Shopping no Centro de Brasília tem movimento intenso
O percentual de famílias com dívidas em cartão de crédito, cheque especial, cheque pré-datado, crédito consignado, crédito pessoal, carnê de loja, prestação de carro e prestação da casa diminuiu, em janeiro de 2020, para 65,3%, após ter alcançado o maior patamar da série histórica (65,6%) em dezembro.
Houve alta, entretanto, na comparação com janeiro do ano passado, quando o indicador alcançou 60,1%. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada hoje (6) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Segundo a pesquisa, pelo terceiro mês consecutivo, o percentual de famílias inadimplentes, ou seja, com dívidas ou contas em atraso, teve queda – de 24,5% para 23,8%. Também foi registrada queda no percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes – de 10% para 9,6%. Os dois indicadores, porém, apresentaram alta em relação a janeiro do 2019.
De acordo com o presidente da CNC, José Roberto Tadros, apesar de o endividamento permanecer em um patamar elevado, a queda nos indicadores de atraso e inadimplência indica que as dívidas têm sido compatíveis com a renda das famílias.
“As melhores condições do crédito têm permitido a ampliação desse mercado ao consumidor, que vem tendo mais segurança para comprar por conta da melhora recente do mercado de trabalho, confirmada pelos últimos indicadores econômicos”, afirmou, em nota.
Segundo a CNC, a parcela média da renda comprometida com o pagamento de dívidas apresentou retração na comparação mensal: de 29,7% para 29,4%. O percentual é o menor contabilizado desde maio de 2019.
Entre as dívidas apontadas pelos brasileiros como as principais em janeiro estão cartão de crédito (79,8%), carnês (15,9%) e financiamento de carro (10,9%).
A economista da CNC Izis Ferreira disse que havia uma demanda represada por bens que são mais dependentes do crédito, como móveis e eletrodomésticos.
“A proporção do comprometimento da renda com dívidas vem caindo desde novembro de 2019 e reforça que o consumo está sendo retomado através do que se pode chamar de dívida responsável, com as famílias se organizando para pagar empréstimos e financiamentos”, afirmou, em nota, a economista.
Fonte: Ana Cristina Campos – Agência Brasil

A empresa brasileira explicou que o acordo envolve a aquisição da Nike Do Brasil – capital de giro e ativos fiscais – por 900 milhões de reais. A Nike do Brasil teve receita operacional líquida de cerca de 2 bilhões de reais no ano fiscal encerrado em 31 de maio de 2019.
As ações da Centauro saltaram 14,70%, a 49,71 reais, tendo alcançado 49 reais na máxima. Já o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, mas sem as ações em sua composição, caiu 0,72%.
O Grupo SBF informou que financiará o valor e contratou Santander Brasil, Itaú BBA e Bradesco BBI para estruturar e implementar o financiamento.

O acordo faz parte da migração pela Nike de seus negócios na América do Sul para parcerias estratégicas (Imagem: REUTERS/Carlo Allegri)
O acordo também contempla a operação de comércio eletrônico da empresa norte-americana por dez anos, bem como as lojas físicas da marca Nike durante um período inicial de cinco anos, segundo fato relevante.
A transação deve ser concluída em meados do ano e está sujeita a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
O acordo faz parte da migração pela Nike de seus negócios na América do Sul para parcerias estratégicas, a fim de adotar um modelo de negócios que considera mais lucrativo, eficiente em termos de capital e com valor agregado.
Além do Grupo SBF, a norte-americana também fechou acordo com o Grupo Axo, que assumirá as operações do empresa na Argentina, Chile e Uruguai.
Como resultado das transações, durante o terceiro trimestre do ano fiscal de 2020, a Nike disse que reconhecerá uma perda única e não recorrente relacionada para câmbio de aproximadamente 425 milhões de dólares.

fonte:Por Reuters
06/02/2020 – 18:45

Empresa deve apresentar alta de dois dígitos no lucro em meio a resultados do quarto trimestre a serem divulgados nesta quinta-feira

Loja da Renner: empresa é uma das varejistas preferidas de investidores na bolsa, com alta de quase 200% em três anos (Germano Lüders/EXAME)
São Paulo — A última linha do balanço da Renner deve voltar a crescer após dois trimestres de queda. É o que esperam analistas para esta quinta-feira, quando a empresa divulga resultados de seu quarto trimestre e do acumulado de 2019.
A expectativa é de lucro líquido ajustado de 546 milhões de reais entre outubro e dezembro, alta de 24% em relação ao mesmo período de 2018, segundo consenso de analistas. O faturamento deve subir 25% em comparação com o ano anterior, indo a 3,2 bilhões de reais no quarto trimestre.
Se a previsão for confirmada, a empresa fecha o acumulado do ano com faturamento de cerca de 8,8 bilhões de reais (alta de 17% ante 2018) e lucro de 1,1 bilhão de reais (alta de 10%).
Anteriormente, no segundo e no terceiro trimestres, o lucro havia caído 14% e 3%, respectivamente. Parte da perda vem dos altos investimentos que a empresa vem fazendo para sua transformação digital, que começou em 2018 e se intensificou no ano passado.
Mais de 500 lojas físicas foram conectadas ao e-commerce, produtos ganharam etiquetas eletrônicas e consumidores passaram a poder finalizar a compra através do tablet de vendedores. Tudo isso em meio a um ano de transição, já que a Renner teve em 2019 seu primeiro semestre sem o lendário ex-presidente José Galló, que deixou a empresa em abril após mais de 20 anos.

A Renner briga em um mercado fragmentado das varejistas “de nicho”. Analistas do banco BTG Pactual escreveram em relatório de janeiro que redes como Renner, C&A e Riachuelo devem brigar por somente 20% do varejo, enquanto as grandes varejistas que vendem de tudo tendem a dominar quase 80% — como Magazine Luiza, Mercado Livre, Via Varejo e B2W.
Embora menor, o mercado dos especialistas em moda passou de 110 milhões de reais em 2019, segundo a consultoria Euromonitor. O varejo físico cresceu em 2% entre 2014 e 2018 e deve crescer outros 9% até 2024.
O comércio eletrônico, embora tenha dobrado de tamanho nos últimos quatro anos, segue tendo somente um sexto do tamanho das vendas físicas (com previsão de chegar a 11% em 2024). Assim, vencerá neste segmento quem melhor conseguir entregar as duas ofertas, com processo multicanal para experimentar (ou devolver) nas lojas roupas compradas online.
A Renner é uma das principais apostas dos analistas pare chegar lá. A empresa é a líder no varejo físico de moda no Brasil, com 7,5% do mercado, à frente das principais concorrentes C&A e Riachuelo, segundo a Euromonitor. Desde 2017, a ação da empresa subiu quase 200%.
Na Renner, só no ano passado, o preço do papel subiu 46%, mesmo com a queda no lucro. Há espaço para um pouco mais, dizem os analistas, que colocam a ação a preço alvo na casa de 60 reais, ante 57,20 reais no pregão desta sexta-feira 5. Se continuar fazendo a lição de casa para ser uma das vencedoras no mundo digital — e se a economia brasileira ajudar, após números fracos no varejo em 2019 –, esse valor pode continuar crescendo.

fonte:Por Redação EXAME 6.2.20

Versão infantil da Farm, a marca Fábula se expande com a abertura de lojas pop-ups

Fábula, loja de roupas (Fábula/Divulgação)
Conhecida pela roupas cheias de estampas, que permitem ver flores, carrinhos e toda sorte de bichos, a Fábula foi criada em 2009 como uma marca que inspira brincadeiras.
Fundada por Katia Barros e Marcello Bastos, é a versão infantil da carioca Farm, a primeira grife da dupla – desde 2010 as duas marcas fazem parte do portfólio do grupo Soma, dono também da Animale e da Cris Barros, entre outras.
Hoje com 17 lojas, todas próprias, a Fábula traçou um plano de crescimento baseado na abertura de unidades pop-ups. A principal vantagem delas é o custo, que equivale a cerca de 30% do investimento necessário para uma loja padrão.
“Esse formato permite testar a receptividade da clientela local e comprovar se é proveitoso ou não investir naquele ponto de forma fixa”, explica Marcello Bastos.
A comunicação visual das pop-ups é mais simples e o tamanho delas, um pouco menor. Mas as coleções ofertadas não mudam. A grife também dispõe de um e-commerce e comercializa suas peças por meio de 300 lojas multimarcas. afabula.com.br

fonte: Por Daniel Salles Publicado em 5 fev 2020, 07h00 / Exame

Trabalho informal atinge maior contingente desde 2016, com 41,1% da população ocupada
Diego Garcia
RIO DE JANEIRO
O desemprego no Brasil caiu para 11% no último trimestre de 2019, segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (31).

Essa é a menor taxa do quarto trimestre desde 2015, quando atingiu 8,9%.

O resultado coincide com a expectativa dos economistas ouvidos pela Bloomberg, que esperavam que a taxa desemprego atingisse 11%.

Marcado pelo Natal e início do verão, o país tinha 11,6 milhões de pessoas que buscavam emprego no último trimestre do ano –número 7,1% menor em relação ao trimestre anterior, o equivalente a 883 mil pessoas.

O índice de desemprego caiu tanto na comparação com o trimestre encerrado em setembro quanto ante o período de outubro a dezembro de 2018.

A média anual de desemprego ficou em 11,9%, um recuo comparado ao ano anterior, quando ficou com 12,3%.

“Porém, na comparação com o menor ponto da série, quando atingiu 6,8 milhões em 2014, a população sem trabalho quase dobrou, crescendo 87,7% em cinco anos”, disse o IBGE.

Foram 12,6 milhões de desocupados em média no ano de 2019, um recuo de 1,7%, ou 215 mil pessoas a menos, em relação a 2018.

O trabalho informal atingiu seu maior contingente desde 2016 no Brasil, com 41,1% da população ocupada, ou o equivalente a 38,4 milhões de pessoas, apesar da estabilidade com relação a 2018.

“Houve um aumento de 0,3 ponto percentual e um acréscimo de um milhão de pessoas”, disse Adriana Beringuy, analista da Pnad.

Para o economista e professor da faculdade Fipecafi Samuel Durso, trata-se de uma “uberização” dos postos de trabalho, o que é preocupante.

“Temos uma mudança na forma como os trabalhos estão ocorrendo. De uma forma mais genérica, podemos falar de uma ‘uberização’ dos postos de trabalho em vários setores, com o advento da tecnologia e outras possibilidades de atuação e flexibilização de trabalho, que acabam gerando algumas alterações nas formas de contratação e emprego. Isso é preocupante na medida que o trabalhador informal tem menos segurança”, analisou o professor Samuel Durso.

A economista Victoria Santos Jorge, da Ativa Investimentos, também vê com preocupação os dados de trabalhadores informais.

“Essa informalidade elevada contribui de forma ruim para a situação previdenciária do país, já que esses trabalhadores não contribuem de forma regular, o que acaba acarretando uma maior redução da população ocupada que efetivamente colabora para a Previdência”, disse a economista.

Thiago Xavier, economista da Tendências Consultoria, foi outro que projetou crescimento em 2020, o que deve intensificar o ritmo e a qualidade da retomada do mercado de trabalho.

“Nesse contexto, a população ocupada deve crescer, ainda que com menores incrementos por volta da segunda metade do ano, explicado tanto pelo efeito nível, contingente já elevado de pessoas com algum trabalho como pela composição, pois esperam-se migrações dentro da ocupação, com destaque para a formalização de pessoas que já trabalhavam. Tal cenário também é favorável à alta adicional dos rendimentos”, analisou Xavier.

Em dezembro, o número de trabalhadores com carteira assinada registrou 33,7 milhões, um aumento de 1,8% com relação ao trimestre anterior, enquanto o número de trabalhadores por conta própria ficou em 24,6 milhões, 782 mil pessoas (3,3%) a mais do que o fim de 2018.

“Houve um crescimento expressivo do emprego com carteira assinada, o que não ocorria desde o início da série, em 2012. Mas, ainda que o crescimento no quarto trimestre seja um dos maiores da série, ainda é cerca de 3 milhões inferior ao recorde da série, de 2014, com 36,7 milhões”, disse a analista Adriana Beringuy.

A categoria dos empregados sem carteira assinada ficou em 11,9 milhões, estável em relação ao trimestre anterior, mas com acréscimo de 367 mil pessoas (3,2%) na comparação com o mesmo período de 2018.

“Pela primeira vez desde o início da crise, houve uma aceleração da queda da taxa de desemprego e do número de desalentados ao mesmo tempo”, apontou Daniel Duque, pesquisador do Ibre/FGV (Fundação Getulio Vargas).

Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas foi o grupo de atividade que teve maior aumento no contingente de ocupados na comparação com o trimestre anterior, com acréscimo de 376 mil pessoas (2,1%).

Por outro lado, houve redução de 178 mil pessoas (2,1%) no grupo de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura.

Já na comparação com o último trimestre de 2018, o maior aumento de pessoas ocupadas foi na indústria, com 388 mil (3,3%) trabalhadores a mais. Alojamento e alimentação foi o que teve maior crescimento percentual, com 5,2%, ou 282 mil pessoas.

O rendimento médio foi de R$ 2.340 no trimestre encerrado em dezembro, permanecendo estável. A média anual ficou em R$ 2.330, com variação de 0,4% em relação ao ano anterior.

A ​massa de rendimento cresceu 1,9% ma comparação com o trimestre anterior e ficou em R$ 216,3 bilhões. Já a média anual subiu 2,5% em relação a 2018, chegando a R$ 212,4 bilhões.

O economista Luca Klein, da 4E Consultoria, espera que o setor formal do mercado de trabalho apresente resultados mais robustos nas próximas divulgações, agora no ano de 2020.

“Os dados do Caged no segundo semestre já sugerem uma recuperação mais intensa, dinâmica que deve se estender para 2020. Logo, esperamos que tal desempenho venha a impactar positivamente a renda, de maneira a favorecer com mais ênfase também o consumo”, disse o economista Luca Klein.

Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o Brasil encerrou 2017 com mais demissões do que contratações.

Em dezembro, o saldo de emprego formal ficou negativo em 328.539 vagas, de acordo com informações obtidas pela Folha.

Luca Klein também considerou positiva a taxa de subutilização da força de trabalho, que marcou queda de 0,8% com relação ao ano anterior.

“Com o segundo recuo seguido nessa métrica, a população subutilizada não recuava desde o final de 2014, o que pode indicar uma recuperação mais robusta do mercado de trabalho. Ainda assim, a taxa média de subutilização em 2019 ficou apenas marginalmente inferior à do ano anterior, 24,2% contra 24,3%.”, disse o economista.

Pequenos negócios criaram 731 mil vagas – Resultado é 22% superior ao de 2018.

Os pequenos negócios dominaram a criação de empregos em 2019. As micro e pequenas empresas abriram 731 mil vagas formais enquanto as médias e grandes foram na contramão: fecharam 88.000 postos com carteira assinada.

Considerando os dados de 2007 a 2019, os pequenos negócios criaram 12,4 milhões de vagas. Enquanto isso, médias e grandes empresas perderam 1,5 milhão. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e foram compilados pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).
A criação de vagas formais em micro e pequenas empresas no ano passado representou o melhor saldo em 5 anos. O resultado foi 22% superior ao de 2018, quando o setor criou 599 mil empregos com carteira assinada.

EMPREGOS EM 2019
Já considerando o saldo geral, o Brasil criou 644.079 empregos formais em 2019, segundo o Ministério da Economia. O número representou o melhor resultado em 6 anos. Os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) foram divulgados em 24 de janeiro.
Em 2013, o saldo de postos de trabalho com carteira assinada foi de 1,12 milhão.

fonte: Poder 1.2.20 – RAFAEL BARBOSA

Otimismo é registrado em todos os setores e inclui novos investimentos e criação de postos de trabalho

Vista de Maringá: nessa cidade e região, maiores expectativas
Os empresários paranaenses do comércio iniciaram o ano mais otimistas, segundo dados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR). A 37ª Pesquisa de Opinião do Empresário do Comércio, Serviços e Turismo, relativa ao primeiro semestre de 2020, mostra que 69,0% dos empresários do estado têm expectativa favorável para o período. Na edição anterior, referente ao segundo semestre de 2019, o percentual de expectativa favorável foi de 59,3%, e para o primeiro semestre de 2019 era de 73,2%.
MAIS A FAVOR
Houve redução na parcela do empresariado com expectativa desfavorável, que era de 19,4% na última edição da pesquisa e baixou para 11,4% para este primeiro semestre do ano. A proporção de empresários que demonstram incerteza com relação ao futuro dos negócios também caiu, passando de 17,0% para 15,2% com opinião indefinida. Os indiferentes correspondem a 3,9% neste semestre, ante 4,3% no segundo semestre de 2019.
COMÉRCIO X SERVIÇOS X TURISMO
Na comparação entre os três setores representados pela Fecomércio PR, observa-se que todos apresentaram melhora no indicador de otimismo em comparação ao semestre anterior, principalmente o varejo, em que as expectativas favoráveis passaram de 54,3% no 2º semestre de 2019 para 70,7% para o 1º semestre de 2020.
Mas o setor mais otimista continua sendo o turismo, com 76,9% de opiniões positivas, percentual bastante semelhante ao registrado no 2º semestre do ano passado, quando 76,4% dos empresários se mostravam confiantes.
O setor de serviços possui 64,9% de empresários confiantes, ante 59,0% na edição anterior do estudo.
INVESTIMENTOS E CONTRATAÇÕES
No 2º semestre do ano passado, apenas 33,8% dos gestores tinham planos de investimentos. Este é o melhor percentual de investimentos desde 2014, quando 52,0% dos empresários planejavam promover melhorias em suas empresas. As áreas que devem ser priorizadas são reforma e modernização (44,3%), publicidade (38,3%) e nova linha de produtos (30,7%). Investir na capacitação da equipe (26,5%), aperfeiçoar a área de informática (21,8%) e abrir novos pontos de venda (15,5%) também devem ser objetos de investimentos.
Os empresários também estão dispostos a fazer mais contratações neste 1º semestre: 34,6% dos empresários pretendem abrir novos postos de trabalho, aumento considerável em relação ao semestre anterior, quando apenas 16,8% pretendiam ampliar o quadro funcional.
Neste semestre, as empresas que planejam manter o número de colaboradores correspondem a 39,7% e as que pretendem reduzir são apenas 5,9%.
DIFICULDADES PREVISTAS PARA O 1º SEMESTRE/2020
As principais dificuldades apontadas pelos empresários paranaenses foram a carga tributária, com 47,3%, seguida pela instabilidade econômica (38,2%), clientes descapitalizados (33,0%) e custo das mercadorias (27,6%). No decorrer das pesquisas realizadas pela Fecomércio PR, a carga tributária e a instabilidade econômica vêm alternando posições entre os principais entraves das rotinas empresariais.
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ÁREA DE ABRANGÊNCIA
A pesquisa da Fecomércio PR avaliou seis regiões do estado. Todas, sem exceção, se mostram mais otimistas do que na edição anterior da pesquisa. A maior expectativa favorável está entre as empresas das regiões de Maringá (82,4%) e Sudoeste (80,8%), que acreditam que o primeiro semestre de 2020 será muito positivo. Na sequência estão as regiões de Ponta Grossa (78,9%), Oeste (76,0%) e Londrina (69,0%). Por último, mas com percentual de otimismo crescente, está Curitiba e Região Metropolitana, com 67,4%.
(fonte: Fecomercio) blog Prof Aroldo janeiro 29, 2020

Avaliação sobre as condições atuais das empresas, do varejo e da economia em melhora de 6,3%

Movimento de comércio e vendas
A confiança do empresário do comércio do Paraná apresentou a quinta alta consecutiva em janeiro de 2020. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), monitorado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), está em 128,7 pontos neste mês de janeiro, com variação mensal de 1,2%.
TODA A SÉRIE
Este é o melhor resultado para o mês em toda a série histórica da pesquisa e também é o quinto mês consecutivo de alta no indicador, puxado principalmente pelo aumento do quesito Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC), que está em 112,4 pontos, com variação mensal de 6,3%. O índice paranaense ficou acima da média nacional, que está em 126,6 pontos, e também está em ascendência desde setembro.
O subindicador Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC) é de 158,5 pontos e teve leve baixa de 0,8% em relação a dezembro. Já o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC) está em 115,3 pontos, com redução de 0,6% na variação mensal.
MAIS VENDAS
Com isso, verifica-se que os comerciantes avaliam positivamente a situação atual da economia, do comércio e das empresas comerciais, principalmente em função do aumento das vendas nos últimos meses, conforme demonstra a Pesquisa Conjuntural, também da Fecomércio PR, que acumulou alta de 3,21% até o mês de novembro de 2019.
OS MAIORES
Os proprietários e gestores de empresas de grande porte (acima de 50 funcionários) são os mais confiantes, com 142 pontos, apesar da redução mensal de 0,7%. Nos estabelecimentos comerciais de pequeno e médio porte, o ICEC marca 128,5 pontos, com acréscimo mensal de 1,2%.

fonte:janeiro 23, 2020 – Notícias blog Prof Aroldo

liberam R$ 14,5 bi extras na economia

Novo calendário anunciado pela Caixa adiantou, de março para dezembro, a data para o saque de até R$ 500 do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço Adriana Fernandes e Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo 22 de outubro de 2019 BRASÍLIA – A liberação de R$ 12 bilhões com a antecipação do saque de R$ 500 do FGTS para todos os trabalhadores vai impulsionar o Natal dos brasileiros e ajudar a economia na largada de 2020, na avaliação do secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida. Além disso, com o pagamento de R$ 2,5 bilhões do 13.º para os beneficiários do programa Bolsa Família, a injeção adicional de dinheiro sobe para R$ 14,5 bilhões. O valor vai se somar aos R$ 30 bilhões do FGTS e do PIS/Pasep cuja liberação já estava prevista para este ano. “Ajuda os brasileiros a ter um Natal melhor”, disse o secretário ao Estado. 
 O saque imediato não tem relação com o saque aniversário Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilEmbora a equipe econômica rejeite a ideia de que a liberação dos recursos seja uma medida de estímulo nos moldes do que foi adotado pelos governos anteriores do PT, o secretário reconheceu que o dinheiro extra ajuda a economia brasileira a começar melhor o próximo ano, por reforçar o chamado “carry over” do Produto Interno Bruto (PIB) para 2020. O termo é usado para explicar o efeito estatístico que considera o crescimento que é transferido de um ano para outro. Se há uma melhora no fim do ano, como se espera, o impacto tende a ser levado para o ano seguinte. Sachsida reforçou a avaliação do governo de que as medidas do FGTS têm um pano de fundo estrutural de longo prazo. Segundo ele, a força motriz do crescimento da economia está mudando, com investimentos privados passando a substituir os aportes governamentais. Segundo o secretário, a antecipação do FGTS só está sendo possível porque a Caixa conseguiu viabilizar o atendimento aos trabalhadores. Quando a medida foi lançada, havia uma preocupação de que uma demanda muito forte nas agências da Caixa pudesse atrapalhar o pagamento, o que não se verificou.O secretário informou que, com a antecipação, 81% das contas dos trabalhadores no FGTS serão zeradas ainda este ano. Por enquanto, a previsão de PIB de 2020 está mantida em 2,17%, mas pode subir à medida que o cenário de crescimento ficar mais claro. A estimativa de 2019 (0,85%) pode subir, mas não deve superar 1%.Quem pode sacar?O saque de R$ 500 é o limite para contas ativas (atreladas ao emprego atual) e inativas (de empregos anteriores) do fundo. O saque imediato não tem relação com o saque aniversário, que só começa a ser pago em abril de 2020. Pelo novo cronograma, todos os trabalhadores poderão sacar até R$ 500 por conta neste ano. Antes, a previsão da Caixa era de que os saques imediatos somente seriam finalizados em 6 de março de 2020, quando seriam pagos os valores para quem faz aniversário em dezembro. A projeção do governo era de que os saques do FGTS injetassem R$ 40 bilhões na economia até 2020 (R$ 28 bilhões em 2019 e R$ 12 bilhões no próximo ano).Ao anunciar a antecipação, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães deixou claro que a medida não foi solicitação do ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo ele, o adiantamento foi consequência direta do uso da tecnologia e do bom andamento das liberações anteriores.Em 40 dias, segundo o banco, já foram liberados R$ 15,4 bilhões para cerca de 37,3 milhões de trabalhadores.Para quem possui conta de poupança na Caixa, os valores foram depositados automaticamente. Quem não tem conta no banco estatal pode sacar pelos canais de atendimento da Caixa (lotéricas, agências, caixas de autoatendimento e correspondentes bancários). Apesar da mudança na data de início das liberações, o prazo limite para que o trabalhador faça o saque continua sendo 31 de março de 2020.EfeitoComo os saques estarão disponíveis no período que compreende duas grandes datas para o comércio, a Black Friday e o Natal, as associações do varejo já projetam melhora nas vendas. A Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que prevê alta de 2% em relação a 2018, acredita que o porcentual será maior. “Todo dinheiro extra ajuda nas vendas, mesmo que em um primeiro momento vá para pagar dívidas, porque as pessoas pagam as dívidas também para voltar a consumir”, diz Marcel Solimeo, economista da instituição.“Apesar de o Dieese ainda não ter soltado as projeções, estimamos que o 13º salário deste ano deva injetar entre R$ 230 e 240 bilhões na economia”, diz Altamiro Carvalho, o assessor econômico da FecomercioSP . “Esses R$ 40 bilhões (do FGTS) representam um aumento de liquidez e é um valor bastante impactante sobre consumo.” Para o diretor de relações institucionais da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Luis Augusto Ildefonso, a injeção de dinheiro deve ser um pequeno alívio para o consumidor, que segue sem confiança, em função da lenta recuperação da economia. “É um alento, não uma injeção de otimismo.” / COLABORARAM TALITA NASCIMENTO E ÉRIKA MOTODA