MONITOR 2026 / redação GBLJeans
No primeiro semestre, o vestuário trazido de fora acumulou alta de 7,8% sobre 2025, alcançando US$1,5 bilhão
Embora o volume de comércio internacional do setor têxtil brasileiro tenha crescido no primeiro semestre de 2026, o saldo final da balança comercial acendeu o alerta ao registrar déficit ainda maior. O resultado negativo da cadeia totalizou US$498,7 milhões nos primeiros seis meses do ano, que representa avanço em relação ao prejuízo de US$399,7 milhões registrado no mesmo período de 2025.
A venda de algodão continua como principal motor das exportações têxteis brasileiras em 2026, somando US$2,79 bilhões, alta de 12,5% na comparação com o primeiro semestre de 2025. Por outro lado, o mercado interno segue pressionado pela forte entrada de roupas importadas, que saltaram de US$1,16 bilhão no primeiro semestre do ano passado para US$1,52 bilhão no acumulado de janeiro a junho de 2026.
O segmento de denim mostrou resiliência nas exportações no primeiro semestre de 2026, registrando forte crescimento em junho, embora o acumulado do semestre ainda aponte para retração de 6,70%. No entanto, o ponto crítico do setor está nas importações. A entrada de denim estrangeiro multiplicou por oito no acumulado dos primeiros seis meses em comparação ao ano anterior, ainda que o volume total fique muito abaixo do mercado de roupas prontas.
→ Exportações têxteis: US$3.263.636.393 (Em 2025: US$ 2.962.376.628)
→ Importações têxteis: US$3.762.390.005 (Em 2025: US$ 3.362.078.240)
→ Exportação Algodão: US$2.793.254.399 (Em 2025: US$ 2.483.577.609)
→ Importação Algodão: US$2.434.334 (Em 2025: US$ 3.508.642)
→ Exportação Roupas: US$101.506.656 (Em 2025: US$ 95.626.051)
→ Importação Roupas: US$ 1.527.656.793 (Em 2025: US$ 1.167.476.229)
→ Exportação Denim: US$21.895.625 (Em 2025: US$ 23.469.351)
→ Importação Denim: US$3.225.244 (Em 2025: US$ 407.547)
EXPORTAÇÃO DE JUNHO: DENIM AVANÇA 75%
No recorte mensal da balança comercial de 2026, o total têxtil exportado deu um salto significativo de 51% sobre junho de 2025. Mas caiu 18% em relação ao mês anterior, de maio, puxada para baixo por algodão e roupas. Em contrapartida, os embarques de denim brasileiro ganharam tração em junho. Subiram 75% frente a maio de 2026 e 14% sobre junho de 2025. Já o ritmo das exportações de vestuário diminuiu na casa dos 2% tanto na comparação com o mês anterior quanto no confronto com junho de 2025. Principal motor da balança comercial têxtil do Brasil, a exportação de algodão em junho caiu 26,65% sobre maio e caiu 2,2% em relação a junho de 2025.
IMPORTAÇÃO DE JUNHO: PRESSÃO DAS ROUPAS ESTAGNA
A entrada de têxteis estrangeiros deu uma leve trégua e cedeu apenas 0,93% na comparação com maio, fechando junho em US$555,2 milhões. Não desativa, porém, o alerta do setor. O mercado de roupas importadas continuou a operar no patamar de US$206,9 milhões no mês. Valor representa sutil recuo de 2,66% sobre maio, mas mantendo alta de 31% em relação a junho de 2025. Em junho, houve descompressão na compra de algodão (-8,33% sobre maio) e de denim (-70% sobre maio).
Para detalhes sobre os valores de junho consulte a tabela interativa abaixo, que abrange a variações mensais de cada segmento da cadeia têxtil.
NAVEGUE PELO PAINEL
Acompanhe o monitoramento contínuo dos fluxos de comércio exterior da cadeia têxtil e de confecção brasileira. O painel interativo abaixo consolida dados mensais que costumam ficar dispersos nas plataformas oficiais de comércio exterior. A plataforma utiliza como base os dados oficiais do Comex Stat (MDIC), cobrindo desde a exportação de fibras e matérias-primas até a importação de vestuário.
Consulte também a base histórica que abrange a Balança Comercial 2024 e a Balança Comercial 2025.
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