Anderson Correia   | Professor Titular e ex-Reitor do ITA | 

A WEG emprega 50 mil pessoas, incluindo 5,5 mil engenheiros, e é a maior fabricante de motores elétricos no mundo.

Em segundo lugar está Joinville, outro polo industrial, sede da Tupy, a maior fundição de metais do mundo. Recentemente anunciou projeto na área de baterias elétricas.

Bem ranqueada também está São José dos Campos, cidade escolhida por Casimiro Montenegro Filho para sediar o ITA — e onde nasceria a Embraer.

Três empresas nacionais e com centros de pesquisa no país, no ITA, no IPT e com parcerias de pesquisa com diversas universidades.
Talvez não seja coincidência.

Cidades tecnológicas tendem a formar bons ecossistemas: educação técnica, engenharia, emprego qualificado, inovação, renda e melhores indicadores sociais.

Similarmente, produzir tecnologia exige boa educação. E boa educação, quando conectada à indústria, transforma territórios, afetando positivamente os indicadores que são utilizados pela ONU para se medir felicidade.

Se quisermos um Brasil mais justo, precisamos investir em educação de ponta, especialmente em STEM, e fortalecer um parque industrial capaz de gerar conhecimento, empregos qualificados e desenvolvimento.

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