Desemprego baixo, oferta de crédito e benefícios sociais impulsionam apetite das famílias. Agropecuária é o único setor que tem retração no período. Resultado de 2023 é revisado para cima

Por  Vinicius Neder e  Mayra Castro / O globo / Rio / 03.12.24

 Consumo das famílias ajudou a puxar o PIB do terceiro trimestre de 2024

A economia brasileira seguiu em ritmo de crescimento no terceiro trimestre. O Produto Interno Bruto (PIB, valor de todos os produtos e serviços gerados na economia) avançou 0,9% sobre o segundo trimestre, informou o IBGE nesta terça-feira. O avanço do consumo das famílias e dos investimentos impulsionou a atividade econômica.

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O resultado veio em linha com as projeções, que apontavam para um crescimento de 0,8%, segundo pesquisa com analistas e mercado feita pelo jornal Valor, o que corrobora as estimativas de um crescimento acima de 3% em 2024.

Antes do resultado do terceiro trimestre ser divulgado, as projeções captadas na edição mais recente do Boletim Focus, pesquisa do Banco Central (BC) com analistas de mercado, apontavam para um crescimento econômico de 3,2% este ano.

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O IBGE também revisou para cima o crescimento do PIB em 2023, de 2,9% para 3,2%. O instituto costuma fazer revisões mais amplas no terceiro trimestre. Além disso, houve uma revisão metodológica na Pesquisa Mensal de Serviços, que fez o setor ampliar a expansão que havia sido registrada no ano passado.

Consumo cresce com mercado de trabalho forte

Assim como no primeiro semestre do ano, o consumo das famílias se manteve como motor da economia, pelo lado da demanda. Cresceu 1,5% na comparação com o segundo trimestre e 5,5% em relação a igual período do ano passado.

A sequência de altas no consumo das famílias somou 13 trimestres seguidos, sempre na comparação com os três meses imediatamente anteriores. Ela foi iniciada no terceiro trimestre de 2021. É a maior desde os 14 trimestres seguidos de crescimento verificados entre 2005 e 2008.

Segundo a economista Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro, do FGV Ibre, o impulso no consumo foi dado pela força dos mesmos motores dos últimos trimestres: o bom momento do mercado de trabalho, com o desemprego nas mínimas históricas, o avanço do crédito e os gastos do governo com Bolsa Família e programas sociais cujos pagamentos são atrelados ao salário mínimo, que saem ganhando com a regra que garante reajustes reais.

Os investimentos, que já haviam se destacado no trimestre anterior, também se sobressaíram, com expansão de 2,1% sobre o período de abril a junho. Na comparação com o terceiro trimestre de 2023, o salto foi de 10,8%, mesmo com os juros em alta.

Investimento tem 4 trimestres seguidos de alta

Na comparação com os três meses anteriores, os investimentos emplacaram quatro trimestres seguidos de avanços nessa base de comparação. É a mais longa sequência positiva desse tipo desde 2011.

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Do segundo trimestre de 2009 ao quarto trimestre de 2011, a Formação Bruta de Capital Fixo (medida dos investimentos no PIB) subiu ininterruptamente por 11 trimestres. De 2012, começou a registrar um vaivém, até a economia entrar em recessão, em 2014.

Nem mesmo entre 2020 e 2021, na recuperação do tombo provocado pela Covid-19, houve sequência tão longa de altas.

Um dos sinais de ampliação de investimentos é a compra de máquinas e equipamentos no exterior. As importações de bens e serviços cresceram 1% na comparação trimestral, segundo o IBGE. Já as exportações caíram 0,6%.

Impulso da pandemia para serviços

Pelo lado da oferta, os serviços, que respondem por cerca de 70% da economia, e a indústria seguiram em trajetória de crescimento. O primeiro subiu 0,9% na comparação o trimestre imediatamente anterior, liderado pelas atividades de Informação e comunicação, que inclui todos os negócios de TI.

— É impressionante como esse setor, no fim das contas, foi até beneficiado pela pandemia e pelo desenvolvimento de tecnologias mais modernas. Comparado com ultimo trimestre de 2019 (último antes de a Covid-19 se abater sobre o mundo) cresceu 35% em termos reais. É um aumento bastante expressivo nesse tempo todo — afirma a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Indústria de transformação puxou o desempenho do setor industrial

Indústria de transformação é destaque

Já o setor industrial avançou 0,6%, puxada pela indústria de transformação. Por outro lado, caíram os segmentos de construção (-1,7%), eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-1,4%) e indústrias extrativas (-0,3%).

— Uma coisa diferente (do resultado do terceiro trimestre) foi o resultado muito bom da indústria de transformação, e muita coisa relacionada ao consumo, como bens duráveis e bens de capital, maior capacidade para aumentar oferta — disse Rebeca.

Apesar da retomada recente, a indústria manufatureira segue com sinais de crise. O nível de atividade do PIB da indústria de transformação ainda está 14,7% do máximo já atingido, no terceiro trimestre de 2008.

A agropecuária foi o único componente da oferta que teve retração, como esperado. O recuo foi de 0,9%, o que ainda reflete os efeitos da seca sobre as plantações.

Sinais de desaceleração

Embora a alta do PIB do terceiro trimestre represente uma desaceleração em relação ao rimo do segundo trimestre, está longe de ser a freada que chegou a ser esperada por economistas no início de setembro.

À medida que os dados mensais da indústria, do varejo e dos serviços de julho, agosto e setembro foram sendo divulgados, a ideia de freada ficou para trás. As estimativas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), por exemplo, começaram em alta de apenas 0,1% para o PIB do terceiro trimestre.

Para Silvia, apesar da surpresa positiva, a economia já dá sinais de aquecimento excessivo, que aparecem na inflação pressionada. Com um cenário externo mais turbulento, diante da eleição de Donald Trump como presidente dos EUA, o aquecimento excessivo poderá exigir juros mais altos, que poderão provocar uma freada ainda mais forte na economia.

— É positivo o PIB (em ritmo maior de alta), mas é aquela coisa, o custo já apareceu, não veio de graça, não tem almoço grátis — afirmou Silvia.

Giovanna Durães  Rio de Janeiro 06/07/2024  o globo

São Paulo apresenta 30% do total de centros comerciais, com 193 unidades

No Brasil, atualmente, a população pode desfrutar de um total de 639 shoppings espalhados pelo território nacional, segundo o levantamento de 2023/2024 da Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers). Os dados mostram que cerca de 50,7% desses estabelecimentos comerciais estão localizados no Sudeste, liderado pelo estado de São Paulo.

Os paulistas lideram a lista com mais que o dobro de shoppings registrados no segundo colocado. O estado apresenta um total de 193 centros, que representam cerca de 30,2% do total. A medalha de prata fica com o Rio de Janeiro, com 71 shoppings, que representam 11,1%. Fechando o pódio, está Minas Gerais, com 48, cerca de 7,5%.

Com os 12 centros construídos no Espírito Santo, que aparece mais abaixo na lista, a região Sudeste totaliza 324 shoppings, aproximadamente 50,7% do total. Juntos, os quatro estados têm 41,8% da população brasileira, com 85 milhões de habitantes, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Além disso, a região representa 52,3% do PIB (Produto Interno Bruto), segundo os dados mais recentes, divulgados em 2021.

No final do ranking, estão empatados Acre e Rondônia, com apenas uma unidade em cada. O Norte é a região que conta com menos shoppings, totalizando 30 centros nos sete estados.

Novos estabelecimentos

Neste ano, 18 shoppings devem ser inaugurados no país, dentre eles, 7 estão sendo construídos em São Paulo. Estados que também devem receber novos centros são Paraná (3), Sergipe (2), Espírito Santo (1), Minas Gerais (1), Rio de Janeiro (1), Rondônia (1), Rio Grande do Sul (1) e Tocantins (1).

Em 2023, o faturamento total dos shoppings brasileiros foi de R$ 194,7 bilhões – alta de 1,5% em relação aos R$ 191,8 bilhões do ano anterior. Ainda segundo o levantamento, o número médio de visitantes por mês foi de 462 milhões –alta de 4,3%.

A riqueza média por adulto no Brasil em real cresceu mais de 375% desde a crise de 2008, segundo o Global Wealth Report 2024, do UBS. De acordo com o levantamento, a taxa é mais que o dobro do crescimento do México, de pouco mais de 150%, e mais do que os 366% da China Continental. O Brasil tem a terceira maior taxa de desigualdade de riqueza entre os 56 países pesquisados, atrás apenas de Rússia e África do Sul. Entre 2008 e 2023, a desigualdade no país, medida pelo índice de Gini, subiu 16,8%. Por outro lado, o Brasil enfrentou uma redução significativa no ritmo de crescimento da riqueza entre 2010 e 2023. O UBS projeta um avanço de 22% no número de milionários no país até 2028, para 463.797 indivíduos, considerando pessoas com patrimônio igual ou superior a US$ 1 milhão.

  • 25/06/2024  site CNC

Mercado de crédito desafiador impulsiona queda de 0,5% no Índice de Confiança do Empresário do Comércio

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), marcou 106,1 pontos em junho, uma retração de 0,5% em relação a maio. Essa foi a segunda queda consecutiva, descontados os efeitos sazonais. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o índice também apresentou queda de 0,3%, mantendo a tendência negativa observada desde janeiro de 2023.

Apesar de o subindicador de condições atuais – que avalia a economia, o comércio e a empresa – ter recuado 0,4% pelo segundo mês consecutivo, o principal destaque positivo foi o aumento de 1,1% na confiança dos comerciantes, em relação às condições atuais do comércio. Esse aumento reflete um entusiasmo renovado dos empresários em relação ao varejo, impulsionado por indicadores de crescimento do comércio, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Contudo, conforme o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, o momento é de expectativa para as decisões macroeconômicas dos próximos meses. “Com o freio na queda da taxa Selic, imposto pelo Banco Central, e a incerteza em relação à inflação, o varejo deve adotar movimentos cautelosos no futuro próximo”, afirma Tadros. Ele lembra que a queda do volume do comércio varejista ampliado desperta ainda mais atenção para o momento atual.

Os consumidores corroboram a percepção dos empresários. A pesquisa Intenção de Consumo das Famílias (ICF) da CNC revelou um aumento de 0,5% em junho, mas com uma desaceleração no crescimento devido aos desafios no controle da inadimplência.

Pessimismo com o futuro da economia

Houve uma queda de 1,2% no subindicador de expectativas – em relação à economia, ao setor e à empresa – em junho, em relação a maio, a primeira negativa após cinco meses de alta. Conforme o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, a taxa reflete a dificuldade atual dos empresários em relação aos próximos meses. A expectativa em relação à economia apresentou a maior queda, com redução de 2,3% na comparação mensal.

Apesar do mercado de crédito desafiador e da percepção negativa das condições atuais, o indicador de intenção de investimentos foi o destaque positivo, com alta de 0,4% na comparação mensal. Entre os subindicadores que compõem esse indicador, a intenção de investir na empresa cresceu 0,8%, superando os níveis observados no mesmo período do ano passado.

“Diferentemente do que ocorre em relação aos consumidores, o saldo do crédito oferecido para pessoas jurídicas vem diminuindo e a inadimplência das empresas permanece em torno de 3,3%”, explica Felipe Tavares. Segundo o economista-chefe, isso revela que os varejistas estão recorrendo menos a esses recursos por conta da redução ,0de oferta, e não porque precisam amenizar os custos com dívidas, já que a parcela de empresários com dívidas atrasadas não diminuiu.

Confiança dos comerciantes gaúchos atinge menor nível desde maio de 2021

Após um início de ano positivo, o Rio Grande do Sul apresentou recuo no Icec, em maio, de 2,1% e queda ainda maior em junho, de 8,6%, a mais significativa desde abril de 2021, quando o índice chegou a cair 10%. Em junho, o Icec alcançou 93,4 pontos, o menor desde maio de 2021 e a primeira vez abaixo de 100 pontos, desde então.

O desastre ambiental no Estado levou os comerciantes a repensar seus investimentos, com o subindicador apresentando a maior queda mensal, de 10,4%. A intenção de contratação de funcionários caiu 13,7% e a de investimento em estoques retroagiu 6,9% – ambas retornaram à zona de insatisfação.

A percepção das condições atuais se deteriorou 8,2%, especialmente em relação à economia – o subindicador caiu 12,1%. Embora as expectativas tenham reduzido 7,4%, elas permaneceram acima do nível de satisfação, aos 115,8 pontos, com os empresários mais confiantes em relação aos próximos meses por conta das medidas de suporte ao Estado.

Por Carolina Nalin / Letycia Cardoso / Rafaela Gama

24/06/2024 16h29  Atualizado há um dia

Promoção de inverno em pleno mês de junho: temperaturas altas derrubam as vendas do varejo

Sai o casacão e entra o corta vento. O calor atípico no inverno — mesmo com a chegada de chuva, a perspectiva é que o frio, se chegar, venha só em agosto — fará o varejo de vestuário e calçados amargar uma retração de 4,1% nas vendas este ano. Essa é a projeção da Confederação Nacional do Comércio (CNC), que reúne as empresas do setor, em estudo antecipado para o GLOBO.

O setor deve faturar R$ 14,06 bilhões nos meses de maio e junho, no menor patamar desde 2021. Segundo Fábio Bentes, economista sênior da CNC, as temperaturas mais altas têm atrapalhado as vendas da coleção de inverno, que chegou às vitrines em abril. Mesmo com um cenário econômico mais favorável, com emprego em alta e inflação sob controle, o calor prejudica as vendas.

E é justamente no inverno que o setor costuma ter uma margem de lucro maior, já que as vendas são de peças mais volumosas, como casacos, jaquetas e botas, que por isso têm custo médio mais alto.

— Esse inverno atípico, com essa tendência de temperaturas mais altas, está neutralizando a desaceleração dos preços e a queda dos juros. O consumidor está pouco confiante no inverno deste ano por conta das temperaturas acima da média.

À espera da frente fria

Nas vitrines de shoppings e lojas de rua, botas dão lugar a sandálias, camisetas de manga curta e croppeds ainda são destaque, e os cartazes de promoções antecipadas de inverno se multiplicam. Mesmo com as ofertas, o autônomo Sidney Roberto, de 40 anos, não pretende comprar peças novas para o guarda-roupa este ano:

— Eu vou usar mais os casacos que já tenho em casa. Não compensa ficar comprando porque em um dia a temperatura pode até estar mais baixa, mas no outro já volta o calorão.

Na Saara, tradicional região de comércio popular no Centro do Rio, a vendedora Bruna Cavalcante, de 28 anos, conta que os clientes têm optado por agasalhos mais finos para o dia a dia.

— A gente teve que diminuir os preços dos casacos maiores e mais grossos porque realmente não estavam saindo. Os modelos que estavam antes por R$200 ou R$ 250 tiveram que passar para R$ 180 e até R$150.

A lojista Luiza Campos, de 62 anos, é dona há dez anos de uma loja de roupas na Rua da Alfândega e diz que o movimento está mais fraco neste ano. Ela está à espera da chegada de frentes frias:

— O jeito é ir mudando o mostruário e abaixando os preços para atrair o cliente, porque senão não vende nada de casaco, cachecol, meia.

Mas, apesar da expectativa, relatório do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta que o inverno será marcado por temperaturas mais altas. Foi só em maio, porém, que este cenário começou a se desenhar de modo mais claro, conta Wanderson Luiz Silva, meteorologista e professor da UFRJ.

— Sem atuação de frentes frias, teremos sol e temperaturas mais elevadas que a média, especialmente na porção central do país. A expectativa é de frio um pouco mais expressivo em agosto.

As varejistas de moda costumam encomendar as peças de outono e inverno no início do ano. Por isso, foi difícil se planejar para a estação atípica, diz Fernando Siqueira, head de análise da Guide Investimentos. Ele lembra que, no primeiro trimestre, a previsão era de que a taxa básica de juros, a Selic, fosse cair mais este ano.

— As empresas estão sofrendo não só pelas temperaturas mais altas, mas também por uma taxa de juro mais alta do que o esperado, com a manutenção da Selic a 10,5% (na semana passada, o Banco Central parou de reduzir os juros, após sete cortes seguidos) — comenta. — Essas varejistas têm tudo para ter um desempenho mais fraco.

Sandálias na vitrine e 40% de desconto na coleção de outono e inverno: calor prejudica as vendas — Foto: Carolina Nalin/Agência O Globo

Em abril, o CEO da Lojas Renner, Fabio Faccio, disse que o calor extremo deveria afetar o crescimento de volume de vendas do segundo trimestre. Por outro lado, destacou que os estoques estavam ajustados. Procurada, a Renner informou que se limita a falar sobre o tema nas conferências de resultado com investidores.

Francislei Donatti, vice-presidente comercial da C&A, destacou em videoconferência com analistas do mercado que o inverno mais quente dos últimos anos fez a varejista se preparar para a estação em 2024 com peças mais leves, como parcas e corta ventos: “Diminuímos bastante nossas mercadorias mais pesadas de casacos e jaquetas. A gente também entrou nas nossas lojas com produtos de inverno um mês mais tarde do que o ano passado. E isso proporcionou um maior equilíbrio dos nossos planos de venda no segundo e terceiro trimestre”.

A C&A informou que tem desenvolvido coleções mais versáteis e atemporais que podem ser usadas em diferentes ocasiões e climas. Outra estratégia é aprimorar as ferramentas de previsões de demanda para tornar mais eficiente a distribuição dos produtos aos consumidores.

Para algumas redes, porém, o calor no inverno é uma vantagem. A Grendene, dona de marcas como Melissa, Zaxy, Rider e Ipanema, que trabalha apenas com calçados abertos, afirma que as vendas de chinelos, sandálias e sapatilhas têm sido beneficiadas pelas altas temperaturas.

— A Grendene tem sido impactada positivamente pelo calor fora de época — diz Alceu Albuquerque, diretor financeiro e de Relações com Investidores da Grendene.

Melhor ficar no zero a zero

João Augusto Frota, estrategista da Senso Corretora, reforça que, muito antes do fim do inverno, os clientes devem encontrar cada vez mais promoções nos corredores dos shoppings:

— É melhor vender praticamente sem lucro, no zero a zero, para cobrir custo de colaboradores, aluguéis de lojas, do que ficar no sufoco.

Uma das alternativas apontadas por Denis Medina, economista da FAC-SP, é guardar o estoque para vendê-lo no próximo ano. A medida, no entanto, pode ter desvantagens: além de ocupar espaço físico, as peças podem sair de moda. A outra opção é antecipar as liquidações para gerar caixa, pelo menos, para as despesas operacionais.

Luiz Augusto Ildefonso, diretor de relações institucionais da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), aponta que casacos de lã, cachecóis e calças têm custo mais elevado não só pelo preço alto da matéria prima, que encarece o produto, mas pelo maior peso, que encarece o frete e ainda ocupa mais espaço. Assim, não enxerga outra saída para as varejistas que apostaram nesses itens que não sejam as liquidações.

Por Luiz Guilherme Gerbelli 04/06/2024 | estadao

Puxada pelo setor de serviços, a economia brasileira acelerou e cresceu 0,8% no primeiro trimestre deste ano na comparação com os últimos três meses de 2023. O número foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, 4.

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O desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) nos primeiros três meses deste ano ficou dentro do esperado pelos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast – as estimativas variavam de alta de 0,4% a 1,2% -, e veio um pouco acima da mediana das previsões, que era de um avanço de 0,7%.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2023, a economia brasileira cresceu 2,5%.

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A leitura dos analistas é a de que a atividade começou o ano mais forte do que o previsto, sobretudo em janeiro e fevereiro. No fim de 2023, a economia vinha dando sinais de fraqueza. Para o último trimestre do ano passado, o desempenho foi revisado pelo IBGE para uma queda de 0,1% – o número anterior era de estabilidade.

“É um crescimento um pouco melhor do que a gente estava imaginando (na virada do ano)”, diz Alessandra Ribeiro, economista e sócia da consultoria Tendências.

Com o desempenho observado nos primeiros meses do ano, os economistas foram ajustando as previsões para o PIB de 2024 ao longo do primeiro trimestre. No primeiro relatório Focus do ano, por exemplo, os analistas consultados pelo Banco Central estimavam um crescimento de 1,59%. No divulgado nesta segunda-feira, 3, a projeção estava em 2,05%.

“Foi um resultado bom (do primeiro trimestre)”, afirma Felipe Salles, economista-chefe do C6 Bank.

Na análise pelo lado da oferta, o setor de serviços cresceu 1,4%, puxado pelo comércio, que registrou alta de 3%. A indústria encolheu 0,1%. Tradicionalmente com resultados positivos concentrados no início do ano, a agropecuária avançou 11,3%.

Pela ótica da demanda, o consumo das famílias cresceu 1,5% e foi beneficiado pela força do mercado de trabalho, diante do cenário de baixo desemprego e aumento da renda, e pelos impulsos fiscais, como o pagamento dos precatórios, além do reajuste real do salário mínimo.

“Em grandes números, no ano passado, houve um aumento dos gastos públicos na casa de R$ 200 bilhões. Neste ano, o incremento está na faixa de R$ 100 bilhões”, diz Alessandra. Só o pagamento de precatórios representou um crescimento adicional de 0,2 ponto percentual nesses gastos entre janeiro e março, de acordo com a Tendências. Ao todo, R$ 40 bilhões foram para o consumo.

A formação bruta de capital fixo (FBCF, a conta dos investimentos no cálculo do PIB) também cresceu. A alta foi de 4,1%. Os investimentos foram favorecidos pelo ciclo de queda da taxa básica de juros nos últimos meses. De agosto do ano passado até maio, quando houve a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a Selic caiu de 13,75% ao ano para 10,50%.

No primeiro trimestre de 2024, a taxa de investimento foi de 16,9% do PIB, um número um pouco abaixo do apurado no mesmo período do ano passado (17,1%). A taxa de poupança foi de 16,2%, abaixo dos 17,5% registrados nos primeiros três meses de 2023.

Os números divulgados pelo IBGE nesta terça também mostraram que as exportações cresceram 0,2% e as importações subiram 6,5%.

O que vem pela frente

Apesar do bom início de ano, os números da economia brasileira devem ser afetados pela tragédia no Rio Grande do Sul. Uma análise ainda preliminar da Tendências indica que o impacto das enchentes que atingiram o Estado deve tirar 0,3 ponto do crescimento brasileiro em 2024.

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“Para o ano, estamos com uma projeção de (alta do PIB) de 1,8%. Se fosse apenas pelos dados do primeiro trimestre, revisaríamos o PIB do ano positivamente, mas resolvemos não fazer a revisão por causa dos efeitos da tragédia”, afirma Alessandra.

Um outro entrave para o crescimento econômico tem a ver com a expectativa de que os juros sigam num patamar mais elevado do que o esperado no início de 2024.

Com a expectativa de que as taxas de juros nos Estados Unidos fiquem num patamar elevado por mais tempo e o aumento da percepção de risco com o rumo das contas públicas do País, depois que o governo alterou as metas fiscais, os analistas passaram a projetar um patamar maior para a Selic ao fim deste ano.

Hoje, o consenso de mercado, de acordo com o Focus, é de que haja apenas mais um corte de 0,25 ponto percentual, levando a Selic para 10,25%.

“Os dados de abril até foram positivos, mas como tem a questão do Rio Grande do Sul, maio e junho serão afetados”, afirma Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados. “Com o Rio Grande do Sul e os juros, que vão ficar mais altos do que se imaginava, especialmente, no segundo semestre, o cenário é de um PIB que vai ficar na casa de 2% (em 2024) . O ano começou bem, mas, ao passar do tempo, foi perdendo fôlego.”

 

  • 28/05/2024  site cnc

Após quatro altas consecutivas, desafios da economia provocam queda de 0,2% no Índice de Confiança do Empresário do Comércio

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, caiu 0,2% no mês de maio, em comparação com abril deste ano. Ainda assim, o índice permanece na zona de satisfação, aos 106,9 pontos. Essa foi a primeira queda após quatro altas consecutivas, descontados os efeitos sazonais. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a queda foi de 1,4%.

O principal destaque é a avaliação do comerciante sobre as condições atuais, que caiu 2,1% e chegou a 79,9 pontos, na zona de insatisfação, o menor patamar desde junho de 2021 (quando estava em 66,8 pontos). Na variação anual, o indicador caiu 6,1%. Os três subindicadores que compõem esse indicador – economia, setor e empresa – também diminuíram praticamente na mesma medida. Houve redução de 2,1% no otimismo em relação ao setor, o que levou o subindicador aos 77,3 pontos (em junho de 2021, eram 70,3 pontos). A confiança na economia atual caiu 2,3%, derrubando esse subindicador para os 65,3 pontos, também o menor patamar desde junho de 2021, quando estava em 53,9 pontos. O terceiro subindicador, que mede a avaliação do comerciante sobre sua própria empresa, chegou a 97,1 pontos, o mais baixo desde julho de 2021 (quando estava em 89,6). A queda o levou para a zona de insatisfação, o que não ocorria desde dezembro do ano passado, quando marcava 97,7 pontos.

Conforme o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, o momento é de expectativa para as decisões macroeconômicas dos próximos meses. “A redução do ritmo de cortes da taxa Selic deste mês e a incerteza em relação aos próximos passos tanto sobre a redução dos juros quanto da inflação fazem com que o varejo adote movimentos cautelosos”, afirma Tadros. Ele lembra que a queda do volume do comércio varejista ampliado, que reduziu 0,3% em março na comparação com fevereiro e 1,5% na variação anual, desperta ainda mais atenção para o momento atual.

Varejo de bens semiduráveis quer contratar

Apesar de o mercado de crédito não estar totalmente favorável e ter afetado a percepção das condições atuais, o indicador da intenção de investimentos foi o destaque positivo, tanto na comparação mensal, com alta de 0,9%, quanto em relação a maio de 2023, com crescimento de 1,0%. Entre os subindicadores que compõem este indicador, a intenção de investir na contratação de funcionários teve o maior crescimento mensal, de 1,9%. A alta foi puxada pelo segmento de bens semiduráveis (roupas, calçados, tecidos e acessórios), que aumentou em 4,6% sua intenção de novas contratações.

Por outro lado, houve queda de 0,8% na pretensão de contratar nos segmentos de venda de itens de primeira necessidade (supermercados, farmácias e lojas de cosméticos) e redução de 0,9% no segmento de comercialização de bens duráveis (eletrônicos, eletrodomésticos, móveis e decoração, material de construção e veículos).

Segundo o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, o crescimento da intenção de contratar mais funcionários corrobora o otimismo em relação ao mercado de trabalho, demonstrado pelos consumidores na pesquisa que detecta a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de maio, também mensurada pela Confederação. Ele aponta que a maior parte (63,7%) dos varejistas quer aumentar seu quadro de empregados, o que indica que os resultados positivos observados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho devem continuar.

Expectativas ainda em ligeira alta

Para Felipe Tavares, o otimismo dos consumidores mantém positivo o indicador que mede as expectativas dos comerciantes. Maio apresentou o quinto aumento consecutivo desse subindicador, mas o menor do período, de 0,2%. “Apesar de tímido, o aumento indica que há esperança dos varejistas na melhoria das condições econômicas, nos próximos meses”, aponta. A expectativa em relação à própria empresa cresceu 0,4% e, no que diz respeito à situação da economia, o otimismo aumentou 0,1%. Sobre o setor, não houve variação mensal, apenas anual (uma queda de 0,7% no comparativo com maio de 2023).

  • 10/06/2024

Campanha de TV será veiculada até 23 de junho. Peças nas redes sociais da CNC convidam a participar de uma corrente de valorização usando a tag #SeuNegocioNossoNegocio

O comércio brasileiro é conhecido, entre outras qualidades, por sua diversidade e peculiaridade. É com esse espírito que a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) inicia sua nova campanha, Seu Negócio é o Nosso Negócio, que visa destacar e apoiar os empresários do setor terciário do Brasil. Com essa inspiração, a CNC reforça seu compromisso com os mais diversos tipos de comércio e serviços, convidando todos a participar desta corrente de valorização.

Comércio, empresários, produtos e serviços peculiares são parte integrante da economia brasileira. Quando eles se encontram, negócios prosperam. A CNC, sempre presente para apoiar esses e diversos outros tipos de negócio, lança a campanha com o objetivo de reconhecer e promover a diversidade que caracteriza o comércio e os serviços no Brasil.

A campanha será amplamente divulgada na televisão e na internet. Na TV aberta, estará presente nos canais Globo, Record e SBT, com inserções de 60 segundos, de 9 a 23 de junho. Na TV fechada, a campanha será veiculada nos canais Globo News e CNN Brasil, também com inserções de 60 segundos, durante o mesmo período. Além disso, a presença digital será forte, com a campanha sendo promovida em redes sociais como FacebookInstagramLinkedInTik Tok e Twitter, alcançando um público estimado de 9,6 milhões de pessoas.

Segundo o chefe do Gabinete da Presidência da Confederação e coordenador de Comunicação do Sistema CNC-Sesc-Senac, Elienai Câmara, “é fundamental reconhecer e valorizar a diversidade do comércio e dos serviços no Brasil. Cada negócio, por mais peculiar que seja, tem seu valor e sua importância. A CNC está aqui para apoiar todos eles, mostrando que juntos podemos construir uma economia mais forte e diversificada”.

A campanha Seu Negócio é o Nosso Negócio está disponível nas redes sociais da CNC e convida as pessoas a participar desta corrente de valorização usando a tag #SeuNegocioNossoNegocio. A produção é da Calia Comunicação.

REDAÇÃO  AMANHA  10/06/2024

Entre os fatores de endividamento das famílias destacam-se o cartão de crédito, carnês e crédito pessoal

O percentual de famílias endividadas no Brasil subiu pelo terceiro mês consecutivo e atingiu 78,8% em maio deste ano. Em abril, a taxa era de 78,5%, enquanto que, em maio de 2023, a proporção de endividados era de 78,3%. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Com o resultado de maio, o percentual de famílias com dívidas no país atingiu o maior patamar desde novembro de 2022. A pesquisa considera endividados aqueles que possuem qualquer dívida, ainda que ela não esteja em atraso, como, por exemplo, compras no cartão de crédito ou financiamentos.

Para a CNC, o dado revela que as famílias continuam aumentando sua demanda por crédito, aproveitando o menor custo com os juros. A meta da taxa básica de juros (Selic) vem caindo a cada reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), desde agosto do ano passado (quando recuou de 13,75% para 13,25%). Atualmente, está em 10,5%. O percentual de famílias que se consideram muito endividadas chegou a 17,8% em maio último, acima dos 17,2% de abril. Já as pessoas com dívidas ou contas em atraso são consideradas inadimplentes. O percentual de inadimplência entre as famílias brasileiras ficou em 28,6% em maio deste ano, o mesmo nível de abril, mas abaixo dos 29,1% de maio do ano passado. Entre o total de famílias, aquelas que não terão condições de pagar suas dívidas, o percentual ficou em 12% em maio, abaixo dos 12,1% do mês anterior, mas acima dos 11,8% de maio de 2023.

Entre os fatores de endividamento das famílias destacam-se o cartão de crédito, (86,9% dos casos), carnês (16,2%) e crédito pessoal (9,8%). Um dos destaques positivos foi o cheque especial, que estava presente nas dívidas de apenas 3,9% das famílias, o menor percentual desde o início da pesquisa em 2010. A previsão da CNC é que o percentual de endividados siga crescendo até dezembro, quando deverá atingir a parcela de 80,4%.

Com ABR

 de Redação  14 de junho de 2024

As brasileiras Centauro e Petlove estão entre as 50 marcas mais inovadoras do mundo em 2024, de acordo com relatório do Grupo Ebeltoft, um consórcio de empresas líderes em varejo e consultorias de marcas do qual faz parte o Gouvêa Ecosystem. A publicação, anual, destaca cases que inspiram o futuro do setor.

O ranking é dividido em três categorias: “Inovação para hipereficiência”, “Inovação para uma experiência aprimorada” e “Inovação para um mundo melhor”.

A varejista de artigos esportivos Centauro ocupa a primeira posição na categoria “Inovação para uma experiência aprimorada” com a Arena Centauro Ibirapuera, inaugurada em 2023 no parque de mesmo nome, localizado na zona sul de São Paulo.

O espaço tem 1 mil m² e abriga eventos, exposições e serviços gratuitos que atendem ao público de entusiastas de esporte, criando uma experiência dinâmica, inclusiva e imersiva “que vai além da mera prática atlética”, como descreve o relatório do Ebeltoft.

O espaço conta, ainda, com um calendário semanal de atividades como aulas de dança, sessões de ioga, clínicas de futebol e basquete. Fora dos seus limites, a Centauro também investiu na valorização do entorno da loja, instalando estações de alongamento e ginástica e reformando a pista de corrida local.

“A iniciativa é uma combinação de marketing, experiência de marca e loja onde os clientes podem conhecer seus esportes preferidos, testar e comprar produtos e interagir com suas marcas preferidas”, destaca o relatório.

Petlove

O Quintal Petlove, também no Parque do Ibirapuera, aparece na mesma categoria do ranking do Ebeltoft. O espaço ao ar livre da marca, projetado para cães e seus donos, é apoiado por uma loja própria e quiosques. O Quintal conta com equipamentos de agilidade ​​e abriga uma agenda cultural centrada nos animais de estimação e seus tutores, com eventos educativos e encontros temáticos.

“O principal objetivo da iniciativa é proporcionar um ambiente seguro e convidativo para que os amantes de animais de estimação possam desfrutar de bons momentos com seus cães, enfatizando o bem-estar dos animais de estimação e de seus donos”, destaca o Ebeltoft.

Mundo melhor

Na categoria “Inovação para um mundo melhor”, o destaque é a Good Foot Delivery, do Canadá, uma empresa de entrega rápida que atua na área de Toronto. A combinação de transporte a pé e público, segundo o relatório, garante um serviço competitivo e cria um negócio mais sustentável.

unidade sustentável que o McDonald’s abriu em São Paulo em 2023 também aparece nessa categoria. Com forte ênfase na sustentabilidade, o espaço foi construído a partir de materiais reciclados e madeira recuperada. As iniciativas da unidade incluem gestão de resíduos, frota de veículos elétricos de entrega, caixas de compostagem para resíduos orgânicos, estacionamento para bicicletas, painéis solares e quiosque ao ar livre confeccionado em material polipropileno reciclado.

O relatório destaca o uso de madeira projetada pelo McDonald’s para consumir energia mínima durante a produção e uso enquanto armazena efetivamente dióxido de carbono.

Hipereficiência

A categoria “Inovação para hipereficiência” é liderada pela rede americana fast-casual de saladas Sweetgreen. A empresa abriu seu primeiro estabelecimento totalmente automatizado em maio de 2023, denominado “Cozinha Infinita”, em Naperville, nos arredores de Chicago. A unidade foi visitada recentemente pela MERCADO&CONSUMO junto com a delegação que a Gouvêa Foodservice levou para a National Restaurant Show 2024.

A loja usa a tecnologia obtida da Spyce, uma empresa de robótica para restaurantes adquirida pela Sweetgreen em 2021, que permite aos clientes façam pedidos por meio de quiosques ou online. Uma tigela se move ao longo de uma esteira transportadora, com um controle robótico distribuindo os ingredientes da salada de acordo com o pedido do cliente. Um funcionário da Sweetgreen dá os retoques finais.