Ester Morgan

Estamos vivendo uma das maiores transformações demográficas da história do Brasil, mas muita gente ainda insiste em agir como se ela não existisse.

Atualmente, entre 55 e 62 milhões de brasileiros têm mais de 50 anos. Estamos falando de aproximadamente um em cada quatro habitantes do país e caminhando rapidamente para representar quase um terço da população.

A pergunta é: como ainda existem empresas, marcas e recrutadores que tratam esse público como invisível?

A geração prateada não está diminuindo, ela está crescendo, vive mais, trabalha por mais tempo, empreende, movimenta bilhões na economia, influencia decisões de compra e sustenta boa parte das famílias brasileiras.

Ignorar essa realidade não é apenas um erro social, é um grande erro estratégico.

O etarismo faz com que profissionais altamente qualificados sejam descartados antes mesmo de uma entrevista, enquanto empresas reclamam da falta de mão de obra, de liderança e de experiência.

O mundo mudou, a longevidade mudou, as carreiras mudaram, e somente o preconceito continua preso ao passado.

O futuro pertence às organizações que entenderem que idade não limita talento, competência, inovação ou produtividade.

A pergunta que deixo é simples: Você está se preparando para um país que envelhece ou ainda está tomando decisões baseadas em um Brasil que já não existe?

Porque a população está mudando, o mercado consumidor está mudando e o mercado de trabalho também vai mudar.

A única dúvida é quem terá coragem de enxergar essa transformação antes dos outros.

Será que a escassez de mão de obra no Brasil todo poderá ajudar as empresas a enxergarem o potencial dos 50+ e a vantagem da diversidade etária para potencializar a produtividade??

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