Thiago de Melo Furbino é um Influencer
Founder TL.MF. | LinkedIn Top Voice | MBA julh,25
A relação Dívida Líquida/EBITDA é um dos principais indicadores utilizados para avaliar a solidez financeira e o nível de alavancagem de uma empresa. Ela expressa, em número de anos, o tempo necessário para que a companhia consiga quitar sua dívida líquida utilizando exclusivamente o EBITDA gerado em um período de 12 meses. O cálculo é simples: subtrai-se as disponibilidades (caixa, equivalentes de caixa e aplicações financeiras de alta liquidez) do total de empréstimos e financiamentos – resultando na dívida líquida. Esse valor é então dividido pelo EBITDA ajustado dos últimos 12 meses. Quanto menor esse índice, mais robusta tende a ser a estrutura de capital da companhia, indicando maior capacidade de pagamento e menor dependência de capital de terceiros. Veja os destaques: Lojas Renner S.A. Apresenta caixa líquido de R$ 1,2 bilhão, mesmo após utilizar RR$ 500 milhões para recompra de ações, distribuir R$ 179,4 milhões em JCP e ter liquidado R$ 532 milhões em debêntures TRACK&FIELD Mantém posição de caixa líquido com R$ 50,4 milhões. A geração de caixa operacional de R$ 59 milhões (+27% YoY). A empresa segue sem dívidas, mesmo com investimentos em lojas e na TFSports. GRUPO SBF Reduziu a dívida líquida em 44,9%, com alavancagem caindo de 0,91x para 0,44x. O movimento veio da forte geração de caixa operacional e da ausência de novas dívidas ou antecipações de recebíveis. C&A Brasil Encerrando o trimestre com alavancagem de 0,5x, a C&A reduziu sua dívida líquida em 46% YoY, mantendo liquidez superior à dívida de curto prazo (1,2x). Lojas Marisa Com dívida líquida de R$ 110 milhões e alavancagem de 0,5x, a Marisa utilizou recursos próprios em um trimestre tradicionalmente fraco em geração de caixa. A estrutura permanece equilibrada. Riachuelo Registrou alavancagem de 0,6x (vs. 0,3x no 4T24), no entanto deste julho de 2023, a empresa reduziu 1,2 bilhões em debêntures. Apesar da alta pontual, o caixa cobre 153% da dívida de curto prazo. Estratégia ativa de desalavancagem com recomposição gradual de caixa. VESTE S/A Opera com 0,8x de alavancagem, reflexo de dívida líquida de R$ 124 milhões. O nível está ancorado em um EBITDA LTM de R$ 149 milhões. Azzas 2154 Maior alavancagem do setor: 1,3x, com dívida líquida de R$ 2,07 bilhões. O número é explicado por uma captação de R$ 600 milhões em debêntures para alongar o perfil da dívida. A empresa possui liquidez robusta e carteira de recebíveis forte, mas terá o desafio de reduzir gradualmente esse índice. TL.MF. | CURADORIA & ESTRATÉGIA O 1T25 mostrou um setor mais racional financeiramente. Track&Field Renner, operam com caixa e Grupo SBF operam com estrutura praticamente desalavancada. Marisa, C&A e Riachuelo mantêm alavancagem equilibrada. Já Veste e Azzas 2154 seguem em crescimento com capital de terceiros. A capacidade de geração de caixa será o principal termômetro para a resiliência do setor com a taxa Selic de 15%.


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