Pesquisa da PwC apresentada em Davos, porém, revela maior pessimismo em relação à economia global
redacao@amanha.com.br / 21.1.20

Os executivos brasileiros estão otimistas em relação aos resultados de suas empresas nos próximos 12 meses. É o que aponta a 23ª edição da Pesquisa Global com CEOs da PwC. Segundo o estudo, 78% dos líderes brasileiros relataram estarem confiantes quanto ao crescimento de suas receitas – sendo 22% muito confiantes e 56% um pouco confiantes. Na pesquisa realizada no ano anterior, no contexto de expectativa de início de um novo governo, o otimismo era ainda maior (95%). O mesmo panorama também pode ser visto ao redor do globo – 72% dos CEOs acreditam em um bom desempenho financeiro de suas organizações em 2020, frente a 82% na pesquisa anterior. Para a produção do levantamento, a PwC entrevistou 1.581 executivos de 83 países, entre setembro e outubro de 2019, sendo 64 deles do Brasil. As entrevistas foram realizadas em caráter confidencial e os resultados foram apresentados nesta segunda-feira (20), durante o Encontro Anual do Fórum Econômico Mundial (foto), em Davos, na Suíça.
Quanto ao desempenho da economia global, há mais pessimismo. Apenas 19% dos CEOs brasileiros apostam em um cenário de aceleração do crescimento em 2020 (ante 50% em 2019), enquanto 45% preveem desaceleração. Este sentimento se repete na média global. Enquanto apenas 22% acreditam na melhora da economia global nos próximos 12 meses (na pesquisa anterior, eram 42%), 53% não veem sinais de melhora nesse período – chegando a um nível de pessimismo que não era visto desde 2012.
Para viabilizar o aumento das receitas em 2020, 84% dos CEOs brasileiros afirmaram apostar em seu crescimento orgânico. E mesmo com o maior pessimismo quanto à economia global, as empresas revelam que continuarão buscando estratégias para alcançar esse objetivo nos próximos 12 meses. Para isso, inovar será a palavra de ordem. Repetindo o mesmo cenário do ano anterior, 89% disseram que a principal estratégia será a melhoria da eficiência operacional, enquanto 78% vão investir no lançamento de novos produtos ou serviços e 52% buscarão colaborar com outros empresários e startups. “As empresas brasileiras precisam elevar sua produtividade para obter competitividade e sucesso em 2020 e nos próximos anos. A pesquisa serve como um indicativo do que elas deverão fazer para alcançar esse objetivo, considerando, por exemplo, investimentos em tecnologia e também na qualificação de seus funcionários. Esse é o desafio das empresas e também do Brasil”, contextualiza Fernando Alves, sócio-presidente da PwC Brasil.
Mesmo com os níveis de confiança global apontando um cenário de declínio, alguns países demonstraram níveis mais altos de confiança quanto ao aumento das receitas em 2020, como no caso dos CEOs da China e da Índia, com 45% e 40%, respectivamente; dos Estados Unidos, (36%), Canadá (27 %) e Reino Unido (26%). Quanto às principais ameaças às perspectivas de crescimento de suas empresas, os CEOs relatam o excesso de regulamentação como o principal motivo de preocupação – ao mesmo tempo em que estão prevendo mudanças regulatórias significativas no setor de tecnologia –, seguido por acirramento dos conflitos comerciais e pelas incertezas na economia global. Os CEOs ao redor do mundo também relataram estar cada vez mais preocupados com questões ligadas às ameaças cibernéticas. Mudanças climáticas e danos ambientais também são motivo de preocupação, embora sejam temas que ainda não fazem parte do grupo das dez principais ameaças ao crescimento.

 

Apesar de uma leve retração em novembro, o IBCr dos três Estados cresceu 2,19% no período
Da Redação redacao@amanha.com.br / 17.1.20

O nível de atividade econômica do Sul recuou 0,37% em novembro, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central. No Brasil, a variação do mês foi positiva, de 0,18%, influenciada pelo aumento de seis Estados, dos treze avaliados. No mês, o destaque positivo da região ficou para o Rio Grande do Sul que obteve um índice de 0,65%. A maior retração do mês ocorreu no Paraná (-1,73%). Minas Gerais (-0,87%) e São Paulo (-0,78%) também tiveram quedas significativas. Santa Catarina, por sua vez, viu seu nível de atividade econômica, índice tido como uma prévia do PIB, ficar negativo em 0,35% (veja quadro detalhado no final desta reportagem).
Porém, os números do BC revelam que, no acumulado do ano, o indicador do nível de atividade catarinense registrou uma expansão de 2,21%, o que deixa o Estado na quarta colocação no ranking de crescimento econômico em 2019. O Paraná é o sexto, com 2,19%, e o Rio Grande do Sul o sétimo (+1,83%). No ano, todas as regiões apresentam variação positiva, sendo que os melhores desempenhos estão no Norte (+4,62%) e Centro-Oeste (+2,59%). O Sul avançou 2,19% no acumulado anual até novembro. No cenário nacional, a variação de janeiro a novembro de 2019 em relação ao mesmo período do ano anterior foi de 0,95%, na série sem ajustes sazonais.

Mudança facilita anotações na carteira de trabalho e registro de trabalhadores

eSocial passa a substituir Livro de Registro de Empregados (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
As anotações na carteira de trabalho e o registro eletrônico de empregados vão ficar mais fáceis. A Portaria nº 1.195, publicada na edição desta sexta-feira (1º/11) do Diário Oficial da União (DOU), permite o registro por meio das informações prestadas ao Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial).
As informações prestadas ao Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e à Relação Anual de Informações Sociais (Rais) também serão substituídas pelo eSocial.
Registro eletrônico
Para substituir o livro de registro dos empregados pelo eSocial, os empregadores devem optar pelo registro eletrônico dos trabalhadores.
Caso não façam essa opção, deverão continuar a registrar em meio físico, com o prazo de um ano para adequarem os documentos ao conteúdo previsto na regra.
Carteira de Trabalho Digital
Os dados contidos no eSocial vão abastecer a Carteira de Trabalho Digital. Assim, quem prestar as informações de registro de empregados dentro do prazo indicado não precisará fazer a anotação na carteira.
Todas as informações estarão disponíveis para o trabalhador no aplicativo Carteira de Trabalho Digital.
Fonte: Ministério da Economia

O troféu Francisco Cunha Pereira Filho será entregue ao diretor do Grupo Tacla Shopping

A Associação de Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil – Seção Paraná (ADVB-PR) anunciou os vencedores do Prêmio Personalidades do ano. O troféu Francisco Cunha Pereira Filho será entregue ao diretor do Grupo Tacla Shopping, Aníbal Tacla (foto), que foi o vencedor do prêmio na categoria Empresário do Ano.
Tacla iniciou sua trajetória como empreendedor de shoppings centers no início da década de 1980. O empresário é reconhecido por uma gestão participativa no Grupo Tacla Shopping, e faz o planejamento, comercialização, construção e administração de shoppings centers.O grupo é composto por oito empreendimentos no Paraná, em Santa Catarina e em São Paulo (Catuaí Palladium Foz do Iguaçu, Jockey Plaza Curitiba, Palladium Curitiba, Palladium Ponta Grossa, Ventura Shopping Curitiba, Itajaí Shopping, Porto Belo Outlet Premium e Shopping Cidade Sorocaba). Outras duas operações estão em fase de construção no Paraná: City Center Outlet, em Campo Largo, e Palladium Umuarama.
Na categoria Marketing, venceu a gestora da área da Tirol, Giocéli Escorsin. Em Vendas, o destaque será dado para Matthias Schupp, CEO da Neodent e vice-presidente executivo da Latam Straumann. O evento de premiação acontecerá na noite de 24 de outubro no novo anfiteatro da FAE Business School, a partir das 19 horas.
fonte: Da Redação redacao@amanha.com.br / 16.10.19

Extinção de multa de 10% do FGTS para empregador

Mudança prometida pelo governo será apresentada em novo Orçamento para 2020 e depende de aval do Congresso
O governo vai enviar ao Congresso uma MP (Medida Provisória) para acabar com a multa de 10% que empresas pagam ao governo sobre o saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) em caso de demissão de funcionários.
Além da MP, será enviada ao Congresso mensagem modificativa para alterar as projeções no Orçamento, incorporando a mudança. A alteração deve abrir espaço para mais despesas e aliviar a regra do teto de gastos.
Hoje, as empresas pagam 50% de multa nas demissões: 40% ficam com o trabalhador e os outros 10% vão para os cofres da União. Os recursos correspondentes aos 10% apenas passeiam pelo Orçamento, pois vão para a administração do fundo.
Embora o governo não consiga usar o montante, o dinheiro repassado à administração conta para o cálculo do teto de gastos. Isso toma espaço orçamentário e reduz a possibilidade de a União fazer despesas discricionárias (como, por exemplo, investimentos).
A extinção da multa deve trazer uma folga de R$ 6,1 bilhões no Orçamento de 2020, de acordo com o Ministério da Economia.
“Essa multa já cumpriu sua função, foi constituída na década de 1970. Ela onera o empregador e traz um incentivo não desejável ao mercado de trabalho”, afirma o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues.
Segundo ele, a medida tem um efeito fiscal positivo e ainda pode estimular o mercado de trabalho, ao diminuir o custo de contratações e demissões.
Outras medidas estão sendo estudadas pela equipe econômica para aliviar o Orçamento de 2020. Rodrigues não quis comentar quais são elas. Mas nos bastidores a equipe avalia o congelamento da progressão de cargos de servidores e suspensão de contratações do programa habitacional Minha Casa Minha Vida.
Também podem ser incluídas na mensagem modificativa do Orçamento de 2020 as receitas com o leilão da cessão onerosa. Dependendo dos valores oferecidos pelas empresas que entrarem na disputa, o montante pode ser dividido em duas parcelas (sendo uma em 2019 e outra em 2020).
 fonte:  Fábio PupoBernardo Caram  – BRASÍLIA – ESTADAO  14.out.2019 às 21h08