Marcío A. | Transformo estratégia em crescimento de receita | Linkedin

O mundo econômico em 2026 não deixa margem para ilusões ele evidencia concentração, velocidade e assimetria.

As 10 maiores economias somam cerca de US$ 83 trilhões, representando 66% de toda a produção global. Em um PIB mundial estimado em US$ 125 trilhões, isso revela um ponto central: crescimento global não é distribuído é liderado.

Os Estados Unidos seguem na liderança com US$ 32,4 trilhões, mas o dado mais relevante não é o tamanho é a consistência. Enquanto isso, a China mantém sua trajetória de expansão com 4,4%, consolidando sua posição como principal força de pressão competitiva no mundo.

Mas o destaque real está na Índia: crescimento de 6,5%. Não é apenas crescimento, é aceleração estrutural.

Do outro lado, economias maduras como Japão, Alemanha, Reino Unido e Itália crescem abaixo de 1%. O recado é claro: estabilidade não garante protagonismo.

E o Brasil? Com US$ 2,63 trilhões e crescimento de 1,9%, seguimos relevantes em tamanho, mas ainda distantes em velocidade.

O que esses dados mostram não é apenas um ranking, é uma mudança de dinâmica: o poder econômico está cada vez mais concentrado, o crescimento está migrando para mercados emergentes e a diferença entre crescer e estagnar está se ampliando.

A pergunta que fica não é “quem é maior hoje”, mas sim, quem está construindo relevância para os próximos 10 anos?

Arthur Sinnhofer – Linkedin

Mais de 80% dos brasileiros ganham menos de R$ 5.000 por mês.

Esse dado não é apenas social. É estrutural — e estratégico.

Ele define:
 o limite do mercado consumidor
 o nível médio de produtividade
 a capacidade de crescimento sustentável de uma região é até mesmo do país

Em economias desiguais, o crescimento tende a ser mais instável e menos inclusivo.

 É aqui que ESG e estratégia se encontram.

Não como agenda paralela, mas como parte da lógica de desenvolvimento.

Organizações que leem bem esse contexto conseguem:
 antecipar riscos sistêmicos
 operar com maior previsibilidade
 capturar valor em mercados em transformação

 Um ponto-chave nessa equação: expansão de capacidades.

Investimentos em educação e qualificação não são apenas sociais — são estruturais:
• aumentam produtividade
• ampliam mercados
• reduzem assimetrias que travam o crescimento

Não se trata de escolher entre eficiência de mercado ou desenvolvimento social.

Os dois são interdependentes.

 O dado é claro.

 A questão é: estamos tratando esse cenário como um custo inevitável — ou como uma variável estratégica central?

História de Manuela Miniguini

45% dos brasileiros buscaram outra fonte de renda nos últimos meses, apontou pesquisa do Datafolha de abril. O movimento está relacionado com a dificuldade das pessoas em arcar com suas contas no final do mês.

Dos 2.002 entrevistados, 59% acreditam que renda recebida mensalmente é insuficiente, enquanto 36% afirmam ser exatamente o necessário para viver. Apenas 6% apontam o salário como mais que o suficiente.

A pesquisa identificou que o movimento se intensifica entre aqueles que ganham até dois salários mínimos. Nessa categoria, 73% afirmam que a quantia é insuficiente para viver, ante 27% que acreditam ser o necessário ou mais do que o preciso para pagar as contas.

Devido a isso, 45% dos brasileiros se viram obrigados a buscar por rendas extras nos últimos meses – movimento mais visto entre os escolarizados. Do grupo que contempla os brasileiros com ensino médio completo e/ou ensino superior, 51% disseram ter procurado por outras fontes de renda no mesmo período.

O levantamento evidencia também que 4 em cada 10 brasileiros enfrentaram algum corte na renda familiar nos últimos meses – o que pode ser estar relacionado à quantidade de dívidas das famílias (49,9%), como mostrado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (27). A perda se concentra, principalmente, entre adultos de 35 a 44 anos (49%).

De acordo com o instituto, as 2.002 pessoas entrevistadas possuíam 16 anos ou mais, distribuídas em 117 municípios do Brasil. A pesquisa foi feita nos dias 8 e 9 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para cima e para baixo, dentro do nível de confiança de 95%.

 POR ANDRÉ RANGEL 

 30/04/2026

Revisão de jornadas operacionais busca equilibrar custos frente ao avanço do comércio digital

A revisão dos horários de funcionamento em shopping centers voltou ao centro do debate no varejo brasileiro, em um contexto de queda no fluxo de pessoas, avanço acelerado do comércio eletrônico e necessidade urgente de redução de custos. Redes e lojistas começam a questionar se manter as portas abertas por longas jornadas ainda faz sentido frente ao novo comportamento de consumo, ao papel mais estratégico das lojas físicas e à pressão por maior eficiência operacional.

Queda no fluxo e mudança no comportamento do consumidor

Nos últimos anos, o consumidor passou a comprar com mais frequência pela internet, deslocando para o digital parte das demandas que antes dependiam exclusivamente das lojas físicas. Ao mesmo tempo, quem ainda frequenta os shoppings busca mais experiências, serviços, alimentação e lazer, o que altera o fluxo ao longo do dia e cria períodos de corredores vazios com custos altos.

Entre 2019 e 2025, dados da Associação Brasileira de Shopping Centers(Abrasce) mostram queda de 6,2% no número de visitas mensais. Embora o faturamento nominal tenha crescido, o desempenho real das vendas recuou cerca de 25% após a inflação, indicando perda de poder de compra e menor disposição para consumir em lojas físicas tradicionais.

Adriano Zanca –

Chega de lorota: o shopping center brasileiro não está “morrendo”, está desmentindo os profetas do apocalipse com faturamento recorde, fluxo em alta e expansão implacável.
Dados não mentem, quem ainda repete “fim do físico” é deficiente ou desinformado, perdendo bilhões em oportunidades reais.
Investidores e operadores: acordem ou fiquem para trás na poeira.
Marcas: o shopping é uma arma para dominar, não uma relíquia obsoleta.
E você? Vai engolir o papo furado dos “futuristas” ou encarar os fatos e lucrar?
Exponha sua opinião nos comentários.

A Câmara dos Deputados discute a adoção de uma regra de transição de quatro anos para alterar o regime trabalhista no País, com redução gradual da jornada até a implementação da escala 5×2 em 2030. A proposta em debate prevê que a carga semanal passe para 43 horas em 2027, 42 horas em 2028, 41 horas em 2029 e chegue a 40 horas em 2030. O Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defende que o modelo atende ao setor produtivo sem reduzir salários nem exigir desoneração. Ele tem articulado para que a medida seja votada ainda em maio e promulgada até o fim de junho.

Correio Braziliense reporta que os jogos on-line de azar, também conhecidos como “bets” têm comprometido a renda de milhares de famílias brasileiras nos últimos anos, como indica um levantamento realizado pela CNC e divulgado na tarde de ontem.

Os dados evidenciam um aumento do gasto com essas plataformas, que segundo o estudo, já ultrapassam os R$ 30 bilhões por mês em todo o país desde a aprovação da regulamentação sobre o tema, no final de 2023.

Explosão com gastos em apostas on-line pressiona orçamento familiar, levando 268 mil famílias à inadimplência

A esperança de ganhos fáceis rapidamente substituída por um ciclo de prejuízos, juros e insegurança. Um estudo inédito da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revela que a ascensão das apostas on-line (popularmente chamadas de “bets”) no Brasil deixou de ser um fenômeno de entretenimento para se tornar um problema macroeconômico. Desde a regulamentação em 2023, o gasto mensal com essas plataformas já supera os R$ 30 bilhões. Parte deste montante está sendo retirada diretamente do pagamento de contas essenciais, gerando um “efeito substituição” que deteriora o consumo real, de acordo com o estudo apresentado, nesta terça-feira (28), no Observatório do Comércio, em Brasília.

A CNC reitera que não é favorável às apostas on-line, em razão dos impactos negativos sobre o orçamento das famílias. A Confederação defende, por outro lado, a regulamentação dos jogos de cassino físicos, por entender que esse segmento pode gerar emprego, renda e contribuir para o desenvolvimento do turismo no Brasil.

A análise técnica estabelece pela primeira vez uma relação de causalidade entre o uso das bets e a quantidade das famílias que relataram não ter condições de pagar suas dívidas. Segundo os dados apurados pela Gerência Executiva de Análise e Desenvolvimento Econômico (Geade) da CNC, o acesso excessivo às apostas on-line tem pressionado o orçamento da população, levando 268 mil famílias brasileiras à inadimplência severa, além de aumentar o tempo médio do endividamento.

Na visão do presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, o poder de compra do cidadão é reduzido por essa opção de entretenimento virtual que tem efeito negativo na vida real: “As apostas on-line estão comprometendo a renda das famílias brasileiras. O impacto já deixou de ser pontual e se tornou macroeconômico. Precisamos discutir com seriedade os limites desse mercado, especialmente no que diz respeito à publicidade e à proteção das famílias brasileiras.”

O perfil do risco

Diferentemente do que sugere o senso comum, o impacto das apostas não está restrito apenas aos mais jovens. O estudo aponta que o grupo mais vulnerável ao endividamento por jogos é composto por homens, pessoas com 35 anos ou mais e famílias de baixa renda. Contudo, há um alerta para o público com maior escolaridade: a facilidade de acesso digital e a exposição à publicidade agressiva têm feito com que esse estrato também apresente uma exposição de risco acentuada.

“O que vemos é uma mudança de hábito de consumo da população em favor de serviços. Mas o problema são gastos que colocam em risco o equilíbrio do orçamento familiar. Parcela cada vez mais significativa da renda familiar, que deveria quitar dívidas ou manter a família abastecida, está sendo direcionada para as plataformas, e o resultado é uma inadimplência muito mais difícil de ser revertida, pois o recurso frequentemente se perde sem gerar patrimônio ou consumo de bens. Nos últimos dois anos, o comércio deixou de faturar 143 bilhões de reais por conta desse fenômeno”, explica o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes.

Publicidade e dívida crônica

A pesquisa da CNC indica que a exposição excessiva da renda familiar aos gatos realizados nessas plataformas é um dos principais combustíveis para o agravamento da situação financeira. O estudo prova que as famílias afetadas pelas ‘bets’ enfrentam um agravamento crônico, demorando significativamente mais tempo para resolver suas pendências financeiras do que em ciclos de endividamento comuns (como cartão de crédito ou crédito pessoal).

Os dados completos e por perfis socioeconômicos foram apresentados com foco na necessidade de políticas públicas de proteção ao consumidor e regulação da publicidade no setor.