64% não comprarão presentes – Mais ricos têm mais intenção – 21% devem gastar até R$ 500
Movimento do comércio popular no mês do NatalRovena Rosa/Agência Brasil – 10.dez.2019
SABRINA FREIRE
14.dez.2020 (segunda-feira) – 19h20
Pesquisa PoderData mostra que só 25% dos brasileiros pretendem comprar presentes de Natal neste ano. Outros 64% afirmam que não irão gastar com as lembranças. Foram 11% os que não responderam ou disseram ainda não saber.

 

O levantamento mostra que, dos 25% que irão comprar presentes, 41% pretendem gastar até R$ 100. Outros 21% estimam gasto de R$ 100 a R$ 500 com as lembranças.
Há ainda os que devem gastar mais: 16% afirmam ter a intenção de comprar mais de R$ 500 em presentes. Outros 22% ainda não sabem.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.
Os dados foram coletados de 7 a 9 de dezembro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas, em 505 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.
Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.
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Os que mais pretendem comprar presentes são:
• homens (32%);
• pessoas de 16 a 24 anos (29%);
• moradores do Norte (49%);
• os que têm ensino superior (38%);
• os que ganham mais de 10 salários mínimos (69%).
Os que afirmam que não devem gastar com as lembranças são:
• mulheres (73%);
• pessoas de 16 a 24 anos (66%);
• moradores do Sudeste (70%);
• os que têm só o ensino fundamental (75%);
• os sem renda fixa (73%);

INTENÇÃO DE COMPRA
O PoderData analisou o grupo dos que têm a intenção de comprar presentes de Natal, que soma 25% dos entrevistados, e verificou qual estimativa de gastos por sexo, idade, região, escolaridade e renda.
Os que mais afirmam que devem gastar até R$ 100 são:
• moradores das regiões Centro-Oeste (62%) e da região Nordeste (48%); pessoas de 45 a 59 anos e os que os que têm só ensino fundamental (47% em cada grupo);
• e os que recebem até 2 salários mínimos (46%).
Os que mais devem gastar de R$ 100 a R$ 500 são:
• moradores das regiões Sul (37%) e Sudeste (36%);
• pessoas de 16 a 24 anos (32%);
• os que recebem de 2 a 5 salários mínimos, de 5 a 10 salários mínimos, mais de 10 salários mínimos (33% em cada grupo);
• e os que têm ensino superior (26%).
Os que devem gastar mais com presentes, acima de R$ 500, são:
• os que recebem de 2 a 5 salários mínimos (46%);
• moradores do Nordeste (38%);
• pessoas de 60 anos ou mais (35%);
• os que têm só o ensino fundamental (20%).

 

JC – 19.11.20
Pela 6ª vez, a Lojas Renner está entre as companhias mais sustentáveis do mundo conforme o ranking Dow Jones Sustainability World Index (DJSI World), referência em sustentabilidade corporativa. Maior varejista de moda omni do Brasil, ela é uma das 7 representantes nacionais que integram a edição de 2020 da lista de empresas com as melhores práticas na área, sendo a única brasileira com atuação no varejo. Este é o terceiro ano consecutivo da Lojas Renner no DJSI World, após ter figurado também em 2014, 2015 e 2016 no DJSI Emerging Markets. “O mercado reconhece que estamos avançando no objetivo de construir uma moda cada vez mais responsável”, comenta o gerente sênior de Sustentabilidade, Eduardo Ferlauto.
1.386 participantes
Ao todo, 3.429 companhias de todo o mundo foram convidadas a participar da avaliação corporativa de sustentabilidade e 1.386 se inscreveram, número recorde na história do índice. A seleção final da carteira deste ano reúne 323 empresas de 30 países. Olhando para o setor de varejo do ranking, 116 participaram e apenas 11 foram selecionadas, das quais 6 são do varejo de moda.

Com um histórico de resultados consistentes, a varejista reportou seu primeiro prejuízo em 15 anos no terceiro trimestre, diante dos efeitos da pandemia. E aposta agora na retomada das vendas nas lojas físicas e nas estratégias multicanal para recuperar seu posto de porto seguro dos investidores
Moacir Drska •06/11/20 • NEOFEED

Foram ao menos 17 citações, em pouco mais de uma hora. Durante a teleconferência da Renner com analistas realizada na tarde desta sexta-feira, 6 de novembro, a palavra normal, ou algumas de suas variações, como normalização e normalidade, surgiu de forma recorrente no discurso dos executivos da varejista.
A frequência com que o termo foi empregado contrasta com um fato raro na trajetória não tão recente da empresa. Na noite da quinta-feira, a companhia divulgou seu balanço do terceiro trimestre. E com ele, seu primeiro prejuízo em 15 anos, de R$ 89,2 milhões.
Com o resultado, os papéis da empresa, acostumada a agradar os investidores, abriram o pregão na B3 em queda superior a 3% e chegaram a cair mais de 5% nas horas seguintes. Mas a ação encerrou o dia com uma baixa de 3,06%.
“O pior já passou e estamos mais próximos de um cenário normal”, afirmou Fabio Faccio, CEO da Renner, buscando reforçar a perspectiva de recuperação da varejista. “Estamos bastante confiantes e, mês a mês, nos aproximando do contexto pré-pandemia.”
Depois de ressaltar que boa parte dos indicadores foi afetada pelas restrições de funcionamento das lojas físicas, o executivo observou que, atualmente, a rede tem cerca de 93% de sua carga horária tradicional já em operação.
Nessa retomada, as unidades em regiões como Norte e Nordeste já estão próximas dos patamares de vendas, de estoques, de custos e de fluxos tradicionais da companhia.
Em contrapartida, esse retorno tem sido mais lento em mercados como São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, que concentram boa parte dos pontos de venda da rede, dona ainda das bandeiras Camicado, Ashua e YouCom.
Enquanto monitora e projeta um cenário mais estável, a Renner segue investindo e dando mais velocidade aos projetos para atravessar esse momento e se preparar para o chamado novo normal. E nesse trajeto, as iniciativas de digitalização e dentro do conceito de multicanal são o destaque.
Uma das principais ações é a Prateleira Infinita, que envolve a oferta de todo o mix de produtos, incluindo itens exclusivos, no e-commerce da marca. “Esse projeto potencializa as vendas online, amplia o sortimento e a profundidade do que ofertamos”, disse Faccio. “Hoje, estamos com mais de 5 milhões de peças disponíveis no online e subindo todo estoque, de 50 milhões.”
Outra iniciativa, batizada de Visão Única do Cliente, passa pela captura, integração e análise de informações dos clientes – dentro dos preceitos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) – para obter maior conhecimento sobre esse consumidor e estabelecer um relacionamento mais personalizado.
Segundo a varejista, sob essa ótica, 75% do faturamento já têm “identificação”. E com a integração dos dados, houve um crescimento de 35% na base de clientes que já recebem comunicações dirigidas durante o terceiro trimestre.
“De ações com grandes grupos estamos caminhando para uma comunicação com os clientes cada vez mais granular”, afirmou Faccio. “Com isso, nós tivemos maior participação no omnichannel. Lembrando que esse cliente gasta três vezes mais que um cliente offline”, acrescentou, ressaltando a expectativa de que, em alguns anos, todos os consumidores se enquadrem nesse perfil multicanal.
Dentro dessa abordagem, reforçada pela orientação de personalização, 17 lojas da Renner e da Ashua já tocam um projeto piloto chamado Fashion Delivery, que consiste no envio de ofertas selecionadas para a casa de clientes com base nas preferências desses consumidores compiladas no big data do grupo.
Outros projetos estão em curso. Hoje, mais de 20% das vendas das lojas já são efetivadas sem que os clientes precisem passar pelos caixas. Entre as alternativas, figuram o pagamento com vendedores nas unidades, pelos totens de autoatendimento ou por meio do aplicativo da rede.
Ao mesmo tempo, a empresa conta com outros modelos de vendas multicanal, como o ship from store, que usa as lojas como mini-hubs para agilizar a entrega de pedidos feitos via e-commerce. O formato está disponível em mais de 180 unidades e mais de 20% das vendas online já são atendidas com estoques dos pontos de venda.
Com essas e outras frentes, as vendas via canais digitais alcançaram uma participação de 16% nas vendas totais da companhia que, no trimestre, apurou uma receita líquida de R$ 1,6 bilhão, queda de 14,5% sobre igual período de 2019.
No terceiro trimestre, as vendas via canais digitais alcançaram uma participação de 16% nas vendas totais da companhia
Um componente essencial nessa equação multicanal, a expansão das lojas físicas também foi tema da teleconferência. Nessa ponta, Faccio manteve o plano da Renner, hoje com 392 unidades, chegar a 520 lojas em 2025. Nesse caminho, ele destacou que as lojas de rua, localizadas em cidades médias e de menor porte serão um dos destaques.
Em linha com a mensagem passada pelos executivos da empresa, o Credit Suisse destacou em relatório a melhora gradual dos indicadores da Renner, em especial, a estratégia multicanal, a alta penetração das vendas digitais e a perspectiva mais positiva com a reabertura de todas as lojas no quarto trimestre.
Os analistas Victor Saragiotto e Pedro Pinto ressaltaram que é inegável que a Renner é uma grande empresa, com capacidade de execução comprovada. Mas ressaltaram que há desafios no caminho para que ela volte ao seu “velho normal”, ou seja, ao seu posto habitual de porto seguro para os investidores.
“Isso não significa, porém, que a empresa esteja imune aos desafios impostos pela Covid-19 e, principalmente, às condições sombrias de um consumo mais restrito em 2021”, escreveram os analistas. “Reconhecemos os esforços para acelerar as vendas online e estabelecer rapidamente projetos estratégicos, mas ainda não estamos confortáveis com a perspectiva do ano que vem.”
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Isadora Jacoby 03 de novembro de 2020 JC

NO GE DE CASA, CONVERSAMOS SOBRE ESTRATÉGIAS PARA A DATA NESTE ANO

Natal deve ser bom para vendas pois público presenteará mais após o estresse de 2020
No GE de Casa, conversamos sobre estratégias para a data neste ano
Depois de um ano em que as vendas online ganharam mais espaço na rotina dos consumidores, o Natal, uma das principais datas do varejo, deve seguir essa tendência. No GE de Casa, recebemos João Finamor, professor de Marketing da ESPM, e Sabrina Rolim, proprietária da PresentearPoa, para debater sobre as melhores estratégias para consolidar vendas no fim do ano.
Faltando menos de dois meses para a data, João alerta que as marcas devem traçar suas metas e estratégias para o Natal com urgência. O especialista destaca, ainda, que antes do Natal, há uma outra data importante para o varejo: a Black Friday. No entanto, ele pondera que os objetivos de cada uma delas é diferente. “A Black Friday é uma ação muito de eliminar o estoque, de saldão, mas efetivamente o Natal, para o varejo, é fundamental para lucro. Enquanto a Black Friday é muito para escoamento, a gente tem no Natal uma data mais relevante”, pontua João, que acredita que, neste ano, o desejo de presentear no Natal pode ser ainda maior. “As pessoas vão querer presentear, talvez até mais, por tudo que passaram. A diferença é o novo formato de compra. As empresas que ainda não passaram totalmente pela sua transformação digital tem que ver como elas vão proporcionar essa nova experiência de compra”, ressalta.
O especialista alerta que os empreendedores devem apostar na essência do Natal na hora de traçarem suas estratégias para atrair clientes. “Natal é uma das datas mais empáticas, tem muita emoção. E nesse ano a grande questão é essa: trazer emoção, uma história, entender como vai te conectar com as pessoas. Todo mundo ficou triste. Então, posso usar isso a favor de uma forma legal, levando alegria para as pessoas ao presentear”, aconselha João.
Proprietária de uma loja especializada em presentes personalizados desde 2014, Sabrina sentiu na rotina de seu negócio as transformações apontadas por João. Ela conta que a demanda não diminuiu durante a pandemia e que o negócio ajudou as pessoas a ficarem mais próximas, mesmo a distância. “Somos o elo de ligação da pessoa que está longe, do idoso que não pode ver o filho porque está confinado em casa. Trabalhamos muito as emoções aqui. O trabalho da Presentear é pegar o teu melhor, transformar em um presente, e entregar para a pessoa”, afirma Sabrina. Segundo ela, os últimos meses foram de mudança na forma de escolher um presente. “As pessoas aprenderam a ressignifcar o presente nesse período. O espumante caro, o bombom, nada disso está valendo. O que vale agora é a intenção de lembrar da pessoa”, afirma.

Incerteza é o principal motivo – Pesquisa realizada pelo FGV Ibre – Confirma tendência PoderData
O principal motivo apontado para frear o consumo é a incerteza com relação à pandemiaTomaz Silva/Agência Brasil
PODER360 26.out.2020 (segunda-feira) –
A pandemia de covid-19 fez com que os consumidores ficassem cautelosos. Estudo feito pelo FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas) mostra que 58% dos brasileiros adiaram a compra de bens e serviços.
O principal motivo apontado para frear o consumo é a incerteza com relação à pandemia (53%). Os entrevistados também afirmam que estão economizando por precaução (31%), estão com medo de que alguém na família fique desempregado (19%) ou com dificuldade de encontrar novo emprego (13%). O instituto entrevistou 1.171 pessoas.
O resultado confirma tendência apontada em pesquisa realizada em julho pelo PoderData. Os entrevistados foram questionados se pretendiam fazer alguma grande compra, como carro, casa, apartamento ou eletrodomésticos nos próximos meses.
Só 18% dos brasileiros responderam que pretendiam fazer uma grande compra nos meses seguintes. A maioria (74%) não pretendia fazer grandes aquisições. Outros 8% não souberam responder.
A pesquisa foi realizada de 20 a 22 de julho de 2020 pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 560 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
“O consumidor continua se mantendo bastante cauteloso em relação à compra de bens ou serviços. Esse percentual é mais alto para as faixas de renda mais baixas, que foram as que mais sofreram na pandemia, com perda de emprego e suspensão de contrato de trabalho e estão com nível de endividamento mais alto”, disse Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das sondagens do FGV Ibre, à Folha de S.Paulo.
Segundo a pesquisa do FGV Ibre, 10% dos entrevistados dizem não ter como pagar as contas. O fim do auxílio emergencial foi citado por 7% dos entrevistados para justificar a pausa no consumo.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o comércio avançou 6,1%
REDAÇÃO / AMANHA DIGIT.
08/10/2020

O comércio varejista de tecidos, vestuário e calçados liderou as altas em agosto, com 30,5%
O comércio varejista cresceu 3,4%, em agosto, na comparação com julho, a quarta alta mensal seguida, após quedas influenciadas pela pandemia em março e abril. Com o resultado, o setor atinge o maior patamar de vendas desde 2000, ficando 2,6% acima do recorde anterior, de outubro de 2014. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE.
Na comparação com agosto de 2019, o comércio cresceu 6,1%, terceiro resultado positivo consecutivo. No acumulado do ano, o setor registrou menor ritmo de queda (-0,9%), enquanto nos últimos 12 meses, acumula crescimento de 0,5%, após três meses de estabilidade. “O varejo em abril teve o pior momento, com o indicador se situando 18,7% abaixo do nível de fevereiro, período pré-pandemia. Esses números foram sendo rebatidos nos meses seguintes, até que em agosto o setor ficou 8,2% acima de fevereiro”, explica o gerente da PMC, Cristiano Santos.
Cinco das oito atividades pesquisadas tiveram alta na passagem de julho para agosto. Entre as que apresentaram maior crescimento estão tecidos, vestuário e calçados (30,5%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (10,4%), móveis e eletrodomésticos (4,6%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (1,5%) e combustíveis e lubrificantes (1,3%). O gerente da pesquisa diz ainda que fatores como o aumento da renda devido ao auxílio emergencial e a alta dos preços também têm influenciado o desempenho do varejo, especialmente o setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que recuou 2,2% de julho para agosto, impactado pela inflação dos alimentos.
“Os produtos de supermercados têm uma elasticidade alta, um arroz mais caro é substituído por outro mais barato, mas o consumidor continua comprando. Os supermercados continuam próximos da margem, mesmo em queda, não sentem tanta diferença quanto em outras atividades”, explica Santos, complementando que o crescimento nas vendas de móveis e eletrodomésticos pode ser consequência da renda extra do auxílio emergencial, utilizada pelas famílias para reposição de produtos antigos. Os demais setores em queda foram artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-1,2%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-24,7%).
Varejo ampliado
O volume de vendas do comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, teve alta de 4,6% em relação a julho, reduzindo o ritmo de crescimento com relação ao mês anterior (7,1%). Veículos, motos, partes e peças cresceu 8,8% e material de construção registrou aumento de 3,6%, ambos, respectivamente, após 12,3% e 5,9% registrados no mês anterior. Frente a agosto de 2019, houve aumento de 3,9%, segunda taxa positiva consecutiva. No acumulado do ano, o varejo ampliado soma recuo de 5%. O acumulado em 12 meses, ao passar de -1,9% até julho para -1,7% até agosto, também apontou leve melhora no ritmo de venda.

 

 

O Boticário lança linha de cosméticos orgânicos em outubro

O Boticário está lançando agora em outubro a linha de cosméticos Nativa SPA Orgânicos, com a certificação Ecocert/Cosmos, instituto de inspeção e certificação orgânica, fundado na França, e presente em mais de 130 países. A nova linha traz produtos para a rotina de cuidados pessoais com ingredientes naturais, orgânicos, veganos e livres de crueldade animal.
A fábrica em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, passou por reformulação e adaptações a fim de cumprir exigências para a certificação. “Desde o recebimento das matérias-primas, até o processo de expedição do produto envasado, a fábrica possui um ambiente exclusivo, para evitar contaminação cruzada, além de protocolos de higienização diferenciados e utensílios específicos para cada tipo de produto”, comenta Paulo Roseiro, diretor de pesquisa e desenvolvimento do Grupo Boticário.
Inaugurada em 1977, a marca tem a maior rede franqueada de cosméticos do país com mais de 3.700 pontos de venda, em 1.750 cidades brasileiras, e mais de 900 franqueados. Presente em 15 países, há mais de 40 anos desenvolve produtos com tecnologia, qualidade e sofisticação – seu portfólio tem mais de 850 itens de perfumaria, maquiagem e cuidados pessoais.
Além da cadeia do produto certificado, a empresa também cumpre exigências paralelas, como não realizar testes em animais. O Boticário tem o selo Beauty Without Bunnies da certificadora People for the Ethical Treatment of Animals (PETA), reconhecida organização de direitos dos animais. Em 2019, a marca conquistou também a aprovação pelo programa Leaping Bunny, que estabelece padrões cruelty free superiores aos exigidos pela legislação. Também conta o programa de logística reversa da marca, o Boti Recicla, um dos maiores do país em pontos de coleta – em todas as lojas os consumidores podem devolver as embalagens vazias, que são encaminhadas para a reciclagem correta.

Fonte: https://amanha.com.br/categoria/empresa/o-boticario-lanca-linha-de-cosmeticos-organicos-em-outubro

Taxa sobe 7 pontos percentuais
28% dizem ter contas em dia
Menos da metade trabalha fora

IGHOR NOBREGA
21.set.2020 (segunda-feira) – 19h20
atualizado: 21.set.2020 (segunda-feira) – 19h27
Pesquisa do PoderData mostra praticamente 7 a cada 10 brasileiros deixaram de pagar alguma conta no último mês por causa da pandemia de covid-19. A inadimplência cresceu 7 pontos percentuais em relação ao último levantamento, realizado de 31 de agosto a 2 de setembro.
Esta é a 2ª vez nos últimos 30 dias que a taxa de inadimplentes cresce. O número esteve em queda ou estável desde o início dessa série de pesquisas, no final de abril. A proporção de pessoas que estão com os boletos em dia caiu 8 pontos percentuais – passaram de 36% para 28%.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.
Os dados foram coletados de 14 a 16 de setembro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 459 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.
Quem é mais inadimplente:
• mulheres (71%);
• pessoas de 16 a 24 anos (77%);
• moradores da região Nordeste (81%);
• quem tem só o ensino fundamental (82%);
• os que não têm renda fixa (83%).

ISOLAMENTO SOCIAL
Em meio à crise global de saúde, o teletrabalho –ou home office– foi adotado para evitar aglomerações e frear a disseminação do coronavírus. O levantamento do PoderData aponta que 52% não saíram para trabalhar nas últimas semanas.
Por outro lado, 46% disseram ter saído de casa para trabalhar. Ambos os percentuais se mantiveram iguais em relação aos da rodada anterior.

Fonte: https://www.poder360.com.br/poderdata/68-deixaram-de-pagar-alguma-conta-por-causa-da-pandemia/

 

Para 28%, houve efeito positivo -Impactou mais a construção – Efeito foi positivo no Nordeste – Poder 18.9.20

A diminuição das vendas foi mais percebida por empresas do Sudeste (40,7%), do Centro-Oeste (39,8%) e do Norte (38,3%)Stevepb/Pixabay
GABRIELLY PIMENTEL, RAFAEL BARBOSA e VALQUIRIA HOMERO
19.set.2020 (sábado) – Poder
A pandemia afetou negativamente 39% das empresas em funcionamento no Brasil na 1ª quinzena de agosto. Teve impacto pequeno ou inexistente para 34%. Já para 28%, houve efeito positivo. Os dados são da pesquisa Pulso Empresa, divulgada quinzenalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Eis a íntegra (997 KB).

Na pesquisa anterior, realizada na 2ª quinzena de julho, o percentual de empreendimentos com impacto negativo era de 62%. O efeito tinha sido pequeno ou inexistente para 22%. Enquanto para 15%, era positivo.
PERCEPÇÃO POR SETOR
Os efeitos negativos da pandemia foram mais recorrentes nas empresas dos setores da construção e do varejo (48% em cada). O setor com menor percentual de empresas negativamente impactadas pela crise de saúde foram os serviços (32% se disseram prejudicadas).

EFEITOS POR REGIÃO
O efeito negativo foi mais percebido por empresas do Sudeste (44%), do Norte (42%) e do Centro-Oeste (40%). Na região Sul, 41% das empresas sinalizaram impactos pequenos ou inexistentes. Já no Nordeste, 52% reportaram percepção de efeito positivo.

Os dados para a pesquisa Pulso Empresa foram coletados com 2.267 empresas, de 17 a 31 de agosto, por meio de entrevista telefônica assistida por computador.

 

 

‘Operamos um transatlântico, mas às vezes testamos novidades em jet-skis’, diz Helisson Lemos, chief digital officer (CDO) da empresa


Ricardo Grinbaum e Ana Carolina Sacoman / 14 de setembro de 2020 | 06h00 / Estadao
Dona de Casas Bahia e Pontofrio, a Via Varejo fechou o segundo trimestre deste ano com volume bruto de vendas (GMV) online de R$ 5,1 bilhões, ou 70% do volume bruto total, alta de 280% na comparação com o mesmo período do ano passado. A resposta rápida à pandemia ajuda a explicar os números: segundo Helisson Lemos, chief digital officer (CDO) da companhia, uma das plataformas de maior sucesso nesse período, o Me Chama no Zap, nasceu em apenas três dias.
Lemos falou ao Revoluções Digitais sobre os desafios do momento, como as ideias são testadas e o que deve ser mantido no “novo normal”. Veja os principais trechos da entrevista:
Como a pandemia influenciou no seu processo de transformação digital?
Nossa jornada pela transformação digital da companhia foi iniciada no ano passado, com a nova gestão e o compromisso assumido na direção de um turnaround com uma cultura digital forte. Com a pandemia, esse processo, que já vinha intenso, foi acelerado e diversas ações que estavam planejadas ao longo do ano foram antecipadas. Apesar do cenário adverso, investimos ainda mais na criação de novas soluções digitais e na evolução das já existentes, com o intuito de proporcionar uma melhor experiência para nossos consumidores e total suporte para os nossos colaboradores. Nosso time de tecnologia, composto atualmente por mais de 1,4 mil pessoas, desenvolveu várias soluções.
A primeira foi uma integração das Casas Bahia ao super app banQi, dando acesso para milhões de clientes pagarem seus carnês online. Os carnês, aliás, antes da pandemia eram oferecidos apenas nas lojas e agora passaram a ser uma opção a mais de crédito em nossos canais online. O Retira Rápido, formato de venda que nasce nos canais online e que o cliente retira nas nossas lojas, virou rapidamente o nosso “drive-thru”.
Outra frente digital que surpreendeu a todos nasceu em três dias, a plataforma “Me Chama no Zap” – para que os vendedores das lojas físicas continuassem suas vendas de forma remota durante o período de pandemia. Essa iniciativa marcou o processo de digitalização dos nossos vendedores, que se transformaram em consultores de venda online para os clientes, principalmente os que nunca tinham feito compras por esse meio anteriormente.
Com o crescimento da demanda no e-commerce neste período, reforçamos nossa malha logística com a aquisição da startup curitibana ASAP Log, especializada em entrega para e-commerce. Com a integração da tecnologia desta startup, reduzimos ainda mais o tempo de entrega dos produtos adquiridos por meio de nossos canais online das marcas Casas Bahia e Pontofrio e avançamos na criação de mini hubs dentro de lojas para maior alcance logístico com custo de frete e prazos menores. Nos adaptamos rapidamente aos novos modelos e hábitos de consumo e enxergamos a oportunidade de turbinar ainda mais a integração entre varejo físico e online.

Quais mudanças feitas ou pensadas agora permanecerão no pós-pandemia?
Atualmente, temos como objetivo ir além do varejo por meio da integração de todas as plataformas de venda para oferecer mais conveniência, melhorando a jornada do cliente no online, na loja, ou em ambos. O cliente vai escolher e temos de estar preparados. Sendo assim, todas as inovações, produtos e serviços que desenvolvemos após o início da pandemia permanecerão em atividade e melhoria constante. Acreditamos que o caminho de integração entre as lojas físicas e o mundo online é sem volta.

Como investir em transformação digital enquanto, para muitas empresas, os recursos evaporaram de um dia para o outro?
É comum pensarmos que para inovar ou para iniciar um processo de transformação digital precisamos de um alto investimento. No caso da Via Varejo, praticamente não houve gasto extra. A mudança foi de mentalidade, de ter a coragem de abraçar o novo, de adotar os meios digitais para melhorar nossos processos de venda e processos internos, incluindo as relações de trabalho. O que fizemos até agora foi dar direção e autonomia às nossas equipes para aproveitar os ativos que já estavam aqui dentro para alavancar novos negócios. Nosso processo passou por etapas de análise do cenário da companhia logo após a chegada da nova diretoria e adequações. Agora, com a capitalização realizada no segundo trimestre do ano, vamos avançar com os investimentos em tecnologia e sistemas. Muita coisa foi realizada de forma operacional e usando muita gente. A ideia agora é evoluir mais e mais os sistemas por trás, aumentando a eficiência e a agilidade.

É o momento de testar novas ideias?
Sem dúvida. Sempre é hora de propor e testar novas ideias, também de antecipar projetos e desengavetar tantos outros. Em um setor tão disputado e, em um primeiro momento, que sofreu forte impacto com a pandemia, a busca por novas soluções é mandatória. Falamos aqui que operamos um transatlântico, mas que temos de pilotar também uns jet-skis, e com eles testamos novidades. Se erramos, ajustamos rápido e depois escalamos.

Qual conselho o senhor dá para quem está passando pelo dilema de ter de fazer a transformação digital no meio da pandemia?
Coragem! O mundo é totalmente tecnológico e a pandemia foi um dos fatores que fizeram com que as pessoas mais tradicionais passassem a utilizar o online para suas atividades diárias. Com isso, companhias que se reinventam digitalmente têm mais possibilidade de interagir com seus consumidores, de forma a sanar suas necessidades e se diferenciar no mercado. Outro conselho é que não existe regra, experimentar faz parte do processo, as relações off e online serão mescladas cada vez mais e esse, sim, é o novo normal.