A economia paranaense deverá receber, até o final de 2021, a título de 13° salário, cerca de R$ 14,2 bilhões, aproximadamente 6,1% do total do Brasil e 35,6% da região Sul. Esse montante representa em torno de 2,6% do PIB estadual.

O número de pessoas no estado que receberá o 13º foi estimado em 5,3 milhões, equivalente a 6,4% do total que terá acesso ao benefício no Brasil. Em relação à região Sul, corresponde a 35,2%. No estado, os empregados do mercado formal, tanto celetistas quanto estatutários representam 63,4%, enquanto pensionistas e aposentados do INSS equivalem a 35,3%. O emprego doméstico com carteira assinada responde por 1,4%.

Em relação aos valores que cada segmento receberá, nota-se a seguinte distribuição: os empregados formalizados ficam com 72,9% (R$ 10,4 bilhões) e os beneficiários do INSS, com 18,7% (R$ 2,6 bilhões), enquanto aos aposentados e pensionistas do Regime Próprio do estado caberão 6,4% (R$ 915,4 mil) e aos do Regime Próprio dos municípios, 2,0% (R$ 279,4 mil).

Estimativa setorial para o mercado formal paranaense
Para os empregados do setor formal, até o final de 2021, a estimativa é de que R$ 10,3 bilhões serão pagos como 13º salário aos 3,373 milhões de trabalhadores formais do setor público e privado no Paraná, excluídos os empregados domésticos.

Como mostra a Tabela 4, a maior parcela do montante a ser distribuído caberá àqueles que estão empregados no setor de Serviços (incluindo administração pública), que ficarão com 57,7% do total destinado ao mercado formal; os empregados da Indústria receberão 21,0%; o Comércio 15,1%; aos que trabalham na Agropecuária será pago o correspondente a 3,2%; e aos trabalhadores da Construção Civil caberão 3,0%.

Em termos de valores médios, o valor do 13º salário pago ao setor formal corresponde a R$ 3.043,69. A maior média deve ser paga aos trabalhadores do setor de Serviços, equivalente a R$ 3.639,03 (inclui Administração Pública); a Indústria aparece com o segundo valor, equivalente a R$ 2.893,80; e o menor foi verificado entre os trabalhadores da Agropecuária, com R$ 2.076,99.

A tendência de baixa iniciada em setembro ressalta a menor confiança em relação à conjuntura no país

Após um período de fortes altas, entre junho e agosto, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), apresentou a segunda queda seguida. Ainda assim, a retração de 3,1% fez com que o indicador batesse 119,3 pontos, permanecendo na zona de satisfação (acima dos 100 pontos).

Na comparação com outubro de 2020, o índice registrou aumento de 15,6% o que, para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, no geral, mostra que os resultados negativos recentes não anularam o otimismo gerado este ano. No entanto, Tadros observa que, depois de resultados positivos, a tendência de baixa iniciada em setembro ressalta a menor confiança em relação à conjuntura no país.

“Entre os fatores que provavelmente constituíram a taxa do Icec em outubro, é possível considerar a inflação gerada no processo de recuperação das economias desde o ano passado; o destravamento das medidas contra a Covid-19; os efeitos do câmbio, das commodities e da escassez de chuvas”, avalia o presidente da CNC.

Todos os componentes do Icec apresentaram retração – Condições Atuais (-4,5%), Expectativas (-3,1%) e Intenção de Investimentos (-2%) -, fenômeno que aconteceu pela última vez em abril deste ano quando o índice despencou 6,4%.

Com a maior variação entre os componentes, Condições Atuais da Economia apresentou queda de 9%, o que na percepção do economista da CNC Antonio Everton é reflexo das principais queixas e evidência das condições macroeconômicas desfavoráveis para os empresários.

“A possibilidade do encerramento da transferência do auxílio emergencial, o aumento do endividamento das famílias e a alta dos custos são apenas alguns dos fatores que podemos listar. O cenário atual é de aumento de preços, ocasionando desequilíbrios entre oferta e demanda e pressões para formação de preços maiores, complicando a decisão dos preços finais “, observa o economista da CNC.

Com a retração de 3,1%, o subíndice Condições Atuais acabou situando-se na zona neutra, exatamente com 100 pontos, apontando relativa indiferença. Já o subíndice Intenções de Investimento mostrou cenário semelhante, registrando 105,3 pontos, enquanto o de Expectativas do Empresário do Comércio se destacou com 152,4 pontos, sugerindo otimismo no fim do ano.

Fonte: https://amanha.com.br/categoria/economia/confianca-do-comerciante-cai-pela-segunda-vez

Dois terços dos reajustes salariais negociados em acordos e em convenções coletivas ficaram abaixo da inflação em setembro, segundo o boletim Salariômetro, divulgado nesta sexta-feira (22) pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Isso significa que apenas 9,5% das negociações trabalhistas resultaram em ganhos reais (acima da inflação) e 23,5%, em ganhos iguais ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

  • Renda média do trabalho encolhe e é a menor desde 2017
  • Brasil tem recorde de 30 milhões de pessoas recebendo até um salário mínimo
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Entre os setores que conseguiram reajuste acima da inflação estão gráficas e editoras e artefatos de borracha. Ambas registraram um aumento real de 0,1% (veja tabela abaixo).

Segundo Hélio Zylberstajn, professor sênior da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (USP), a inflação no país está tão alta que por mais que o trabalhador consiga um reajuste salarial, está cada vez mais difícil conseguir um percentual suficiente para alcançá-la.

“A perda salarial durante as negociações se deve a dois fatores: a desocupação que tira o poder de barganha do trabalhador e a inflação que corrói os salários. É o pior dos mundos”, explica o professor, que coordena o boletim.

Zylberstajn afirma também que, em um contexto de crise econômica e alto índice de desemprego, os sindicatos não têm força para fazer greve, tampouco para reivindicar condições melhores para os trabalhadores.

Neste caso, funciona a regra da oferta e demanda: quando mais profissionais buscam emprego, piores são as condições oferecidas também aos que já estão trabalhando.

Em setembro, o reajuste mediano negociado foi de 8%, enquanto o INPC no acumulado de 12 meses ficou em 10,4%. O piso salarial mediano foi de R$ 1.255 em setembro, enquanto o piso médio foi de R$ 1.396.

Para o próximo ano, o coordenador da pesquisa prevê um cenário conturbado até o fim do primeiro trimestre, uma vez que as previsões para a inflação continuam altas até março. A virada do jogo depende, segundo ele, da estabilidade política e econômica do país.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2021/10/22/dois-tercos-dos-reajustes-salariais-no-brasil-ficam-abaixo-da-inflacao-em-setembro-veja-indices-por-setor.ghtml

No momento em que o país ainda vive incertezas sobre o ritmo da recuperação da economia, medidas de incentivo ao setor produtivo, de preservação de empregos e de geração de renda são fundamentais, e, entre as mais importantes, está a desoneração das empresas.

A Câmara dos Deputados deu um passo significativo nesse sentido com a aprovação da prorrogação por 15 anos dos incentivos fiscais relacionados ao ICMS para o comércio. O Projeto de Lei Complementar (PLP) 5/21 estende até 2032 benefícios concedidos pelos estados e pelo Distrito Federal a empresas comerciais, principalmente do setor atacadista e de distribuição.

Os incentivos serão reduzidos de forma gradativa, com uma taxa de 20% ao ano, a partir do 12º ano do benefício. O projeto seguirá para votação no Senado. O texto substitui o projeto original, do deputado Efraim Filho (DEM-PB).

O presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), José Roberto Tadros, ressalta o impacto positivo para o setor atacadista e de distribuição:

— É um segmento fundamental para o abastecimento nacional e a movimentação da economia, com geração de emprego e renda. O projeto significa uma correção histórica, concedendo ao comércio o mesmo prazo de isenção que foi definido para a indústria.

A matéria vem sendo acompanhada prioritariamente pela Rede Nacional de Assessorias Legislativas (Renalegis), do Sistema Comércio. A Divisão de Relações Institucionais (DRI) da CNC preparou uma nota técnica em que aponta a relevância do projeto para o comércio e manteve diálogo com deputados ligados ao tema. Representantes das Federações do Comércio também sensibilizaram técnicos da Secretaria de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação do Ministério da Economia.

Relatora do projeto na CCJ, a deputada Paula Belmonte (Cidadania-DF) lembra que a prorrogação dos incentivos garante segurança jurídica, especialmente ao setor atacadista, enquanto o Congresso não aprova a reforma tributária.

CORREÇÃO

A modernização e desburocratização do sistema tributário, para corrigir a ineficiência e as injustiças do modelo atual, que favorece sonegação e prejudica os contribuintes, é considerada pela CNC uma das medidas essenciais para o desenvolvimento da economia. José Roberto Tadros lembra que a confederação criou um grupo de trabalho para análise das propostas em tramitação na Câmara e no Senado e produziu uma série de relatórios com análises, reflexões e sugestões para um sistema tributário mais racional, transparente, em que mais contribuintes paguem menos.

O vice-presidente financeiro da CNC, Leandro Domingos, destaca que propostas como taxar o patrimônio e o lucro das empresas não devem ser aceitas, pois a carga tributária já foi cumprida e elas implicariam em pagamento de mais impostos.

— A reforma tributária deve atender aos anseios da sociedade brasileira. Um sistema tão complexo, com tantas normas, é prejudicial ao país.  A simplificação é fundamental para criar um ambiente de segurança jurídica e de recuperação da economia.

Fonte: https://oglobo.globo.com/brasil/para-cnc-desoneracao-de-empresas-essencial-para-manter-empregos-25214202

Apesar da queda intensa, de 3,1%, em agosto, o varejo deve ser incentivado nos próximos meses pela abertura da economia e o 13⁰ salário. A escalada da inflação, porém, pode ser um limitador para essa recuperação. Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta 10,25%. Para ser controlada serão necessárias políticas monetária e fiscal agressivas.

Por outro lado, o setor de serviços segue em alta, com crescimento acumulado de 5,1% em 12 meses, bem acima do nível pré-pandemia.

Assim como no Brasil, os preços ao consumidor nos Estados Unidos sobem com força, puxados principalmente por alimentos, e devem seguir em alta nos próximos meses em meio a uma alta nos custos dos produtos de energia. Por outro lado, as vendas no varejo mostram sinais de recuperação, com alta de 0,7% no mês de setembro, acima da estimativa do mercado de -0,2%.

Na China, as empresas chinesas também continuam pressionadas pelo custo de suas matérias-primas, pelos gargalos de produção e pela falta de energia. O índice de preços ao produtor chinês cresceu 10,7% em setembro, contra 9,5% em agosto.

O “Panorama Mercado&Consumo” é produzido pelo time da Gouvêa Analytics, integrante da Gouvêa Ecosystem. Confira, a seguir, os principais pontos de atenção nos próximos dias.

Cenário econômico nacional
Com queda de 3,1%, muito acima da expectativa de mercado, o varejo foi a decepção do mês de agosto, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio, do IBGE. O número é muito volátil, já que tinha apontado alta de 2,7% em julho. O resultado foi influenciado pelos juros e pela inflação, que contribuíram para a queda das categorias de equipamentos de uso pessoal e doméstico, móveis e eletrodomésticos.

Nos próximos meses, o setor deve ser estimulado com a abertura da economia e o 13⁰ salário. A inflação, os juros e o mercado de trabalho fraco podem ser limitadores dessa recuperação.

Já os serviços apontaram alta de 0,5% em agosto, com crescimento de 5,1% em 12 meses, bem acima do nível pré-pandemia. Contribuíram para o crescimento alojamento e alimentação, com 4,5%; e transportes, com 1,1%, puxado pelo setor aéreo que teve crescimento de 7,4%.

A indústria caiu 0,7% em agosto, como o esperado, por conta de gargalos no fornecimento de matérias-primas e materiais, aumento do custo de produção e aumento dos juros influenciaram o indicador. As perspectivas para o setor não são boas porque a pressão de custos e as deficiências da cadeia produtiva devem permanecer, pelo menos, até o final do ano.

O IBC-BR, índice do Banco Central que tenta antecipar movimentos do PIB, mostrou uma queda de 0,5% em agosto, acima da estabilidade prevista pelo mercado. Porém, os números de comércio (-3,1%) e indústria (-0,7%) foram mais significativos do que a alta de serviços (0,5%). A partir de agora, os serviços devem ditar o ritmo do crescimento. O efeito carry over (carregamento) já está abaixo de 5%, ou seja, se não crescermos nada até o final do ano, o IBC-BR pode ficar abaixo dos 5%.

Já a inflação não da trégua. O IPCA, índice oficial de inflação, marcou alta de 1,16% em setembro, levando a inflação em 12 meses a 10,25%. A energia foi a vilã (6,43%), seguida por gás (3,91%) entre os artigos essenciais. Num momento em que ainda existem restrições de voos, as passagens de avião subiram 28,19%.

O importante é perceber que a inflação está disseminada na economia e deve continuar forte e vai necessitar de políticas monetária e fiscal agressivas.

Cenário econômico mundial
Nos Estados Unidos, o mercado de trabalho apontou a contratação líquida de 194 mil novos cargos contra uma expectativa de 550 mil. Os números abertos revelam que “leisute and hospitality” criaram 74 mil novos postos e “arts” 43 mil. O setor de varejo gerou 56 mil postos. Por outro lado, o custo do trabalho assusta: a hora média subiu 4,3% e ainda há mais de 11 milhões de vagas não preenchidas.

Com uma pequena melhora nas condições sanitárias, com a média móvel de mortes diárias passando de 2.000 para 1.600 e o número de casos caindo pela metade, de 160 mil para 80 mil, o varejo americano mostrou sinais de recuperação. As vendas varejistas no país registraram uma alta de 0,7% no mês de setembro, acima da estimativa do mercado de -0,2%. Se forem descontadas as vendas de automóveis, a alta é ainda maior, de 0,8%.

A inflação continua bastante alta. O CPI, índice de preços ao consumidor, subiu para 5,4% anual em setembro, contra 5,3% em agosto, lembrando que a meta no país é de 2%. A alta é generalizada, com alimentos subindo 0,9% no mês. O core, que retira do índice os preços voláteis, chegou a 4% no ano. O mais preocupante é que os preços de energia ainda não apareceram na alta de setembro e devem aparecer em outubro.

Na China, a preocupação continua sendo o setor imobiliário. Depois da Evergrande, mais três empresas não conseguiram pagar tranches de dividas: Fantasia, Modernland e Sinics. A preocupação é que as regras mais rígidas sobre alavancagem das empresas, diminuição na facilidade sobre a compra da segunda casa e a desconfiança da população sobre a saúde financeira das empresas podem gerar um problema ainda maior.

O índice de preços ao produtor chinês cresceu 10,7% em setembro, contra 9,5% em agosto. As empresas chinesas continuam pressionadas pelo custo de suas matérias-primas, pelos gargalos de produção e pela falta de energia. Esse processo é altamente inflacionário para o mundo.

Fonte: https://mercadoeconsumo.com.br/2021/10/18/panorama-mercadoconsumo-varejo-13-salario/

O número de brasileiros endividados mostrou novo crescimento em setembro, mas os índices de inadimplência seguem ritmo oposto. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) deste mês, realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), aponta mais um recorde do indicador, apurado desde 2010: 74% dos brasileiros apresentaram dívidas em setembro, alta de 1,1 ponto percentual em relação a agosto e de 6,8 pontos ante 2020. Contudo, a redução da inadimplência no país indica um cenário mais positivo.

Na contramão do indicador de endividamento, a inadimplência mostrou a segunda redução mensal consecutiva: o percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso atingiu 25,5% do total de famílias, 0,1 ponto percentual menor do que o nível de agosto, e 1 ponto abaixo do apurado em setembro de 2020. Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, essa diminuição tende a se consolidar ao longo do ano, mostrando o esforço das famílias em manter seus compromissos financeiros em dia, seja por meio da renegociação, seja por maior controle dos gastos ou evitando o consumo de supérfluos.

“É positivo e surpreendente ver que os brasileiros estão conseguindo controlar seus gastos e equilibrar melhor o orçamento, mesmo absorvendo mais dívidas para dar conta de suas necessidades. Isso porque a inflação mais alta vem diminuindo o poder de compra das famílias, em especial as de menor renda. Parece haver uma maior compreensão sobre o uso do crédito, ferramenta importante de composição de renda em períodos de crise financeira”, destaca.

Entre as regiões, o Sul alcançou o maior percentual de famílias com dívidas (82,3%), mas é a que tem a menor incidência de famílias com contas atrasadas, por exemplo (20,8%). Já o Nordeste encerrou o terceiro trimestre com a segunda maior proporção de endividados (76,2%) e a maior incidência de famílias com contas atrasadas (32%).

Inadimplência tende a diminuir mais
Izis Ferreira, economista da CNC responsável pela pesquisa, revela que o maior endividamento da população está relacionado também a fatores como juros relativamente baixos no Brasil para a tomada de crédito, tornando a contratação mais acessível. Mas o cartão de crédito, modalidade mais difundida no endividamento e a que tem o maior custo, renovou mais uma vez a máxima histórica (2010), representando 84,6% do total de famílias com dívidas.

“Apesar da facilidade de acesso ao crédito em geral e no cartão, o aumento dos juros está em curso e tende a encarecer as dívidas e demais despesas em aberto. O recente aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), mesmo que temporário, acirra ainda mais esse custo. Por outro lado, predomina a tendência de redução nos dois indicadores de inadimplência da Peic, em que o indicador de contas atrasadas deve se aproximar de 25% até dezembro”, avalia a economista.

O endividamento dos grupos de renda segue apresentando tendências semelhantes desde abril. Em setembro, para as famílias com renda de até dez salários mínimos, o percentual das endividadas saltou de 74,2% para 75% do total, também renovando a máxima histórica do indicador. No mesmo mês de 2020, 69% das famílias nessa faixa de renda estavam endividadas. Para as famílias com renda acima de dez salários mínimos, a proporção de endividados também alcançou o recorde, com incremento de 67,6% para 68,9% em setembro, ante 59% em setembro de 2020.

Fonte: https://amanha.com.br/categoria/brasil/sul-tem-o-maior-percentual-de-familias-com-dividas-do-pais

Com avanço de 1,2% em julho, o volume de vendas do comércio varejista brasileiro bateu recorde da série histórica iniciada em 2000. Essa foi a quarta alta mensal consecutiva, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta sexta-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No ano, o setor acumula crescimento de 6,6% e, nos últimos doze meses, de 5,9%.

Apesar do movimento positivo, o Instituto ressalta que algumas atividades do setor ainda não conseguiram recuperar as perdas que tiveram no último ano, como é o caso de equipamentos e material para escritório, que ainda está 26,7% abaixo do patamar pré-pandemia, ou combustíveis e lubrificantes, que está 23,5% abaixo, diz o gerente da PMC, Cristiano Santos, em nota.

Cindo de oito atividades pesquisadas tiveram taxas positivas no mês. O destaque foi para o grupo de “outros artigos de uso pessoal e doméstico”, que cresceu 19,1% no período. O IBGE remete esse movimento de recuperação a promoções feitas pelos recentemente pelos lojistas, que aproveitam o momento de reabertura das atividades não essenciais.

A pesquisa destaca ainda avanço dos grupos Tecidos, vestuário e calçados (2,8%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (0,6%).

Já hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,2%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,1%) ficaram estáveis.

Do lado das quedas, o destaque foi de livros, jornais, revistas e papelaria (-5,2%), móveis e eletrodomésticos (-1,4%) e combustíveis e lubrificantes (-0,3%).

Comércio varejista ampliado
O volume de vendas do comércio varejista ampliado, por sua vez, cresceu 1,1% em julho ante junho. O setor abrange, além do varejo, veículos e materiais de construção.

A alta foi puxada, segundo o IBGE, pelo setor de veículos, motos, partes e peças (0,2%). O grupo material de construção teve queda de 2,3% nas vendas do mês.

Por região
Das 27 unidades da federação, 19 tiveram avanço nas vendas do comércio em julho. Com alta de 17,5%, o setor de Rondônia foi o destaque, seguido por Santa Catarina (12,5%) e Paraná (11,1%).

Do lado das quedas, ficam Minas Gerais (-2,1%), Rio Grande do Norte (-1,5%) e Amazonas (-1,5%).

Já no comércio varejista ampliado, a variação positiva em julho foi seguida por 15 unidades da federação, diz o IBGE, com destaque para Santa Catarina (6,7%), Paraná (6,2%) e Mato Grosso do Sul (5,3%).

Nesse setor, as quedas ficam para Maranhão (-2,6%), Rio Grande do Norte (-2,2%) e Sergipe (-2,2%).

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/business/vendas-no-comercio-avancam-12-em-julho-e-atingem-patamar-recorde/

Depois de uma crise tão grave e duradoura – e que ainda não chegou ao fim, a bem da verdade –, é de se esperar que muitas mudanças no comportamento das pessoas sejam definitivas, ou pelo menos perdurem por longo tempo.

Caberá às marcas entenderem esses comportamentos e adaptarem-se a um novo cenário. Saadia Zahidi, diretora-gerente do Fórum Econômico Mundial, foi incisiva no relatório que a organização publicou depois do evento. “Temos agora uma oportunidade única de usar essa crise para fazer as coisas de forma diferente e construir economias melhores, que sejam mais sustentáveis, resilientes e inclusivas”, alertou.

“Nunca mais seremos os mesmos”, sentencia Gabriel Daudt, professor do curso de publicidade e propaganda e gerente de marketing da Universidade Feevale. Na visão dele, pessoas e empresas ainda estão em uma fase de transição, na qual é difícil chegar a respostas definitivas.

Para Daudt, as marcas deverão ser movidas por um propósito e se manterem fiéis a ele. Ele alerta que o consumidor exigirá das marcas com as quais se identifica comprometimento com valores, especialmente no que se refere às questões de sustentabilidade e inclusão social. “Se a sua marca ainda não tem um propósito, arranje um”, aconselha.

O diagnóstico evidenciado por Daudt ganha corpo em um levantamento recente. Nas peças publicitárias, as pessoas querem ver mais o propósito das marcas do que um mero argumento de venda ou estímulo à compra por si só. Segundo a pesquisa Covid-19 Barometer, da consultoria Kantar, o público quer saber o que as marcas estão fazendo para ajudar os seus funcionários (78%), o cliente (71%) e a comunidade (75%). Apenas 28% querem ver propagandas convencionais, como eram antes da crise.

Já o estudo 2021 Global Marketing Trends – Find your focus, realizado pela Deloitte, dá outras pistas sobre o que as pessoas esperam das organizações. A pesquisa revela que um em cada quatro respondentes presta atenção nas ações positivas das empresas. E que um em cada cinco encara isso como um diferencial para efetuar uma compra e preferências em relação à marca.

Entretanto, dados mostram que 66% estavam cientes de ações negativas realizadas pelas marcas e, desses, um em cada quatro se afastou da marca. Dos quase 2.500 entrevistados, um a cada quatro concordou que se distanciou de marcas que mostraram agir apenas para interesse próprio.

O levantamento ainda lista três pontos, além dos valores, nos quais as marcas devem focar para atingir um melhor objetivo: emoções, ações e confiança. Como se vê, o branding também não será o mesmo quando tudo isso passar.

Fonte: https://amanha.com.br/categoria/comportamento/nao-seremos-os-mesmos

Com o avanço da vacinação no Brasil, o setor de serviços deve ser o mais beneficiado na economia, principalmente os de eventos e turismo. A recuperação já pode ser observada em maio, com crescimento de 1,2%. Serviços prestados as famílias atingiram crescimento de 17,9%, seguidos de transportes com 3,7%.

No cenário internacional, o destaque é para o CPI (índice de preços ao consumidor) nos Estados Unidos, que subiu 5,4% anualizado, o maior índice em 13 anos.

Esses e outros temas são tratados no “Panorama Mercado&Consumo” desta semana, produzido pelo time da Gouvêa Analytics, integrante da Gouvêa Ecosystem. Confira, a seguir, os principais pontos de atenção nos próximos dias na economia.

Cenário econômico nacional
O IBC Br, índice do Banco Central que tenta antever o crescimento do PIB, caiu 0,43% em maio, surpreendendo o mercado que esperava forte alta. O índice de abril teve relevante revisão, passando de 0,44% para 0,85%, um dos motivos da queda em maio. Altas nos serviços, varejo e indústria no mês contradizem o indicador, mas a visão do mercado sobre o PIB ainda é positiva, dado o avanço da vacinação no País.

As vendas no varejo cresceram 1,4% em maio, na comparação com abril. Entre as altas, os destaques foram tecidos, vestuário e calçado (16,8%), combustíveis (6,9%) e artigos de uso pessoal e doméstico (6,7%). Os resultados demonstram que, com o avanço da vacinação, a nova tendência deve ser reforçada no segundo semestre, de concentração em comércio fora de supermercados e farmácias.

O setor de serviços também apresentou dado positivo em maio. O crescimento de 1,2% colocou o setor no azul novamente em relação ao pré-pandemia, depois de meses seguidos de baixa. Serviços prestados a famílias atingiram crescimento de 17,9%, seguidos de transportes com 3,7%. O setor deve ser o mais beneficiado com o avanço da vacinação, e diminuir a disparidade de crescimento entre setores. Eventos e turismo devem ter os grandes impulsos com os números melhores da covid.

A inflação oficial de junho, medida pelo IPCA, teve alta de 0,53%, o que levou o índice em 12 meses para 8,35%, muito acima da meta. No ano, o índice já acumula alta de 3,77% reforçando a tendência de alta na Selic. A energia elétrica foi a grande vilã e deve ser novamente em julho, com a tarifação vermelha 2. O índice no ano deve passar de 6% e agora o BC já olha a inflação de 2022, para manter a ancoragem de expectativas.

Cenário econômico internacional
Nos EUA, o assunto do momento é a inflação. No último dado, em junho, o CPI (índice de preços ao consumidor) subiu 5,4% anualizado, o maior em 13 anos. Mesmo o “core” que desconsidera preços mais voláteis, subiu 4,5%. A meta no País é de 2%. Carros usados, por conta da falta de microprocessadores e escassez de carros novos, passagens aéreas e restaurantes colaboraram para o aumento, mostrando uma mistura de efeitos de oferta e demanda. A má notícia para o Banco Central é que os consumidores estão aumentando suas expectativas para o índice, e, caso passem para contratos, a inflação pode se disseminar na economia. O índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan caiu muito por conta da piora das expetativas de inflação dos agentes.

O índice de vendas em varejo norte americano subiu 0,8% em junho comparado com maio, acima das expectativas do mercado. Restaurantes e bares contribuíram para esse aumento, assim como vestimentas e acessórios. Por outro lado, móveis e materiais de construção caíram, mostrando a nova tendência: “tudo menos casa” do pós-vacina.

Na China, o PIB do segundo semestre cresceu 7,9%, desacelerando em relação ao primeiro, mas dentro das expectativas dos agentes. Esse número deve ficar muito próximo da média do ano, com números de junho para produção industrial, varejo e investimentos em patamar alto.

Por outro lado, o Banco Central liberou empréstimos compulsórios para os bancos, o que mostra preocupação com o crescimento da economia nos próximos trimestres e anos. A China deve escolher exportar inflação (dobrando aposta em políticas expansionistas) e não recessão (ajustando com políticas contracionistas).

Fonte: https://mercadoeconsumo.com.br/2021/07/18/panorama-mercadoconsumo-o-que-esperar-da-economia-nos-proximos-dias-6/#:~:text=Com%20o%20avanço%20da%20vacinação%20no%20Brasil%2C%20o%20setor%20de,transportes%20com%203%2C7%25.

A estimativa do mercado financeiro para o IPCA deste ano subiu de 5,97% para 6,7%

As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) elevaram novamente a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano de 5,05% para 5,18%. As estimativas estão no boletim Focus de hoje (5), pesquisa divulgada semanalmente, em Brasília, pelo BC, com a projeção para os principais indicadores econômicos.

A estimativa do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu de 5,97% para 6,7%. O IPCA é a inflação oficial do país. A estimativa supera o limite superior da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. O centro da meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2,25% e o superior de 5,25%.

A expectativa do mercado financeiro para a taxa básica de juros (Selic) é de que encerre o ano em 6,5%. Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, fixada atualmente em 4,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A expectativa para a cotação do dólar caiu para R$ 5,04 ante os R$ 5,10 projetados há uma semana.

Fonte: https://amanha.com.br/categoria/economia/mercado-financeiro-preve-pib-e-inflacao-maiores