Daniel Formica / Linkedin

EMPREGOS CLT: quase 50 milhões de vínculos.

Os dados mais atualizados disponíveis do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED; Lei nº 4.923/1965; ME, Portaria nº 1.127/2019) gerido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (Lei nº 14.600/2023, art. 17, XXVIII) expõe que o Brasil alcançou uma média de 48,3 milhões de empregos celetistas ativos no ano de 2025. O número não abrange trabalhos formais estatutários na Administração Pública, nem empregos domésticos (LC nº 150/2015).   O Ministério do Trabalho classifica todos esses 48.357.775 vínculos celetistas em apenas cinco grandes categorias. As vagas de emprego celetistas no Brasil estão principalmente concentradas no setor de serviços: 3,8% – Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura 6,1% – Construção 18,7% – Indústria geral 22,3% – Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas 49,1% – Serviços   Aproximadamente metade de todos os empregos no Brasil está concentrada no Sudeste, composto por Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Sozinho, o Estado de São Paulo concentrava 14.637.113 de empregos em Dez/2025, ou seja, por volta de 30% de todas as vagas de emprego no país.   Impressiona que a quantidade de empregos no Brasil tenha crescido mesmo com reiteradas decisões recentes do STF inclinadas a terem como lícita a “pejotização”, fenômeno que, assim, possivelmente está em crescimento acelerado. O país segue no aguardo de um julgamento definitivo sobre esse assunto (STF, Tema 1389, ARE 1532603) desde que, em 14/04/2025, o Ministro Gilmar Mendes determinou monocraticamente a suspensão nacional de todos os processos sobre o tema. Já são 316 dias de espera.   Atualmente, o E. STF possui 21.890 processos em tramitação, segundo os painéis estatísticos oficiais (cf. STF, Estatística, Corte Aberta) ao mesmo tempo em que possui uma força de trabalho total de 1.227 pessoas (cf. STF, Institucional, Governança, Transparência, Pesoas, Força de trabalho).   #advocaciatrabalhista , #direitodotrabalho

Andréa Lima

Excelente análise, Daniel. Os dados do CAGED reforçam a força do emprego formal no Brasil, especialmente no setor de serviços e na região Sudeste. Chama atenção como esse crescimento acontece em paralelo às discussões sobre pejotização e às indefinições no STF. Isso evidencia que o mercado de trabalho vive um momento de transição importante. Para quem atua em Departamento Pessoal e RH, acompanhar esse cenário é fundamental para garantir segurança jurídica e decisões estratégicas nas relações de trabalho.

Paulo Chubba

Tema bom e bem analisado, Daniel. Coloca-se em xeque se a (provável) redução da jornada acelerará esse aumento de empregos formais ou, em sentido contrário, avançará a automação da mão de obra – ao arrepio dos ludistas – e/ou estimulará formas alternativas de contratação.

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