Varejo de Moda no 2T25: crescimento robusto e maior eficiência operacional

No 2º tri de 2025, todas as varejistas de departamento de moda, de capital aberto apresentando crescimento de receita e avanço em vendas mesmas lojas (SSS). O cenário foi impulsionado pela maior oferta de crédito, estabilidade da renda, bolsa familia, desemprego em baixa e um inverno mais rigoroso, aliados a uma execução comercial mais eficiente por parte das companhias. A Lojas Renner S.A. manteve a liderança do setor, com ROL de R$ 4,168 bilhões, alta de 18,4% frente ao 2T24. O SSS do varejo cresceu 17,3%, com avanço de 18,6% no vestuário. O desempenho foi sustentado pelo crédito, menos efeitos climáticos, coleções bem recebidas, maior participação de itens vendidos a preço cheio, datas sazonais e um ajuste assertivo de preços, além da Youcom (+21,7%). A Riachuelo reportou resultados sólidos, com receita de R$ 2,635 bilhões (+13,9%) e avanço no varejo de 12,9% em SSS, sendo 15,8% no vestuário. Resultado do crédito, campanhas sazonais, collabs e coleções bem recebidas. Na C&A Brasil, a receita atingiu R$ 2,059 bilhões (+12,4%), com SSS de 15% no varejo e 17% no vestuário. O portfólio mais versátil, a C&a Pay, frio antecipado e campanhas estratégicas reforçaram as vendas, em especial no feminino e na marca esportiva Ace. A Azzas 2154, alcançou receita líquida de R$ 2,901 bilhões (+4,8%), refletindo desempenho misto entre unidades de negócio: Farm cresceu com forte tração digital, Reserva priorizou rentabilidade, enquanto Hering avançou 7,3% apoiada em megastores. Já o Shoes & Bags estável, pressionado por franquias. O GRUPO SBF (Centauro e Fisia, distribuidora Nike) somou R$ 1,818 bilhão (+6,1%). O SSS da Centauro cresceu 10,7%, enquanto a Fisia teve alta mais moderada, de 7,4%. A Lojas Marisa apresentou um salto relevante: receita de R$ 394 milhões (+22,9%) e avanço de 23,3% em SSS, reflexo da ampliação do sortimento, campanhas assertivas e maior uso de cartões próprios, que responderam por 27,3% das vendas. A TRACK&FIELD, destaque do setor: receita líquida de R$ 242 milhões, avanço de 26,1%, com SSS de 21,8%. O desempenho foi puxado pelo crescimento nas lojas próprias, boa aceitação da coleção de inverno e forte performance das unidades reformadas (+46% YoY). A Veste (Dudalina, Le Lis Blanc, Bo.Bô e John John) registrou receita de R$ 323 milhões (+10%), com SSS de 7,3%, reforçando a disciplina comercial e a consolidação do portfólio. Por fim, o Grupo Grazziotin apresentou receita líquida de R$ 213 milhões (+3,4%). A companhia reforça sua resiliência com foco no varejo popular e em operações diversificadas. O 2T25 evidenciou que estas empresas,atravessam um ciclo de crescimento consistente, combinando disciplina operacional, inovação em coleções e ganhos de produtividade. Cada rede tem seguido sua estratégia própria, mas moda relevante, experiência integrada e eficiência de execução se consolidam como os pilares do setor.

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