19 de dezembro de 2024  / Mercado & Consumo

O ano vai terminando. Apesar de as vendas de Natal ainda não terem sido contabilizadas, não dá para dizer que 2024 foi extraordinário, mas também não foi ruim. Aliás, quem se arriscar a avaliar os últimos 12 meses usando as médias nacionais corre o risco de quebrar a cara.

Mesmo com tanta instabilidade à frente, é possível fazer algumas apostas certeiras. Não tem erro. Tem 3 movimentos que acontecerão, sem sombra de dúvida, em 2025. Vamos a eles?

1) Avanço do varejo digital seguirá impactando o mix de lojas

As vendas digitais recuperaram o fôlego neste ano. No primeiro semestre, segundo o Webshoppers, estudo da NIQ Ebit, o e-commerce cresceu 18,7% em comparação com os primeiros seis meses de 2023. E a quantidade de consumidores ativos subiu 25,7%. Não há sinal de mudança nesse cenário no segundo semestre.

Apesar da justa taxação estabelecida pelo governo, as plataformas asiáticas continuam incomodando bastante. E olha que o efeito Temu ainda nem foi medido devidamente.

Além disso tudo, a omnicanalidade domina as estratégias dos varejistas mais estruturados, que usam o digital para elevar a eficiência de suas operações.

É natural que alguns setores, como o de moda, sintam os efeitos dessa dura competição. A consequência é um reequilíbrio no mix de lojas dos shoppings, com aumento na representatividade de segmentos como alimentação (em especial restaurantes, cafés, chocolaterias, sorveterias etc.), serviços e entretenimento. Não por acaso, operações menos vulneráveis ao digital.

Em 2025, não há dúvida de que esses movimentos vão prosseguir. Tanto o avanço das vendas online quanto a evolução da mescla de lojas nos shopping centers.

2) Shoppings investirão na criação da base de clientes

Até pouco tempo atrás, os shoppings faziam vultosos investimentos para gerar fluxo de clientes, mas os dados dessas pessoas ficavam apenas com os lojistas – os mais estruturados, claro.

Mesmo companhias que possuíam programas de fidelidade longevos, como a Iguatemi, contavam com um grupo restrito de clientes cadastrados. O que fazia sentido na época. Afinal, a ideia era identificar os 20% da base capazes de produzir 80% dos resultados. Hoje, o jogo é outro.

A Allos e a Multiplan, em especial após a pandemia, pisaram fundo no acelerador e começam a colher bons frutos de seus programas de benefícios, em termos de quantidade de participantes, percentual das vendas identificadas e engajamento de lojistas. O Iguatemi One também evoluiu, incorporando um ingrediente irresistível, o Collections, promoção que, várias vezes ao ano, permite que os clientes acumulem selos e resgatem prêmios. O resultado foi um salto considerável na quantidade de cadastros e notas trocadas.

Com algum atraso, outros shoppings começam a trilhar o caminho. Certamente, se beneficiarão do aprendizado obtido a partir da observação dos equívocos normais dos pioneiros. Por outro lado, ainda levarão algum tempo até colher os melhores frutos. CRM não é corrida de tiro curto, é uma maratona.

Acho pouco provável que todos os novos entrantes consigam monetizar eficientemente a audiência, gerando novos negócios para lojistas e anunciantes. Mas a largada para a corrida da identificação da base de clientes dos shoppings foi dada e mais competidores se juntarão a ela em 2025.

3) A dança dos shoppings não vai parar no ano que vem

Haja coração. Quem pensa que as trocas de comando nos shoppings brasileiros darão uma trégua no ano que vai chegar, pode estar redondamente enganado.

A bem-sucedida operação da Iguatemi para adquirir participação no Pátio Paulista e ampliar a fatia no Pátio Higienópolis (ambos em São Paulo), no apagar das luzes de 2024, dá o tom do que podemos esperar daqui para a frente.

As principais companhias seguirão aprimorando os portfólios, em busca de uma coleção de ativos dominantes, com alto desempenho e indispensáveis para os lojistas mais importantes do País. De quebra, esses shoppings destacados são capazes de atrair bons anunciantes, interessados em promover ativações das marcas junto a consumidores potenciais. Durante a jornada, vão se desfazer de empreendimentos menos relevantes para suas estratégias.

A complexidade do mercado continuará levando shoppings independentes a buscar abrigo sob as asas de empresas especializadas na administração de ativos de terceiros. Algumas redes de médio e pequeno porte vão se debruçar sobre possibilidades diversas, incluindo fusões, vendas e aquisições.

O ano promete ser agitado. Quem viver, verá.

E a dúvida, qual é?

O alto endividamento das famílias, a concorrência feroz das plataformas asiáticas e a febre das apostas online, entre outros fatores, preocupavam o varejo em 2024. Porém, o PIB do terceiro trimestre surpreendeu. O consumo das famílias cresceu 5,5% ante 2023. A Black Friday apresentou um bom resultado. E tudo apontava para uma virada de ano tranquila.

No entanto, o dólar disparou, a taxa Selic subiu mais do que o esperado, as projeções sobre a inflação ficaram mais pessimistas e uma sombra surgiu sobre as perspectivas para a economia em 2025. Essa montanha russa de expectativas, embora típica dessa nossa Terra Brasilis, dificulta, e muito, prognósticos e planejamento para o ano que vem.

O que esperar da economia? E da política? Essa é a grande dúvida. Não há saída, a não ser seguir em frente. Mas vai ser com emoção.

Luiz Alberto Marinho é sócio-diretor da Gouvêa Malls.
*Este texto reproduz a opinião do autor e não reflete necessariamente o posicionamento da Mercado&Consumo.

 

Thiago de Melo Furbino  • Seguindo • SeguindoFounder Retail Rise | MBA | LinkedIn Top VoiceFounder Retail Rise | MBA | LinkedIn Top Voice

O 3º trimestre de 2024 trouxe resultados mistos para as principais varejistas do Brasil, destacando o impacto de planejamentos estratégicos, reestruturações operacionais e ajustes contábeis. Em um cenário marcado por juros elevados, mas com melhoria para o consumo, as empresas focaram em eficiência operacional, crescimento digital e melhor gestão de custos para impulsionar seus resultados.

Mercado Livre registrou lucro líquido de R$ 2,2 bilhões, alta de 11% ante o mesmo período de 2023. Apesar do ótimo desempenho, o resultado ficou abaixo dos US$ 513,25 milhões projetados pelo consenso Bloomberg, causando queda nas ações. O desempenho foi impactado por investimentos em logística e ampliação da oferta de cartões de crédito, estratégias para crescimento de longo prazo, mas que pressionaram margens no curto prazo.

Magazine Luiza apresentou uma recuperação importante, registrando lucro líquido ajustado de R$ 70 milhões no 3T24, revertendo perdas anteriores. Esse resultado foi impulsionado por eficiência operacional, redução de despesas financeiras e melhorias no controle de custos, reforçando sua capacidade de adaptação em um cenário competitivo.

Grupo Casas Bahia continua em processo de recuperação e reduziu seu prejuízo líquido de R$ 836 milhões no 3T23 para R$ 369 milhões no 3T24, uma melhora de 55,9%. Esse avanço foi sustentado pelo plano de reestruturação, comreposicionamento de estratégia foco em otimização de estoques e redução de custos operacionais, demonstrando evolução gradual na recuperação da companhia.

Já a americanas s.a., após o escândalo contábil no início de 2023, reportou um lucro líquido de R$ 10,3 bilhões no 3T24, não recorrente. No entanto o lucro, reflete principalmente ajustes contábeis relacionados à execução de seu plano de recuperação judicial, como descontos na renegociação de dívidas (haircuts) e reversões fiscais.

Expectativas para o 4T24 e 2025
Com os resultados do 3T24, as varejistas entram no último trimestre do ano focadas em consolidar seus números com a Black Friday e o Natal, priorizando eficiência operacional, gestão de estoques e integração omnichannel para atender à alta demanda.

Para 2025, o setor deve ampliar investimentos em retail media (com Meli líder no país), digitalização, eficiência operacional e novos negócios. O avanço da Inteligência Artificial (IA) já transforma áreas como análise de “first-party data”, operações, crédito, risco e experiência do cliente, impulsionando produtividade e personalização.

No entanto, com a projeção de juros em 14,25% no início do ano, segundo o Copom, será crucial manter cautela na oferta de crédito para evitar elevação da inadimplência e garantir crescimento sustentável.

Obs:
– Considerados todos os negócios das 4 empresas.
– Receita Meli: USD 397 Mi * USD/BRL 5,546 = R$ 2,200 bi.
– Fonte: Relatórios de RI das empresas acima.

Site cnc – 17/12/2024

Gasto no comércio vai superar destinação dos recursos para o abatimento de dívidas

A economia brasileira receberá um impulso significativo com o pagamento da segunda parcela do 13º salário, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Um estudo da entidade prevê a injeção de R$ 125,6 bilhões na economia neste ano, o que representa um aumento de 4,8% em comparação aos R$ 119,8 bilhões pagos no mesmo mês do ano passado, já em valores corrigidos.

Desse montante, a prioridade dos brasileiros deve ser com as compras de fim de ano (R$ 44,1 bilhões ou 35% do total). A quitação e o abatimento das dívidas aparecem logo em seguida na intenção de gastos dos trabalhadores, que destinarão R$ 42,5 bilhões (34%) para esta finalidade. As projeções para o setor de serviços e poupança totalizam R$ 24 bilhões e R$ 15 bilhões, respectivamente.

“Este comportamento se deve ao aumento do nível de ocupação no mercado de trabalho e à ligeira queda do grau de comprometimento da renda média da população ao longo dos últimos 12 meses”, afirma o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. Segundo ele, os profissionais na ativa tendem a impulsionar o consumo de fim de ano, período de maior aquecimento das vendas no comércio, que historicamente registram um avanço médio de 25%. Os segmentos mais beneficiados pela intenção de compra são o de vestuário e calçados (80%), livrarias e papelarias (50%) e lojas de utilidades domésticas (33%).

Comprometimento da renda

Apesar de o grau de comprometimento da renda média da população seguir em patamar historicamente alto, em 29,8%, de acordo com o Banco Central, houve um recuo. Há um ano, o mesmo indicador estava em 30,1%. Pelos cálculos da CNC, para cada aumento de um ponto percentual, a propensão marginal a consumir cede 1,1%.

“A expansão da renda e do emprego em 2024 e o recuo da taxa média de juros na primeira metade do ano explica o cenário. No entanto, o que se nota são indícios da retomada da inadimplência no segundo semestre com a adoção da política monetária mais restritiva”, analisa Fabio Bentes, economista-chefe da CNC.

3 de dezembro de 2024

O Grupo Boticário recebeu a honraria máxima da noite na última segunda-feira (2), em São Paulo, quando foi eleito a Empresa do Ano na 50° Edição do Prêmio Aberje. O prêmio destaca a atuação de equipes de Comunicação Corporativa por sua criatividade e recursos para gerar melhores resultados para os negócios e impactos positivos para a sociedade. 

Em novembro deste ano, a Aberje reconheceu o Grupo Boticário como vencedor regional sul na categoria de Diversidade e Inclusão pelo case “Acessórios Inclusivos”, que distribui gratuitamente itens para atender pessoas com limitação motora nos membros superiores. O projeto, que começou a ser desenvolvido há cerca de três anos, disponibilizou gratuitamente aos consumidores dois tipos de acessórios: uma Base Aderente e um Engrossador Multiuso, que podem ser utilizados para a abertura, manuseio e aplicação de diversos produtos.

Para garantir a precisão e usabilidade de cada um dos itens,  membros da Comunidade Beleza Livre – a primeira comunidade de co-criação de produtos composta exclusivamente por representantes de grupos minorizados, realizaram testes em cada um dos acessórios. Os testes foram realizados por integrantes da comunidade com limitações nos membros superiores, que avaliaram  seu manuseio e uso, resultando em insights para que os produtos fossem realmente ergonômicos e que oferecessem acessibilidade. Para o Grupo Boticário, estar na vanguarda da beleza vai além do pioneirismo em inovação e tecnologia, o objetivo é fazer com que seus produtos impactem positivamente a vida das pessoas.

O Prêmio Aberje valoriza ações de comunicação corporativa e reconhece os esforços de empresas e seus parceiros para ampliar o diálogo com os stakeholders e gerar impactos positivos na sociedade. O reconhecimento do Grupo Boticário como Empresa do Ano da 50° Edição da premiação, demonstra o empenho e dedicação da companhia em construir uma jornada consistente e com propósito de criar oportunidades para a beleza transformar a vida das pessoas e assim transformar o mundo ao nosso redor.

2 de dezembro de 2024   site CNC

 

Pela primeira vez, governo, Congresso, setor produtivo e sociedade civil lograram estabelecer uma agenda de competitividade participativa, sistemática e transparente

Por Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e ministro do Mdic, Jorge Gerdau, presidente do Conselho Superior do MBC, Ricardo Alban, presidente da CNI, José Roberto Tadros, presidente da CNC e Arnaldo Jardim, presidente da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo

 

Reconhecer o problema foi uma etapa certamente decisiva. Agora, porém, pela primeira vez, governo, Congresso Nacional, setor produtivo e sociedade civil lograram estabelecer uma agenda de competitividade participativa, sistemática e transparente, para enfrentar os gargalos que afetam a capacidade de nossas empresas, em especial a indústria, de concorrer com seus pares internacionais.

A decisão do presidente Lula da Silva de recriar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), acompanhado de uma Secretaria de Competitividade e Política Regulatória (SCPR), foi estratégica, nesse sentido.

Após consulta pública inédita, com centenas de contribuições de entidades, inclusive Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a SCPR, com apoio do Movimento Brasil Competitivo (MBC), consolidou, no primeiro semestre de 2023, os principais entraves identificados.

Também fizemos uma nova medição do custo Brasil que revelou um montante de R$ 1,7 trilhão por ano, ou seja, nada menos que “um PAC”, o maior programa de investimentos de nossa história, em ineficiências que vão da abertura ao fechamento de negócios, passando por problemas em nossa infraestrutura. Feito o diagnóstico, passamos a atacar as causas dos problemas.

O governo lançou a Agenda de Redução do Custo Brasil, estabelecendo um conjunto de 41 medidas institucionais, das quais 21 delas tiveram impactos quantificados e serão capazes de reduzir em R$ 530 bilhões o custo Brasil nos próximos anos. Liderada pelo Mdic, essa agenda é resultado de um diálogo amplo, com a participação de mais de cem entidades, e tem como foco promover reformas estruturais que removam os gargalos que prejudicam o setor produtivo, mobilizem investimentos, gerem empregos e impulsionem a inovação.

No centro da Agenda de Redução do Custo Brasil está também a necessidade de atrair investimentos privados para financiar projetos estratégicos nas áreas de transporte, energia e inovação, que são fundamentais para aumentar a competitividade do Brasil.

Desde o seu lançamento, já estimamos uma redução de R$ 86,7 bilhões nos custos enfrentados pelas empresas nacionais, graças a medidas como a abertura do mercado livre de energia e a expansão das redes de banda larga no Brasil. E, até 2026, calculamos que essa redução poderá chegar a R$ 185 bilhões.

Para se ter uma ideia, aprovações, com apoio decisivo do Congresso Nacional, de iniciativas como as debêntures de infraestrutura, as Letras de Crédito do Desenvolvimento e o novo Marco Legal das Garantias, além de outros projetos já em implementação, reduzirão o custo do acesso ao crédito e acelerarão a diversificação de nossa matriz logística. Estima-se que essas ações possam gerar uma diminuição de custos na ordem de R$ 287 bilhões.

Agora, será essencial avançarmos na regulamentação da reforma tributária, que simplificará nosso sistema tributário, acabará com a cumulatividade – um dos principais entraves para as empresas – e desonerará investimentos e exportações. Somam-se a isso a racionalização dos encargos setoriais incidentes sobre a tarifa de energia elétrica, que faz com que o Brasil tenha, paradoxalmente, uma energia barata, mas uma conta de luz cara; a celebração de novos acordos comerciais; a facilitação das operações de comércio exterior, com mais crédito e menos burocracia; e a criação de um mercado regulado de créditos de carbono no Brasil.

Essas iniciativas e diversas outras estão, agora, sistematizadas no site do recém-lançado Observatório do Custo Brasil, destinado a divulgar para toda a sociedade cada um dos avanços realizados e a apresentar o plano de voo para seguirmos este caminho virtuoso nos próximos anos.

O observatório é uma ferramenta inédita e estratégica para acompanhar de perto os avanços, mostrar onde estamos e aonde podemos chegar. E, com isso, alinhar as ações entre governo, setor produtivo e demais atores. É um compromisso pela transparência e pela tradução dos gargalos em números. Um divisor de águas para assegurar que as políticas estão entregando os resultados esperados.

Não há dúvida de que temos desafios consideráveis pela frente. Mas quando observamos o que já foi feito em apenas dois anos, temos razões para nos mantermos firmes e confiantes na implementação de medidas que deixarão um legado duradouro para o Brasil.

Com diálogo entre governo e iniciativa privada, orientação para resultados e transparência, será possível preparar nosso país para atrair ainda mais investimentos e estimular novos negócios, aproveitando as grandes oportunidades que se avizinham, em uma economia que exige, cada vez mais, inovação e compromisso com a sustentabilidade. No Brasil do presente, indicando um movimento rumo a um ambiente mais competitivo e eficiente, o custo Brasil já começa a ser coisa do passado.

Artigo originalmente publicado no jornal O Estado de S. Paulo, em 1 de dezembro de 2024.

Desemprego baixo, oferta de crédito e benefícios sociais impulsionam apetite das famílias. Agropecuária é o único setor que tem retração no período. Resultado de 2023 é revisado para cima

Por  Vinicius Neder e  Mayra Castro / O globo / Rio / 03.12.24

 Consumo das famílias ajudou a puxar o PIB do terceiro trimestre de 2024

A economia brasileira seguiu em ritmo de crescimento no terceiro trimestre. O Produto Interno Bruto (PIB, valor de todos os produtos e serviços gerados na economia) avançou 0,9% sobre o segundo trimestre, informou o IBGE nesta terça-feira. O avanço do consumo das famílias e dos investimentos impulsionou a atividade econômica.

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O resultado veio em linha com as projeções, que apontavam para um crescimento de 0,8%, segundo pesquisa com analistas e mercado feita pelo jornal Valor, o que corrobora as estimativas de um crescimento acima de 3% em 2024.

Antes do resultado do terceiro trimestre ser divulgado, as projeções captadas na edição mais recente do Boletim Focus, pesquisa do Banco Central (BC) com analistas de mercado, apontavam para um crescimento econômico de 3,2% este ano.

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O IBGE também revisou para cima o crescimento do PIB em 2023, de 2,9% para 3,2%. O instituto costuma fazer revisões mais amplas no terceiro trimestre. Além disso, houve uma revisão metodológica na Pesquisa Mensal de Serviços, que fez o setor ampliar a expansão que havia sido registrada no ano passado.

Consumo cresce com mercado de trabalho forte

Assim como no primeiro semestre do ano, o consumo das famílias se manteve como motor da economia, pelo lado da demanda. Cresceu 1,5% na comparação com o segundo trimestre e 5,5% em relação a igual período do ano passado.

A sequência de altas no consumo das famílias somou 13 trimestres seguidos, sempre na comparação com os três meses imediatamente anteriores. Ela foi iniciada no terceiro trimestre de 2021. É a maior desde os 14 trimestres seguidos de crescimento verificados entre 2005 e 2008.

Segundo a economista Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro, do FGV Ibre, o impulso no consumo foi dado pela força dos mesmos motores dos últimos trimestres: o bom momento do mercado de trabalho, com o desemprego nas mínimas históricas, o avanço do crédito e os gastos do governo com Bolsa Família e programas sociais cujos pagamentos são atrelados ao salário mínimo, que saem ganhando com a regra que garante reajustes reais.

Os investimentos, que já haviam se destacado no trimestre anterior, também se sobressaíram, com expansão de 2,1% sobre o período de abril a junho. Na comparação com o terceiro trimestre de 2023, o salto foi de 10,8%, mesmo com os juros em alta.

Investimento tem 4 trimestres seguidos de alta

Na comparação com os três meses anteriores, os investimentos emplacaram quatro trimestres seguidos de avanços nessa base de comparação. É a mais longa sequência positiva desse tipo desde 2011.

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Do segundo trimestre de 2009 ao quarto trimestre de 2011, a Formação Bruta de Capital Fixo (medida dos investimentos no PIB) subiu ininterruptamente por 11 trimestres. De 2012, começou a registrar um vaivém, até a economia entrar em recessão, em 2014.

Nem mesmo entre 2020 e 2021, na recuperação do tombo provocado pela Covid-19, houve sequência tão longa de altas.

Um dos sinais de ampliação de investimentos é a compra de máquinas e equipamentos no exterior. As importações de bens e serviços cresceram 1% na comparação trimestral, segundo o IBGE. Já as exportações caíram 0,6%.

Impulso da pandemia para serviços

Pelo lado da oferta, os serviços, que respondem por cerca de 70% da economia, e a indústria seguiram em trajetória de crescimento. O primeiro subiu 0,9% na comparação o trimestre imediatamente anterior, liderado pelas atividades de Informação e comunicação, que inclui todos os negócios de TI.

— É impressionante como esse setor, no fim das contas, foi até beneficiado pela pandemia e pelo desenvolvimento de tecnologias mais modernas. Comparado com ultimo trimestre de 2019 (último antes de a Covid-19 se abater sobre o mundo) cresceu 35% em termos reais. É um aumento bastante expressivo nesse tempo todo — afirma a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Indústria de transformação puxou o desempenho do setor industrial

Indústria de transformação é destaque

Já o setor industrial avançou 0,6%, puxada pela indústria de transformação. Por outro lado, caíram os segmentos de construção (-1,7%), eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-1,4%) e indústrias extrativas (-0,3%).

— Uma coisa diferente (do resultado do terceiro trimestre) foi o resultado muito bom da indústria de transformação, e muita coisa relacionada ao consumo, como bens duráveis e bens de capital, maior capacidade para aumentar oferta — disse Rebeca.

Apesar da retomada recente, a indústria manufatureira segue com sinais de crise. O nível de atividade do PIB da indústria de transformação ainda está 14,7% do máximo já atingido, no terceiro trimestre de 2008.

A agropecuária foi o único componente da oferta que teve retração, como esperado. O recuo foi de 0,9%, o que ainda reflete os efeitos da seca sobre as plantações.

Sinais de desaceleração

Embora a alta do PIB do terceiro trimestre represente uma desaceleração em relação ao rimo do segundo trimestre, está longe de ser a freada que chegou a ser esperada por economistas no início de setembro.

À medida que os dados mensais da indústria, do varejo e dos serviços de julho, agosto e setembro foram sendo divulgados, a ideia de freada ficou para trás. As estimativas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), por exemplo, começaram em alta de apenas 0,1% para o PIB do terceiro trimestre.

Para Silvia, apesar da surpresa positiva, a economia já dá sinais de aquecimento excessivo, que aparecem na inflação pressionada. Com um cenário externo mais turbulento, diante da eleição de Donald Trump como presidente dos EUA, o aquecimento excessivo poderá exigir juros mais altos, que poderão provocar uma freada ainda mais forte na economia.

— É positivo o PIB (em ritmo maior de alta), mas é aquela coisa, o custo já apareceu, não veio de graça, não tem almoço grátis — afirmou Silvia.

 de Redação  / 28.11.24

A pirataria representa enormes prejuízos à economia brasileira, com impactos que vão além das perdas financeiras diretas. Segundo dados do Fórum Nacional de Combate à Pirataria (FNCP), o impacto do mercado ilegal em 15 setores aumentou 400% nos últimos dez anos, subindo de R$ 100 bilhões para R$ 441 bilhões.

O setor de vestuário foi o mais afetado, com perdas estimadas em R$ 84 bilhões, um reflexo da crescente circulação de produtos falsificados no mercado. Além do vestuário, outros setores como alimentos, eletrônicos e cosméticos também enfrentam desafios devido à presença de mercadorias ilegais.

“Esses números não podem ser ignorados. O impacto da pirataria vai além das perdas financeiras. Ele afeta toda a cadeia produtiva, gera desemprego, reduz a arrecadação de tributos e compromete a qualidade dos produtos oferecidos ao consumidor”, afirma Edmundo Lima, diretor-executivo da Abvtex.

 

A Abvetx, junto com outras entidades, defende a intensificação da fiscalização e a implementação de políticas públicas mais rigorosas para combater a pirataria no Brasil. Ações conjuntas entre o governo e o setor privado são vistas como essenciais para minimizar os danos e proteger os direitos dos consumidores e das empresas.

“Precisamos de uma mobilização conjunta entre o governo e o setor para que a legislação em vigor seja cumprida e para que controles mais rígidos sejam implementados”, destaca Lima.

 de Marcos Gouvêa de Souza    /   18 de novembro de 2024

Uma análise comparativa e detalhada do desempenho do varejo no 3º trimestre de 2024 feita por Eduardo Yamashita, COO do Ecossistema Gouvêa, e publicada na Mercado&Consumo na última sexta-feira (clique aqui para conferir) mostra o desempenho de algumas das principais empresas do setor, comparando como se comportaram Carrefour, Assaí, Magalu, Casas Bahia, RD – Raia Drogasil, Pague Menos, Renner e Riachuelo com base em seus balanços.

Como destaca o artigo, os fatores comuns positivos mostram melhorias das vendas e margens, melhoria dos resultados financeiros e redução dos custos financeiros, redução da alavancagem e a forte ênfase na frente digital.

Tudo isso é motivo para reverter um certo ceticismo que marcou as análises do varejo em 2024 quando tomamos como amostra do setor e por serem as principais empresas de capital aberto, considerando o que ocorreu em especial no 1º semestre de 2024.

O desempenho mais recente, como mostrado no artigo, é ponto positivo e sinaliza reversão. Mas o quadro futuro ainda gera preocupação, pois fatores diversos poderão criar desafios de curto, médio e longo prazo.

Sempre importante considerar a resiliência e capacidade de adaptação e reação do setor de varejo, que ao longo do tempo desenvolveu mecanismos próprios e únicos no cenário global para continuar evoluindo. Todo o modelo de crédito no Brasil é um dos diferenciais competitivos que atua para ajudar a equilibrar as flutuações de curto prazo e estimula o crescimento de longo prazo.

No cenário futuro eis os elementos que geram preocupação no varejo, no consumo e na economia como um todo e que merecem ser destacados.

  1. Comportamento da inflação e taxas de juros considerando a eleição em 2026

O aquecimento do consumo e o desempenho da economia acima do previsto trouxeram aumento das vendas e algum espaço para melhoria da rentabilidade como foi mostrado no artigo. Mas fizeram também crescer a inflação, em especial em alimentos, obrigando o Banco Central a aumentar, por decisão unânime, as taxas de juros.

Esse quadro, ao que tudo indica, tenderá a se manter e as previsões indicam continuidade da tendência de aumento da inflação que só será revertida por imposição de um desaquecimento da economia, com impacto no consumo e no varejo.

Outra consequência desse aquecimento foi o crescimento da inadimplência, que atingiu o segundo mais alto patamar em relação aos últimos oito anos, e o aumento do endividamento das famílias.
Ocorre que o atual governo está com olhar fixo nas eleições de 2026 e como tem demonstrado não se curvará à responsabilidade com o futuro da Nação. Ele vai prosseguir decidido a buscar caminhos, mais ou menos ortodoxos, para manter a economia e o consumo aquecidos deixando para pensar ajustes estruturais para depois de 2027.

  1. Emprego, renda, massa salarial e auxílios aquecem o consumo e assim permanecerá, porém, gerando distorções

Temos um cenário que até poderia ser considerado virtuoso combinando indicadores dos mais baixos de desemprego e com aumento da renda real e da massa salarial. Ocorre que temos uma deformação importante precipitada pelos programas de auxílio (Bolsas Brasil, Auxílio Brasil e outros) que foram criados para gerar uma renda mínima para sobrevivência dos mais desamparados, mas que hoje são destinados a 20,8 milhões de famílias com gente que prefere não ser empregada de forma fixa e pela CLT e complementam o auxílio recebido com “bicos”. E, portanto, não fazem parte dos que procuram emprego e são considerados desempregados.

E ainda gera uma distorção artificial, pois faltam profissionais para as empresas, em especial nos setores de varejo, hospitalidade, turismo e muitos outros, inflacionando salários e aumentando custos para recrutar e reter funcionário.

E é nesse cenário que se coloca em discussão uma alteração estrutural importante com potencial redução da carga de trabalho sem redução da remuneração. Tudo pela eleição e nada com responsabilidade com a Nação.

 

  1. As bets absorvendo recursos que são esterilizados na economia local

O total das receitas das bets neste ano de 2024 será de R$ 100, 120 ou 150 bilhões? Pode apostar para ver quem vai acertar. O que é certo é que essa nova epidemia contaminou o mercado gerando problemas de saúde pública, de desajustes sociais e com apoio de clubes, estádios, atletas, influencers e veículos de comunicação que entraram também no jogo.

Com isso, espaços publicitários são disputados pelas empresas que se habilitaram para atuar nessa nova frente. E que trouxeram renda extra para o governo no processo de habilitação. O que fez também que o governo se interessasse economicamente pelo tema. Porém o próprio governo perde arrecadação, pois a taxação das bets é inferior à taxação do consumo de produtos e serviços. E inferior à taxação de fumo e bebidas.

E o que não é distribuído em relação ao que é apostado para os vencedores é esterilizado e em parte direcionado para fora do país, já que muitas dessas empresas têm sede fiscal fora do Brasil.

O Banco Central mostrou o volume de apostas sendo feitas com recursos dos programas de auxílio e o STF determinou que não podem ser usados esses recursos e que também não pode haver publicidade das bets dirigida aos jovens. Alguém acredita que isso seja possível de ser de fato controlado?

Quem vai controlar se vai ser usado o valor do auxílio ou do “bico” para apostar? Vai impedir que jovens notem a comunicação massiva nos estádios, nas camisas ou propaganda nos intervalos comerciais? É o típico “me engana que eu gosto”.

  1. O devaneio do presente sobrepondo-se à responsabilidade com o futuro

O conjunto de ações e iniciativas para aquecer o mercado está trazendo resultado e é inegável, como bem demonstrado no completo artigo publicado. Mas o preço pode ser alto quando pensamos mais à longo prazo.

É uma economia em que o investimento de mais longo prazo acaba sendo desestimulado por taxas de juros de aplicações financeiras com razoável nível de segurança e rendendo patamares elevados de juros. E que levam à reflexão se vale a pena correr riscos investindo na economia real.

O esforço com forte indução do Estado com uso dos programas de auxílio, ajustes salariais e aumento do setor público com a finalidade de crescer a economia, o varejo e o consumo, o que também melhora o emprego, renda e a massa salarial do país, não deixam dúvidas sobre a opção adotada. Crescer a qualquer preço no presente! E o futuro a Deus pertence.

Controle e ajustes de gastos, busca de maior eficiência e outras questões mais ficam relegadas a outro plano. E vamos que vamos.

Nesse quadro fica a visão de que nos próximos nove trimestres, até as eleições presidenciais de 2026, economia, consumo, comércio, varejo e o desempenho das empresas ligadas a esses setores devem ser melhores do que foram no primeiro semestre deste ano. E o potencial de expansão de negócios no período deve ser mais positivo.

Passados esses nove trimestres de ilusão, talvez venhamos a discutir o futuro da Nação.

Marcos Gouvêa de Souza é fundador e diretor-geral da Gouvêa Ecosystem e publisher da plataforma Mercado&Consumo.

de Redação / 25 de novembro de 2024

A busca pelo menor preço em datas como Black Friday, Natal e Ano Novo já não é o único critério para os brasileiros. Segundo uma pesquisa da iStock, 6 em cada 10 consumidores priorizam marcas alinhadas aos seus valores. Além de descontos, autenticidade e conexão emocional estão moldando as escolhas de compra.

De acordo com o estudo VisualGPS, também da iStock, além do preço, a satisfação emocional é determinante: metade dos brasileiros está disposta a pagar mais por algo que proporcione esse tipo de experiência.

Essa tendência é especialmente evidente entre os jovens. Mais de um terço das pessoas entre 18 e 43 anos priorizam carreiras com significado ou propósito, influenciando o surgimento de negócios criativos e socialmente conscientes.

 

“Num ambiente saturado de descontos, o verdadeiro valor das ofertas sazonais não está apenas no preço. Os consumidores procuram descontos que se relacionem com os seus valores e hoje as pequenas empresas brasileiras têm a oportunidade de fortalecer esses laços em cada transação”, afirma Samuel Malave, Gerente de Pesquisa Criativa da iStock.

Pequenos e médios empreendedores, que já somam 11,5 milhões no Brasil segundo o Sebrae, têm se destacado nesse cenário, aproveitando a força das redes sociais e eventos sazonais para conquistar o público. Para se diferenciar nessas datas, o iStock sugere quatro abordagens para empreendedores:

  • Autenticidade visual: A geração Z e millennials valorizam imagens que refletem a realidade. Mostrar os bastidores do processo criativo, como oficinas ou clientes reais, pode ser mais eficaz do que campanhas publicitárias polidas;
  • Toque humano e confiança: Com o mercado saturado por imagens geradas por IA, destacar imperfeições e o aspecto artesanal dos produtos reforça a confiança do consumidor, já que 98% das pessoas acreditam na importância de imagens autênticas;
  • Histórias em foco: Ir além do desconto e explorar a narrativa por trás dos produtos é uma forma de atrair consumidores. Pequenos vídeos mostrando o “como foi feito” ou valores da marca são poderosas ferramentas de conexão; e
  • Marketing de nicho: Apostar em comunidades específicas e valores compartilhados, como sustentabilidade ou design exclusivo, ajuda a formar uma base de clientes fiéis, que busca algo além do preço.

Dados da Pnad Contínua, divulgados na última sexta-feira (22), apontam que o número de mulheres ocupadas atingiu 2,617 milhões no Paraná no 3º trimestre de 2024. Resultado é o maior da série histórica disponível, que foi iniciada no 1º trimestre de 2012 – naquele ano eram 2,176 milhões.

Publicação  25/11/2024 –  Editoria – AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

Paraná alcança número recorde de mulheres no mercado de trabalho: 2,6 milhões
Foto: Gilson Abreu/AEN

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua  (Pnad Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última sexta-feira (22), apontam que o número de mulheres ocupadas atingiu 2,617 milhões no Paraná no 3º trimestre de 2024. Esse resultado é o maior da série histórica disponível, que foi iniciada no 1º trimestre de 2012 – naquele ano eram 2,176 milhões.

Em relação ao 2º trimestre deste exercício, quando o total de mulheres paranaenses ocupadas alcançou 2,575 milhões, o incremento foi da ordem de 42 mil. Já em comparação ao mesmo período do ano passado, o recente resultado divulgado representa aumento de 116 mil mulheres em atividade laboral no Estado, o que demonstra o aquecimento do mercado de trabalho local.

Consequentemente, a taxa de desocupação feminina apresentou recuo expressivo, caindo para 4,8% no 3º trimestre deste ano. A título de ilustração, no 1º trimestre de 2019, 11,3% das paranaenses que procuravam emprego não alcançavam o objetivo, ou seja, a taxa de desocupação entre as mulheres declinou para menos da metade no Paraná nos últimos seis anos.

Em decorrência da crescente demanda pelo trabalho feminino, os salários pagos às mulheres do Paraná também vêm evoluindo. De acordo com o IBGE, o rendimento médio das paranaenses atinge atualmente R$ 2.958 mensais, superando em 3,5% a média referente ao período de maio a junho deste ano e em 7,9% o valor registrado no 3º trimestre de 2023. É o quinto maior salário do País.

Segundo Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, os efeitos positivos da expansão do mercado de trabalho paranaense são abrangentes, beneficiando homens e mulheres e todas as faixas de idade e instrução. “É a política social com os resultados mais efetivos”, afirma.

A secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte, disse que os dados divulgados mostram um avanço significativo e decisivo na economia. “As mulheres têm se tornado cada vez mais protagonistas, em especial em setores-chaves da economia. A luta por um mercado de trabalho mais justo e igualitário precisa ser constante. A promoção da igualdade de gênero não pode se limitar à presença das mulheres, mas deve abranger as condições em que elas atuam, os salários que recebem e as oportunidades que têm para crescer e se desenvolver profissionalmente”, destaca.

“Para garantir a inclusão de trabalhadoras em áreas que crescem junto com a economia paranaense, oferecemos projetos de qualificação. Com isso, é possível encaixá-las em vagas nos setores da indústria e construção civil, por exemplo”, cita o secretário estadual de Trabalho, Qualificação e Renda, Mauro Moraes. “Como exemplo de ação neste sentido, tivemos recentemente uma parceria com o Senai para abertura de um curso na área de construção civil exclusivo para mulheres”. 

DESEMPREGO EM QUEDA – A mesma pesquisa indica que o Paraná registrou a 5ª menor taxa de desemprego do País no terceiro trimestre de 2024, de 4%. O índice é 0,4 ponto percentual menor em relação ao segundo trimestre (4,4%). É o terceiro melhor resultado da série histórica, iniciada em 2012, e também abaixo da média nacional, de 6,4%.

O índice registrado no terceiro trimestre deste ano fica atrás somente do 4º trimestre de 2013 e do 4º trimestre de 2014, em que, em ambos os anos, a taxa de desocupação foi de 3,8%. Com o resultado de agora, o Paraná se aproxima de sua melhor marca histórica, indicando o bom ambiente econômico e a confiança do setor privado no Estado. Desde o 2º trimestre de 2023 esse índice é menor que 5% no Paraná.