POR ANDRÉ RANGEL 

 30/04/2026

Revisão de jornadas operacionais busca equilibrar custos frente ao avanço do comércio digital

A revisão dos horários de funcionamento em shopping centers voltou ao centro do debate no varejo brasileiro, em um contexto de queda no fluxo de pessoas, avanço acelerado do comércio eletrônico e necessidade urgente de redução de custos. Redes e lojistas começam a questionar se manter as portas abertas por longas jornadas ainda faz sentido frente ao novo comportamento de consumo, ao papel mais estratégico das lojas físicas e à pressão por maior eficiência operacional.

Queda no fluxo e mudança no comportamento do consumidor

Nos últimos anos, o consumidor passou a comprar com mais frequência pela internet, deslocando para o digital parte das demandas que antes dependiam exclusivamente das lojas físicas. Ao mesmo tempo, quem ainda frequenta os shoppings busca mais experiências, serviços, alimentação e lazer, o que altera o fluxo ao longo do dia e cria períodos de corredores vazios com custos altos.

Entre 2019 e 2025, dados da Associação Brasileira de Shopping Centers(Abrasce) mostram queda de 6,2% no número de visitas mensais. Embora o faturamento nominal tenha crescido, o desempenho real das vendas recuou cerca de 25% após a inflação, indicando perda de poder de compra e menor disposição para consumir em lojas físicas tradicionais.

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