Companhia criada da fusão das administradoras de shopping centers integra o índice Bovespa no Mercado Novo da B3

de Redação  9 de janeiro de 2023

A nova gigante do varejo brasileiro formada pela fusão das administradoras de shopping centers Aliansce Sonae e BrMalls começa a operar nesta segunda-feira, 9, já integrando o índice Bovespa no Mercado Novo da B3, o mais exigente em relação às boas práticas de Governança Corporativa. Avaliada em R$ 10 bilhões, a companhia combinada é uma plataforma de serviços, entretenimento, lifestyle e compras.

“Trabalhamos seis meses no planejamento de integração de talentos, com a expertise que já temos da fusão com a Sonae. A ideia não é juntar o que cada empresa tem de melhor, mas acelerar as estratégias de engajamento, fidelização e soluções para lojistas que são harmônicas, proporcionando a melhor experiência”, afirma Rafael Sales, CEO da nova empresa.

No total, a empresa resultante da fusão de Aliansce Sonae e BrMalls possui 62 shoppings, sendo 53 deles próprios e nove administrados, com um portfólio de 11 mil lojas e 4 mil marcas. A nova companhia tem 2,5 milhões de área bruta locável (ABL) e recebe mais de 60 milhões de visitas mensais.

Porfólio de vendas

A empresa desponta com a maior liquidez do mercado e o portfólio com vendas em torno de R$ 40 bilhões, o que representa mais que o dobro do principal concorrente. Os shoppings próprios Top 10 têm venda de R$ 12,8 bilhões. Já a média de vendas dos shoppings Top 5 oriundos de cada companhia está acima de R$ 1 bilhão.

“Nossos shoppings são hubs de soluções para as cidades, destinos de convivência e experiência fígital e ainda espaços de oportunidades para os empreendedores de varejo e serviços. Continuaremos trabalhando com o compromisso de servir e encantar nossos consumidores e parceiros todos os dias”, comenta Sales.

Ao longo do ano será conduzido o processo de integração. Segundo Rafael, projetos como o de real state, originalmente da Aliansce Sonae e que cria bairros planejados para desenvolvimento do entorno dos shoppings pode ser levado para mais regiões do país, assim como a plataforma de mídia, que será a maior da indústria de shoppings. A nova empresa resultante da fusão de Aliansce Sonae e BrMalls tem mais de 5 mil colaboradores diretos e indiretos em todo o País.

A empresa tem estrutura de corporation e acionistas de referência no mercado, limitados a 25% do poder de voto e possui iniciativas com certificações internacionalmente reconhecidas, como o Índice de Sustentabilidade (ISE) da B3 e melhor avaliação do setor no Carbon Disclosure Project (CDP), além da adesão ao Pacto Global da ONU.

Conclusão da combinação

Aliansce Sonae e BrMalls comunicaram na sexta, 6, a consumação da combinação dos negócios das companhias. Na própria sexta, foi encerrada a negociação das ações de emissão da BrMalls na B3 sob o código BRML3, conforme divulgado pelas empresas em 19 de dezembro.

As companhias continuarão a se dedicar às suas atividades, mantendo-se o registro de companhia aberta da Aliansce Sonae e a listagem de suas ações no segmento do Novo Mercado da B3, tornando-se a BrMalls uma subsidiária integral da Aliansce Sonae, segundo fato relevante.

Com a consumação da operação, as ações de emissão da BrMalls deixarão de ser negociadas no segmento do Novo Mercado da B3 e serão tomadas as medidas necessárias para que o seu registro de companhia aberta seja convertido de categoria “A” para categoria “B” e mantido enquanto os demais valores mobiliários por ela emitidos estiverem em circulação.

Com informações de Estadão Conteúdo (Elisa Calmon).

Da CNN

06/11/2022 às 21:54

O “atacarejo” é uma das principais tendências de mercado no país, segundo avaliação do presidente da P&G Brasil, André Felicíssimo, em entrevista à CNN.

De acordo com Felicíssimo, o fenômeno cumpre, especialmente, o valor da “realização” para o consumidor. “Dá gosto de ver um carrinho cheio, esse é um dos principais valores do consumidor brasileiro, e ao ir no ‘atacarejo’, eles conseguem isso”, explica.

Outras duas importantes tendências no cenário atual, na avaliação do executivo, é o consumo por meios eletrônicos e o crescimento de estabelecimentos “de vizinhança”.

Sobre as vendas on-line, Felicíssimo explica que, durante a pandemia, o consumidor “mudou sua expectativa a respeito do tipo de compra que ele espera fazer. Ele quer uma compra mais segura, rápida e produtiva. E muitos desses impactos ficam mesmo após a pandemia, principalmente a parte da compra ser eletrônica. Qual compra pode ser mais segura, rápida e produtiva do que uma compra através de meios digitais?”

Já em relação aos comércios de vizinhança, o executivo atrela seu crescimento à tendência de residências menores que inviabilizam o armazenamento de muitos produtos e geram a necessidade de lojas mais próximas.

Cenário econômico

Apesar da inflação atual no mercado brasileiro, o presidente da P&G Brasil explica que “nas categorias que nós participamos, e normalmente nós somos ou líderes ou vice-líderes nessas categorias, elas têm crescido constantemente, não só em valor, mas também em volume”.

Segundo Felicíssimo, a P&G “tem conseguido manter o crescimento, a gente não está enfrentando queda. Como? Em cada categoria que a gente participa, nós vamos atrás do desenvolvimento da categoria, como que nós conseguimos levar consumidores para um novo patamar de consumo”.

O executivo ainda comentou as metas futuras da empresa relacionadas ao desenvolvimento sustentável. Segundo ele, a estratégia se pauta em quatros pilares: clima, água, floresta e não jogar dejetos no lixo.

Como objetivo alcançado, Felicíssimo aponta que 100% das fábricas da P&G no Brasil não emitem resíduos para aterros sanitários.

Para 2030, a empresa almeja reduzir em 35% eficiência hídrica e consumir 100% de energia renovável.

Na COP27, a P&G deve apresentar suas metas para 2030 e “como estamos avançando, estamos além das metas que nós tínhamos nesse ponto do caminho, nós já estamos levando também a nossa ambição 2040. Esperamos que essa COP seja um acelerador nesse processo”.

*Publicado por Renata Souza, da CNN

Publicado em 26/10/2022 10:30 •  Por Luciana Neto site CNC

Para dar conta do aumento previsto para as vendas no varejo relativas ao Natal de 2022, estimado em 2,1%, a projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) é que sejam contratados 109,4 mil trabalhadores temporários no País. Essa deve ser a maior oferta de trabalho temporário em nove anos, quando, em 2013, foram abertos 115,5 mil postos. A estimativa da CNC é que a taxa de efetivação seja de 11%, o que representa 3 pontos percentuais a menos do que em 2021.

Regionalmente, São Paulo (30,3 mil), Minas Gerais (12,2 mil), Paraná (8,9 mil) e Rio de Janeiro (8 mil) concentrarão 54% da oferta de vagas para o Natal deste ano. As previsões da CNC são baseadas em aspectos sazonais das admissões e desligamentos no comércio varejista, registrados mensalmente pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

“A conversão de vagas temporárias em efetivas em 2022 não deve ser tão expressiva quanto depois do Natal de 2021, quando chegou a 15%, porque, no ano passado, o varejo ainda estava repondo os postos que haviam sido fechados nas duas primeiras ondas de covid-19”, pontua o presidente da CNC, José Roberto Tadros. Em 2021, 97 mil trabalhadores temporários foram contratados, 46% a mais do que o registrado em 2020, o primeiro ano da pandemia. Dois meses antes dos Natais de 2020 e 2021, a circulação de consumidores no varejo ainda estava, respectivamente, 22,1% e 4,8% abaixo do nível pré-pandemia. Atualmente, o fluxo de consumidores nas lojas já é 3,1% acima do período imediatamente anterior ao início da crise sanitária.

Mais contratações em hiper e supermercados

Os maiores volumes de contrato devem se concentrar no ramo de hiper e supermercados, no qual a previsão é de abertura de 45,5 mil vagas temporárias, e no setor de vestuário, com 25,8 mil. “Se, por um lado, os hiper e supermercados, que são o segmento que mais emprega no varejo, têm destaque no número absoluto de vagas, as lojas de roupas, acessórios e calçados são, historicamente, as mais beneficiadas pelas vendas natalinas”, aponta o economista da CNC responsável pela pesquisa, Fabio Bentes. Enquanto o faturamento do varejo cresce, em média, 34% no período de fim de ano, o setor de vestuário costuma registrar alta de até 90%.

Maiores salários em lojas de comunicação e informática

O salário médio de admissão deverá alcançar R$ 1,6 mil, avançando, portanto, 2,5% em termos nominais, na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a remuneração média ficou em R$ 1,5 mil. Os valores mais altos, de R$ 2,3 mil, devem ser pagos pelas lojas especializadas na venda de produtos de informática e comunicação, seguidas pelo ramo de artigos farmacêuticos, perfumarias e cosméticos, que deve pagar em torno de R$ 1,8 mil. Contudo, esses segmentos respondem por apenas 2,3% das vagas totais a serem criadas.

Alta de 2,1% nas vendas de Natal

A previsão da CNC é que haja aumento de 2,1% nas vendas de fim de ano no varejo como um todo. O ramo de hiper e supermercados tende a registrar alta de 4,8% nas vendas, já descontada a inflação, mas as vendas nas lojas de utilidades domésticas e eletroeletrônicos devem cair 3,4% em relação ao ano passado. “Essa perspectiva decorre do somatório entre a desaceleração da inflação e o encarecimento do crédito, já que a taxa de juros de operações envolvendo pessoas físicas atingiu o maior patamar desde abril de 2018, o que favorece as compras em segmentos que dependem menos de empréstimos e financiamentos”, explica Bentes.

Fonte: site CNC

O volume de vendas do comércio varejista no país cresceu 1,1% em fevereiro, na comparação com o mês anterior (2,1%), segunda alta consecutiva. Com isso, o setor está 1,2% acima do patamar pré-pandemia, e 4,9% abaixo do pico da série (outubro de 2020). No ano, o varejo acumula variação negativa de 0,1%. Já nos últimos 12 meses, cresceu 1,7%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE.

Seis das oito atividades pesquisadas tiveram taxas positivas em fevereiro. Embora o setor de livros, jornais, revistas e papelaria tenha crescido 42,8%, os maiores impactos vieram de combustíveis e lubrificantes (5,3%), móveis e eletrodomésticos (2,3%), tecidos, vestuário e calçados (2,1%). Segundo o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, a atividade de livros, jornais, revistas e papelaria vem, ao longo do tempo, diminuindo. Basta observar as grandes cadeias de livrarias, por exemplo. É uma atividade que vem perdendo importância no varejo por conta dos grandes marketplaces, que vendem livros online, mas não estão inseridos nessa categoria.

“O que segurava a atividade era o mercado de livros didáticos, que foi bastante afetado pela pandemia com o ensino online e a migração do material impresso para o meio digital. Ocorre que no início deste ano houve uma retomada relacionada, principalmente, com os grandes contratos de livros didáticos. Esse avanço, porém, não foi suficiente para recuperar os níveis anteriores, já que algumas atividades didáticas continuam no ambiente online”, explica Santos.

Assim, as principais contribuições para o resultado do varejo em fevereiro vieram de combustíveis e lubrificantes (5,3%), móveis e eletrodomésticos (2,3%), tecidos, vestuário e calçados (2,1%). “No caso de tecidos, vestuário e calçados, o crescimento ocorreu após uma alta de 4% em janeiro. Foi uma atividade que não teve um Natal muito bom, com uma queda de 5,6% em dezembro. Mas em janeiro, as empresas fizeram promoções muito fortes que se estenderam até fevereiro e contribuíram com esse resultado. Já móveis e eletrodomésticos, que desde junho do ano passado não crescia, teve uma retomada com a série de promoções feitas pelas empresas. No caso de combustíveis, pela primeira vez, nos últimos 12 meses, não há uma pressão inflacionária tão clara para essa atividade”, detalha o gerente da PMC.

Também avançaram, em fevereiro, outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,6%) e hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,4%). Vale ressaltar que os indicadores de volume de vendas têm sido impactados pela inflação dos alimentos. Já o volume de vendas de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria recuou 5,6% frente a janeiro, depois de três altas seguidas. O setor de equipamentos e material para escritório informática e comunicação ficou estável. No comércio varejista ampliado, o crescimento de 2% no volume de vendas, em fevereiro, foi influenciado pela taxa positiva de veículos, motos, partes e peças (5,2%). Material de construção teve variação negativa de 0,4%.

Fonte: https://amanha.com.br/categoria/economia/vendas-no-varejo-crescem-1-1-em-fevereiro

O varejo paranaense encerrou 2021 com alta de 7,87%. Os dados são da Pesquisa Conjuntural da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), que traz um balanço do comércio no ano passado e evidencia a continuidade da recuperação da economia, principalmente nos setores de calçados e vestuário e tecidos, que tanto sofreram no decorrer da pandemia. Estes foram os setores com maior crescimento nas vendas: calçados, com aumento de 17,81%; vestuário e tecidos, com 15,77%, além de óticas, cine-foto-som (15,90%), materiais de construção (15,65%) e autopeças (14,99%).

Por outro lado, os setores com desempenho negativo no acumulado do ano foram livrarias e papelarias (-5,35%) e lojas de departamentos (-6,90%).

O resultado do varejo em 2021 foi o melhor desde 2013. Em 2020, o comércio paranaense finalizou em queda de 4,57%. Em 2019 registrou elevação de 3,24% e em 2018, com aumento de 6,12%.

O Natal foi um dos grandes estímulos para as vendas, que foram 13,3% superiores a novembro na maioria dos setores, sobretudo calçados (93,49%) e vestuário e tecidos (90,44%), que comercializam os presentes mais tradicionais dessa época do ano.

Na comparação com dezembro de 2020, houve elevação de 1,28%, especialmente nos ramos de combustíveis (21,4%); vestuário e tecidos (17,07%); autopeças (15,89%) e calçados (14,75%).

VENDAS REGIONAIS

O varejo de Londrina teve o melhor desempenho do estado, com alta de 17,2% no acumulado de 2021. Na região, os destaques foram as lojas de materiais de construção (31,37%), óticas, cine-foto-som (25,21%) e calçados (23,59%).

Curitiba e Região Metropolitana registraram aumento de 7,02%, seguida pelo Sudoeste (6,62%), Maringá (5,41%), Ponta Grossa (4,43%) e Oeste (2,84%).

ABERTURA DE ESTABELECIMENTOS

De acordo com levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com base nos dados do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), o Paraná foi o terceiro estado com maior número de lojas abertas em 2021, com 15,16 mil novas empresas. Junto de São Paulo (55,69 mil), Minas Gerais (18,38 mil) e Rio de Janeiro (14,10 mil), os quatro estados concentraram mais da metade dos novos estabelecimentos comerciais no ano passado. Ao todo, o comércio varejista brasileiro encerrou 2021 com 2.407.821 empresas ativas, revelando, portanto, um saldo positivo de 204,4 mil registros em relação ao final de 2020.

Fonte: https://www.fecomerciopr.com.br/sala-de-imprensa/noticia/varejo2021/

Com o fim das restrições de horários e taxa de ocupação nos comércios, os consumidores voltaram às compras e as vendas totais no varejo registraram uma expansão de 5% em setembro, com relação ao mesmo mês do ano anterior.

Segundo o Mastercard SpendingPulse, que mede as vendas no varejo online e nas lojas físicas em todas as formas de pagamentos, os setores de combustíveis (+37,5%), restaurantes (+28,5%) e artigos de uso pessoal (+25,3%) impulsionaram o crescimento das vendas totais no varejo.

Já os setores de móveis e eletrônicos (-22,3%), mobiliário doméstico (-8,6%) e vestuário (-8,2%) tiveram crescimentos de vendas abaixo do índice em relação ao mesmo período do ano passado.

Em termos de vendas totais no varejo nas regiões, o Norte (+16,6%), Sul (+11,3%) e Centro-Oeste (+9,7%) superaram o restante do país, enquanto o Sudeste (+3%) e o Nordeste (+2,8%) apresentaram desempenho inferior ao crescimento das vendas nacionais.

“Com o avanço dos novos horários das lojas da região, podemos ver a continuidade do crescimento das vendas do varejo brasileiro tradicional, principalmente nos setores de estilo de vida”, afirma o executivo Estanislau Bassols, gerente-geral da Mastercard Brasil.

Vendas pelo comércio eletrônico

Com o retorno dos consumidores às lojas, as vendas pelo comércio eletrônico brasileiro caíram -27,3% em relação ao mesmo mês de 2020.

Para uma melhor compreensão do que significam esses números, se comparadas há dois anos, antes do início da pandemia, as vendas totais no varejo cresceram +24% no comparativo do ano e de dois anos e as vendas no comércio eletrônico aumentaram +45,6% em relação ao mesmo mês de 2019. Segundo Bassols, esse movimento do mercado está diretamente relacionado à recuperação gradativa das vendas em lojas físicas.

Fim das restrições em São Paulo

Com 67,61% da população totalmente imunizada contra o coronavírus, o Estado de São Paulo encerrou na segunda-feira, 1º, as últimas restrições de público e eventos para conter o avanço da pandemia de covid-19.

Depois de quase 600 dias, todos os estabelecimentos do Estado podem funcionar sem limites de lotação ou horário de funcionamento e festas com pista de dança, torcidas em estádios, shows com público em pé também estão autorizados. O uso de máscara facial, entretanto, segue obrigatório, assim como a exigência do “passaporte vacinal” em eventos com mais de 500 pessoas.

Fonte: https://mercadoeconsumo.com.br/2021/11/03/restricoes/

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) se estabilizou em outubro. Após quatro meses consecutivos de alta, o indicador apurado mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apresentou crescimento mensal nulo, atingindo 73,2 pontos. Apesar da falta de variação, o índice apresentou o maior nível desde março, quando registrou 73,8 pontos, e superou os 68,7 pontos de outubro de 2020. Ainda assim, permaneceu abaixo do nível de satisfação (100 pontos), fato que vem ocorrendo desde abril de 2015.

Dois subíndices também apresentaram as primeiras quedas após quatro meses seguidos de altas e comportamentos bem semelhantes: o nível de consumo atual e a perspectiva de consumo. O primeiro contou com retração mensal de 0,4% e variação anual positiva de 12,1%. Com isso, o indicador alcançou o nível de 58,0 pontos, o maior patamar desde maio de 2020 (62,1 pontos).

Já a perspectiva de consumo apresentou queda de 1,8%, na comparação com o mês anterior, e avanço de 19,6% em relação a outubro de 2020. Esse resultado foi o mais positivo entre as comparações anuais do estudo, e o indicador alcançou 75,3 pontos, também o maior nível desde maio de 2020 (75,6 pontos).

Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, é possível identificar uma perspectiva mais favorável em relação ao consumo nos próximos meses. Mas, ainda assim, chamam a atenção as quedas observadas, que são resultados da incerteza gerada pelo momento econômico. “As incertezas econômicas, com a inflação e a alta dos juros, reduzem o poder de compra. No entanto, apesar dessas dificuldades, o consumo segue avançando em relação ao ano passado”, avalia.

Melhor percepção do mercado de trabalho
Mas se a preocupação com a instabilidade econômica ainda abala o consumo, por outro lado, o estudo aponta uma melhor percepção do mercado de trabalho. O indicador de emprego atual contou com crescimento anual de 6,4% e mensal de 1,7%, a maior taxa do mês. Acompanhando essa recuperação, o patamar atingido (91,4 pontos) o manteve como o maior indicador da pesquisa em outubro, sendo também o maior nível desde maio de 2020 (101,7 pontos).

Reforçando o cenário, o segundo resultado mais positivo do mês foi o item envolvendo a perspectiva profissional, que apresentou variação mensal positiva de 1,3% e aumento de 6,9% na comparação com outubro do ano anterior. Com a sequência de variações positivas, o indicador atingiu 84,1 pontos, a maior pontuação desde abril (84,4 pontos).

Para a economista da CNC, responsável pela pesquisa, Catarina Carneiro da Silva, os dados revelam continuação para os próximos seis meses da confiança das famílias em relação ao mercado de trabalho. “Em ambos os casos, houve melhora no perfil de respostas das famílias, elas estão mais seguras em relação aos seus empregos em curto prazo e menos negativas quanto aos seus empregos em longo prazo”, afirma Catarina.

Fonte: https://exclusivo.com.br/varejo/2021/10/22/intencao-de-consumo-das-familias-estabiliza-em-outubro.html

Parte das companhias contornou as dificuldades com apoio do e-commerce, enquanto outras afundaram com as portas fechadas

O reforço das medidas de restrição contra a Covid-19 no primeiro trimestre deste ano afetou as operações de muitas companhias brasileiras, em especial das varejistas – com impacto ainda pior sobre as que ainda iniciam o processo de digitalização de seus negócios. Conforme Pesquisa Mensal de Comércio divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no início de maio, o varejo registrou uma queda acumulada de 0,6% nas vendas no primeiro trimestre. Só o segmento de tecidos, vestuários e calçados caiu 18% no mesmo período

Ainda assim, muitas varejistas conseguiram superar os resultados anteriores e apresentaram resiliência frente ao contexto, após mais de um ano de pandemia. A Lojas Marisa reduziu o prejuízo no primeiro trimestre divulgado na segunda-feira (10), ante o mesmo período do ano anterior, mas ressalta que ainda sofre os impactos pela pandemia, parcialmente compensados pela maior eficiência em despesas.

O desempenho negativo da companhia no período ficou em R$ 53,4 milhões, contra o prejuízo de R$ 107,1 milhões um ano antes. No entanto, a receita da companhia foi menor, de R$ 415,434 milhões entre janeiro e março deste ano, queda de 27,3%, em comparação com a receita de R$ 571,775 milhões no mesmo período de 2020. A Marisa ainda assim foi beneficiada pelo aumento das vendas pela plataforma digital, de 67,3% no primeiro trimestre – com o aplicativo representando 45% das vendas digitais. Já o varejo teve queda de 30,5%.

A gestora das marcas Olympikus, Mizuno e Under Armour também mostrou recuperação em relação ao primeiro trimestre de 2020. A Vulcabras registrou lucro líquido de R$ 14,6 milhões nos primeiros três meses deste ano, uma alta de 64% ante os R$ 8,9 milhões do primeiro período de 2020. A receita líquida da companhia foi de R$ 311,9 milhões no primeiro trimestre, um aumento de 30,7% na comparação com o mesmo período do ano passado, e o terceiro trimestre consecutivo de ganhos.

O CEO da Vulcabras, Pedro Bartelle, atribui o crescimento de receita no trimestre às novas coleções adaptadas à realidade do mercado neste momento e ao comportamento do consumidor.

Já a Natura &Co não seguiu na mesma linha. Na quarta-feira (12), a companhia anunciou prejuízo de R$ 156,6 milhões, ante o valor negativo de R$ 824,9 milhões no primeiro trimestre de 2020. Roberto Marques, presidente-executivo do conselho de administração e CEO do Grupo, ressaltou que o ambiente segue desafiador, “em termos sanitários, com bloqueios e restrições em alguns mercados importantes”.

A receita líquida da companhia foi de R$ 9,5 bilhões, aumento de 25,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. As vendas digitais da Natura representaram 48% da receita total, ante 33% no primeiro trimestre de 2020.

A mais nova aquisição do Grupo Soma, a Cia Hering apresentou lucro líquido de R$ 19,76 milhões no primeiro trimestre, antes de ser vendida ao grupo no dia 28 de abril. O lucro representa um aumento de 291,8% ante o mesmo período do ano anterior. A receita líquida da Cia Hering ficou em R$ 285,08 milhões, aumento de 4,8% na comparação com o ano anterior.

Paralelamente, o próprio Grupo Soma contornou as dificuldades com as restrições e trouxe resultados acima do esperado pela XP Investimentos. A receita líquida da holding foi de R$ 353,6 milhões, um crescimento de 20,1% ante o primeiro trimestre de 2020. O lucro líquido da companhia foi de R$ 14,9 milhões, revertendo o prejuízo do mesmo período do ano anterior de R$ 43,4 milhões.

De acordo com a XP Investimentos, o Grupo Soma foi favorecido pelas “vendas a preço cheio no canal online e o forte crescimento da Farm Global (+135,5% ano a ano)”.

Já a Guararapes, dona da Riachuelo, registrou prejuízo de R$ 104,9 milhões no primeiro trimestre, maior que o prejuízo dos três primeiros meses de 2020, de R$ 47,5 milhões. A empresa explicou que a performance apresentada no trimestre é reflexo da queda nas vendas em lojas, da expansão de margem bruta de mercadorias, do desempenho das despesas operacionais e do forte crescimento do resultado da operação financeira.

A receita líquida da companhia ficou em R$ 1,24 bilhão, um recuo de 23,5% ante o mesmo período de 2020. As vendas realizadas pelos canais digitais cresceram 253,5% no 1T21, representando 13,3% das vendas totais de mercadorias no período.

Na última quarta-feira (12), a Via (antiga Via Varejo) apresentou um surpreendente salto de 1284,6% no lucro líquido do primeiro trimestre, comparado ao mesmo período de 2020, aos R$ 180 milhões. A receita líquida da companhia foi de R$ 7,5 bilhões, 19,1% a mais que o mesmo período do ano passado.

O bom desempenho da Via tem como destaque a performance online, que, de acordo com a administração, é “fruto das melhorias nos prazos de entrega, da maior assertividade comercial e principalmente pela entrada de novas categorias e ganhos de marketshare”. A receita bruta do canal online apresentou crescimento aproximado de 111% nos três primeiros meses do ano comparando com 2020.

Na semana, a quinta-feira concentrou o maior volume de balanços no varejo – uma “rave” de resultados, nas palavras da XP Investimentos. As duas representantes do segmento de e-commerce no dia, Westwing e Magazine Luiza, trouxeram bons resultados, especialmente a segunda, favorecidas pela menor circulação das pessoas, com esse movimento migrando parcialmente para o varejo digital.

A Magazine Luiza trouxe R$ 8,8 bilhões de vendas no e-commerce, um aumento de 111,4%, e que representa 70% das vendas totais no período. A companhia atribui o resultado favorável à boa performance do aplicativo, entrega mais rápida e à evolução do marketplace. Em mensagem da administração, a Magazine Luiza promete acelerar ainda mais as entregas, e expandir o sistema de pedidos que chegam em uma hora, que já está disponível em 50 lojas do grupo.

A receita líquida da Magazine Luiza nos três primeiros meses de 2021 foi de R$ 8,25 bilhões, um aumento de 57,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro líquido foi de R$ 258,6 milhões, impressionantes 739,7% acima do ano anterior.

Após a estreia na Bolsa em fevereiro, a Westwing não conseguiu reduzir o prejuízo líquido do primeiro trimestre, de R$ 16,6 milhões, em relação ao resultado negativo de R$ 2,5 milhões do mesmo período de 2020. Para a XP Investimentos, o prejuízo ainda veio menor que o esperado, “por conta de menores despesas não operacionais e do impacto do reconhecimento de imposto diferido no período”.

Já o Ebitda da companhia ainda veio “pressionado por conta de maiores investimentos na operação”, e ficou negativo em R$ 22,58 milhões. A receita líquida da Westwing foi de R$ 60,57 milhões, um aumento de 83,3% ante o mesmo período de 2020.

A C&A reportou uma receita líquida de R$ 776,1 milhões no período, uma queda de 20,6% comparado ao ano anterior, que, de acordo com a companhia, se deve às restrições impostas pela pandemia e à “maior insegurança da cliente”. A companhia trouxe um prejuízo de R$ 138,5 milhões, pior que o resultado negativo no primeiro trimestre de 2020, de R$ 55,4 milhões.

A Lojas Renner trouxe resultado abaixo do esperado, na visão da XP, apesar do crescimento de 140% nos downloads do aplicativo no trimestre, totalizando 4,5 milhões e com recorde de 1,8 milhão em março. A receita líquida da companhia foi de R$ 1,58 bilhão, queda de 15,2% ante o mesmo período de 2020. O prejuízo da Lojas Renner foi de R$147,7 milhões, ante lucro de R$ 7,1 milhões no primeiro trimestre do ano passado.

Já a Arezzo viu seu lucro líquido disparar 310,7% na comparação anual, para R$ 29,6 milhões. A receita líquida da companhia no período foi de R$ 499,9 milhões, aumento de 33,2% sobre o mesmo período de 2020. De acordo com a administração da companhia, as vendas digitais apresentaram “excelente nível de maturidade”, que “permitiu que a rede novamente apresentasse resultados sólidos”.

 

O 5G vai promover experiências de consumo e ganhos de eficiência para lojas

MARCOS GRACIANI EVT DIG AMANHA 03/02/2021 Revt. Amanha Digit.

“Poderemos até mesmo entender se determinado estado de humor do consumidor resulta em melhor ou pior conversão de compra e como oferecer um atendimento baseado nisso”, prevê Vinicius Porto de Oliveira, diretor de P&D do Magalu

O 5G vai promover a revolução não só no e-commerce, mas no varejo como um todo ao habilitar casos de uso voltados a ganhos de eficiência, criação de novos modelos de negócios e melhor experiência do consumidor. Os brasileiros se sentirão dentro de um dos episódios dos Jetsons, seriado que antecipou o surgimento de tablets, TVs de tela plana e robôs que faziam limpeza. Os clientes poderão visualizar informações dos produtos usando meio de realidade virtual e aumentada pelo smartphone ou óculos próprios. O consumo de vídeos 360° e experiências holográficas, em tempo real e em qualquer lugar, será comum para conhecer um produto que se deseja comprar.

A “internet dos sentidos” é outra promessa do 5G: será possível ter experiências táteis com dispositivos que poderão ser vestidos pelas pessoas. Pelo mundo, o 5G já anda mudando a rotina de alguns privilegiados. Na China, os shopping centers vêm adotando o sistema para conectar câmeras de segurança por reconhecimento facial, gerenciar sensores para análise de fluxo de clientes e orientar campanhas de publicidade. No Brasil, há redes varejistas que já contemplam em seu planejamento estratégico a adoção do 5G. É o caso da Magazine Luiza, que, do Paraná para baixo, tem mais de 200 lojas. “As possibilidades são inúmeras, mas no fim todas convergem para oferecer uma melhor experiência aos nossos consumidores e fornecedores. A tecnologia é apenas uma camada que irá viabilizar essa experiência excepcional”, comemora Vinicius Porto de Oliveira, diretor de Pesquisa & Desenvolvimento do Magalu, nome que a marca passou a adotar em suas campanhas desde meados do ano passado. Oliveira antecipa vários usos que a rede fará com a tecnologia, como a “datificação das lojas”, dados mais acurados do que aqueles encontrados atualmente no meio digital. “Poderemos até mesmo entender se determinado estado de humor do consumidor resulta em melhor ou pior conversão de compra e como oferecer um atendimento baseado nisso”, conjectura.

Aliás, a comunicação hiperlocal e totalmente customizada com o consumidor dentro da loja será uma realidade, permitindo oferecer descontos para diferentes grupos de clientes, de acordo com seu perfil de compra e localização dentro da loja, ou oferecer recomendações personalizadas a cada cliente através do reconhecimento deles. Cruzar o histórico de navegação na web com o histórico de compra e criar uma experiência mais personalizada, por exemplo, fará parte da estratégia dos vendedores. Falando neles, a conexão entre todas as equipes do ponto de venda será muito natural. “Uma prateleira autônoma poderá se comunicar com o estoquista, ou mesmo um robô de reposição, indicando o baixo nível de determinado item, providenciando a recolocação automática e evitando perda de venda por ruptura”, antevê o diretor de P&D da “Amazon brasileira”, comparação que ganhou por basear suas vendas on-line no marketplace, modelo em que não são ofertados apenas produtos vendidos pelo próprio Magazine Luiza, mas também de outras empresas.

A logística será outra ponta de lança do Magalu com o 5G. Acelerar – e melhorar – a automatização dos centros de distribuição com uso de robôs será uma das primeiras providências. Otimizar rotas e ajustá-las em tempo real, de modo que a entrega seja feita o mais rapidamente possível, também está nos planos de Oliveira. Como será possível conhecer a demanda em tempo real, ficará muito mais fácil a tarefa de adequação do mix de produtos ofertados em cada uma das mais de 1 mil lojas da rede varejista em todo o Brasil. Nem mesmo os Jetsons, em seus sonhos, imaginariam que a experiência de compra poderia ser tão assertiva – e, quem sabe, prazerosa.

Fonte:https://amanha.com.br/categoria/tecnologia/varejo-os-sentidos-na-vitrine

Fernando Modé será o novo CEO
REDAÇÃO Ver. Dig. Am,anha – 15/12/2020

“Deixarei o dia a dia da operação, em franco crescimento, e assumirei essa nova posição no conselho para ter mais qualidade de tempo para manter o olhar no futuro, não só dos negócios, mas do varejo brasileiro, e seguir defendendo os interesses do setor”, avalia Grynbaum
O Grupo Boticário adotará a partir de março de 2021 um novo modelo de gestão operacional. A nova estrutura terá mais integração entre as marcas e os diferentes canais de venda para manter o ritmo de crescimento e inovação que marcam a trajetória da companhia. Artur Grynbaum (foto), CEO desde 2008, assumirá como vice-presidente do Conselho Administrativo ao lado de Miguel Krigsner, atual presidente.
O redesenho do Grupo Boticário conta ainda com a ampliação de quatro para sete vice-presidências, dando protagonismo também para a área de tecnologia, marketing e experiência do consumidor e B2B. Com a mudança, Artur se dedicará de forma mais ampla a olhar o futuro do negócio, entendendo e se aprofundando nos caminhos e tendências do varejo, voltando a se aproximar de clientes e sendo uma voz ativa do setor.
Fernando Modé, vice-presidente corporativo desde 2015, assume como CEO para liderar essa nova fase, mantendo o propósito e os valores da companhia. Advogado de 52 anos, entrou no Grupo Boticário em 1999 para atuar na área jurídica. Em 2004 assumiu o cargo de CFO, na época ocupado por Grynbaum.
Desde a criação do Grupo Boticário, há 10 anos, essa é a segunda reestruturação da companhia. Em 2015, houve a integração das unidades de negócio e a centralização do comando das áreas corporativas, com o nascimento de quatro vice-presidências. O novo modelo de gestão é uma continuidade desse processo e se faz necessário frente aos desafios da próxima década.
“Quando assumi a presidência da marca O Boticário, em 2008, e depois do Grupo Boticário, em 2010, o desafio apresentado à época exigia um olhar para o futuro, visando a diversificação dos negócios. Deixamos de ser uma empresa mono para virar multimarcas, com multicanais, com sete unidades de negócios e mais de 4 mil pontos de venda em todo o País. Deixarei o dia a dia da operação, em franco crescimento, e assumirei essa nova posição no conselho para ter mais qualidade de tempo para manter o olhar no futuro, não só dos negócios, mas do varejo brasileiro, e seguir defendendo os interesses do setor”, avalia Grynbaum.