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O verdadeiro debate deveria ser:
o que o país entrega em troca de tudo que arrecada?
Segundo os dados apresentados, a carga tributária brasileira atingiu em 2025 seu maior nível dos últimos 15 anos.
E tem um detalhe interessante:
Federal: 21,34% → 21,60%
Estados: 8,48% → 8,38%
Municípios: 2,40% → 2,42%
Ou seja, a discussão não é simplesmente esquerda x direita, imposto x não imposto.
É uma discussão sobre eficiência.
Quem empreende no Brasil sabe que a conta não termina no imposto.
Depois dele ainda vêm:
burocracia,
juros,
custo de capital,
insegurança jurídica,
logística,
complexidade trabalhista,
regulação
e uma quantidade enorme de energia gasta simplesmente para fazer a empresa funcionar.
E mesmo assim o empresário brasileiro continua abrindo empresa, contratando, investindo e tentando crescer.
Talvez seja por isso que eu repita tanto uma coisa nas conversas que tenho com empresários e CEOs no MultiStudios Business:
empreender no Brasil é uma escola de gestão que poucas universidades conseguem reproduzir.
Você aprende a vender.
Aprende a negociar.
Aprende a controlar caixa.
Aprende a se adaptar.
E principalmente:
aprende a sobreviver.
Mas sobrevivência não deveria ser nossa principal vantagem competitiva.
Como empresário e trabalhando há anos com construção de marcas, comunicação e negócios através da Torie e do MultiStudios, acredito que o Brasil poderia produzir muito mais riqueza se gastássemos menos energia vencendo complexidades e mais energia inovando.
A pergunta que eu deixaria para empresários, gestores e economistas é:
o problema do Brasil é arrecadar 32,4% do PIB — ou é a percepção de que recebemos pouco em troca desses 32,4%?
Quero realmente saber a opinião de vocês.

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