Azzas 2154 concentrará produção de malha em Blumenau

Jussara Maturo  9 de maio de 2025 GBLjeans Report – 13.5.25

Novo modelo combinará redução da planta da Hering e contratação de parceiros industriais para malhas diferenciadas.

A partir de maio a holding Azzas 2154 inicia processo de transição pelo qual concentrará toda a produção de malha das marcas do grupo em Blumenau, em Santa Catarina. Na cidade funciona a planta industrial da Cia Hering, que terá a capacidade produtiva reduzida. E que será compensada pela contratação de parceiros industriais da região do Vale do Itajaí que responderão pelas malhas diferenciadas.

“Vamos transformar Blumenau no que é Campo Bom para calçado”, afirmou a analistas de mercado Alexandre Birman, CEO da Azzas 2154, em teleconferência de resultados do 1º trimestre de 2025. Campo Bom é a cidade do Vale dos Sinos, no Rio Grande do Sul, que concentra todo o desenvolvimento e parte importante da produção de calçados das marcas do grupo.

Conforme o empresário, a unidade de Blumenau da Hering concentrará o desenvolvimento das coleções de malha das marcas do Azzas 2154 e fará toda a gestão do sourcing, inclusive das operações de importação.

Por esse modelo, a capacidade da planta de Blumenau ficará menor, concentrada na produção de dois tipos de malha, e na tinturaria de produtos lisos. A outra parte será terceirizada.

De acordo com Birman, o maior impacto da mudança será nas coleções das marcas de moda masculina. “Hoje 70% dos skus de Reserva, Oficina e Foxton são produzidos em malha”, informou na teleconferência.

CRESCIMENTO DE 2 DÍGITOS

No 1º trimestre de 2025, o grupo Azzas 2154, dono da Hering, da Farm e da Animale entre outras marcas, registrou receita líquida de R$2,6 bilhões. O valor representa crescimento de 13,9% sobre o 1º trimestre de 2024. A comparação consolidada do desempenho das marcas ex-Arezzo&Co e do Grupo Soma nesse trimestre é pro-forma.

Isso porque as operações das duas companhias só foram unificadas a partir de agosto de 2024. Nessa comparação não auditada, o lucro líquido somou R$117 milhões.

O bom desempenho foi puxado pelas unidades de vestuário, especialmente feminino que sustentou alta de 27,1% de janeiro a março, mostra o balanço financeiro.

Vestuário democrático, unidade de negócios que opera as marcas Hering, cresceu 19,4% e Vestuário Masculino sustentou avanço de 12,6%.

Responsável pela maior receita do grupo, a unidade de calçados e bolsas apresentou alta de 4,8%.

No trimestre, o grupo segurou investimentos, aplicando R$84,4 milhões, 11,8% a menos que no mesmo trimestre do ano passado.

O Azzas 2154 atua com 2.107 lojas de varejo físico, sendo 853 de calçados. Em seguida, aparece a rede da Hering com 686 lojas, das quais 54 são megalojas.

As marcas de vestuário feminino operam 323 pontos de venda e vestuário masculino, outras 245 unidades.

Além do atacado com multimarcas, as marcas do grupo atuam no varejo físico com lojas próprias (589) e franquias (1.476), além de 42 operações internacionais.

A taxa de desocupação, também conhecida como taxa de desemprego, cresceu em 12 das 27 unidades da federação brasileiras no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o último trimestre de 2024. Nas outras 15 unidades, o indicador manteve-se estável.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C), divulgada nesta sexta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O maior aumento foi observado no Piauí, que passou de 7,5% para 10,2%.

Em seguida, aparecem os estados do Amazonas (que subiu de 8,3% para 10,1%), Pará (de 7,2% para 8,7%) e Ceará (de 6,5% para 8%). Pernambuco subiu de 10,2% para 11,6% e manteve-se como a unidade da federação com maior taxa de desemprego do país.

Outros estados com alta na taxa foram: Minas Gerais (de 4,3% para 5,7%), Maranhão (de 6,9% para 8,1%), Rio Grande do Norte (de 8,5% para 9,8%), Rio de Janeiro (de 8,2% para 9,3%), Mato Grosso (de 2,5% para 3,5%), Paraná (de 3,3% para 4%) e Rio Grande do Sul (de 4,5% para 5,3%).

Com estabilidade de um trimestre para outro, Santa Catarina (3%) e Rondônia (3,1%) foram os estados que apresentaram menor taxa de desemprego.

Já na comparação com o primeiro trimestre de 2024, 21 das 27 unidades da federação mantiveram taxas estáveis, enquanto seis tiveram queda: Bahia (de 14% para 10,9%), Espírito Santo (de 5,9% para 4%), São Paulo (de 7,4% para 5,2%), Rio de Janeiro (de 10,3% para 9,3%), Santa Catarina (de 3,8% para 3%) e Paraná (de 4,8% para 4%).

A taxa de desocupação nacional, divulgada em 30 de abril, ficou em 7%, a menor registrada para o período desde o início da pesquisa, em 2012.

O rendimento médio real mensal subiu apenas em três estados do último trimestre de 2024 para o primeiro trimestre deste ano: Rio de Janeiro (6,8%), Santa Catarina (5,8%) e Pernambuco (4,7%). Nas demais unidades da federação, permaneceu estável.

Já na comparação com o primeiro trimestre de 2024, o rendimento médio real em sete estados: Pernambuco (23,4%), Alagoas (13,4%), Sergipe (13,2%), Santa Catarina (1,25%), Rio Grande do Sul (6,8%), Paraná (6,4%) e Espírito Santo (4,9%). Nas demais unidades da federação, ficou estável.

Cor, idade e sexo

A pesquisa do IBGE mostrou ainda que a taxa de desemprego é maior entre os jovens: 26,4% entre aqueles de 14 a 17 anos e 14,9% entre os que têm de 18 a 24 anos. Nas demais faixas etárias, as taxas são: de 25 a 39 anos (6,5%), 40 a 59 anos (4,7%) e de 60 anos ou mais (3,1%).

Na comparação por sexo, as mulheres enfrentam uma taxa de desemprego maior (8,7%) que os homens (5,7%). No recorte por cor ou raça, os pretos têm uma taxa de 8,4% e os pardos, de 8%, enquanto entre os brancos, o índice é de apenas 5,6%.

Em relação ao nível de instrução, as taxas são menores entre aqueles com superior completo (3,9%) e sem instrução (5,6%). A maior taxa é observada entre aqueles com ensino médio incompleto (11,4%). As demais taxas são: fundamental incompleto (6,8%), fundamental completo (7,9%), médio completo (8%) e superior incompleto (7,9%).

Cnc – 19/05/2025

 

 

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 199/24, em análise na Câmara dos Deputados, permite que os estados legislem sobre sete pontos do direito do trabalho. São eles:

  • contrato de trabalho temporário, sazonal ou intermitente;
  • contrato de aprendizagem;
  • normas sobre estágio de estudantes;
  • políticas de inserção de jovens e idosos no mercado de trabalho;
  • regime de teletrabalho ou trabalho remoto;
  • mediação e arbitragem trabalhista; e
  • normas sobre o trabalho relacionado ao turismo colaborativo.

Lei distante da realidade
O deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), autor da proposta afirma que a centralização legislativa na União, embora necessária para garantir uniformidade em algumas áreas, não reflete a diversidade regional do Brasil.

“No âmbito do direito trabalhista, essa centralização muitas vezes resulta em uma legislação distante da realidade cotidiana de trabalhadores e empregadores em diferentes estados.”

Orleans e Bragança ressalta ainda que a autorização prevista no texto não delega aos estados toda a competência sobre matéria trabalhista, apenas questões específicas.

Próximos passos
O projeto será examinado nas comissões de Trabalho, e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Depois seguirá para o Plenário. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Economista afirma que seria necessário também mexer nos gastos tributários, para reduzir a despesa pública em pelo menos 3 pontos percentuais do PIB 

Cássia Almeida — Rio de Janeiro / 08/05/2025 – O Globo / Valor

O economista Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central e sócio da Gávea Investimentos, defendeu recentemente uma proposta de ajuste fiscal polêmica: manter o salário mínimo, atualmente em R$ 1.518, sem aumento real por seis anos, com reajuste apenas pela inflação do ano anterior.

A economia do gasto público com a medida seria de 1 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB) ao fim do período, com impacto crescente ao longo dos seis anos.

Em entrevista ao GLOBO, ele avalia que é inevitável um ajuste fiscal forte, de 3 pontos percentuais do PIB nas contas públicas, diante de um juro básico da economia em torno de 7% reais. Atualmente, o salário mínimo é reajustado em até 2,5% acima da inflação, o teto do aumento permitido pelo arcabouço fiscal para a alta das despesas públicas totais.

Como surgiu essa proposta do salário mínimo?

Desde que comecei a me aprofundar na área da saúde, ficou muito claro que, além de todas as outras reformas, falta prioridade orçamentária. Eu fui nesse caminho: bom, mas o que seria possível num momento como esse que mostra um governo numa situação política difícil e sem maioria no Congresso?

E a minha resposta foi essa, que chamou muita atenção, sobretudo a parte de limitar o aumento do salário mínimo à inflação do ano anterior que teria um impacto orçamentário razoável, crescente ao longo dos anos. Os gastos que estão vinculados ao salário mínimo (pisos da Previdência Social, do Benefício de Prestação Continuada, seguro-desemprego e abono salarial) cairiam.

Fizemos umas contas, eu e meu colega na Gávea Investimentos, que sugerem que, após seis anos, ao fim do mandato do atual presidente se ele se reeleger, o impacto seria de mais ou menos 1% do PIB, mas crescente. Nessa conta, a economia no primeiro ano seria de 0,2% do PIB, crescendo gradualmente até chegar a 1% do PIB ao ano. E aí vem a pergunta: o que mais seria possível fazer?

E o que mais seria possível fazer?

Sobretudo, algo que um governo de esquerda apoiaria, que seria cortar um bom pedaço dos gastos tributários que não fazem sentido, que são regressivos e que não casam com a construção de um país onde existe não só proteção social, no nosso caso para o país da nossa renda é uma área bastante desenvolvida e desejada pela população, mas também igualdade de oportunidade, isso claramente não existe aqui. Então, repensar o Estado faz parte disso e vejo como sendo algo extremamente óbvio: cortar vários desses gastos tributários.

Não listei em detalhe, mas os regimes especiais do Imposto de Renda, tem vários outros, o número é grande, depende também se se inclui nisso os subsídios do BNDES que voltaram a subir um pouco e os dados do Tesouro já sugerem que está por volta de 1% do PIB.

O pessoal da Fundação Getulio Vargas estima em 7% do PIB. É um número grande que chegou no final do governo Fernando Henrique Cardoso um pouco acima de 2 pontos do PIB. É um pouco difícil desfazer isso que o Gustavo Franco (ex-presidente do Banco Central) chamou brilhantemente de bolsa empresário. Durante muitos anos, o Bolsa Família era 0,5% PIB, agora é um pouco mais. Deve ser talvez 1%. Vamos supor que seja 1% contra 7% do outro lado.

Falei isso ali (na palestra que proferiu na Brazil Conference, em 12 abril na Universidade Harvard e MIT (Massachusetts Institute of Technology), em Cambridge, nos Estados Unidos) como uma resposta que poderia eventualmente ser viável, e, enfim, gerou bastante repercussão. O esforço é para redução da regressividade que me parece urgente.

Mas mexer no reajuste real do salário mínimo é politicamente viável?

Embora se possa dizer: ‘Olha, não seria melhor se o salário mínimo crescesse?’ Também defendo, seria ótimo o salário mínimo de R$ 5 mil, por que não? Bom, talvez não funcione muito bem, talvez vá todo mundo para a informalidade. Um assunto que é um tabu. Sabia que ia gerar repercussão, não tanta, mas eu estava falando tanto sobre desigualdade no Brasil e falta de oportunidade que não me ocorreu que alguém pudesse achar que eu estava fazendo uma proposta que, no geral, não seria boa para os pobres.

Ela (limite ao aumento do mínimo e redução do gasto tributário) seria espetacular para os pobres, apesar de você segurar essa marcha por um tempo, até para se entender melhor o que pode acontecer depois de mais de um quarto de século de aumento do salário mínimo. Dado o quadro geral, seria bom que houvesse o ajuste fiscal que deveria ser de 3 pontos percentuais do PIB, começando com 2,2 pontos. O impacto no mercado seria excelente.

De que maneira?

O Brasil está pagando, o governo, o Estado brasileiro está pagando juros enormes, a perder de vista, isso me assusta bastante. Tem uma piada nos Estados Unidos que o papel do Banco Central é quando a festa começa a ficar muito boa, ele retira a cerveja. Não é disso que a gente está tratando aqui. O Brasil está pagando essa taxa de 7,3% (reais) há 30 anos e não funciona. O investimento no Brasil com esse custo capital fica muito prejudicado, já é baixo. Isso precisa ser corrigido e não tenho a menor dúvida — e não sou de ter assim grandes certezas — mas não tenho a menor dúvida que isso já tem um impacto excelente na taxa de juros que, por sua vez também é um impacto fiscal. Você faz um ajuste de 2%, 3% do PIB, e o juro começa a cair de 7,5% para 4,5%.

O Brasil já deveria ter aprendido que nas aventuras populistas, voluntaristas fiscais, deu tudo errado. Estou falando sobretudo do caso Dilma (Rousseff, ex-presidente entre 2011 e 2016). A economia lá em 1999 (quando o câmbio flutuante foi implantado no Brasil e houve forte ajuste fiscal) parecia que a economia ia para o buraco e não foi. Depois começou a crescer bastante. E o teto de gastos (que limitou o crescimento das despesas públicas à inflação do ano anterior que vigorou entre 2017 e 2022) também jogou o juro lá embaixo. O impacto foi significativo.

Acho que hoje a situação que nós estamos vivendo não é sustentável e, em geral, quem paga o pato, quem apanha, são os pobres. Se olhar a situação desse ponto de vista mais amplo, acho que essa parte faz sentido. Outras pessoas poderiam dizer: mas então porque não tira logo os 3 pontos do PIB do gasto tributário? Pois é, pode ser, mas será que é viável politicamente?

Mexer no salário mínimo é mais fácil, mesmo diante do simbolismo que ele tem?

Não estou reduzindo o salário mínimo, acho que é só dar uma pausa em um aumento que me parece no momento inviável em função da baixa produtividade, do crescimento do país e em função do buraco previdenciário.

Acho que, do outro lado, mexendo nos gastos tributários, afetaria grupos influentes. Seria não só a coisa fiscal, também seria uma certa noção de justiça, talvez funcionasse, mas afetaria grupos poderosos. Acho que valeria a pena tentar porque o impacto ia ser espetacular e iria evitar o que hoje caminha para ser um problema.

Hoje, se o Brasil tivesse que produzir uma resposta fiscal poderosa, como foi o caso na pandemia, não seria possível. O Brasil está fazendo uma viagem de 1.000 km numa estrada esburacada sem pneu estepe. A gente está pagando 8%, 9% de juro real no curto prazo, 7,5% no longo prazo, vai pagar quanto? Vai fazer uma expansão (na dívida) de 10, 20 pontos do PIB inundando o mercado com mais dívida. Acho que não funciona.

O senhor acha que o caminho mais viável seria dar uma parada no reajuste real do salário mínimo?

É, acho que faz parte. Se alguém tiver uma alguma ideia melhor que possa ser aprovada que apresente. O que não dá é para não fazer o ajuste. Acho que esse ajuste tem uma característica especial, porque ele atinge os dois lados tanto a questão fiscal quanto uma questão que diria é de natureza ética.

Qual seria o impacto no mercado de trabalho da mexida no mínimo?

Acho que seria um redutor de informalidade. A empresa precisa investir nos seus empregados e a informalidade claramente reduz esse estímulo ao investimento.

Paula Arend Laier / Reuters –

A inadimplência das empresas no Brasil bateu novo recorde em março e chegou ao patamar de 7,3 milhões, o maior registrado desde o início da série histórica do Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian, divulgado nesta sexta-feira (16). Em fevereiro, eram 7,2 milhões de empresas.

O valor das dívidas somadas também foi recorde, chegando a R$ 169,8 bilhões, de R$ 164,2 bilhões em fevereiro.

De acordo com o indicador, a maior parte das empresas negativadas eram do segmento de Serviços, com 53%. Na sequência, aparecem as companhias dos setores de Comércio (34,8%), Indústria (8,0%), Outros (3,3%) —que contempla negócios Financeiro e do Terceiro Setor— e Primário (1,0%).

 

“O cenário de inadimplência recorde entre as empresas reflete os efeitos prolongados de juros elevados, além das dificuldades de acesso ao crédito, especialmente para os pequenos negócios”, afirmou a economista da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, em comunicado.

“Esses são os mais impactados porque, em geral, têm menor capital de giro, maior dependência do crédito bancário e menos margem para absorver oscilações do mercado.”

Em março, 6,9 milhões das empresas inadimplentes eram de micro e pequeno porte. Juntos, esses negócios acumularam mais de 48 milhões de dívidas, totalizando um valor superior a R$ 146,2 bilhões, de acordo com a Serasa.

Distrito Federal (40,9%), Alagoas (40,3%) e Pará (39,8%) foram as unidades da federação com as maiores taxas de inadimplência em março. Na ponta oposta apareceram Santa Catarina (24,5%), Espírito Santo (24,8%) e Piauí (25%).

Site CNC – 30/04/2025

Número representa crescimento de 1,9% em relação ao ano passado, mas crédito mais caro preocupa o varejo!

Com projeção de aumento de 1,9% em relação às vendas do ano passado, o Dia das Mães de 2025 deve movimentar R$ 14,37 bilhões, de acordo com levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Apesar do avanço, o número é considerado tímido para a segunda data comemorativa mais importante do varejo e pode ser explicado pelo encarecimento do crédito.

O ramo de vestuário, calçados e acessórios deve liderar mais uma vez o ranking da preferência do consumidor, com previsão de faturamento de R$ 5,63 bilhões, o que representa um crescimento de 6,2% no comparativo com 2024. Em seguida, aparecem os segmentos de farmácias, perfumarias e lojas de cosméticos (R$ 3,02 bilhões) e estabelecimentos especializados na venda de utilidades domésticas e eletroeletrônicos (R$ 1,85 bilhão). Informática e comunicação, móveis e eletrodomésticos e utilidades domésticas, segmentos mais dependentes de crédito, devem apresentar retração, com quedas de 2,9%, 4,4% e 6,0%, respectivamente.

“O cenário econômico tem exigido mais cautela dos consumidores, que estão mais seletivos neste Dia das Mães. Com isso, o varejo teve de se adaptar com rapidez e criatividade, investindo em promoções, itens de maior giro e mais alternativas de pagamento. Isso comprova o nível de comprometimento dos empresários com a retomada sustentável do consumo no País”, afirma o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.

Atualmente, a taxa média de juros das operações com recursos livres destinados às pessoas físicas se encontra no maior patamar desde agosto de 2023, em 56,3% ao ano, de acordo com o Banco Central. “Segundo a autoridade monetária, há uma tendência de crescimento do comprometimento da renda com dívidas no Brasil que já representa 30,6% do orçamento médio das famílias. Este é o maior patamar em quase dois anos”, avalia o economista da CNC Fabio Bentes.

Cesta mais cara

A inflação também pesa no bolso do consumidor. A cesta típica de consumo da data comemorativa deverá apresentar alta de 5,8% este ano, frente aos 2,5% registrados em 2024. Produtos como joias (+33,7%), chocolates (+21,5%) e perfumes (+9,8%) lideram o aumento de preços. Em contrapartida, eletrodomésticos como fogões e refrigeradores devem ficar até 2,8% mais baratos.

Vendas nos Estados

São Paulo, com R$ 4,77 bilhões de faturamento, Minas Gerais, com R$ 1,79 bilhão, e Rio de Janeiro, com R$ 1,59 bilhão, devem concentrar 57% do volume total de vendas no País. Espírito Santo, Goiás e Distrito Federal também se destacam por aparecerem com expectativas de crescimento acima da média nacional (5,6%, 5,5% e 5,1%, respectivamente), impulsionadas pelo maior dinamismo econômico observado nesses estados.

Temporários no período

A data comemorativa ainda deve gerar 29,73 mil vagas temporárias, superando os 28,36 mil postos criados em 2024. Entretanto, a taxa de efetivação dos trabalhadores deve cair de 29% para 20%, acompanhando o ritmo mais lento de crescimento das vendas. Os Estados de São Paulo (8,6 mil), Minas Gerais (3,3 mil) e Rio de Janeiro (2,3 mil) devem ser os maiores demandantes por temporários.

No ranking estadual, Curitiba lidera com o maior número de CPFs inadimplentes, seguido por Londrina (159.619), Ponta Grossa (115.596), Maringá (108.845) e São José dos Pinhais (106.216)

Redação com ACP 07/04/25  – Portal N0osso Dia

A Associação Comercial do Paraná (ACP), por meio do seu Setor de Inteligência de Mercado em parceria com a Equifax, divulgou os dados mais recentes sobre inadimplência no estado do Paraná e na capital, Curitiba.

 

Considerando os dados atualizados no mês de março, a inadimplência de pessoa física diminuiu. Atualmente, o estado do Paraná possui 3.110.950 CPFs com restrições financeiras, o que significa 0,5% a menos do que no mês de fevereiro. Já a capital registrou 0,4% de inadimplentes a menos do que no mês de fevereiro, totalizando 570.314 CPFs.

 

 

Os bairros de Curitiba com maior índice de inadimplência entre pessoas físicas são: Cidade Industrial (63.062 inadimplentes), Sítio Cercado (41.332), Cajuru (33.558), Uberaba (23.060), Boqueirão (22.731), Tatuquara (21.896), Pinheirinho (19.463), Xaxim (17.989), Centro (17.927) e Alto Boqueirão (16.503).

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Já no ranking estadual, Curitiba lidera com o maior número de CPFs inadimplentes, seguido por Londrina (159.619), Ponta Grossa (115.596), Maringá (108.845) e São José dos Pinhais (106.216).

O levantamento da ACP tem como objetivo revelar o impacto financeiro na população e no setor empresarial, trazendo informações detalhadas sobre as dívidas registradas em nome de consumidores e empresas. Além da inadimplência, os dados também abordam o número de abertura e fechamento de empresas desde janeiro até 06 de março.

“Queremos levar à população dados que demonstrem a realidade do cenário econômico. Estamos em um momento delicado em que é necessário tomar cuidado a fim de evitar problemas como restrições de crédito, seja para Pessoa Física ou Jurídica”, detalha o Presidente da ACP, Antonio Gilberto Deggerone.

Inadimplência pessoa jurídica

 

Ao contrário dos CPFs, no setor empresarial a inadimplência aumentou no mês de março em comparação ao mês anterior. O estado do Paraná registrou 3% a mais de CNPJs em situação irregular (26.956) e a cidade de Curitiba aumentou 2,5% (68.301).

No ranking das dez cidades paranaenses com mais empresas inadimplentes, Curitiba desponta com 68.301, seguida por Londrina (14.723), Maringá (13.700), Ponta Grossa (8.833), Cascavel (8.554), São José dos Pinhais (8.076), Foz do Iguaçu (6.684), Colombo (4.584), Guarapuava (4.042) e Pinhais (3.590).

Na avaliação do Vice-Presidente Comercial da ACP, Paulo Mourão, os dados demonstram o importante papel das empresas no atual cenário. “Enquanto os dados apontam um cenário desafiador para o estado do Paraná e sua capital no que se refere à inadimplência de pessoas jurídicas, o número significativo de novas empresas abertas indica resiliência do empresariado local e movimentação da economia”, afirma.

Desde janeiro deste ano até 06 de março, foram 12.390 novas empresas abertas no Paraná, distribuídas entre MEI (Microempreendedor Individual), microempresas, pequenas empresas e médias empresas. Por outro lado, 291 empresas foram fechadas no período, considerando os setores de indústria, atacado, varejo e serviços na cidade de Curitiba.

 

Segundo o ministro do Trabalho, a proposta ainda não está pronta, mas o governo caminha para estabelecer um teto máximo na taxa cobrada

Gabriel GarciaCristiane Noberto 

CNN / 30/04/2025

 O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho • 27/11/2023 Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira (30), que o governo federal vai reduzir “na dor ou no amor” as taxas cobradas pelas operadoras de vale-refeição (VR) e vale-alimentação (VA).

A taxa é cobrada pelas operadoras dos cartões de VR e VA sobre os estabelecimentos comerciais, como restaurantes e mercados, que aceitam esse tipo de pagamento.

 

A medida faz parte das discussões sobre melhorias do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).

Segundo Marinho, a proposta ainda não está pronta, mas o governo caminha para estabelecer um teto máximo na taxa cobrada.

“Reduzir a taxa nós vamos, no amor ou na dor. Se for necessário na dor, será na dor. Dizem que tem taxa de até 10%”, disse o ministro.

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Hoje, essa taxa é definida livremente pelas maiores operadoras do país, como Alelo, Sodexo, Ticket e VR, que operam em arranjos fechados de pagamento.

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT), os percentuais variam entre 3,5% e 4,5%, mas integrantes do setor afirmam que, em alguns casos, a taxa pode ultrapassar 5%.

Outra medida discutida, segundo Marinho, é a diminuição do tempo de repasse dos valores aos lojistas. O ministro, no entanto, não especificou qual será o novo prazo.

O estudo das medidas já havia sido antecipado pela CNN na última terça-feira (29).

Segundo Marinho, a publicação das novas normas dependerá das agendas de autoridades do governo, mas “é possível” que ocorra em maio.

 de Ulisses Zamboni / 30 de abril de 2025

 

O Possible Miami é um dos principais eventos de marketing, tecnologia e inovação nos EUA, que acontece anualmente no hotel Fontainebleau, em Miami, e está sendo realizado nesta semana, de 28 a 30 de abril. Reúne líderes C-level, especialmente CMOs, e creators do mundo digital para se conectar e discutir as tendências, as novas ideias, collabs e o futuro dos negócios, incluindo transformações no varejo físico. O evento é um sucesso porque reúne 5.600 pessoas, mais do que o dobro da audiência de 2024.

Na abertura, as palestras iniciais foram bem interessantes, apesar de ter achado um pouco autoajuda demais. Na verdade, é praxe em eventos deste tamanho haver um primeiro dia de aquecimento, com palestras de visão geral sobre negócios e algumas de motivação.

Na parte da manhã, duas atletas medalhistas de ouro do atletismo norte-americano passaram pelo palco principal com testemunhos de resiliência e sucesso; logo depois, uma empresária e influenciadora brasileira de muito sucesso aqui nos Estados Unidos, Camilha Coelho, que muitos de vocês devem conhecer, e que tem mais de 11 milhões de seguidores nas plataformas das redes sociais, falou de seus negócios atuais, mas também de sua luta e de seu gerenciamento contra o mal da epilepsia.

No entanto, o mais interessante mesmo foi a palestra da tarde, de Ethan Chernofsky, SVP de Marketing da empresa de dados Placer.ai, uma plataforma de inteligência de analytics que utiliza a localização dos telefones celulares para identificar o comportamento humano atualmente.

A empresa, otimizada pela Inteligência Artificial e machine learning, analisa e fornece dados precisos sobre o tráfego de pedestres, comportamento do consumo e tendências de movimentação em locais físicos, como lojas, shoppings e restaurantes.

Eloquente e muito bem humorado, Chernofsky trouxe insights importantes sobre as mais recentes dinâmicas de consumo. Sua experiência recente na SimilarWeb deu a ele um talento inigualável para fazer diagnósticos sobre o comportamento do consumidor no varejo digital, que agora se soma à sua nova experiência na Placer.ai.

“Retail Renaissance” foi o nome escolhido para a palestra — e não poderia ser mais preciso. Um verdadeiro manifesto pela valorização do varejo físico e pela nova perspectiva que ele conquista no cenário contemporâneo. Não só isso. Ele traz dados sobre os mais recentes comportamentos de consumidor no que diz respeito à escolha de canais e à jornada de compra. Seguem alguns insights:

  • O novo valor de uma loja física: Contra todas as apostas, a pandemia acelerou as compras digitais e fez muita gente decretar o fim da era brick and mortar. O fato é que houve uma completa ressignificação do varejo físico e o desejo de visitação de lojas aumentou no pós-pandemia. Para quê? Conexões, interação com a marca e conhecimento de sua qualidade, incluindo o pós-venda. A pergunta que fica: qual o verdadeiro ROI de uma loja física? Apenas venda por metro quadrado?
  • Conveniência sendo substituída por exploração: Mais e mais consumidores saem de um supermercado para ir a outro, de porte similar, porque o tempero do Supermercado 1 não tem paralelo com o do Supermercado 2. Esse “amor” pelo produto e a exploração de sentidos têm desconstruído a máxima da conveniência como oferta única para consumidores, especialmente os de classe mais baixa. Um dado curioso: estima-se que, se 80 mil pessoas vão ver um show num estádio, ao menos outras 8 mil estarão circulando em volta do estádio “sem entrar”, apenas pela diversão de estarem explorando o evento. Ele pergunta: será que o valor da gasolina é menor que o valor pessoal de comprar o produto que o consumidor ama?
  • O fenômeno do high low no varejo físico: A ideia de que consumidores de classe média, ou aqueles que têm ticket médio mais alto, não entram em lojas populares está caindo por terra, ao menos nos Estados Unidos. O trabalho híbrido e a revalorização da família são fatores para isso. As famílias se mudaram para casas maiores e melhores — nos subúrbios americanos — e agora têm que encher de móveis. Já que o bolso não é infinito, por que não frequentar lojas como Homegoods e Marchalls, ambas conhecidas pelos preços baixos terminando em 99 centavos? Será que o consumidor está dando valor para àquilo que realmente tem valor?
  • Omnichannel é uma utopia: Ele traz uma verdade absoluta para a mesa: quantas são as marcas que você conhece que realmente têm um omnichannel impecável (sendo omnichannel o conceito de todos os canais?) Diz ele: “Não é necessário um omnichannel castiço na essência. O que é necessário é o harmonized channel (harmonização de canais). É melhor ter um modelo harmonioso de canais que funcionem em sintonia entre si do que todos os canais. Não seria melhor entender os padrões específicos dos seus usuários antes de abrir um novo canal?
  • Investimentos no portfólio por meio de parcerias: Parcerias estratégicas no varejo são fundamentais para movimento da marca. A recente parceria da marca Bath and Body Works, com o lançamento do mais recente desenho animado da Disney, movimentou a loja de forma inimaginável. Será que as collabs não são somente para o Instagram?
  • Do demográfico para os psicográficos: Imagine que você esteja começando um varejo de suplementos esportivos e decide abrir uma loja de produtos de baixo custo. Será que é melhor você anunciar em mídias de classe C, que têm menor poder aquisitivo, ou em locais próximos a academias, onde as pessoas estão mais propensas a comprar esse tipo de produto. Não subestime o bolso dos outros: a oferta e a promessa do seu produto é mais importante do que você medir o bolso deles?

Enfim, algumas boas reflexões que puseram a plateia na ponta da cadeira e com a sensação de que talvez tenham que repensar seus negócios.

Por fim, Chernofsky deixou uma mensagem importante para a plateia: a loja física, no pós-pandemia, não apenas manteve sua relevância — ela redefiniu seu papel. Deixou de ser vista apenas como um centro de despesas para se tornar um verdadeiro motor de valor para os negócios. O varejo físico é hoje um espaço estratégico de conexão, experiência e construção de marca, e não apenas de transações.

Ulisses Zamboni é chairman e sócio-fundador da Agência Santa Clara.
*Este texto reproduz a opinião do autor e não reflete necessariamente o posicionamento da Mercado&Consumo.

Daniel Gerber

28 de abril de 2025  conjur / Civil

Uma prática disseminada e consolidada na Europa e nos Estados Unidos tem ganhado força no Brasil: a criação de associações sem fins lucrativos, por empresários. Uma forma de devolver à sociedade o que a sociedade lhes deu.

É uma prática legítima, ética e benéfica para todos. Embora o tema gere dúvidas sobre possíveis conflitos de interesse, é importante esclarecer os limites legais e a legitimidade dessa atuação — para afastar qualquer sombra de dúvidas.

Empresários podem constituir associações sem fins lucrativos. O Código Civil brasileiro (Lei nº 10.406/2002) permite que qualquer pessoa, física ou jurídica, funde uma associação, desde que ela não tenha fins lucrativos e respeite os objetivos sociais definidos em seu estatuto (artigo 53 e seguintes). Empresários, portanto, podem sim constituir associações, inclusive com finalidades sociais, educacionais, culturais, entre outras. Nada impede que, uma vez fundada, essa associação seja administrada por gestores profissionais, o que inclusive reforça a governança e a eficiência da entidade.

Do ponto de vista legal, não há impedimento para que os empresários fundadores prestem serviços para as associações que ajudaram a criar, por meio de suas empresas. O importante é que essa contratação observe princípios como legalidade, impessoalidade, moralidade e transparência, especialmente quando a associação recebe recursos públicos ou oferece serviços com interesse social.

Tudo regular

A contratação deve estar documentada, ser justificada e seguir preços de mercado. Dessa forma, não há crime nem irregularidade administrativa, conforme entendimento consolidado em pareceres de tribunais de contas e no próprio Ministério Público.

A associação também pode, ao contratar empresas ligadas aos fundadores, estar buscando uma forma eficaz de prestar serviços aos seus associados ou à comunidade, com menor custo e mais controle. Quando feita dentro dos limites da legalidade e com boa-fé, essa prática representa uma inovação na forma de organização social, promovendo impacto positivo com custos reduzidos.

A ideia de que o fundador jamais poderia prestar serviços à entidade que criou carece de respaldo jurídico. O que o ordenamento veda é a utilização da associação como fachada para enriquecimento ilícito ou desvio de finalidade, o que não se aplica em casos de contratações claras, com prestação real de serviço e benefício coletivo comprovado.

Lucro legítimo

Desde que os serviços sejam efetivamente prestados, em condições de mercado, o lucro obtido pelas empresas contratadas — ainda que pertencentes aos fundadores da associação — é legítimo. A legislação brasileira reconhece o direito à remuneração por serviços prestados, mesmo no âmbito de entidades sem fins lucrativos. O que essas entidades não podem é distribuir lucro entre seus associados ou dirigentes — mas nada impede que contratem empresas e remunerem serviços.

Portanto, empresários podem e devem participar ativamente da criação de soluções para a sociedade, inclusive por meio de associações. Ao prestar serviços por meio de suas empresas, contribuem com sua expertise e infraestrutura para causas sociais, desde que respeitados os princípios da legalidade, transparência e finalidade pública.

é sócio-fundador da Daniel Gerber Advogados e especialista em advocacia corporativa e área penal empresarial.