Bruna Fallani / Linkedin
Membro do Conselho Consultivo com foco em varejo e consultoria
31.7.25
E se o varejo mais inovador do Brasil não estiver nos shoppings? Uma pesquisa recente da NielsenIQ mostrou que o mercado de bairro já representa 1/3 do varejo brasileiro. Muito se fala das lojas conceito, das flagships instagramáveis e da digitalização do PDV. Mas existe um movimento silencioso — e profundo — acontecendo nas ruas das nossas cidades. É o renascimento do varejo de bairro: aquele que conhece o nome do cliente, entende o clima da comunidade e percebe mudanças de comportamento antes mesmo dos dashboards. Essas lojas, muitas vezes pequenas, são pontos de escuta ativa. Ali nasce uma inteligência valiosa: o que as pessoas sentem, pedem, deixam de comprar. Enquanto grandes marcas tentam mapear “tendências”, o pequeno varejo observa hábitos. Mais do que vender, ele se posiciona como espaço de confiança, rede de apoio e termômetro local. E quando essa escuta vira repertório — o que nasce é relevância. Em um país continental como o Brasil, olhar para o pequeno varejo é entender nuances que nenhum relatório entrega sozinho. E você? Tem um comércio de bairro que ocupa um espaço no seu coração? O que faz você escolhê-lo?
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