Por Adolfo Sachsida 15/12/2023  / Gaz. Povo

No começo deste ano, o caso Americanas surpreendeu boa parte do país. Escândalos contábeis à parte, o pedido de recuperação judicial de uma tradicional empresa brasileira chamou a atenção de toda a imprensa. Neste texto exploro a possibilidade de um problema muito mais sério para lojas de departamento, shopping centers e cinemas, qual seja: a tecnologia parece estar mudando o padrão de consumo dos bens fornecidos por essas empresas.

Um paralelo interessante pode ser traçado com o caso das livrarias tradicionais que seguem enfrentando dificuldades. Livrarias vendem, na sua maior parte, livros e revistas que podem ser adquiridos facilmente online. À medida que as compras online foram conquistando a confiança dos consumidores, as empresas foram disponibilizando plataformas para compras pela internet. Quanto mais homogêneo for um produto, isto é, quanto menos diversidade e peculiaridades ele apresentar, mais fácil será a compra online. O exemplo do livro é ilustrativo: “Memórias póstumas de Brás Cubas” de Machado de Assis é exatamente o mesmo livro em qualquer livraria, é o mesmo livro em qualquer loja, e o produto pode ser facilmente comprado, sem medo de erro, pela internet. Disso advém parte expressiva do problema atual enfrentado por livrarias tradicionais que mantêm lojas físicas.

Boa parte do problema que as livrarias tradicionais (com lojas físicas) estão enfrentando hoje deve-se ao fato de seu produto (livros e revistas) ser extremamente homogêneo. Assim, os mesmos podem ser adquiridos facilmente pela internet. Como livrarias virtuais apresentam custos inferiores a livrarias físicas, costuma ser vantajoso (em termos de preço, facilidade de encontrar o produto desejado e comodidade) fazer a compra online. Para piorar a situação das livrarias, com o passar do tempo, as pessoas recorrerão cada vez mais a meios digitais para lerem livros. Comprar um livro digital não somente é mais barato do que um livro físico como também dispensa completamente a ida a lojas físicas.

Acredito que os shoppings centers, as lojas de departamento e os cinemas têm muito o que aprender com o caso das livrarias. O mesmo fenômeno que afetou as livrarias irá inevitavelmente afetar aquelas empresas.

 

O mesmo processo que ocorreu com livrarias me parece estar ocorrendo agora com shoppings centers e lojas de departamento. A homogeneização dos produtos está tornando cada vez mais fácil comprar produtos online. Por exemplo, qual foi a última vez que você foi a uma loja física comprar uma televisão, um aparelho de ar-condicionado ou uma geladeira? Não somente a homogeneidade dos produtos tem contribuído para isso, mas avanços de segurança nas compras online, facilidade e popularização do uso de aplicativos, e maior acesso da população a meios digitais de pagamento (cartão de crédito, débito, PIX) ajudaram a consolidar as compras online. Desnecessário dizer que comprar pela internet apresenta ainda vantagens de preço, facilidade de se percorrer várias lojas ao mesmo tempo para escolher o produto mais adequado, e tudo feito dentro do conforto, comodidade e segurança do lar. Essas vantagens têm feito com que cada vez mais os consumidores prefiram comprar pela internet.

O caso dos cinemas é parecido. O avanço da tecnologia alterou o padrão de consumo nesse mercado. Hoje uma ampla rede de competidores disputa o cliente com os cinemas: Netflix, Amazon, Brasil Paralelo, entre outros são apenas alguns exemplos que competem com a tradicional ida ao cinema. Por que pagar R$ 40 para assistir um único filme no cinema se você pode assinar a Brasil Paralelo por R$ 19 por mês e assistir séries, documentários e filmes à vontade? Claro que o cinema ainda tem seu charme, não há dúvidas disso. Mas é inegável que essas novas tecnologias têm reduzido o público que frequenta os cinemas.

Acredito que os shoppings centers, as lojas de departamento e os cinemas têm muito o que aprender com o caso das livrarias. O mesmo fenômeno que afetou as livrarias irá inevitavelmente afetar aquelas empresas. Se reinventar enquanto é tempo me parece fundamental para essas empresas. Soluções existem, mas para isso é necessário pensar fora da caixa. É necessário trazer coisas novas, propiciar novas experiências, fornecer bens e serviços que não podem ser facilmente obtidos online, agregar serviços aos bens vendidos e pensar em diversificar (e não em homogeneizar) o bem a ser oferecido, fazendo com que valha a pena o cliente pagar o preço de sair de casa, enfrentar o trânsito, gastar mais e sair satisfeito com a experiência.

Adolfo Sachsida

Adolfo Sachsida possui doutorado em Economia pela Universidade de Brasília (2000), e pós-doutorado na Universidade do Alabama (2005). Também é advogado. Foi ministro de Minas e Energia no período maio a dezembro de 2022 e secretário de Política Econômica, no Ministério da Economia, no período janeiro de 2019 a abril de 2022. Tem experiência nas áreas de macroeconomia, política econômica, política energética e política mineral.

Site CNC /  Publicado em 14/12/2023

Maior alta do ano foi no segmento de combustíveis, enquanto maior queda foi nas vendas de artigos de uso pessoal e doméstico

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mantém uma perspectiva otimista para os números do varejo brasileiro, projetando avanços de 1,8% para 2023 e 1,5% para 2024. A entidade revisou para baixo o crescimento deste ano – era de 2% – por conta do desempenho de outubro. Isso porque a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje (14/12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou queda de 0,3% nas vendas, em outubro.

Apesar desses desafios, a CNC mantém um viés otimista, baseando-se na consolidação do recuo na inflação, mudanças na condução da política monetária, recuo na taxa de câmbio e sinais positivos do mercado de trabalho. Segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros, apesar da revisão, a expectativa ainda é de um 2023 positivo. “À medida que as condições de consumo da população vão melhorando por conta da queda das taxas de juros e do controle da inflação, as perspectivas dos comerciantes são de um bom fechamento de ano”, afirma. Pesquisa divulgada nesta semana pela CNC aponta que as compras de Natal devem ser 5,6% maiores do que em 2022.

Essenciais seguem em alta

As vendas acumulam um crescimento de 1,6% no ano, impulsionadas pelas altas de segmentos essenciais, como combustíveis e lubrificantes (4,9%); farmácias, drogarias e perfumarias (4,3%); e hiper e supermercados (3,8%). Conforme o economista da CNC responsável pelo estudo, Fabio Bentes, o desempenho positivo no acumulado do ano revela uma suave tendência de recuperação em relação ao início da crise sanitária, em 2020: em relação àquele período, o varejo teve variação positiva de 3,9%. Mesmo diante da desaceleração de outubro, o volume de vendas registrou avanço pelo quinto mês consecutivo em comparação com outubro de 2022, com leve alta de 0,2%.

“Entretanto, alguns fatores desafiadores persistem, como a dificuldade de reação do setor por causa do mercado de crédito restritivo”, avalia Fabio Bentes. Atividades mais dependentes das condições de crédito registraram quedas ao longo do ano, como artigos de uso pessoal e doméstico (que tiveram redução de 11,3%); tecidos, vestuário e calçados (redução de 6,7%); e materiais de construção (queda de 2,1%). Ele lembra, ainda, que o endividamento das famílias, que compromete pelo menos 30% da renda média desde setembro de 2021, é outro obstáculo que limita o ganho de tração das vendas no comércio.

 

CAROLINA INGIZZA  JOTA  02/01/2024

As novas regras para o rotativo do cartão de crédito entram em vigor nesta quarta-feira (3/1). Com isso, os juros do rotativo e da fatura parcelada passam a ser limitados a 100% do valor da dívida.

O teto, instituído pela lei do Programa Desenrola, foi regulamentado no fim de dezembro pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Com isso, os juros acumulados em casos de atraso de pagamento ou parcelamento da fatura não poderão ultrapassar o valor da dívida original.

Em caso de não pagamento de uma fatura de R$ 100, por exemplo, os juros e encargos cobrados pelas instituições financeiras poderão ser de no máximo R$ 100, independentemente do prazo.

Segundo a regulamentação, o teto inclui juros remuneratórios, juros de mora, multa moratória, tarifas e comissões da operação de crédito.

Ao anunciar a mudança, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que ela visa corrigir distorções no sistema bancário brasileiro. “O Desenrola demonstrou que esse é um dos grandes problemas do país. As pessoas estão com uma dívida às vezes 10 vezes o valor do crédito original. A pessoa devia R$ 1.000 no cartão, dali a X meses estava em R$10 mil, e não conseguia mais pagar”, disse o ministro.

A lei do Desenrola, sancionada em outubro, estabelecia 90 dias para que o governo, o Banco Central, o Congresso e as instituições financeiras chegassem a um acordo sobre um novo modelo para o rotativo do cartão de crédito. Como não houve consenso, passou a valer o modelo previsto de teto de 100% do total da dívida.

CAROLINA INGIZZA – Repórter em São Paulo, cobre Justiça e política. Formada em Jornalismo pela Universidade de São Paulo. Antes do JOTA, cobriu política, economia e negócios para o Financial Times e a revista Exame.

Email: carolina.ingizza@jota.info

REDAÇÃO / amanha 02/01/2024 

Ao descontar a inflação pelo INPC, o salário mínimo terá ganho real de 5,77% em relação a maio de 2023

A partir desta segunda-feira (1º), o salário mínimo oficial será de R$ 1.412. O valor, que será pago a partir de fevereiro referente à folha de janeiro, é 6,97% maior que o salário de R$ 1.320, que vigorou de maio a dezembro de 2023. Aprovado no Orçamento Geral da União de 2024, o valor de R$ 1.412 corresponde à inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado nos 12 meses terminados em novembro, que totalizou 3,85%, mais o crescimento de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022. Enviada pelo governo em maio, a medida provisória com a nova política de valorização do salário mínimo foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado em agosto.

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o reajuste do salário mínimo beneficiará 59,3 milhões de trabalhadores e resultará em um incremento da renda anual no montante de R$ 69,9 bilhões. A entidade estima que o governo – União, estados e municípios – arrecadará R$ 37,7 bilhões a mais por causa do aumento do consumo atrelado ao salário mínimo maior. Ao descontar a inflação pelo INPC, o salário mínimo terá ganho real de 5,77% em relação a maio de 2023, quando passou a vigorar o mínimo de R$ 1.320. Se considerar o salário mínimo de R$ 1.302, que vigorou de janeiro a abril, o ganho seria menor, de 4,69%. Isso porque o INPC, índice que mede a inflação das famílias de menor renda (até cinco salários mínimos), estava mais alto no início de 2023. De 2007 a 2019, vigorava a política semelhante à atual, em que o salário mínimo era corrigido pelo INPC do ano anterior mais o crescimento do PIB de dois anos antes. Caso o PIB encolha, havia a reposição apenas pela inflação. De 2020 a 2022, o salário mínimo passou a ser corrigido apenas pelo INPC, sem ganhos reais.

o ano passado, houve dois aumentos. De janeiro a maio, o salário mínimo foi reajustado para R$ 1.302, com ganho real de 1,41%. A partir de maio, quando o governo editou a medida provisória retomando a política salarial anterior, o salário passou para R$ 1.320, com valorização real de 2,8% em relação ao mínimo de 2022. O projeto de lei do Orçamento de 2024 estimava salário mínimo de R$ 1.421. No entanto, com a queda do INPC ao longo do segundo semestre, o valor final ficou em R$ 1.412, conforme a lei orçamentária aprovada pelo Congresso Nacional em 22 de dezembro. Por causa dos benefícios da Previdência Social atrelados ao salário mínimo, o novo valor, de R$ 1.412, aumentará os gastos da União em R$ 35 bilhões neste ano. Segundo a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), cada R$ 1 a mais no salário mínimo eleva as despesas do governo em R$ 389 milhões. Os cálculos, no entanto, não consideram os ganhos de arrecadação decorrentes do aumento do consumo.

Com Agência Brasil

Site CNC –  Publicado em 26/12/2023

Apesar de beneficiar segmentos como o turismo, feriados em dias úteis impactam o varejo com queda no nível de atividade e aumento de custos operacionais

Com mais dias úteis, as perdas do comércio com os feriados em 2024 devem ser um pouco menores do que este ano, mas ainda com impacto significativo. Segundo estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o prejuízo do setor por conta de feriados nacionais deverá ser de R$ 27,92 bilhões, 4% menor do que em 2023, quando o prejuízo chegou a R$ 28,99 bilhões. Em média, cada feriado em dias comerciais de 2023 gerou um prejuízo de R$ 3,22 bilhões ao varejo.

A principal novidade no calendário é a inclusão de um novo feriado nacional em 2024, somando um total de 10 datas, agora com o Dia da Consciência Negra, em novembro, já celebrado em algumas regiões do país. A incidência dos feriados em dias úteis favorece alguns setores da economia, como o turismo, mas gera prejuízos para o comércio por conta de fatores como a queda no nível de atividade e elevação dos custos de operação.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, lembra que os feriados não são vilões da economia, mas que o setor produtivo é uma balança que precisa estar sempre em equilíbrio. “Nossos segmentos ligados ao turismo se beneficiam desse calendário, o que é muito positivo. Mas segmentos econômicos como o varejo registram perdas com lojas fechadas e menor movimentação de público, por exemplo. A validade desse levantamento é dar luz sobre o cenário e orientar as melhores decisões”, pontua.

Supermercados e automotivos lideram perdas

Pelas contas da CNC, cada feriado reduz a rentabilidade anual média do setor comercial como um todo em 1,29%. Desse modo, os feriados do próximo ano deverão impactar o excedente operacional do comércio em 9%. Os ramos de atividade em que a relação folha/faturamento se mostra mais elevada tendem a sofrer os maiores impactos. É o caso dos segmentos de hiper e supermercados e de comércio automotivo, que juntos responderão por quase a metade (40%) das perdas previstas. Esses dois segmentos concentram mais de 44% da folha de pagamentos do comércio brasileiro.

“Por mais que as vendas do varejo possam ser parcialmente compensadas nos dias imediatamente anteriores ou posteriores aos feriados, o peso relativamente elevado dos gastos com pessoal na atividade comercial é a principal fonte dos prejuízos impostos pelas datas de descanso, comprimindo as margens de operação do varejo diante de um público menor e da paralisação de atividades”, explica o economista da CNC responsável pelo levantamento, Fabio Bentes.

Outro fator que tende a impactar os feriados em 2024 é a nova portaria do Ministério do Trabalho e Emprego, publicada em novembro deste ano, que determina que as atividades comerciais deverão recorrer a negociações coletivas autorizando o exercício laboral aos domingos e feriados, o que tende a dificultar a abertura dos estabelecimentos em dias considerados não uteis. A CNC participa de uma mesa nacional de negociação que tem intuito de adequar a nova diretriz às peculiaridades das atividades econômicas exercidas pelo comercio de bens, serviços e turismo.

Calendário  de feriados em 2024

  • 1º de janeiro (Confraternização Universal) – segunda-feira;
  • 12 de fevereiro (Carnaval ) – segunda-feira;
  • 13 de fevereiro (Carnaval ) – terça-feira;
  • 14 de fevereiro /Cinzas – 4ª.feira ( ate 12 hs)
  • 29 de março (Sexta-feira Santa – Paixão de Cristo) 
  • 21 de abril (Tiradentes) – domingo;
  • 1º de maio (Dia do Trabalho) – quarta-feira;
  • 30 de maio (Corpus Christi ) – quinta-feira;
  • 7 de setembro (Independência do Brasil) – sábado;
  • 8 de setembro domingo Padroeira Ctba
  • 12 de outubro (Nossa Senhora Aparecida) – sábado;
  • 2 de novembro (Finados) – sábado;
  • 15 de novembro (Proclamação da República) – sexta-feira;
  • 20 de novembro (Dia da Consciência Negra) – quarta-feira;
  • 25 de dezembro (Natal) – quarta-feira

Assessoria de Imprensa | 09/12/2023 às 17:29

WhatsApp-Image-2023-11-27-at-17.17.23Alto da XV Mall realiza Corrida Kids Especial de Natal (Gabriel -Onemob)

 

Para encerrar o ano com chave de ouro, o Alto da XV Mall promove a 5ª Corrida Kids, em parceria da Associação Amigos da Corrida no dia 16 de dezembro, a partir das 10h, no estacionamento do mall. O evento, que se tornou sucesso entre o público, promete ser ainda mais especial com a presença do Papai Noel durante todo o período da competição e ele ainda fará um pocket show para toda criançada, das 15h às 15h30.

Serão 8 categorias, com percursos de 20m a 600m, para crianças de 1 até 15 anos:

Crianças de 0 a 1 anos: 20m
Crianças de 2 a 3 anos: 50m
Crianças de 4 a 5 anos: 100m
Crianças de 6 a 7 anos: 200m
Crianças de 8 a 9 anos: 300m
Crianças de 10 a 11 anos: 400m
Crianças de 12 a 13 anos: 500m
Crianças de 14 a 15 anos: 600m
Todos os participantes receberão medalha de participação e, após o fim da corrida, na Praça de Eventos, acontece a entrega de troféus para os 3 primeiros colocados de cada categoria. Além disso, crianças com deficiência, autismo ou outras síndromes também podem participar. Elas correm juntamente com as outras crianças (acompanhadas por um staff), dentro da sua respectiva categoria, e são premiadas no fim do evento como atleta superação.

“A Corrida Kids se tornou um evento tradicional em nossa agenda e não poderíamos deixar de promover mais uma edição e, dessa vez, com a temática natalina. Os pequenos se divertem, a família desfruta de um momento especial e todos saem muito felizes. Estamos animados e com boas expectativas para a data!”, destaca a coordenadora de marketing do Alto da XV Mall, Thauane Neris.

O evento conta com o apoio das marcas: Nutri, Piracanjuba, Campo Largo e Pinatti e Buschle Alimentos.

A inscrição pode ser feita até o dia 12 de dezembro, pelo valor de R$ 59,00 reais + taxas.

Serviço:

5ª Corrida Kids – Edição de Natal

Data: 16/12/23

Horário: 10h

Local: Estacionamento Alto da XV Mall

Endereço: Rua Camões, 601, Curitiba, PR

Inscrições: https://www.ticketsports.com.br/e/corrida-kids-de-natal-37459

Sobre o Alto da XV Mall

O Alto da XV Mall, administrado pela Cia Iguaçu, é um centro de compras e lazer, que oferece facilidades e conveniência. Com cerca de 130 lojas, possui um amplo mix de operações, além de uma programação intensa de eventos e ações voltadas à comunidade. Recentemente passou por revitalizações e já recebeu um investimento de mais de R$ 5 milhões.

Redação Bem Paraná | 11/12/2023

Moeda Nacional, Real, Dinheiro, notas de realPrograma Desenrola (Foto: Marcello Casal Jr/ABr)

Mesmo com redução do endividamento em novembro, os paranaenses voltaram a ocupar o primeiro lugar no ranking dos mais endividados do país, com 92,4% da população relatando ter algum tipo de dívida a pagar.

Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR).

Desde agosto o indicador vem caindo no estado e a partir da metade do ano os paranaenses haviam deixado a liderança da lista do endividamento, posição que passou a ser ocupada pelo Rio Grande do Sul. A média nacional ficou em 76,6%.

Os paranaenses podem até ter muitas dívidas a vencer, mas são bons pagadores. O estado ocupa o 25º lugar na inadimplência, com apenas 16,1% de famílias com contas em atraso. E as que não terão condições de pagar seus débitos representam somente 5,8%.

Os altos índices de empregabilidade no Paraná e a melhora das condições econômicas do país dão segurança financeira aos consumidores para parcelar suas compras, sobretudo no cartão de crédito, que é o principal tipo de dívida dos paranaenses, com 83,9%.

Outros motivos que levam as famílias do estado a se endividarem são o financiamento de veículo (8,1%) e o financiamento imobiliário (6,1%), aquisições mais dispendiosas e que em geral são pagas em prestações mensais.

As famílias com renda superior a dez salários mínimos são as mais endividadas, com 93,5%, permanecendo no mesmo patamar de outubro. Já entre as famílias com renda até dez salários mínimos, o índice de endividamento baixou de 92,6% em outubro para 92,2% em novembro.

PorAndré Nunes 12 de dezembro de 2023  MURAL

Redação com assessorias – Confira as novidades e horários especiais de fim de ano, divulgadas pelos shoppings de Curitiba:

Mueller apresenta pelúcias do Baile de Natal

No ano em que celebra 40 anos, o Shopping Mueller presenteia os clientes com mais uma ação especial de Natal. Depois do sucesso do Calendário do Advento Mueller, uma collab com a Kopenhagen, o shopping lança a segunda campanha Compre e Ganhe. A partir do dia 12 de dezembro, com R$ 800 em compras, os clientes podem trocar as notas fiscais por um Fofo Mueller. Pode ser feita uma troca por CPF, até o dia 24 de dezembro ou enquanto durar o estoque.

As pelúcias de Natal do Mueller são brinquedos super macios que vão conquistar os corações de crianças e adultos. Os personagens fazem parte do Baile de Natal Mueller e foram criados exclusivamente para essa campanha. A coleção traz o Rei e a Rainha do Baile de Natal.

Neste Natal, o Mueller também vai sortear uma BMW X1. Cada R$ 600 em compras vale um número da sorte para que os clientes concorram ao prêmio. Para participar da promoção, basta o cliente cadastrar suas notas fiscais pelo app “Shopping Mueller”. Quem realizar as compras e cadastrar as notas fiscais pelo app garante cupons em dobro. Para concorrer ao carro, as notas fiscais devem ser trocadas até o dia 2 de janeiro de 2024. O sorteio será realizado no dia 4 de janeiro, às 19h, com transmissão ao vivo pelo Instagram @muellercwb. A divulgação do resultado acontece nas redes sociais do Mueller e no site www.shoppingmueller.com.br.

 

Shopping Jardim das Américas

Fonte dos Desejos. Divulgação

 

Nesta reta final para o Natal, o Shopping Jardim das Américas está com horário especial de atendimento para facilitar as compras. Confira:

  • De 11 a 16/12/23 (segunda a sábado): das 10h às 23h
  • Dia 17/12/23 (domingo): das 10h às 22h
  • De 18 a 23/12/23 (segunda a sábado): das 10h às 23h
  • Dia 24/12/23 (domingo): das 9h às 18h
  • Dia 25/12/23 (segunda): fechado
  • De 26 a 30/12/22 (terça a sábado): das 10h às 22h (normal)
  • Dia 31/12/23 (domingo): das 10h às 16h
  • Dia 01/01/24 (segunda): fechado
  • Dia 02/01/24 (terça): das 10h às 22h (normal)

Lembrando que, até o dia 07/01/24, os clientes podem participar da Promoção  de Natal. A cada 500 reais eles trocam suas notas fiscais por 1 cupom para concorrer a 35 vales-compra de 2 mil reais, totalizando a premiação de 70 mil reais e, com os mesmos 500 reais em compras, o cliente é presenteado com um espumante Terranova Brut Rosé. Importante dizer que é uma garrafa por CPF e que a promoção é válida até durar o estoque.

O cadastro das notas deve ser feito pelo aplicativo do Shopping e o brinde retirado no Posto de Trocas, localizado no 1º Piso do mall. As compras segunda a quarta-feira valem cupons em dobro, multiplicando as suas chances de ganhar.

André Martins

Publicado em 12 de dezembro de 2023 às, 09h01. Exame

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), indicador que é a inflação oficial do Brasil, fechou o mês de novembro com alta de 0,28%, após registrar avanço de 0,24 % em outubro. O resultado foi divulgado nesta terça-feira, 12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa é a menor para um mês desde 2018.

No ano, o IPCA acumula alta de 4,04% e, nos últimos 12 meses, de 4,68%, abaixo dos 4,82% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2022, a variação havia sido de 0,41%. A expectativa do mercado financeiro era de uma alta de 0,30% no mês.

No último Boletim Focus, divulgado na segunda-feira, 11, a expectativa para o IPCA em 2023 caiu de 4,54% para 4,51%. Um mês antes, a mediana era de 4,59%. Para 2024, foco da política monetária, 3,92% para 3,93%. Há um mês, era de 3,92%.

Considerando as 113 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana para 2023 passou de 4,56% para 4,51%. Para 2024, por sua vez, a projeção de alta passou de 3,91% para 3,92% considerando 112 atualizações no período.

Por que o IPCA de novembro subiu?

O resultado foi influenciado pela alta dos alimentos, que registrou a maior variação, de 0,63% e maior impacto, de 13 pontos percentuais. Em outubro, o grupo vinha de alta de 0,31%.

 “As temperaturas mais altas e o maior volume de chuvas em diversas regiões do país são fatores que influenciam a colheita de alimentos, principalmente os mais sensíveis ao clima, como é o caso dos tubérculos, dos legumes e das hortaliças” explica o gerente da pesquisa, André Almeida.

As altas da cebola (26,59%), da batata-inglesa (8,83%), do arroz (3,63%) e das carnes (1,37%) pressionaram a variação de 0,75% do subgrupo alimentação no domicílio. Entre as quedas, destacam-se o tomate (-6,69%), a cenoura (-5,66%) e o leite longa vida (-0,58%).

Também a alimentação fora do domicílio registrou alta em novembro, de 0,32%, mas desacelerou em relação ao mês anterior, quando teve expansão de 0,42% nos preços. A alta da refeição (0,34%) também foi menos intensa que a registrada em outubro (0,48%).

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Energia elétrica e conta de água em alta em novembro

Outro grupo item que puxou o resultado foi a energia elétrica residencial fechou o mês com preços 1,07% acima do mês anterior, por conta dos reajustes aplicados em quatro regiões:

  • Goiânia (6,13%), reajuste de 5,91% a partir de 22 de outubro;
  • Brasília (4,02%), de 9,65% a partir de 22 de outubro;
  • São Paulo (2,80%), de 6,79% em uma das concessionárias pesquisadas, a partir de 23 de outubro;
  • Porto Alegre (0,91%), de 1,41% em uma das concessionárias pesquisadas, a partir de 22 de novembro.

Os preços da conta de água e esgoto também tiveram alta no mês, com expansão de 1,02%, explicado pelos reajustes de 14,43% em Fortaleza (13,41%), a partir de 29 de outubro; e de 10,23% no Rio de Janeiro (7,60%), a partir de 8 de novembro. Também o gás encanado subiu 0,29%, por conta do reajuste médio de 0,98% aplicado no Rio de Janeiro (0,94%), com vigência a partir de 1º de novembro.

No grupo de transporte, os preços das passagens aéreas subiram 19,12%, como o subitem com a maior contribuição individual de 0,14 ponto percentual no mês. Entre os combustíveis, a gasolina e o etanol caíram, 1,69% e 1,86%, respectivamente. O óleo diesel, com alta de 0,87%, e o gás veicular, com avanço de 0,05%, foram os itens do grupo que tiveram alta.

Rio de Janeiro registra maior inflação de novembro

Na análise dos índices regionais do IPCA, quatro áreas apresentaram variações negativas em novembro, com menor resultado registrado em São Luís, queda de 0,39%, pressionada pela redução de 3,92% na gasolina.

Já a maior variação foi no Rio de Janeiro, com alta de 0,57%, influenciada pelas altas da passagem aérea (21,17%) e da taxa de água e esgoto (7,60%).

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Quem calcula o IPCA?

O cálculo do IPCA envolve várias etapas e considerações importantes. Vamos entender como isso é feito:

1. Amostra de produtos e serviços

O IPCA é calculado com base em uma amostra de produtos e serviços que representam os gastos das famílias brasileiras. Essa amostra é composta por cerca de 400 itens, que incluem alimentos, bebidas, habitação, transporte, saúde, educação, entre outros. A seleção dos itens é feita com base em pesquisas de orçamento familiar e em dados de consumo das famílias.

2. Pesquisa de preços

Para calcular o IPCA acumulado, o IBGE realiza uma pesquisa de preços em estabelecimentos comerciais de todo o país. Essa pesquisa é realizada mensalmente e envolve cerca de 30 mil estabelecimentos, incluindo supermercados, lojas de departamento, postos de combustível, entre outros. Os preços dos produtos e serviços são coletados e comparados com os preços do mês anterior.

3. Ponderação dos itens

Os itens da amostra do IPCA são ponderados de acordo com a sua participação nos gastos das famílias brasileiras. Itens que representam uma parcela maior dos gastos têm um peso maior no cálculo do IPCA. Essa ponderação é feita com base em dados de orçamento familiar e em pesquisas de consumo.

4. Cálculo do índice

O IPCA é calculado a partir da variação dos preços dos produtos e serviços da amostra. Essa variação é medida em relação ao mês anterior e é ponderada de acordo com a participação de cada item nos gastos das famílias. O resultado é um índice que reflete a variação média.

O que é IPCA acumulado?

O IPCA acumulado é um indicador que mede a variação dos preços de um conjunto de produtos e serviços ao longo de um determinado período. Ele é calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e é considerado o índice oficial de inflação no Brasil. O IPCA acumulado é utilizado para monitorar a inflação e é divulgado mensalmente.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O que significa a sigla IPCA?

A sigla IPCA significa Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. Ele é um indicador que mede a variação dos preços de um conjunto de produtos e serviços consumidos pelas famílias brasileiras com renda mensal entre um e 40 salários mínimos. O IPCA é calculado pelo IBGE e é considerado o índice oficial de inflação no Brasil. Ele é utilizado para monitorar a inflação e é divulgado mensalmente.

André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Formado na Universidade Anhembi Morumbi, com passagem pelo mercado financeiro, está na Exame desde 2020. Apresentador do Exame Agora.

Publicado em 07/12/2023  site cnc

Representantes da Diretoria Jurídica e Sindical (DJS) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) participaram de uma audiência pública, na Câmara dos Deputados, sobre o impacto das vendas natalinas com a Portaria nº 3.665 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Ela determina que os setores do comércio e dos serviços somente podem trabalhar em feriados desde que autorizados em convenções coletivas de trabalho (CCT), negociadas entre sindicatos de trabalhadores e de empregadores, sendo observada a legislação municipal.

A preocupação com a insegurança jurídica dominou o debate na Comissão de Desenvolvimento Econômico (CDE). A audiência pública aconteceu em Brasília, no dia 26 de novembro.

A realização do debate foi proposta pela deputada federal Daniela Reinehr (PL-SC) e subscrita pelo deputado Saulo Pedroso (PSD-SP). Tramita ainda, na Câmara, o PDL 405/2023, de autoria do deputado Luiz Gastão (PSD-CE), para sustar os efeitos da Portaria do MTE.

Para o advogado da CNC, Antônio Lisboa, é necessário ter segurança jurídica para que o empresário possa efetivamente investir no seu negócio e saber que o comércio poderá funcionar normalmente aos domingos e feriados.

“A insegurança jurídica e a interferência do poder público são negativas para o empresário que gera emprego e renda. Além disso, o não funcionamento causa transtorno à economia e ocasiona ruído entre o empregado e empregador”, destacou.

Em uma carta destinada ao ministro da pasta, Luiz Marinho, em 17 de novembro, a Confederação demonstrou a preocupação e o interesse em promover o debate e a negociação, buscando soluções para o setor. Em resposta, o presidente da CNC, José Roberto Tadros, foi convidado a participar da reunião, na qual foi representado pelo vice-presidente Administrativo, Antonio Florencio de Queiroz Junior, e pelo diretor Ivo Dall´Acqua Júnior.

Negociação coletiva

A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) e a Fecomércio-SP foram representadas pela assessora jurídica e parlamentar Zilmara Alencar, que destacou a necessidade da negociação coletiva no sentido de cumprir os ditames previstos na legislação. Ela disse que a decisão do MTE apenas “resgata o privilégio da negociação coletiva”.

“A lei que rege o comerciário diz que qualquer tipo de alteração de jornada de trabalho que traga condições de saúde e segurança deve ser previamente objeto de negociação coletiva”, afirmou Zilmara. A advogada disse ainda que a autorização para trabalho aos domingos e feriados é questão típica de negociação coletiva entre trabalhadores e patrões.