Fazenda solar em Pantano Grande gera energia para loja situada em Porto Alegre

RENNER/DIVULGAÇÃO – Patrícia Comunello – JC
A maior varejista de moda do Brasil aderiu ao uso de fonte de energia solar e começa a usar no Rio Grande do Sul. Segundo a Renner, a loja no Shopping João Pessoa, em Porto Alegre, está sendo abastecida por energia gerada em fazenda solar de Pantano Grande, a 128 quilômetros da Capital.
“Uma fazenda solar”, onde ficam os painéis fotovoltaicos, foi ativada no fim de dezembro. O empreendimento é de um empreendedor parceiro, informou a varejista. São mil painéis fotovoltaicos, com capacidade para gerar, em média, 0,5 mil megawatts/hora/ano, com 362 kilowatts (kW) de potência.
O abastecimento segue o modelo de geração distribuída, pelo qual a fazenda solar (que é um micro ou minigerador) injeta na rede de distribuição o volume produzido e recebe créditos para ter acesso à energia fornecida pela empresa distribuidora.
Os créditos obtidos pela microgeração “pagam” a conta de luz da concessionária, no caso a CEEE, na Capital, que abastece a loja. A redução da despesa com energia da filial do shopping será de 26% ao ano, diz a Lojas Renner, companhia listada na bolsa de valores, B3.
O uso da energia renovável pela companhia gaúcha ocorre desde o início de 2019. Quatro lojas no Rio de Janeiro foram as precursoras. Uma fazenda solar em Vassouras, no interior fluminense, é a fonte de geração. Os planos da rede na sequência é ativar uma fazenda solar no Distrito Federal, que entrará em operação no primeiro semestre de 2020. O parque abastecerá três lojas em Brasília.
A Renner informou que o investimento atende a metas, anunciadas em 2018, para suprir 75% do consumo corporativo de energia a partir de fontes renováveis de baixa emissão (podendo ser solar, eólica, pequenas centrais hidrelétricas, biomassa, etc) e a redução de 20% das emissões de dióxido de carbono (CO2) em relação ao inventário de 2017.

O grupo mudou a entrada das lojas e colocou embalagens vazias nas vitrines para alertar sobre a importância de reciclar

Por: Aline Barbosa –  novarejo 28.10.19
O Boticário está fazendo uma ação para alertar os consumidores sobre a reciclagem do lixo. As lojas de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador estão com suas entradas reformuladas com embalagens de produtos vazios e com a fachada estampada pelo logo Boti Recicla.
A campanha tem o intuito de convidar os clientes a refletirem sobre a destinação adequada de embalagens vazias de cosméticos após o uso. Os “lixos” foram coletados ao longo das últimas semanas nas próprias lojas.
Além de embalagens, cada vitrine traz uma mensagem sobre o impacto gerado pelas pessoas. Em São Paulo o espaço está reunindo cerca de 2 mil embalagens – mesmo volume produzido pela população da metrópole a cada segundo.
A ação reforça a comunicação do seu programa de logística reversa Boti Recicla, criado em 2006. Preocupada com o meio ambiente e a sustentabilidade do planeta, todas as mais de 3.700 lojas da marca no Brasil, se disponibilizam como pontos de coleta de embalagens de cosméticos vazios.
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“Transformar nossa loja para trazer uma experiência de reciclagem é algo, sem dúvida, de grande impacto para um negócio como o nosso. Vamos tirar nossa marca e os produtos de lançamento da vitrine de três lojas de grande fluxo, em shoppings de muito movimento. Mas fazemos isso por algo maior. É uma forma de reforçar o compromisso do Boticário pela busca de um futuro mais sustentável e mostrar nosso amor pelo espaço em que vivemos”,
Diretor de Comunicação do Boticário, Gustavo Fruges.
Motivação
Como motivação aos consumidores, até o fim do ano, quem entregar embalagens vazias para o programa Boti Recicla terá direto a um desconto de 5% na compra de um novo produto em uma das lojas do Boticário em todo país.
Ainda em conjunto com a ação, as equipes do O Boticário estão sendo treinadas para enfatizar as práticas sustentáveis da marca em seus produtos. Assuntos como o uso de matérias-primas recicladas em suas embalagens, mobiliários de lojas, opções veganas e o compromisso de não testar produtos em animais estão sendo abordadas.
“Temos muito ainda para avançar. Sabemos da força da nossa marca, tão amada pelos brasileiros. Também é nosso papel mobilizar as pessoas para melhorar o mundo em que vivemos. Estimular que elas reflitam e, principalmente, tomem atitudes mais conscientes”, completa Gustavo Fruges.

C&A divulga hoje preço da ação no IPO; Renner, líder no segmento, deve apresentar bons números

Roupas, sapatos e acessórios estarão na boca dos investidores e de agentes do mercado nesta quinta-feira 24, com dois eventos importantes para o varejo de moda. A C&A divulga o preço de suas ações antes da oferta inicial na bolsa (IPO) da próxima segunda-feira 28, enquanto a concorrente Renner apresenta os resultados financeiros de seu terceiro trimestre.
No IPO da C&A, a faixa de preço da ação foi fixada entre 16,50 e 20 reais. Desse montante, 60% é de uma oferta primária, que ficará no caixa da companhia. O problema é que, dos mais de 1 bilhão de reais que a C&A pode embolsar, 90% vai para o pagamento de dívidas, motivo que vem fazendo alguns analistas não recomendarem a compra. Ainda assim, a procura superou em três vezes o volume ofertado, segundo o jornal Estado de S.Paulo, e o IPO pode movimentar mais de 2 bilhões de reais.
Fundada pela família Brenninkmeijer em 1861, na Holanda, a C&A foi uma das pioneiras no chamado fast fashion (ou “moda rápida”) e opera há 40 anos no Brasil. A empresa chegou a ser líder antes de 2010, mas perdeu o posto para a Renner, que fatura hoje 7,5 bilhões de reais, ante 5,2 bilhões de reais da C&A.
A quinta-feira deve reforçar os momentos distintos das duas empresas. Enquanto a receita da Renner cresceu em 13,4% no ano passado, a da C&A subiu apenas 3%. A margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da C&A foi de 7,4% no segundo trimestre, ante 21,7% da Renner e 12,6% da Riachuelo, outra grande concorrente. A C&A fica ainda atrás em número de lojas: eram 262 no fim de junho, ante 360 da Renner e 315 da Riachuelo.
Por Redação Exame
24 out 2019, 06h51 – Publicado em 24 out 2019, 06h40

Brinquedos, produtos tecnológicos e artigos de vestuário foram os itens mais procurados para presentear

O desempenho do varejo para o Dia das Crianças foi melhor que em 2018 na maioria das cidades brasileiras. Levantamento da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) apurou que a data movimentou cerca de R$ 10 bilhões em todo o País. Em nível nacional, o índice de aumento nas comercializações frente a 2018 foi de 3,1%, segundo dados da empresa de informações sobre o crédito Boa Vista.
O aumento foi maior do que o observado no ano passado, quando as vendas cresceram 2,2% na comparação com 2017. Os resultados do período registraram inclusive desempenho superior (praticamente o dobro do crescimento) em relação às demais datas comemorativas do ano (Dia das Mães, Dia dos Namorados e Dia dos Pais) em todo o Brasil.
No Rio Grande do Sul, a movimentação girou em torno de R$ 700 milhões, gerando fôlego aos lojistas, que há algum tempo enfrentam grandes dificuldades para manterem seus negócios. Segundo a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS), no Estado os consumidores gastaram em torno de R$ 200,00 na aquisição de presentes. “Este é um valor significativo, uma vez que situação econômica do Brasil e do Rio Grande do Sul ainda não é aquela que todos nós desejamos”, avalia o presidente da entidade, Vitor Koch.
“Observamos dois fatores que ajudaram a fomentar as vendas no dia das crianças: a liberação de recursos do FGTS e a queda da Selic, que torna os investimentos menos atrativos e leva muitas pessoas a buscarem a aquisição de bens duráveis como meio de uso do dinheiro que eventualmente esteja sobrando”, completa o dirigente. Koch destaca que o Dia das Crianças é a terceira data mais importante para os varejistas, sendo superado somente pelo Natal e do Dia das Mães.
De acordo com a entidade, no Estado, as vendas do Dia das crianças cresceram em torno de 4% na comparação com a mesma data no ano passado. Brinquedos, produtos tecnológicos e artigos de vestuário foram os mais procurados pelos pais para presentear crianças e adolescentes. Os dados indicam que o desempenho do setor no Interior foi melhor que na capital gaúcha, onde o aumento médio das vendas ficou em 2,8% – aquém do esperado (expectativa era de superar 8%) pelos lojistas para a data.
Segundo dados do Núcleo de Pesquisa do Sindilojas Porto Alegre, a movimentação financeira no comércio da Capital para o Dia das Crianças ficou estável, se comparada ao ano passado. Roupas (38,5%), brinquedos (30,8%) e calçados (10,3%) foram os produtos mais vendidos, e o ticket médio ficou em torno de R$ 108,00 em lojas dos segmentos de bazar, vestuário, brinquedos, calçados e eletrônicos que comercializam artigos infantis.
Já o levantamento da Boa Vista indica que “apesar do desemprego ainda elevado e do fraco crescimento da renda, a inflação em queda, o aumento das concessões de crédito e os resgastes dos recursos do FGTS são os principais fatores por trás do bom desempenho das vendas na data” em todo o País”. De acordo com a análise dos economistas da empresa, estes mesmos fatores devem colaborar para o aquecimento do movimento do comércio até o final do ano.
fonte: MARCO QUINTANA/JC 15.10.19 – Adriana Lampert