Renner são muito fortes no meio físico, acreditando que com a reabertura será possível ver o crescimento do consumo (Imagem: Money Times/Gustavo Kahil)
A Lojas Renner (LREN3) já opera com 65% do nível pré-pandemia, de acordo com a avaliação da Guide Investimentos. A marca já opera com 600 lojas abertas, o que representa 73% do total de seus estabelecimentos.
A gestora conversou com Fabio Faccio, presidente da companhia, que afirmou que a taxa de inadimplência foi menor do que era esperado pela Renner durante o período do isolamento social causado pelo coronavírus. De acordo com ele, ainda assim, a rede vai manter uma postura conservadora quanto a atrasos em pagamentos e perdas decorrentes disso.
Apesar do bom desempenho no meio digital, Faccio constatou que as marcas da Renner são muito fortes no meio físico, acreditando que com a reabertura será possível ver o crescimento do consumo.
Essa também é a visão do analista da Guide. “Com a reabertura gradual das lojas físicas, as vendas da Lojas Renner já começam a chegar mais perto de níveis observados pré-pandemia. Além disso, seu braço na moda sustentável vem contribuído para o desempenho da companhia em uma visão de longo prazo”, analisou Lucas Sales em relatório.

Por Vitória Fernandes 23/07/2020 – money times

 

Ao Governador Carlos Massa;

Aos Prefeitos do Paraná;

Ao Senhor Juiz de Direito Eduardo Lourenço Bana;

aos Senhores e Senhoras Procuradores do Estado do Paraná: Marcelo Paulo Maggio,

Angelo Mazzucchi Santana Ferreira, Susana Broglia Feitosa de Lacerda, Michele Nader.

 

Quanto vale a dignidade dos paranaenses?

 

As comunidades de empresários e de trabalhadores que subscrevem esta carta vêm, respeitosamente, abrir diálogo franco e democrático com Vossas Senhorias.

Não se tratará aqui, adiantamos, de qualquer solicitação de abertura ou fechamento deste ou daquele comércio. Entendemos que é dever das autoridades constituídas, embasadas em dados técnicos e científicos, a responsabilidade de tomar tais decisões, com vistas a mitigação do gravíssimo problema da pandemia de Covid 19. Também não colocaremos em causa a importância inquestionável da defesa das vidas humanas. Não há qualquer paralelo possível entre todo o sacrifício econômico e uma única vida. Trataremos, isto sim, de outro direito indisponível, além do direito à vida, do qual a pessoa não pode abrir mão: o direito à dignidade.

 

Nossa Constituição consagra, já em seu primeiro artigo, item III, que é fundamento do Estado Democrático de Direito a “dignidade da pessoa humana”. A concepção ontológica de “dignidade” a caracteriza como um atributo e como essência. Essa concepção, que se colhe inclusive da Declaração Universal dos Direitos Humanos, sustenta que “a dignidade é um atributo intrínseco ao ser humano e que, por isso, este é titular de determinados direitos, os quais devem ser respeitados pelos indivíduos e pelo Estado”.

Temos sofrido reiterados ataques à nossa dignidade nestes dolorosos 4 meses de pandemia.

 

Convidados que fomos ao sacrifício e ao desprendimento para que pudesse o Estado se organizar para o enfrentamento do gravíssimo problema, nós não nos furtamos. Cortamos, trabalhadores e empresários, notadamente os pequenos e médios, a “própria carne” para que não faltasse o devido cuidado com a vida. São 120 dias sem salário ou com salário reduzido. São 120 dias a sangrar nossas economias (aqueles que as tinham).

 

Nós, as pessoas do setor privado (e até agora só nós) aceitamos o sacrifício econômico, com gravíssimos riscos de, nesta seara, sucumbir completamente, num movimento em tudo altruísta. O que não é possível e realmente não aceitamos, é ter também nossa dignidade negada quando dia sim dia não, alteram as regras, fazem petições, protelam, massacram nossa mente nos levando ao desespero.

Não há qualquer ação ou palavra vinda destes poderes no sentido de mitigar este sofrimento que não é, repetimos, comparável ao de perda de uma só vida. Mas basta analisar as 37 páginas do último requerimento do Ministério Público, os vários decretos governamentais e municipais, os vários despachos da justiça (alguns deles proibindo o direito de livre manifestação) para se ver que a segunda prioridade, a manutenção do trabalho nem sequer é citada.

Queremos, queremos não, exigimos ser tratados com o respeito que se deve ter por quem paga impostos, segue as leis e não se furta ao sacrifício em prol da comunidade. Reivindicamos nossa dignidade de volta.

Pleiteamos políticas públicas claras e transparentes para o enfrentamento da Pandemia e para o enfrentamento dos problemas econômicos e sociais advindos dela.

 

Reclamamos igual esforço e desprendimento das pessoas do setor público.

Pais e Mães de família, que se mantêm a vida, e o fazem já não se sabe mais como, podem a manter sem dignidade? Há vida sem dignidade?

 

Assinam a informação as entidades que tem compromisso de viabilizar o funcionamento das atividades econômicas:

 

ABRASEL – Associação Brasileira de Bares e Restaurantes

ABRABAR – Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas

AEPAR – Associação dos Empresários do Paraná

AMEH – Associação dos Meios de Hospedagem

SINDIABRABAR – Sindicato das Empresas de Gastronomia, Entretenimento e Similares de Curitiba

SINDIATLETA – Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado do Paraná

SINDISHOPPING – Sindicato dos Lojistas de Shopping Center de Curitiba

SINDIPROM – Sindicato das Empresas Promotoras de Eventos do Paraná

SINPEFEPAR – Sindicato dos Profissionais de Educação Física do Estado do Paraná

SINDEHOTEIS – Sindicato dos Trabalhadores no Comércio Hoteleiro, Meios de Hospedagem e Gastronomia de Curitiba e Região

SINGAPAR – Sindicato dos Garçons Autônomos do Paraná

FETURISMO – Federação das Empresas de Hospedagem, Gastronomia, Entretenimento, Lazer e Similares do Estado do Paraná

CNTur – Confederação Nacional do Turismo

 

QUEM COMPARTILHA, TAMBÉM SUBSCREVE.

Acabamos de sair da reunião com a prefeitura.
Ela foi precedida de encontro da prefeitura com o Ministério Público.
São os seguintes os tópicos:
1- O decreto do Governo do Estado não foi prorrogado.
2- A prefeitura vai editar novo decreto amanhã no final do dia com validade de 15 dias. Quando haverá nova avaliação.
3- Para evitar um “vazio” institucional, amanhã quarta, 15 de julho, fica valendo o decreto 810 da prefeitura que prevê funcionamento de restaurantes e lanchonetes no horário das 11 às 15 e das 19 às 22h.
4- Nosso setor ficará da seguinte maneira no novo decreto:
a) Restaurantes e Lanchonetes poderão funcionar – DENTRO DOS PROTOCOLOS JÁ ESTABELECIDOS ANTERIORMENTE (inclusive a proibição do auto-serviço) – ATÉ AS 22 HORAS todos os dias da semana. Não haverá horário definido de abertura.
b) Restaurantes e Lanchonetes de Shoppings e espaços comerciais poderão funcionar durante todo o horário de funcionamento destes espaços – DENTRO DOS PROTOCOLOS JÁ ESTABELECIDOS ANTERIORMENTE das 12 às 20h de segunda a sexta feira. Nos finais de semana poderão operar APENAS com Delivery.
c) Bares e atividades correlatas estão proibidos de funcionar com atendimento presencial.
d) Para o Setor de Eventos marcamos reunião específica para amanhã com a presença de representante do setor, direta e exclusivamente com o comitê gestor da prefeitura

INFORMAÇÕES IMPORTANTÍSSIMAS:
1- Para termos estas liberações assumimos o compromisso de colaborar para que elas sejam cumpridas com toda a responsabilidade. Estabelecimentos que não observarem este preceito serão objeto de fiscalização e possível punição por parte dos órgãos competentes e não encontrarão guarida nas suas instituições representativas. Aqueles que livremente discordarem de alguma regra podem usar os canais competentes da justiça mas, enquanto não houver reforma, devem cumprir o decreto.
2- Assumimos também o compromisso de concedemos licença aos funcionários que façam parte do grupo de risco e para aqueles que apresentarem sintomas de COVID 19 como perda de olfato e paladar, tosse seca e febre

FINALMENTE,
Lembramos que a nossa responsabilidade com a comunidade aumenta significativamente neste momento em que retomamos em parte nossas atividades. Estaremos, como todos sabem, novamente sob o olhar severo e crítico da opinião pública. Não podemos errar.
Contamos com a responsabilidade de todos lembrando que o combate à pandemia ainda não acabou, ao contrário, estamos em momento difícil.
Como será a continuidade deste combate depende em boa parte, da maneira como nos comportaremos. Podemos migrar para a Bandeira Amarela ou ir para a vermelha ao final destes 15 dias.
É claro que nosso setor representa menor problema de contaminação que outros, mas é o mais visado.
Vamos cuidar.

SINDISHOPPING

AEPAR
ABRASEL
ABRABAR
SINDIABRABAR

A presidente do ShindiShooping (Sindicato dos Lojistas do Comércio Estabelecidos em Shopping Centers de Curitiba), Carolina Assis, classificou como ‘um absurdo’ o fechamento de quatro shoppings da capital sob a alegação de que estavam descumprindo as regras da quarentena. Foram autuados o Pátio Batel, Crystal, Mueller e ParkShoppingBarigui, porque segundo a Prefeitura de Curitiba o decreto determina, entre outras medidas, a suspensão de funcionamento dos shopping centers. A denúncia, confirmada pela vigilância, era de algumas lojas estavam fazendo atendimento via delivery, take away ou drive-thru, que também estão proibidos.

Em entrevista à Banda B nesta quarta-feira (8), Carolina Assis disse que proibir o serviço de delivery é um absurdo. “E as lojas que estão trabalhando com delivery, como vão controlar isso? Não tem como controlar. As pessoas compram pelo Instagram, pelo Facebook, aí entra só um motoqueiro no estabelecimento, pega o pedido e sai para entregar. E isso não é permitido? É um absurdo”, afirmou.

De acordo com a presidente do Sindishopping, algumas lojas entregam com sacolas nas casas das pessoas. “Tudo está fechado: lojas, restaurantes, shoppings, não tem ninguém circulando ou comendo nestes locais. Agora, os restaurantes não podem entregar um produto para um motoqueiro levar na casa de alguém, mas o de rua pode operar? Qual é a diferença? Por que essa falta de isonomia?”, questionou.

Carolina ainda questionou a efetividade do novo decreto, o qual apontou ser um exagerado. “Vão fechar shoppings e lojas de rua, mas não vão aumentar o número de ônibus para evitar que as pessoas fiquem aglomeradas, e também não vão aumentar a fiscalização em supermercados e em bancos – que são serviços essenciais e que precisariam da máxima atenção. Não são pequenas lojas que causam o problema, com um cliente entrando de cada vez”, argumentou.

Para defender a sua tese, a representante de lojistas usou o velho continente como exemplo. “A Europa não está com horários reduzidos. Mesmo a Itália abre em horário normal. E não é porque estão sem casos, é porque eles viram que não adianta reduzir o tempo, porque isso aumenta, não evita aglomerações”, ponderou.

A lojista ainda lamentou que muitos empresários foram afetados de forma brutal pela pandemia. “As pessoas estão entrando em desespero, porque ou vão ter que pagar os funcionários de forma integral ou demitir. Então pode haver uma demissão em massa. Ninguém conseguirá manter o salário do funcionário. Estão focando e quebrando os shoppings, porque não há critério. Não tem como dizer: ‘Foram 100 pessoas contaminadas dentro desse ou daquele shopping’, pontuou.

Por fim, Carolina criticou o critério para fechamento de determinados estabelecimentos. “O movimento estava reduzido. Poucas pessoas, num espaço gigantesco. Os shoppings são o problema? Não há critério para abrir este ou fechar aquele lugar. Entrar numa conveniência de posto de gasolina você pode, sem problemas, mas um shopping entregar, não pode. Restaurantes e mercados que são dentro de shoppings foram fechados, mas eles não podem trabalhar nem com as entregas? É um absurdo”, concluiu.

Sobre o fechamento dos shoppings, a Prefeitura de Curitiba enviou a seguinte nota:

“Conforme Decreto Estadual 4942/2020 os shoppings centers estão com funcionamento suspenso. Nesta segunda-feira (6/7) quatro shoppings da cidade estavam funcionando com atendimentos irregulares, nas modalidades delivery, drive-thru ou take away”.

Um processo administrativo sanitário foi instaurado para cada shopping e há previsão de multas para os estabelecimentos e lojas de até R$ 4 mil.

A Banda B tentou contato com as assessorias dos shoppings autuados. O Shopping Muller informou que a Vigilância Sanitária esteve no shopping e suspendeu todas as operações de delivery e drive thru. O Shopping Mueller e seus lojistas aguardam a revisão das orientações.

fonte:   Banda B Por Luiz Henrique de Oliveira em 08 de julho, 2020 as 13h18.

O setor de moda foi duramente impacto pela crise do novo coronavírus no Brasil e no mundo. Na Renner, a maior varejista de roupas do país, não foi diferente. No primeiro trimestre, a companhia teve lucro de 10,4 milhões de reais, ante 162 milhões de reais de lucro no mesmo período do ano passado. Uma queda de 94%. Ainda assim, o presidente da empresa Fabio Adegas Faccio afirma à EXAME: “Essa é a hora da Renner.”
O executivo, à frente da Renner desde abril do ano passado, usa o automobilismo para falar do momento da companhia num cenário especialmente desafiador. “O Ayrton Senna era favorito quando não estava chovendo. Quando chovia, era certeza que ele ganharia. Com a Renner é a mesma coisa. Quando não está chovendo somos favoritos. Na chuva, não tem para ninguém”.
Dentre os diferenciais da empresa para navegar nesse momento difícil o executivo destaca seu modelo ágil de produção. Antes, o ciclo de produção de peças da Renner era de seis a nove meses. Hoje leva de 10 a 45 dias nos produtos nacionais. O modelo permite que a empresa trabalhe com menos estoque e consiga atender com mais rapidez às tendências buscadas pelos clientes.
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“Entramos nesse momento com estoque baixo e estoque novo, então estamos conseguindo escoar. A demanda do cliente está mudando rápido e, se meu ciclo fosse longo, teria sido pego pela crise com estoques altos de produtos que o cliente não quer mais”, diz Faccio.
O executivo afirma, porém que o modelo não é o mesmo do fast fashion, modo de produção da moda focado em muitas coleções com peças baratas para serem usadas poucas vezes. “O fast fashion é um termo pejorativo, que remete a um consumismo desenfreado. A velocidade na nossa cadeia não serve ao consumismo. Ela serve para sermos responsivos à demanda do cliente. Melhorar processos é sustentável e fazemos isso. Mas produzir só o necessário e evitar desperdícios é ainda mais.”
Ele continua: “Uma empresa que produz sem saber o que vai vender em geral produz demais, gera estoque demais e depois queima a margem dos produtos, alguns chegam a queimar os próprios produtos”, afirma.

APRESENTADO POR WESTERN DIGITALAdeus, lentidão no computador: veja os benefícios insuperáveis do SSD.
Com esse modelo, a Renner também pôde manter os pedidos para seus fornecedores, ainda que em menor volume, auxiliando sua cadeia a se manter no período de crise. “Trabalhamos com parceiros de 30, 25 anos, e apoiamos eles de todas as formas. Com linhas de crédito, com consultoria, e ajustando nossas demandas à produção deles. Se não tivéssemos esse ciclo rápido, eu não teria como receber nada”, diz.

fonte: Por Mariana Desidério / 6.7.20 exame

Cerca de 65% das empresas instaladas no Paraná registraram queda no faturamento em abril e maio de 2020, no comparativo com o mesmo período do ano passado. A análise, divulgada nesta sexta-feira (3) no boletim conjuntural das secretarias de Fazenda e Planejamento e Projetos Estruturantes, leva em consideração contribuintes do ICMS que emitiram notas fiscais nesse período.
A queda nas vendas foi de 68% em abril e 59% em maio, com a retomada mais vigorosa de algumas atividades naquele instante. Nos dois meses, entretanto, alguns estabelecimentos registraram crescimento nas vendas: 29% em abril e 37% em maio, principalmente ligados a alguns setores como supermercados, linha branca e móveis.

Um dos setores mais afetados pela pandemia foi o de restaurantes, atividade na qual estabelecimentos que faturavam de R$ 30 mil (pequeno porte) por mês até R$ 10 milhões (grande porte) registraram perdas superiores a 50% no fluxo financeiro – em alguns casos, o a queda ultrapassou 80%.
Setorialmente e na classificação de porte, apenas comércios varejistas com faturamento superior a R$ 10 milhões apontaram aumento nas vendas ou estabilidade em abril e maio, em comparação com o mesmo período de 2019. No entanto, 49% desses estabelecimentos apontaram perdas de 10% a 80%.
ATIVIDADES
Segundo a Receita Estadual, ainda estão fechados 4,1 mil estabelecimentos do Simples Nacional e 1,5 mil do Regime Normal. Durante o final de março e o começo de abril, no início das restrições de circulação, 37,7 mil estabelecimentos da primeira categoria e 6,3 mil da segunda fecharam momentaneamente. Há expectativa de impacto similar nas próximas semanas, devido ao decreto que restringe as atividades econômicas em 134 municípios paranaenses.
Regionalmente e na comparação da semana de 22 a 26 de junho com a de 9 a 13 de março (momento exatamente anterior ao início das restrições, indicado como 100% para efeitos de comparação), Arapongas já atingiu pico de normalidade, e Araucária, Pato Branco e Francisco Beltrão (98%) chegaram em patamar similar. A média paranaense é um pouco mais baixa, de 94%.
A análise das regionais impactadas pelo novo decreto do Governo o Estado mostra que elas estavam próximas de atingir nível anterior da pandemia. Toledo, influenciada pelas restrições municipais, estava com 82%, contra 86% de Foz do Iguaçu e 89% da Região Metropolitana de Curitiba. Cascavel (94%), Cianorte (93%) e a região Norte, de Londrina e Cornélio Procópio (93%), estavam dentro da média paranaense.
REGIÕES
A emissão de notas fiscais subiu entre 1º e 28 de junho na comparação com maio. Foi o melhor período desde o começo da crise. O comércio atacadista opera em 76,7% do nível pré-pandemia, enquanto comércio varejista, indústria de alimentos e demais atividades manufatureiras vêm registrando patamares de 85,3%, 93% e 88,1% respectivamente.
Na macrorregião de saúde Leste (do Centro-Sul ao Litoral, passando por Curitiba, Campos Gerais e Região Metropolitana), o funcionamento da indústria de alimentos alcançou em junho 94,1% e da indústria em geral 84,8%, mesmo patamar do comércio varejista. O comércio atacadista ainda apresenta a variação mais baixa, de 76,5%.
Na macrorregião Noroeste (região de Maringá e Umuarama), a indústria de alimentos já opera com 98,9% da capacidade e a indústria geral com 89,6%, ante apenas 70,7% de abril. O comércio varejista opera no patamar de 86,2%, enquanto o comércio atacadista ficou na casa de 79%.
Na macrorregião Norte (Londrina e região) o destaque é da indústria geral, que opera com 109,9%, ou seja, aumento de quase 10% em relação ao começo da crise. Os comércios varejista (86,6%) e atacadista (79,1%) também cresceram, mas a indústria de alimentos acumula a segunda baixa, com 79,6%.
No Oeste (Cascavel e Pato Branco), comércio varejista, indústria de alimentos e indústria geral operam entre 84% e 95,8%, enquanto a atividade no comércio atacadista acumula quedas e se aproxima de 70% da capacidade.
VENDAS
Segundo o boletim conjuntural, as vendas nos supermercados variaram dentro de uma margem de normalidade desde março e as farmácias registraram leve queda, enquanto restaurantes e lanchonetes atingiram 50% de vendas apenas em uma semana do mês de junho.
Alguns setores estão com padrão de comércio superior inclusive a março nos últimos 15 dias, como linha branca; televisores; telefone celular; móveis; colchões; e iluminação. Outras atividades apontam para manutenção das vendas em abril e maio, como materiais de construção e ferragens; áudio, vídeo e eletrodomésticos; e informática e telefonia.
A análise mostra vendas fracas nas últimas semanas em vestuário e acessórios; cama, mesa e banho; e calçados. Os setores de bebidas (alcoólicas e não alcoólicas) e de alimentação (carnes, peixes, frutos do mar, frutas, verduras, raízes, mel, laticínios, ovos, café, farinha, sementes e cereais) registraram volume de vendas estável ao longo dos últimos três meses.
O setor automotivo mantém trajetória irregular. As vendas de caminhões e ônibus cresceram nas últimas três semanas e atingiram patamar superior a março, enquanto o comércio de motocicletas registra evolução constante em junho, mas ainda em estágio inferior, com 76% de normalidade. As vendas de carros aumentaram em junho.
CAGED
O boletim também traz dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia. Entre março e maio foram cortados 94.450 vínculos com carteira assinada no Estado, com impacto mais relevante no setor de serviços (-47.326), comércio (-25.565) e indústria (-21.286). Regionalmente, o Leste acumulou a perda de 58.743 vagas.
Apenas em maio o Paraná perdeu 23.856 empregos e o resultado acumulado do ano já é e 47.696 empregos a menos. Mesmo assim, o Estado registrou menos demissões do que Rio Grande do Sul e Santa Catarina ao longo de 2020.
PIB
O boletim ainda traz uma projeção do Produto Interno Bruto (PIB) do País em 2020, com base nos dados divulgados pelo Banco Central. A expectativa mais recente é de queda de pelo menos 6,5% no acumulado dos quatro trimestres, manutenção da recessão em 2021 (-1,2%) e crescimento a partir de 2022 (3,5%).

fonte: Por AEN em 03 de julho, 2020 as 15h48.

Passados três meses desde que a pandemia provocada pelo novo coronavírus acertou em cheio a economia brasileira, micro, pequenas e médias empresas continuam com limitações no acesso a linhas de crédito mais baratas. Na última semana, o Banco Central admitiu que existe um descompasso na concessão de crédito para empresas de pequeno porte e anunciou novas medidas para aumentar a disponibilidade de recursos para esse segmento.
A mobilização de linhas de crédito emergenciais para pequenos negócios durante esta crise foi marcada pela lentidão. O primeiro programa criado pela equipe econômica previa a liberação de até R$ 40 bilhões para o pagamento da folha de pagamento de pequenas e médias empresas. No início de junho, porém, menos de R$ 2 bilhões haviam chegado de fato a quem poderia se beneficiar de uma linha barata e que ajudaria a manter negócios funcionando mesmo com uma queda brusca na receita.

No início de junho, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, reconheceu que a linha para a folha de pagamentos tinha problemas em suas regras e precisava passar por mudanças, que ainda não foram apresentadas. Entre os problemas apontados pelo setor produtivo estão a exigência da manutenção da folha de pagamentos em uma instituição bancária (um custo que muitos pequenos negócios evitam) e a obrigação de não haver demissões no prazo de 60 dias.
Outro pacote de medidas anunciado pelo BC logo no início da crise liberou liquidez no mercado financeiro. O impacto previsto pela autoridade monetária era de R$ 1,2 trilhão, soma que daria estabilidade para o sistema financeiro atravessar o pior da crise econômica. A maior liquidez, no entanto, não era garantia de que o crédito chegaria para os negócios financeiramente mais frágeis.
Na última semana, o BC afirmou que as medidas de liquidez foram insuficientes para lidar com a demanda por crédito de pequenas e médias empresas – as concessões para pessoas jurídicas desaceleraram nas últimas oito semanas, em especial por causa da limitação a negócios menores. Por isso, a autoridade monetária lançou na terça-feira (23) um segundo pacote, com foco exclusivo nesse público-alvo.
A ideia do BC foi dar incentivos para que os bancos direcionem recursos com taxas e prazos adequados para as condições adversas da atividade econômica. As medidas, que incluem uma menor exigência de compulsórios para depósitos da poupança, realocação de ativos com depreciação temporária e menor exigência de capital para cooperativas de crédito, têm potencial para colocar R$ 272 bilhões em circulação.
Além das novas medidas do BC, as empresas aguardam o efeito de outros dois programas públicos que ainda estão em fase de maturação. Por medida provisória, o governo federal criou o Programa Emergencial de Acesso a Crédito (Peac), que oferece garantias para a tomada de crédito por pequenas empresas e é operado pelo BNDES com o apoio de agentes financeiros. São R$ 20 bilhões que poderão ser usados para garantir até 80% dos empréstimos feitos por esses agentes a empresas com faturamento de até R$ 300 milhões por ano.

Outra iniciativa é o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), aprovado em maio pelo Congresso e que ainda está em fase de implementação pelas instituições bancárias. Foram direcionados pouco mais de R$ 15 bilhões para um fundo garantidor de operações, mas por enquanto apenas a Caixa, entre os grandes bancos, já está fazendo empréstimos. Segundo o assessor especial do Ministério da Economia Guilherme Afif Domingos, o programa só deve estar em operação normal a partir de meados de julho.

O resumo desse conjunto de ações é que milhares de pequenas e médias empresas só terão acesso a crédito em condições mais flexíveis a partir do quarto mês da pandemia. Embora o setor bancário não tenha reduzido a concessão de empréstimos durante a crise, é natural que ele concentre sua atuação nos perfis de menor risco e aptos a assumirem as condições de pagamento de mercado – inclusive por questões regulatórias. Entende-se que era do poder público o papel de acelerar medidas para ampliar a abrangência do crédito para empresas com perfil de maior risco ou com necessidades especiais, como prazos de carência e taxas de juros mais baixas.
No longo prazo, o bom funcionamento das iniciativas com foco em pequenas e médias empresas vai compensar o custo para o Tesouro, de um lado, e o relaxamento regulatório por parte do BC, de outro. Esses negócios são os maiores empregadores do país, ao mesmo tempo em que têm fluxo de caixa mais frágil para manter sua força de trabalho em recessões. O fechamento dessas empresas por falta de fôlego financeiro aumentaria o desemprego e, mais tarde, retardaria a retomada da economia. É preciso evitar esse cenário.

fonte:Gazeta do Povo
[26/06/2020] [21:57]

O Banco Central (BC) vai permitir que os consumidores brasileiros saquem dinheiro das suas contas bancárias em lojas do varejo, sem ter que ir ao banco ou a um terminal de atendimento. A possibilidade deve estar disponível a partir de novembro, junto com o sistema de pagamentos instantâneos do BC, o PIX.

O anúncio foi feito ontem pelo presidente do BC, Roberto Campos Neto, no Fórum de Pagamentos Instantâneos. Ele ainda confirmou que o PIX não vai cobrar nada das transferências que serão realizadas entre pessoas físicas.

Segundo Campos Neto, as regras serão apresentadas em agosto. A ideia, adiantou, é oferecer comodidade aos consumidores, dar mais uma opção de negócio para os varejistas que aderiram ao PIX e reduzir o custo do dinheiro em espécie.

O anúncio de que os brasileiros poderão utilizar o sistema de forma gratuita ocorre uma semana depois de o WhatsApp liberar uma ferramenta de pagamentos digital que, segundo especialistas, pode conquistar parte dos potenciais clientes do PIX.

“Haverá gratuidade para pessoas físicas, de forma a possibilitar igualdade de condições com outros meios de pagamentos”, afirmou Campos Neto, pedindo às instituições financeiras que aderirem ao PIX “modelos de negócio e estratégias interessantes e economicamente atrativas”.

Diretor de política monetária do BC, Bruno Serra buscou tranquilizar as empresas em relação ao custo do serviço. Segundo Serra, “a expectativa é que a tarifa fique em torno de 1 centavo a cada 10 mensagens de pagamentos instantâneos liquidadas”.

fonte: MB Marina Barbosa postado em 23/06/2020 CB

Confederação estima que comércio tenha perdido mais de R$ 200 bilhões com a pandemia até a primeira semana de junho. Na PMC de abril, o segmento de tecidos, vestuário e calçados sofreu a maior queda mensal.
A Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo (CNC) prevê uma retração de 10,1% no volume das vendas no varejo ampliado, em 2020. Já no varejo restrito – que exclui os ramos automotivo e de materiais de construção –, a projeção aponta um recuo de 8,7%. As estimativas têm como base os dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de abril, divulgada nesta terça-feira (16/06) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“Em ambos os casos, a crise sem precedentes, imposta à atividade econômica na história recente, deverá levar o setor a registrar a maior queda anual desde os anos 2000”, destaca o presidente da CNC, José Roberto Trados. A última previsão da entidade para o comércio em 2020 havia sido em fevereiro, com base nos dados de dezembro de 2019. Ainda sem os efeitos do novo coronavírus, a previsão, naquele momento, era de crescimento de 5,3% para o setor neste ano.
De acordo com a PMC, o volume de vendas no varejo recuou 16,8% em abril, em relação a março, registrando a maior retração mensal do indicador em toda a série histórica da pesquisa – iniciada em 2000 – e igualando-se ao nível observado em janeiro de 2010. Até então, a maior queda mensal do varejo havia ocorrido em março de 2003 (-2,7%). No conceito ampliado, o tombo foi ainda maior (-17,5%), em queda igualmente inédita. Todas as atividades pesquisadas registraram perdas, com destaque para os segmentos considerados não essenciais, como tecidos, vestuário e calçados (-60,6%), livros, jornais, revistas e artigos de papelaria (-43,4%) e veículos, motos, partes e peças (-36,2%).
O economista da CNC Fabio Bentes chama a atenção para o fato de que abril foi o primeiro mês considerado “cheio” desde o início da quarentena no Brasil. “Em março, as vendas já haviam recuado 2,1%, sob impacto dos decretos regionais implementados a partir da segunda quinzena daquele mês, por meio dos quais diversas medidas restritivas de combate ao novo coronavírus passaram a ser adotadas”, afirma.
Mês perdido
Os comerciantes brasileiros já podem afirmar que perderam um mês inteiro de vendas com o novo coronavírus. Segundo cálculos da CNC, em 12 semanas de pandemia (de 15/03 a 06/06), os prejuízos do setor com a crise alcançaram impressionantes R$ 200,71 bilhões. O valor é equivalente à média mensal de faturamento do varejo antes do surto de covid-19.
Desse total, o varejo não essencial foi o que mais perdeu: acumulou R$ 184,05 bilhões de prejuízo (91,7% do total). Já o varejo essencial, como supermercados, minimercados, mercearias e farmácias, apresentou perdas de R$ 16,66 bilhões (8,3% do total).
REPORT THIS AD
Segundo dados da consultoria Inloco, o isolamento social no Brasil vem apresentando tendência de redução nas últimas semanas. Após atingir 63% na segunda metade de março, o índice tem recuado sucessivamente, abrindo o mês de junho com uma média semanal de aproximadamente 40%. De acordo com o presidente da CNC, a abertura gradual dos estabelecimentos comerciais deverá manter a tendência de perdas menos acentuadas para o setor ao longo dos próximos meses. “Os danos ao mercado de trabalho, os graus de aversão à oferta e à demanda de crédito, o nível de confiança dos consumidores e o comportamento dos preços tenderão a cumprir, em um cenário de abertura contínua e gradual do comércio, um papel fundamental no ritmo de vendas até o fim de 2020”, ressalta Tadros.

fonte:17 de junho de 2020 • por Moroz Assessoria • em Fecomércio/CNC.