Representante da Confederação destaca impactos econômicos e defende negociação coletiva como caminho para mudanças sustentáveis Durante audiência pública realizada pela Subcomissão Especial da Escala de Trabalho 6×1, no Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, o diretor da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e presidente executivo da Fecomércio-SP, Ivo Dall’Acqua, apresentou o posicionamento da entidade sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 8/2025, que prevê a redução da jornada de trabalho para quatro dias semanais. Embora reconheça os objetivos meritórios da proposta, como a busca por melhor qualidade de vida e aumento da produtividade, Dall’Acqua alertou para os riscos de uma aplicação imediata e generalizada da medida. “Reduzir a jornada máxima por lei é aplicar imediatamente a tudo e a todos o teto proposto pela PEC, que tem um efeito mais radical sobre o que se pode fazer a partir daí”, afirmou. Entre os principais pontos de atenção destacados pela CNC estão: Impacto econômico: A redução da jornada pode elevar os custos operacionais das empresas, exigindo contratação adicional ou aumento da folha salarial, o que pode comprometer a sustentabilidade financeira, especialmente em setores mais sensíveis. Produtividade estagnada: O Brasil enfrenta um problema histórico de baixa produtividade. “Desde os anos 1980, a nossa produtividade não cresce. Existe um paradoxo: remunerar mais o descanso do que o trabalho”, disse o diretor da CNC, ao citar que a proposta levaria a 204 horas mensais não trabalhadas e remuneradas, contra 163 horas efetivamente trabalhadas. Comparativo internacional: O Brasil já possui uma jornada legal inferior à de muitos países e uma estrutura de direitos trabalhistas que impacta diretamente os custos das empresas, como férias de 30 dias, 13º salário e adicional de férias. Desafios para micro e pequenas empresas: A maioria das empresas brasileiras é de pequeno porte, e a obrigatoriedade da redução da jornada pode gerar dificuldades operacionais e financeiras, especialmente na reposição de mão de obra. Dall’Acqua também ressaltou que a medida afetaria não apenas o setor privado, mas também serviços públicos essenciais, como saúde, educação e limpeza urbana. Durante o debate, reforçou a posição da CNC sobre a importância da negociação coletiva como instrumento legítimo para tratar da jornada de trabalho, conforme já reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). E concluiu: “A economia internacional mostra que a redução de jornada tem que ser feita de forma progressiva, adequando a cada tipo de atividade e situação”.
Plataformas digitais empregaram 1,7 milhão de trabalhadores em 2024, com renda acima da média e carga horária maior, diz o IBGE. Esses profissionais tiveram renda média de R$ 2.996 no ano passado — acima da registrada no setor privado —, mas trabalharam cerca de 5,5 horas a mais por semana.
São ao menos quatro tipos de aplicativos utilizados:
- 53,1% (878 mil pessoas) usavam aplicativos de transporte particular de passageiros (exceto táxi);
- 29,3% (485 mil) atuavam com aplicativos de entrega de comida e produtos;
- 17,8% (294 mil) usavam plataformas de serviços gerais ou profissionais;
- 13,8% (228 mil) trabalhavam com aplicativos voltados para taxistas.
Perfil dos trabalhadores por app:
- Gênero: homens predominam, com 83,9% do total, enquanto as mulheres representam apenas 16,1%.
- Idade: quase metade (47,3%) têm entre 25 e 39 anos.
- Escolaridade: a maioria possui nível intermediário – 59,3% têm ensino médio completo ou superior incompleto.
- Raça: 45,1% se declaram brancos, 12,7% pretos e 41,1% pardos.
- Brasil terá sete feriados que caem numa segunda ou sexta
23.set.2025
- Edição Impressa / fsp
Júlia Galvão / São Paulo
O ano de 2026 terá o maior número de feriados em dia úteis dos últimos dez anos, somando nove datas ao todo. Apesar da quantidade, os feriados serão relativamente curtos, já que a maioria cairá em segundas e sextas-feiras. Ainda assim, haverá chances de emendas mais longas, como no caso de Tiradentes, que será celebrado numa terça-feira de abril, e de Corpus Christi, ponto facultativo que ocorrerá numa quinta-feira de junho.
Também será possível contar com dias extras em razão de feriados estaduais e municipais, além dos pontos facultativos, como as vésperas de Natal e Ano-Novo e o dia de Corpus Christi.
O Carnaval, uma das datas comemorativas mais aguardadas do ano, por exemplo, é considerado feriado em todo o estado do Rio de Janeiro, mas não na maior parte do país.
Especialistas afirmam que quem não atua em funções consideradas essenciais pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) tem direito a folga em todos os feriados nacionais. Caso seja convocado a trabalhar, deve ter compensação em descanso ou receber o dobro da remuneração por hora trabalhada.
Queima de fogos para comemorar o Ano-Novo na praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro – Eduardo Anizelli – 1º.jan.2025/Folhapress
CONFIRA O CALENDÁRIO DE FERIADOS NACIONAIS EM 2026
Janeiro
- 1º de janeiro (quinta-feira): confraternização universal – feriado nacional
Fevereiro
- 16 e 17 de fevereiro (segunda e terça-feira): Carnaval – ponto facultativo
- 18 de fevereiro (quarta-feira): Quarta-feira de Cinzas – ponto facultativo válido até as 14h
Abril
- 3 de abril (sexta-feira): Sexta-feira Santa – feriado nacional
- 5 de abril (domingo): Domingo de Páscoa
- 21 de abril (terça-feira): Tiradentes – feriado nacional
Maio
- 1º de maio (sexta-feira): Dia do Trabalho – feriado nacional
Junho
- 4 de junho (quinta-feira): Corpus Christi – ponto facultativo
Setembro
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7 de setembro (segunda-feira): Independência do Brasil – feriado nacional
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8 setembro / feriado em Curitiba
Outubro
- 12 de outubro (segunda-feira): Nossa Senhora Aparecida – feriado nacional
Novembro
- 2 de novembro (segunda-feira): Finados – feriado nacional
- 15 de novembro (domingo): Proclamação da República – feriado nacional
- 20 de novembro (sexta-feira): Dia de Zumbi e da Consciência Negra – feriado nacional
Dezembro
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24 de dezembro (quinta-feira): Véspera de Natal –
- 25 de dezembro (sexta-feira): Natal – feriado nacional
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31 de dezembro (quinta-feira): Véspera do Ano-Novo de 2027 –
Destaques do trimestre: Lojas Renner S.A. manteve a liderança do setor, entregando um lucro líquido de R$ 404 milhões, alta de 28,4%, sobre uma receita de R$ 4,1 bilhões. Azzas 2154 registrou um salto expressivo de 81,7%, alcançando R$ 284 milhões de lucro líquido, reflexo das primeiras sinergias do processo de integração. Riachuelo foi a que mais cresceu proporcionalmente, com avanço de 151,2%, chegando a R$ 143 milhões. C&A Brasil também surpreendeu, com alta de 138,9% e se consolidando como o terceiro maior lucro entre as listadas, com R$ 200 milhões. GRUPO SBF (Centauro e Fisia- Nike Brasil ) somou R$ 87 mi, alta de 19,1%. Lojas Marisa, do CEO Edson Garcia voltou a lucrar, embora com resultado modesto (R$ 2,1 mi). VESTE S/A, registrou R$ 17 milhões de lucro líquido no trimestre. TRACK&FIELD alcançou R$ 41 milhões de lucro líquido, alta de 35,9% e Grupo Grazziotin,registrou R$ 40 milhões de lucro líquido, avanço de 55,3%. Apesar da melhora, o cenário macro ainda pesa: a taxa Selic elevada continua a frear investimentos e o avanço das bets preocupa todo o varejo, pressionando consumo e competição pela renda das famílias. A partir da próxima semana, a análise consolidada do 1º semestre de 2025. Já o 3º tri deve mostrar um ritmo bem abaixo do 2º tri, sinalizando um esfriamento no setor. Setembro, em especial, trouxe grandes desafios para diversas redes, o que deve se refletir nos resultados e reforçar a volatilidade do varejo em 2025.
Alerta importante sobre a saúde financeira das empresas brasileiras 
O cenário atual é preocupante: o número de CNPJs negativados atingiu um patamar recorde, com 7,7 milhões de empresas inadimplentes, segundo dados da Serasa. E o mais alarmante — cada empresa negativada possui, em média, 7 dívidas.
A inadimplência está crescendo rapidamente, especialmente entre micro e pequenas empresas, segundo o Banco Central. Isso representa uma ameaça direta à sustentabilidade financeira, podendo comprometer operações, empregos e investimentos.
Se você é empreendedor ou gestor, este é o momento de agir com inteligência!
O 2T25, a Azzas 2154, empresa liderada @Birman e Roberto Jatahy, mostra que a sinergia Grupo Arezzo e Soma, pegou tração, acelerou crescimento e deixou todos os ruídos de lado. Resultado consolidado – Receita bruta (continuadas): R$ 3,6 bi, +20,1% vs. 2T24. – EBITDA recorrente (pós IFRS-16): R$ 535,6 mi, +9,0% vs. 2T24; margem 18,5% (+80 bps). – Lucro líquido recorrente: R$ 283,7 mi, +81,7% vs. 2T24 – Lucro líquido contábil: R$ 537,7 mi, +408,2% vs. 2T24. Por negócio: Feminino: receita bruta de R$ 1,4 Bilhão +11,5% vs. 2T24. FARM Rio: SSS +22% nas lojas próprias no Brasil; Farm Rio cresceu +35,3% em BRL (+25% em USD) no internacional. Animale: SSS +16%, apoiada por ajustes estratégicos e início de renovação do parque de lojas. Lançamento da Farm Etc (≈ 900 SKUs, ticket médio ~R$ 270). E-commerce da BU +14,5%. Masculino: receita bruta das marcas continuadas +11,5%. Oficina com SSS acima de 20%; lojas próprias +13,5%. Sell-in (multimarcas + franquias) +31,3% (franquias +24,8%, multimarcas +34,9%). E-commerce com -8,5% vs. 2T24 por ajuste de descontos e mídia (foco em rentabilidade e venda full price nas lojas). Cia. Hering: BU +7,3% vs. 2T24; lojas próprias +24,2% (megalojas), Franquias -7,8%,consequência de ações deliberadas para reduzir estoque , gerando lacunas de cobertura.; E-commerce com +15,9% vs. 2T24 Avanço do Hub de Malharia em Blumenau, com foco em velocidade de lançamentos e giro e o Projeto de Otimização da Indústria Calçados e Bolsas: +0,7% na receita bruta de marcas continuadas; sell-in -1,5% (franquias -3%). Arezzo&Co e Anacapri cresceram; Vans e Schutz pressionaram. Plano de transformação em curso (com foco em gestão difereciada para franquias, para melhorar o ciclo e o giro de produto) O tri entregou crescimento de receita, margem EBITDA maior e lucro recorrente forte, enquanto as BUs mais ligadas a moda feminina sustentaram o ritmo com SSS saudáveis (FARM Rio e ANIMALE) Em masculino, Oficina foi o destaque com SSS acima de 20%; na Hering( agilidade no lançamento, foco em cobertura e qualidade, são destaques), lojas próprias aceleraram; e em Shoes & Bags, o plano de transformação está em andamento diante de um cenário mais desafiador. A Azzas 2154 combina curadoria com disciplina de capital e governança, avança no que o mercado procurava ver desde a fusão: margens mais sólidas, crescimento consistente e clareza na execução. A alavancagem, entre as mais elevadas do setor, limita a flexibilidade operacional e amplia a sensibilidade a variáveis macroeconômicas, custo de capital e volatilidade de caixa. Reduzir esse indicador deve ser prioridade estratégica para destravar capacidade de investimento e proteger margens. O foco disciplinado em projetos de maior retorno, uso avançado de dados e inteligência artificial, aliado a uma gestão ativa de capital, cria as bases para acelerar produtividade e sustentar vantagem competitiva no médio prazo.

Thiago de Melo Furbino é um InfluencerFounder TL.MF. | No Varejo Podcast | Diretor da Abiacom | LinkedIn Top Voice | MBA
Luiz Alberto Marinho
Imagine essa situação: um shopping importante anuncia a abertura da primeira loja física da SHEIN no país. Não uma pop-up, como já houve no passado, mas uma loja definitiva. Imediatamente, marcas relevantes começam a deixar o mix do shopping em represália à chegada dos chineses e até funcionários do shopping protestam contra a abertura da loja. Parece absurdo, não é? Pois algo parecido está acontecendo na França. A Shein negociou um espaço de mil metros quadrados na LE BHV MARAIS, uma tradicional loja de departamentos em Paris. A reação de marcas francesas como Odaje, de calçados, Maison Pechavy, de decoração, Talm, de cosméticos, APC, de vestuário e Essential Parfums foi pedir para sair. Outras, como Calvin Klein e Tommy Hilfiger avaliam tomar o mesmo caminho. O argumento dos descontentes é que o modelo de ultra fast fashion da Shein promoveria a moda descartável e não respeitaria normais ambientais e trabalhistas europeias. Detalhe: o plano de Shein é de abrir outras cinco lojas na França, além do espaço no BHV. A confusão está armada. Vamos ver no que vai dar – e a repercussão que isso pode ter no universo do varejo. Essa nota foi baseada na matéria que a jornalista Daniela Fernandes publicou hoje, no jornal Valor Econômico.
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Índice de famílias inadimplentes renova recorde e evidencia ciclo de endividamento
A jornada silenciosa Pesquisas mostram que mais de 60% dos clientes preferem interações digitais dentro da loja antes de falar com alguém. Totens, QR Codes, etiquetas interativas e IA de recomendação estão substituindo o vendedor insistente por um assistente invisível. É o nascimento da loja silenciosa — um ambiente onde a tecnologia dá liberdade e o humano aparece apenas quando faz sentido. Mas atenção: o silêncio não é ausência de atendimento. É respeito ao tempo do cliente. Significa entender o ritmo da decisão e oferecer ajuda no momento certo, não no momento conveniente para a loja.
Do “posso ajudar?” ao “posso melhorar?” O vendedor da loja silenciosa precisa de uma nova habilidade: ler o comportamento não verbal. Saber quando o cliente está perdido, mas não quer admitir. Perceber quando ele está curioso, mas prefere explorar. Empresas como Apple e Sephora já aplicam esse conceito há anos: o vendedor espera o olhar de conexão, e só então se aproxima. É o oposto do varejo tradicional — onde falar era sinal de atenção. Agora, ouvir e observar é o verdadeiro atendimento.
Reflexão final: Atender bem hoje é saber a hora de não interromper.
