Com menos horas semanais de trabalho, argumentam, não seria possível manter o mesmo nível de produção de bens e serviços — o que tende a pressionar custos e afetar preços ao consumidor

Danilo Moliterno, da CNN

Carteira de Trabalho e Previdência Social  • Mariangela Ctr

Especialistas e representantes do setor produtivo consultados pela CNN Brasil avaliam que a possível aprovação do fim da escala 6×1 no Congresso Nacional pode comprometer as dinâmicas do mercado de trabalho no Brasil, especialmente nos setores de comércio, serviços e indústria.

Segundo entidades empresariais, a principal preocupação é a redução da produtividade. Com menos horas semanais de trabalho, argumentam, não seria possível manter o mesmo nível de produção de bens e serviços — o que tende a pressionar custos e afetar preços ao consumidor.

“A gente sabe que hoje a produtividade de um trabalhador brasileiro é cerca de 23% da produtividade de um trabalhador americano. Quando você reduz a jornada de trabalho, você pressiona ainda mais, com efeitos claros e concretos sobre a economia como um todo”, afirmou Fernando Guedes, presidente-executivo da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).

Um estudo da Federação das Indústrias de Minas Gerais aponta que a redução da carga horária para até 40 horas semanais, sem ganhos de produtividade, poderia impactar duramente o faturamento dos setores produtivos e reduzir a atividade econômica do país em até 16%.

O setor industrial alerta que esse efeito em cadeia tende a se refletir diretamente no bolso dos consumidores. Como as empresas afirmam não ter margem para absorver os custos adicionais, o aumento seria repassado aos preços.

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