Luiz Alberto Marinho

Imagine essa situação: um shopping importante anuncia a abertura da primeira loja física da SHEIN no país. Não uma pop-up, como já houve no passado, mas uma loja definitiva. Imediatamente, marcas relevantes começam a deixar o mix do shopping em represália à chegada dos chineses e até funcionários do shopping protestam contra a abertura da loja. Parece absurdo, não é? Pois algo parecido está acontecendo na França. A Shein negociou um espaço de mil metros quadrados na LE BHV MARAIS, uma tradicional loja de departamentos em Paris. A reação de marcas francesas como Odaje, de calçados, Maison Pechavy, de decoração, Talm, de cosméticos, APC, de vestuário e Essential Parfums foi pedir para sair. Outras, como Calvin Klein e Tommy Hilfiger avaliam tomar o mesmo caminho. O argumento dos descontentes é que o modelo de ultra fast fashion da Shein promoveria a moda descartável e não respeitaria normais ambientais e trabalhistas europeias. Detalhe: o plano de Shein é de abrir outras cinco lojas na França, além do espaço no BHV. A confusão está armada. Vamos ver no que vai dar – e a repercussão que isso pode ter no universo do varejo. Essa nota foi baseada na matéria que a jornalista Daniela Fernandes publicou hoje, no jornal Valor Econômico.

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