 2026 trouxe uma visão muito atual sobre a transformação do varejo e os desafios para as empresas se manterem relevantes diante do avanço da tecnologia, da inteligência artificial e das mudanças no comportamento do consumidor.
A Evolução do varejo em quatro fases:
1950–2005 – Varejo da eficiência:
foco em operação, preço e produtividade.
2005–2020 – Varejo da experiência: a loja deixa de ser apenas um ponto de venda e passa a ser um ponto de experiência.
2020–2030 – Varejo da conveniência extrema: valorização da praticidade, logística, proximidade e redução de atritos para o consumidor.
A partir de 2030 – Varejo da recomendação: a inteligência artificial tende a assumir cada vez mais o papel de auxiliar o consumidor em suas escolhas.
🤖 Inteligência Artificial e o novo consumidor
A palestra destacou que a IA está mudando a forma como os clientes pesquisam e escolhem produtos. Para uma empresa ser considerada nas recomendações feitas por sistemas de IA, fatores como disponibilidade do produto, prazo de entrega, clareza de preço, política de troca e reputação do vendedor tornam-se fundamentais.
A mensagem central foi: não basta estar presente no digital; é necessário construir contexto, confiança e relevância para que a marca e seus produtos sejam recomendados.

🏪 A força da loja física
Outro destaque foi a importância da loja física. O material apresentado reforça que 85% das vendas do varejo acontecem nas lojas físicas, mostrando que, mesmo com o crescimento do digital, a presença física continua sendo estratégica.
Para fortalecer a loja frente à IA e aos marketplaces, foram apresentadas cinco forças:
Confiar → Resolver → Pertencer → Sentir → Descobrir
Ou seja, a loja precisa oferecer confiança, solução, conexão, hospitalidade, experiência, orientação e conhecimento, criando motivos para o cliente escolher estar presencialmente.

❤️ Razão + emoção

O evento também destacou que a decisão de compra não acontece apenas pela razão — como preço e necessidade —, mas também pela emoção, experiência, prazer e conexão humana.

Nesse cenário, o relacionamento ganha cada vez mais importância. Quanto mais pontos de conexão de qualidade o consumidor possui com uma marca, maior tende a ser a confiança, principalmente quando cada contato entrega valor e utilidade.

🎯 Principal mensagem para o varejo
O grande aprendizado do evento é que o futuro do varejo não está apenas em vender mais barato ou utilizar mais tecnologia. Está em combinar tecnologia, eficiência, experiência, relacionamento e pessoas.
O encontro entre o cliente e a marca deve começar com uma boa história do contato anterior e terminar com uma ótima razão para o próximo.
Em resumo: o varejo do futuro será cada vez mais orientado por dados e IA, mas continuará dependendo da capacidade das empresas de criar confiança.

Palestrante Caio Camargo
GIRO.TECH Luis Ribeiro Ronaldo Oliveira 🌀
Grupo Berlanda

Pesquisa da McKinsey mostra que consumidores estão trocando varejistas, reduzindo quantidades e buscando marcas mais baratas
Redação  – Central & Varejo
Nove em cada dez brasileiros adotaram alguma estratégia que impactou nos hábitos de compra do varejo. O dado é do levantamento ConsumerWise, da McKinsey, que mostra mudanças no comportamento dos consumidores diante da busca por economia.
Entre os entrevistados, 58% disseram ter trocado de varejista em busca de preços menores ou descontos. Outros 44% reduziram quantidades ou escolheram embalagens menores.
O adiamento de compras também aparece entre as estratégias adotadas. Segundo a pesquisa, 32% dos consumidores afirmaram ter postergado decisões de compra para reduzir gastos.
A troca de marcas também faz parte desse movimento. De acordo com o levantamento, 30% dos entrevistados passaram a optar por marcas mais baratas ou marcas próprias.
Os dados indicam que a procura por economia não ocorre apenas pela redução do consumo. A escolha do estabelecimento onde comprar também passou a fazer parte das estratégias adotadas pelos consumidores.
Como os hábitos de compra estão mudando?
Apesar da cautela com os gastos, o consumidor não deixou de demonstrar disposição para investir em determinadas categorias.
O vestuário aparece como a categoria em que mais consumidores afirmaram estar dispostos a gastar mais, com 43% das citações.
Na sequência estão beleza e cuidados pessoais, com 34%, e calçados, com 33%. O resultado mostra que a contenção de gastos pode coexistir com escolhas mais seletivas sobre onde e como consumir.
Esse cenário abre espaço para formatos de varejo que trabalham com preços reduzidos e marcas conhecidas, como os outlets.
O segmento também acompanha um mercado de centros de compras que registrou crescimento no país. Segundo o Censo Brasileiro de Shopping Centers 2025/2026, da Abrasce, o setor alcançou faturamento de R$ 200,9 bilhões em 2025.
O levantamento aponta ainda 658 empreendimentos e 18,3 milhões de metros quadrados de Área Bruta Locável. A taxa média de ocupação chegou a 95,4%.
Para 2026, estão previstas 11 inaugurações no setor de shopping centers.
Favorecimento de outlets
A mudança nos hábitos de compra também acompanha novos investimentos no varejo catarinense.
Em Ilhota, no Vale do Itajaí, está em construção o Dona Lola Outlet. O município é conhecido pela produção e pelo comércio de moda íntima, praia e fitness.
O projeto da PROCAVE prevê investimento de R$ 30 milhões e quase 10 mil metros quadrados de área construída.
A estrutura terá 130 operações destinadas a varejo, serviços e alimentação. Também estão previstas aproximadamente 300 vagas de estacionamento.
O empreendimento será desenvolvido em formato aberto, semelhante a um boulevard, com lojas de fábrica e marcas de diferentes segmentos.
Para Clóvis de Albuquerque Filho, diretor Comercial da PROCAVE, a mudança na maneira como o consumidor pesquisa e escolhe onde comprar ajuda a explicar o avanço desse formato.
“O consumidor está mais atento ao preço e disposto a pesquisar antes de decidir onde comprar, mas isso não significa que deixou de valorizar marcas, qualidade ou experiência. O avanço dos outlets acompanha justamente essa mudança: eles oferecem uma alternativa para quem procura produtos de marcas conhecidas com condições diferentes das encontradas no varejo tradicional. Ao mesmo tempo, o formato evoluiu e passou a incorporar gastronomia, serviços e espaços de convivência”, avalia Clóvis de Albuquerque Filho, Diretor Comercial da PROCAVE, uma das mais renomadas construtoras de Santa Catarina.

(Fox Business)
Durante anos, muita gente achou que os shopping centers estavam com os dias contados por causa do comércio online. Acontece que a Gen Z chegou para revitalizar esses espaços.
🏬 O novo point físico dos nativos digitais: Uma pesquisa mostrou que os jovens entre 14 e 29 anos estão frequentando os shoppings mais do que qualquer outra geração.
  • No ano passado, a Geração Z fez cerca de 62% de suas compras em lojas físicas — mais do que os consumidores mais velhos.
🤝 E eles têm muito a agradecer: Só nos EUA, mais de 200 shoppings fecharam as portas desde 2008. Mas, agora, graças à Gen Z, essa tendência está se invertendo.
Prova disso é que o valor dos shoppings que continuam de pé na Terra do Tio Sam subiu 13% no último ano — o maior ganho entre todos os setores do mercado imobiliário comercial dos EUA.
  • As visitas também cresceram 2,5% entre janeiro e agosto, quase de volta ao patamar pré-pandemia.
🛍️ O que mudou? Grande parte disso vem do fato de que, para os mais jobens jovens, ir ao shopping não é só comprar — é também uma experiência.
Mais de 60% da Gen Z vai ao shopping para socializar, e 42% encaram isso como uma atividade social para sair com os amigos, conversar e passar tempo juntos fora da internet.
🧪 A fórmula agora é outra: O shopping tradicional, dominado por lojas de departamento, dava para fazer compras — só isso.
Hoje, os que sobreviveram viraram um “terceiro lugar”, com direito a academia, consultório médico, salão de beleza, restaurante e até apartamento no lugar de onde antes só existia vitrine.
🧠 Talking business: Percebendo esse movo público, muitos centros comerciais estão criando espaços “instagramáveis”, com cenários e decorações pensados para fotos e vídeos nas redes sociais.
No fim das contas, se antes a internet ameaçava os shoppings, agora ela pode acabar salvando esses espaços — que deixaram de ser centros de compras para se tornarem centros de entretenimento.
PMC: crédito caro e orçamento comprometido limitaram compras de maior valor no varejo em julho, analisa CNC
Pesquisa Mensal do Comércio, apurada pelo IBGE e divulgada nesta terça (15/9), recuou 0,8% em relação a junho; projeção da Confederação para o setor ainda é fechar 2026 em alta
O crédito caro e o orçamento familiar comprometido por dívidas seguiram limitando compras de maior valor no comércio varejista brasileiro em julho, mês que registrou recuo de 0,8% na Pesquisa Mensal do Comércio apurada pelo IBGE e divulgada nesta terça-feira (15), na análise da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
O índice evidencia o peso das compras a prazo: móveis e eletrodomésticos, por exemplo, recuaram 4,9% no mês — a maior queda do grupo desde dezembro de 2023 — e foram a principal pressão negativa no resultado de julho. “Parte do comércio é altamente dependente de financiamento e o custo do parcelamento ajuda a explicar a queda nas vendas”, explica o economista da CNC, João Vitor Gonçalves.
Para o fechamento de 2026, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta uma alta de 2,3% para o setor. A análise da entidade aponta que a inflação mais baixa dos alimentos deve favorecer o consumo nos supermercados no restante do ano, mas a recuperação do varejo tende a permanecer desigual. O recorde do endividamento das famílias e o nível ainda elevado dos juros devem continuar limitando, em especial, as atividades mais dependentes de crédito.
“Os indicadores econômicos que compõem o cenário do consumo explicam a dificuldade de retomada. A taxa Selic segue em patamar restritivo para a economia, embora o Banco Central siga com o ciclo de cortes. Simultaneamente, a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada pela CNC, mostrou que 82,0% das famílias brasileiras estão endividadas, um recorde histórico. Além disso, essas famílias possuem, em média, 29,5% de toda a sua renda já comprometida com o pagamento de dívidas”, complementa Gonçalves.
Estimativa de alta
Por outro lado, a projeção de crescimento de 2,3% para 2026 se apoia no alívio da inflação sobre o consumo de bens essenciais ao longo dos meses do presente ano. Em julho, o grupo de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo recuou levemente 0,2%, o que ajudou a puxar o índice geral para baixo devido ao grande peso da atividade em relação ao índice total.
No entanto, a alimentação no domicílio, medida pelo IPCA, registrou queda de 1,14% em julho e de 0,61% em agosto. É justamente esse recuo consecutivo nos preços dos alimentos que tende a devolver capacidade de compra ao consumidor e favorecer uma retomada gradual do volume de vendas nos supermercados nos próximos meses, consolidando uma recuperação setorial que, embora positiva, continuará desigual.
Gestão de Negócios | Varejo | Estratégia Comercial 

Os resultados do primeiro semestre de 2026 no varejo de moda deixam uma mensagem importante: crescer receita, sozinho, não significa necessariamente gerar mais valor.

Antes da análise, vale traduzir as principais nomenclaturas:

• Receita líquida: valor das vendas após impostos, devoluções, descontos e abatimentos.

• Margem bruta: percentual que permanece depois do custo das mercadorias vendidas. No varejo, revela a qualidade da compra, da precificação, do mix e da gestão de markdown.

• EBITDA: resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização.

• Margem EBITDA: mostra quanto da receita permanece como geração operacional antes desses efeitos.

• Margem líquida: percentual que efetivamente se transforma em lucro depois de todas as despesas, juros e impostos.

• p.p.: significa pontos percentuais. Uma margem que passa de 10% para 12% cresce 2 p.p. — e não 2%.

Na leitura dos resultados, alguns movimentos chamam a atenção:

A Renner apresenta uma das combinações mais equilibradas entre escala, margem operacional e resultado líquido.

A Riachuelo avança em receita e expande as principais margens, indicando melhora de qualidade na operação.

O Grupo SBF registra o maior crescimento de receita da amostra, acompanhado de evolução nas margens.

Veste e Track&Field mostram que empresas menores em faturamento também podem alcançar margens operacionais relevantes por meio de posicionamento, produto e disciplina comercial.

Azzas 2154 reforça um ponto importante: escala e margem bruta elevada não eliminam os desafios de integração, despesas e conversão do resultado operacional em lucro líquido.

Já a Marisa apresenta o sinal mais crítico da fotografia: retração da receita combinada com forte margem líquida negativa. É um cenário que exige mais do que aumento de vendas — exige revisão estrutural da operação.

A leitura sênior não deve parar no faturamento.

É preciso entender quanto a empresa vende, com que margem vende, quanto custa sustentar sua estrutura e quanto efetivamente transforma em resultado.

No varejo, produto, preço, estoque, markdown, despesas e execução nas lojas precisam trabalhar na mesma direção.

Porque vender mais é importante. Mas vender melhor, girar o estoque e transformar receita em rentabilidade é o que sustenta o crescimento.

Fonte dos dados: materiais de Relações com Investidores das companhias, referentes ao 1º semestre de 2026. Comparações com o mesmo período de 2025. Os critérios contábeis e indicadores ajustados podem variar entre as empresas.

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