meio / midia
“E o salário ó ”. Enquanto os preços de tudo aquilo que a gente compra quase dobrou ao longo dos últimos 10 anos, o salário médio ficou praticamente igual.
·  Isso quer dizer que, entre 2013 e 2023, o poder de compra dos brasileiros foi corroído quase pela metade.
O tal do “poder de compra”: Sabe aquela sensação de que se dá para comprar cada vez menos coisas com a mesma quantidade de dinheiro de antes? Então…
O estudo que revelou essa queda levou em consideração os dados oficiais da inflação e a média salarial brasileira. Hoje, o brasileiro médio ganha R$ 40 mil por ano.
·  Para se ter ideia, só nos mercados, os preços subiram em média 88% de 2013 até o ano passado. No mesmo período, o salário médio aumentou só 3%.
Como chegamos a isso? Enquanto a inflação subiu ano a ano — principalmente na crise de 2015 e durante a pandemia —, a produtividade nacional ficou em baixa como nível da educação básica estagnado.

O impacto no carrinho

Há 10 anos, com R$ 100 no bolso, era possível comprar 13 produtos básicos num mercado.
São eles: Carne, leite, arroz, feijão, farinha de trigo, pão, café, açúcar, óleo, banana, manteiga, batata e tomate.
Se formos para um mercado com os mesmos R$ 100 hoje em dia, só vai ser possível comprar 3 deles: pão, café e carne.
  • Bem Paraná (PR) revela que o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) alcançou 109,1 pontos em janeiro. O patamar representa uma elevação de 0,8%, se comparado ao mês anterior. O texto salienta que o resultado interrompe uma sequência de quatro quedas consecutivas, de acordo com a CNC; isso mostra que a compra de bens de consumo duráveis está, aos poucos, voltando a fazer parte dos planos dos brasileiros, conforme a mais recente pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) feita pela CNC, tendo como base o mês de janeiro de 2024. Segundo a pesquisa, o índice da população que se considera satisfeita com o momento de compra para esses bens subiu de 52,5 pontos em janeiro de 2023 para 74,3 em janeiro de 2024, um salto de 41,5%.
site cnc 24.1.24
  • No caderno especial Brasil-China, Valor Econômico sinaliza que brasileiros gastaram, em 2022, mais de R$ 50 bilhões em mercadorias internacionais, especialmente de China e Vietnã, o equivalente a 20% do comércio eletrônico do Brasil, de acordo com dados da Associação Brasileira de Varejo e Consumo. O texto pontua ação da CNC e CNI no STF contra isenção de imposto de improtação em compras até US$50.
  • Também no Valor, artigo de Maria Helena Bragaglia e Luiz Gustavo Mide, respectivamente, sócia e advogado da área de Resolução de Disputas (Contencioso Cível/Arbitragem) do Demarest, comenta a redução de 2,2% no endividamento e de 1,3% na inadimplência no período de novembro de 2022 e de 2023, conforme dados da CNC.
  • Pontua que em meio ao descontentamento da CNC e da CNI com a medida provisória que reonera a folha de pagamentos e a isenção de imposto para importados de até US$ 50, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “afagou o empresário da indústria”. A coluna detalha que Lula lançou o programa “Nova Indústria Brasil”, com investimentos do BNDES. Segundo o texto, a atual direção da CNI é mais alinhada à esquerda e o novo presidente da entidade, Ricardo Alban, tem interlocução com o governo petista.

Acesse a Tabela Sindical na página “Tabelas Sindicais” do site ou pelo link a seguir: https://sindishopping.com.br/wp-content/uploads/2024/01/SINDISHOPPING-TABELA_CONTRIBUICAO_SINDICAL_2024.pdf

 

Atenciosamente,

SINDISHOPPING

São quatro os principais fatores que condicionam o consumo no país.

O primeiro, claro, é renda. O Segundo, é emprego – afinal, sem trabalho a chance de aumentar a renda é pequena. O terceiro é inflação, que pode corroer a renda. O quarto, muitas vezes subestimado por alguns analistas, é a confiança do consumidor.

Muitas vezes podemos não ter recursos para uma compra, mas se estamos confiantes no futuro assumimos um crediário e vamos em frente. Ao contrário, se acreditamos que o cenário à frente pode ser desfavorável, mesmo tendo dinheiro adiamos uma aquisição mais importante.

Porque menciono esse assunto? Saiu essa semana uma pesquisa do Instituto Locomotiva, do meu amigo Renato Meirelles, mostrando que nada menos. do que 86% dos brasileiros estão otimistas com 2024, acreditando que a vida vai melhorar nesse ano novo. Apenas 8% estão pessimistas (os outros 6% não sabem ou não quiseram responder).

Essa é uma notícia que enche de esperança o varejo brasileiro, incluindo shopping centers, evidentemente.

A conferir, se a realidade vai confirmar a expectativa do consumidor brasileiro. Tomara que sim.

 de Rodrigo Maia dos Santos  10 de janeiro de 2024

No varejo, onde a competição entre empresas é cada vez mais acentuada, apoiar riscos pode parecer loucura, mas é na experimentação que o negócio se destaca da concorrência e esse processo depende de lideranças que estimulem iniciativas inovadoras.

O apoio à tomada de riscos permite que os colaboradores desenvolvam habilidades específicas para enfrentar desafios únicos do mercado e a importância desse apoio vai muito além do desenvolvimento individual, refletindo diretamente no crescimento e na resiliência da empresa, fortalecendo a cultura organizacional.

Para alcançar esta excelência, é preciso que os líderes desenvolvam determinadas características e adotem práticas específicas. Listo algumas:

  • Visão clara e inspiradora:uma liderança com uma visão clara e inspiradora comunica aos colaboradores a direção estratégica da empresa, criando um propósito compartilhado que motiva a busca por inovação.
  • Abertura à diversidade de ideias: líderes precisam valorizar e incentivar a diversidade de pensamento. Isso envolve acolher diferentes perspectivas e experiências, reconhecendo que a inovação, muitas vezes, surge da colaboração entre mentes diversas.

  • Cultura de aceitação de erros: uma liderança que promove a inovação compreende que o risco de falha é inerente ao processo criativo. Estabelecer uma cultura que encara os erros como oportunidades de aprendizado é fundamental para encorajar a experimentação.
  • Incentivo à colaboração: promover uma cultura de colaboração e trabalho em equipe é essencial para a inovação. Líderes devem criar ambientes que incentivem a troca de ideias e a cooperação entre diferentes áreas e níveis hierárquicos.
  • Desenvolvimento e reconhecimento: uma liderança, que estimula a inovação, investe no desenvolvimento contínuo da equipe, fornecendo oportunidades de aprendizado. Além disso, reconhecer e recompensar contribuições inovadoras é crucial para manter a motivação.

Em resumo, líder forte gera cultura forte. Cultura forte gera confiança. Confiança diminui o turnover, melhora o atendimento ao cliente e constrói uma equipe de alta performance que, além de novas ideias, entrega resultado.

Rodrigo Maia dos Santos é CEO da Gonow1.
*Este texto reproduz a opinião do autor e não reflete necessariamente o posicionamento da Mercado&Consumo.

Agência Brasil/Tânia Rêgo Banco Mundial calcula que a economia do Brasil crescerá 2,6% em 2023 / 9 Janeiro 2024 Desenvolvimento econômico

Novo relatório do Banco Mundial também aponta necessidade de correção de rotas na economia global, sob o risco de os anos 2020 ficarem conhecidos como a “década das oportunidades perdidas”

A economia brasileira deve crescer 1,5% em 2024, cerca de metade do ritmo estimado em 2023, segundo o Banco Mundial.  A informação está no relatório Prospectos Econômicos Globais, GEP, na sigla em inglês. 

A queda esperada no crescimento do Produto Interno Bruto, PIB, reflete dois aspectos. Um deles é a desaceleração no segundo semestre do ano passado. O outro é a expectativa de colheitas agrícolas moderadas em 2024. 

Brasil impulsiona crescimento da América Latina

No entanto, uma redução gradual na inflação deve permitir mais cortes nas taxas de juros, apoiando as perspectivas de investimento e o consumo no médio prazo. Como consequência, a previsão é de que o PIB aumente 2,2% em 2025.

O estudo também mostra que o Brasil ajudou a impulsionar a economia da região da América Latina e Caribe em 2023. O crescimento econômico regional ficou 0,7% acima das projeções anteriores. Isso se deve em grande parte a revisões para cima nas previsões de crescimento não só para o Brasil, mas também para o México. 

No Brasil, a revisão para cima do crescimento em 2023 foi resultado de aumentos melhores do que o esperado na produção agrícola, no consumo privado e nas exportações nos três primeiros trimestres do ano.

Países de língua portuguesa

Para os demais países de língua portuguesa em desenvolvimento, as previsões são as seguintes: Angola deve ter crescimento econômico de 2,8% em 2024. Cabo Verde, 4,7%. Guiné Bissau, 5,6%. Para Moçambique, está previsto crescimento de 5%. Para São Tomé e Príncipe, 2,5%, e Timor Leste, 3,5%. A única retração prevista é para Guiné Equatorial, com uma queda de 6,1%.

Desaceleração em nível global 

Em nível global, o novo relatório do Banco Mundial aponta um risco: o de que, no fim de 2024, o mundo registre a pior meia década em termos de crescimento do PIB em 30 anos. Calcula-se que o crescimento vá desacelerar pelo terceiro ano consecutivo, de 2,6% em 2023 para 2,4% em 2024.

Segundo o estudo, o risco de uma recessão global diminuiu, muito devido à força da economia norte-americana. Mas as crescentes tensões geopolíticas podem criar novas ameaças a curto prazo. Além disso, até o fim de 2024, cerca de 40% das pessoas dos países de baixa renda ainda serão mais pobres do que eram em 2019, antes da pandemia da Covid. 

Para os autores do relatório, se não houver uma grande correção de rumo, os anos 2020 serão conhecidos como a “década das oportunidades perdidas”, mas é possível corrigir o rumo. O estudo fala na importância de implementar políticas públicas que melhorem os marcos fiscal e monetário, expandir o comércio transnacional e fortalecer a qualidade das instituições. 

Apresentação: Mariana Ceratti, do Banco Mundial Brasil

Publicado em 03/01/2024

:O Conselho Monetário Nacional (CMN) impôs o limite de 100% ao ano para os juros do crédito rotativo, a partir de 03 de janeiro de 2024. Até o momento, as taxas ultrapassavam 430% ao ano. A decisão acompanha o pedido da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP) de racionalização das taxas desta modalidade para beneficiar o comércio e os consumidores.

A Entidade compreende que estabelecer um limite para as taxas de juros no crédito rotativo proporciona ao comprador a capacidade de equacionar o orçamento, prevenindo um comprometimento excessivo da renda com o pagamento de juros. Além disso, esta forma de pagamento funcionar como um instrumento relevante para a inclusão social de milhares de pessoas no acesso ao consumo, e aumenta o ticket médio nos estabelecimentos.

Limitar ou acabar com o parcelamento sem juros teria impactos negativos na economia (Arte: TUTU)

O Conselho Monetário Nacional (CMN) impôs o limite de 100% ao ano para os juros do crédito rotativo, a partir desta quarta-feira (3). Até o momento, as taxas ultrapassavam 430% ao ano. A decisão acompanha o pedido da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP) de racionalização das taxas desta modalidade para beneficiar o comércio e os consumidores.

A Entidade compreende que estabelecer um limite para as taxas de juros no crédito rotativo proporciona ao comprador a capacidade de equacionar o orçamento, prevenindo um comprometimento excessivo da renda com o pagamento de juros. Além disso, esta forma de pagamento funcionar como um instrumento relevante para a inclusão social de milhares de pessoas no acesso ao consumo, e aumenta o ticket médio nos estabelecimentos.

Os bancos justificavam os elevados juros no crédito rotativo devido ao parcelamento sem juros, sugerindo limitações de parcelas ou a fim da modalidade. No entanto, a FecomercioSP, em conjunto com outras entidades empresariais, discordou dessas alterações.

O parcelamento sem juros é uma das ferramentas mais utilizadas pelo varejo brasileiro para impulsionar as vendas, uma vez que permite realizar compras sem comprometer o orçamento familiar no curto prazo. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 90% dos lojistas vendem nessa modalidade.

Limitar ou acabar com o parcelamento sem juros teria impactos negativos na economia, desestimulando o consumo e impactando negativamente nas vendas do varejo. Por isso, a Federação apresentou ao Banco Central diversas propostas seguindo o exemplo da medida adotada para o cheque especial em 2020, quando o CMN estabeleceu um teto de 8% ao mês ou 151% ao ano.

 Publicado em 11/01/2024  site CNC

 

Pesquisa mostra que nível de instrução é um dos fatores mais relevantes para determinar a capacidade de pagamento das dívidas

Em 2023, a taxa anual de endividamento caiu pela primeira vez em quatro anos. A queda, no entanto, foi de apenas 0,1 ponto percentual em relação a 2022, o equivalente a aproximadamente 108 mil pessoas. A conta fechou em 77,8% da população, longe dos 58,3% de 2012, o menor da série histórica, iniciada em 2010. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostra que o endividamento no cartão de crédito também caiu na mesma proporção e chegou a 86,5% dos endividados – porcentagem que, em 2010, era de 70,9%. Já o uso de cheque especial ficou em 4,4% e é o menor desde o começo da pesquisa, quando era usado por 8,3% dos endividados. A média de comprometimento da renda com pagamento de dívidas em 2023 ficou em 30%, uma queda de 0,2 ponto percentual em relação ao ano passado.

O endividamento das famílias começou a cair em julho, quando diminuiu 0,4 ponto percentual no mês e alcançou 78,1%. Embora as famílias tenham terminado o ano menos endividadas do que começaram, a última variação mensal voltou a subir, registrando alta de 1 ponto percentual. Dezembro encerrou com 77,6% de endividados.

Já o número de inadimplentes chegou a 29,5% dos brasileiros e é o maior desde 2010, quando o número era de 24,9%. Destes, 41,2% afirmam não ter condições de pagar as dívidas atrasadas, 4 pontos percentuais a mais que em 2022. A maior parte dos inadimplentes, 46,2%, está com mais de três meses de atraso, 3,2 pontos percentuais acima do ano passado.

“A Peic mostrou que, pela primeira vez em dez anos, as famílias brasileiras terminaram o ano menos endividadas do que começaram”, aponta o presidente da CNC, José Roberto Tadros. Conforme ele, as melhorias ocorridas no mercado de trabalho ao longo do ano e a trajetória de queda dos juros básicos da economia influenciaram as condições de crédito ao consumidor, o que resultou diretamente na redução, mesmo que tímida, do indicador.

Inadimplência aumentou entre os que ganham mais

Para o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, é importante distinguir os conceitos de inadimplência e de endividamento. “Endividamento é algo fundamental para o desenvolvimento econômico, pois o crédito é o trampolim do sistema capitalista”, ressalta o economista. “A inadimplência é um resultado adverso do endividamento, causado pela renda baixa do brasileiro e pela volatilidade da economia do País”, explica Tavares. 

A média anual do endividamento das famílias com renda até três salários mínimos ficou no mesmo patamar de 2022, em 78,8%. Nas famílias com renda entre três e cinco salários, no entanto, houve uma ligeira queda, de 0,6 ponto percentual; e, entre as que ganham até 10 salários, foi registrado um pequeno aumento, de 0,1 ponto percentual. “Os dados confirmam que as famílias de menor renda estão mais vulneráveis às variações da economia, especialmente das taxas de juros, do que aquelas de maior renda”, indica Felipe Tavares.

Já a inadimplência aumentou em todas as faixas de renda: são 37,3% entre as que ganham até três salários mínimos, contra 36,7% no ano passado; 27,4% entre as que ganham entre três e cinco salários, contra 26,6% em 2022; e 22,3% entre as que ganham até dez salários, contra 20,8%, a maior alta dos três grupos (1,5 ponto percentual).

Nesse sentido, o indicador que mais chama a atenção é o relacionado às famílias que não têm condições de pagar dívidas atrasadas: foram 17% das que recebem até três salários mínimos, contra 15,6% em 2022, um aumento de 1,4 ponto percentual. Em relação às que ganham de três a cinco salários, a taxa subiu de 8,8% para 10,3% (1,5 ponto percentual a mais); e, de cinco a dez, o aumento de 0,9 ponto percentual de um ano para outro levou a taxa a 7,5%.

Quanto maior a escolaridade, menor a inadimplência 

A relação entre nível de escolaridade e inadimplência é direta, de acordo com a Peic. Em 2023, 33% dos consumidores que atrasaram dívidas não haviam concluído o ensino médio. Essa taxa diminui para 27,6% quando se trata de pessoas com ensino médio completo. O volume de inadimplentes com atrasos acima de 90 dias também é maior entre quem tem menos instrução. No comparativo anual, 49,8% dos inadimplentes com menor escolaridade atrasaram os pagamentos por mais de três meses em 2023.

“A Peic mostra que o nível de instrução é um dos fatores mais relevantes para determinar a capacidade de pagamento das dívidas”, destaca Felipe Tavares. Segundo ele, essa condição influencia mais o atraso de dívidas, em maior ou menor grau, do que outras características associadas aos consumidores, como o gênero e a faixa etária.

Endividamento e inadimplência aumentam mais na Região Norte

Embora a Região Sul tenha a maior parcela de endividados do País, com 91,6%, a maior taxa de crescimento anual foi verificada na Região Norte, onde o aumento de 3,7 pontos percentuais levou o indicador a 75%. No sentido oposto, houve queda de 1,3 ponto percentual na Região Sudeste, onde o índice ficou em 79,2%. Os cinco Estados mais endividados foram Paraná, Minas Gerais, Roraima, Espírito Santo e Ceará. Os menos endividados foram Alagoas, Mato Grosso do Sul, Bahia, Pará, Goiás e São Paulo.

Já a Região Norte tem duplo destaque: o maior número de famílias inadimplentes e o maior aumento de um ano para outro. O indicador saltou de 28,6% para 33,2%. A Região Sudeste, no entanto, concentra o maior percentual de famílias que não terão condições de pagar as contas: foram 14,3%, volume que aumentou 2,5%, de 2022 para 2023. O Rio Grande do Norte manteve a liderança de inadimplentes, com aumento de expressivos 9,8 pontos percentuais. Lá, 55,9% da população tem contas em atraso. Seguem-no os Estados de Minas Gerais, Amazonas, Roraima e Ceará. Os Estados com menor índice de inadimplência são Paraíba, Tocantins, Paraná, Sergipe e o Distrito Federal.

Carlos Rydlewski

27/12/2023 Metropoles  

Os brasileiros gastaram menos no Natal de 2023, tornando a data a mais fraca em termos comerciais dos últimos três anos. É isso o que mostra o Indicador de Atividade do Comércio da Serasa Experian. Segundo o levantamento, durante a semana entre 18 e 24 de dezembro, as vendas do varejo físico apresentaram queda de 1,4% na comparação com o mesmo período do ano passado.

“Com a inadimplência atingindo números recordes neste ano, a prioridade dos consumidores foi a reestruturação financeira ao optarem por utilizar o 13° salário para o pagamento e renegociação de dívidas, deixando as compras e presentes de Natal em segundo plano”, diz Luiz Rabi, economista da Serasa Experian.

No final de semana anterior ao Natal, entre os dias 22 a 24, a queda foi ainda mais acentuada, chegando a 10,7% em relação ao mesmo período do ano anterior (16 a 18 de dezembro de 2022). De acordo com Rabi, o que pode ter influenciado a baixa no final de semana foi o fato do dia 24 ter caído num domingo, a data mais fraca para o comércio.

Ainda segundo o Indicador de Atividade do Comércio da Serasa Experian, as vendas natalinas do varejo físico paulista também não foram animadoras e registraram diminuição de 1,2% durante a semana (18 a 24/12/2023 em relação a 18 a 24/12/2022) e queda de 9,6% no final de semana anteiror ao Natal (22 a 24/12/2023 ante 16 a 18/12/2022).

O Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio toma como base uma amostra das consultas realizadas no banco de dados da empresa. Foram consideradas as análises realizadas no período de 18 a 24 de dezembro de 2023 e comparadas ao mesmo período de 2022.